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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Daniel - Lição 13

O Tempo do Fim (Daniel 12)

Introdução: Você está preparado para que Jesus volte e traga um fim ao pecado? O livro de Daniel abriu os nossos olhos para o controle que Deus tem sobre o desenrolar da história humana. Nesta semana Daniel nos leva ao final desta história. Vamos mergulhar na nossa lição e examinar o que Deus nos revela sobre a Sua vitória final!

I. O Tempo do Fim

A. Leia Daniel 12:1. A que tempo se refere a frase “naquela ocasião”?

1. Leia Daniel 11:40. (Daniel 12:1 se refere a Daniel 11:40 – ao tempo do fim.)

2. Quem se levanta no tempo do fim e com que razão? (Miguel se levanta para proteger o povo de Deus.)

a. Por que eles precisam de proteção? (O pior período que já existiu está acontecendo na terra.)

3. Qual é a “boa notícia” acerca deste tempo terrível? (O povo de Deus é liberto. Esta é a salvação final para os justos.)

4. O que é este “livro”? (O “livro” é o livro da vida. Veja Apocalipse 3:5 e Apocalipse 13:8.)

B. Leia Daniel 12:2. Note que não apenas os justos vivos são salvos, mas os justos mortos também são libertos. O que Daniel 12:2 sugere sobre o estado dos mortos? (Eles “dormem no pó da terra”. Este texto apóia o conceito de “sono da alma”. Os mortos estão em um estado inconsciente até a Segunda Vinda de Jesus.)

1. Qual é a opção alternativa a ressuscitar para a vida eterna? (É ressuscitar para a “vergonha”, e o “desprezo eterno”. Note que Daniel não diz que “todos”, mas sim “alguns” ressuscitam para a vida eterna. Isto sugere que a vergonha e o desprezo para aqueles que rejeitam a Jesus é eterno, mas suas vidas miseráveis não são.)

C. Leia Daniel 12:3. Quem vai “reluzir” no dia da ressurreição? (Aqueles que são “sábios” e aqueles que conduzem outros à salvação.)

1. O que significa, do ponto de vista prático, ser “sábio” e conduzir muitos à salvação? (Ser “sábio” significa que você aceitou a Deus e Sua direção para a tua vida. Trazer outros à salvação significa que você aplicou a Sua Santa sabedoria à tua vida. Esta sabedoria não é apenas conhecimento teórico.)

D. Leia Daniel 12:4. Temos mais referencias ao conhecimento. O verso 3 se refere aos “sábios”, o verso 4 se refere ao “livro” ser selado e às pessoas correndo de um lado para o outro “em busca de maior conhecimento”. Você vê uma conexão entre estas três referencias ao conhecimento? (Leia Mateus 13:11. Se vamos a Deus (ao contrário de ir “aqui e ali”) em busca de conhecer os segredos do Seu reino, Ele os revelará à aqueles que O buscam, no momento que precisarem deste conhecimento.)

1. Nós deveríamos ser capazes de compreender tudo isto (a revelação a Daniel) agora? (Não creio que temos nada que se aproxime de um conhecimento completo. Em nosso estudo deste livro, onde achei que a mensagem estava ao nosso alcance, nós a estudamos, nesta série de lições sobre Daniel. Os trechos onde achei que ela era obscura, ou que nenhum comentarista tinha uma sugestão relevante, não foram abordados.)

a. Qual é a nossa obrigação com respeito a estas mensagens de Daniel? (Nossa obrigação é continuarmos a voltar e comparar o que Deus disse a Daniel com aquilo que vemos acontecendo durante o tempo do fim. Lembre-se, são os “sábios” – não aqueles que enterram a cabeça na areia – que estão reluzindo no final.)

II. O Tempo da Profecia

A. Leia Daniel 12:5-7. Temos este quadro do homem vestido de linho (O qual determinamos na semana passada que era Gabriel) e alguns outros seres celestiais que estão fazendo perguntas. Que pergunta celestial é feita? (Quanto tempo até que tudo isso aconteça?)

1. Uma vez que Daniel acabara de receber a ordem (Daniel 12:4) para selar as palavras do livro, porque estes seres celestiais estão fazendo mais perguntas? Eles não ouviram a ordem para selar estas coisas? (Qualquer que tenha sido a mensagem selada, estes seres celestiais querem que Daniel compreenda a seqüência cronológica.)

2. O que você conclui sobre a forma como Gabriel responde? (Esta é uma questão surpreendente. Gabriel jura por Deus sobre este período de tempo.)

a. Por que Gabriel faz isto? (O tempo deve ser importante e preciso.)

3. Qual é o período de tempo para que “se cumpram essas coisas extraordinárias?” (Um tempo, tempos e meio tempo.)

a. Você já viu este tempo ser mencionado antes? (Sim! Nós discutimos isto na última parte da Lição 8 desta série, quando estudamos Daniel 7:25. Tanto Daniel 7:25 quanto Daniel 12:7 conectam este período com o livramento dos justos. Este é o mesmo período de tempo de 1.260 anos (Lembre-se que 3,5 anos = 42 meses = 1.260 dias). Se estes são dias proféticos, então um dia equivale a um ano.)

b. O que concluímos na lição 8 sobre o fim do período de 1.260 anos? (Depende que data usarmos para determinar o início do poder do “chifre pequeno”. A data mais antiga, 529 A.D., nos leva a 1789 A.D. Se usarmos 538 A.D. (a data selecionada por nossa lição), isto nos leva a 1798 A.D. Se você usar 752 A.D., isto nos leva a 2012 A.D – ou 8 anos a partir de agora. Lembre-se que eu não creio em marcação de datas para a Segunda Vinda.)

B. Leia Daniel 12:8-10. Como você explica isto: os seres celestiais proclamam esta data diante de Daniel, Gabriel jura por Deus que ela é precisa, e então eles dizem a Daniel “não se preocupe”, quando ele diz que não entende? (A única conclusão razoável nisto é que tudo isto foi escrito para nós – aqueles que vivem durante o tempo do fim e que são “sábios.”)

C. Amigo, qual deveria ser a conclusão de tudo isto? Se você pegar todo o livro de Daniel, verá que Deus está no controle. Começamos com Deus protegendo o fiel Daniel e seus três amigos em tempos muito difíceis. Deus controla os eventos de nossa vida. Também vimos que as profecias a respeito cós reinos mundiais se cumpriram. Deus controla o momento certo do surgimento dos impérios e nações. Também vimos que existe um conflito aqui na terra e na dimensão sobrenatural entre Deus e Satanás – mas que Deus vence e livra aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida. Os justos recebem a vida eterna. Deus controla o resultado final. Também vimos que embora haja muita coisa que não entendemos, Deus compartilhou conosco a informação acerca do futuro. Ele nos ajudará, se formos sábios e O buscarmos, para que entendermos a informação quando precisarmos dela.

1. O resultado do conflito entre o bem e o mal não está em dúvida. A questão é, de que lado você escolherá estar?

III. Próxima Semana: Começaremos um novo trimestre sobre “Sua Maravilhosa Cruz” – a história de nossa redenção.

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 12

Quando os Reis Vão à Guerra (Daniel 10)

Introdução: Daniel é agora um homem idoso. Na série de sonhos e visões, que foram uma parte crítica de sua vida até este agora, Deus revelou a ele vislumbres da história da terra. A lição para nós é que Deus controla os reis, os impérios e o futuro. No estudo desta semana Daniel revela outra dimensão da história – o conflito sobre o curso da história no mundo sobrenatural. Vamos mergulhar no nosso estudo, que nos dá uma rara visão do conflito cósmico entre o bem e o mal!

I. O Mensageiro

A. Leia Daniel 10:1. Como esta revelação se compara cronologicamente às outras visões e sonhos de Daniel? (Este é a última visão que estudamos. O terceiro ano de Ciro, de acordo com o comentário Bible Knowledge Commentary, é 536 A.C. Os exilados judeus tinham começado a retornar e a reconstruir o santuário. Daniel, agora um homem idoso, parece haver se aposentado dos cargos públicos. Compare com Daniel 1:21)

1. Daniel 10:1 fala tanto de uma revelação quanto de uma visão. As duas são a mesma coisa? (Daniel parece ter recebido primeiro uma “revelação”, a qual ele não entendeu. A “visão” posterior ajudou a dar-lhe entendimento.)

B. Leia Daniel 10:2-3 e 12. Por que Daniel está jejuando? O que está acontecendo? (Temos este quadro de uma revelação sobre guerras e o futuro. Daniel está preocupado com isto. Ele jejua por três semanas esperando compreender a revelação. Então a visão vem a ele para ajudar a lhe dar entendimento sobre a revelação original. Note, comparando com Daniel 1:12, que a sua dieta parece ter mudado no decorrer dos anos. Com a idade e a influência, agora ele tem o controle de como a sua comida é preparada, de forma que não viole qualquer das leis levíticas sobre a dieta.)

C. Leia Daniel 10:4-6. Quem é este mensageiro?

1. Leia Apocalipse 1:13-16. Se você fosse um policial, e estivesse anotando a descrição de alguém, dada por Daniel e por João, pensaria que eles viram a mesma pessoa?

a. Compare a descrição de Apocalipse com a descrição do mensageiro que veio a Daniel. (A descrição que João faz de Jesus no Apocalipse parece muito semelhante à descrição que Daniel faz de seu mensageiro. Por outro lado, Gabriel foi o mensageiro anterior a Daniel. Talvez a identidade do mensageiro fique mais clara conforme continuamos com o estudo.)

D. Leia Daniel 10:7-9. O que você acha que aterrorizou os companheiros de Daniel? Eles não viram o mensageiro; porque deveriam ficar com medo? (Talvez eles tenham visto o brilho, sem ter visto o ser.)

1. Em Daniel 10:12 o mensageiro diz “Não tenha medo”. Por que o mensageiro aparece desta forma, se não quer que Daniel fique com medo?

2. Leia Daniel 10:10-11. Que outras pistas encontramos acerca da identidade do mensageiro? (Gabriel é quem mais provavelmente diria “fui enviado”, em vez de Jesus. A não ser que haja dois seres celestiais aqui, este trecho sugere que o mensageiro é (novamente) Gabriel.)

a. O que mais é dito a Daniel para confortá-lo? (Que ele é muito amado.)

E. Que reação geral Deus está querendo de Daniel? (Deus é Deus e não quer que nos esqueçamos disto. Por esta razão, Seus mensageiros vem em glória. Porém, ao mesmo tempo, não quer aterrorizar aqueles a quem Ele ama.)

F. O que aprendemos acerca da preocupação de Deus a respeito do entendimento? (Daniel é um exemplo para nós no fato de buscar desesperadamente compreender a vontade de Deus. Deus mostra que Ele recompensa a fome pelo entendimento. Uma das Suas prioridades é nos ajudar a compreender a Sua palavra.)

II. Batalha Espiritual

A. Leia Daniel 10:12-13. O que este texto nos diz a respeito da identidade do mensageiro? (Dificilmente o mensageiro poderia ser Jesus. Confunde a minha mente o fato de que Jesus pudesse ser detido ou que precisasse da ajuda de Miguel. Este trecho estabelece a identidade do mensageiro para mim. Tem que ser Gabriel.)

1. Quem é o “Príncipe do Reino da Pérsia”? (Leia João 12:28-32, João14:30-31 e João 16:10-11. Estes textos de João apontam claramente para Satanás como sendo o que antigamente era conhecido como “Príncipe deste Mundo”. O “Príncipe da Pérsia” pode se referir a Satanás ou a um de seus principais auxiliares. Há pouca dúvida de que seja uma figura sobrenatural.)

2. Por quanto tempo (Daniel 10:13) Gabriel é impedido de cumprir a missão dada por Deus de vir a Daniel? (Três semanas.)

3. Quando peço alguma coisa a Deus o que eu pedi não acontece (ou não acontece logo), concluo uma de duas coisas: minha fé não foi suficiente ou Deus disse “não”. Podemos acrescentar uma outra possibilidade pela qual eu não receba uma resposta rápida e favorável? (Este texto nos diz que o mensageiro de Deus pode ter entrado em luta com Satanás ou um de seus auxiliares – e a resposta foi retardada.)

a. Qual é a tua reação a esta possibilidade? (Eu não gosto de ouvir isto. Isto faz com que as forças de Deus pareçam menos poderosas, se elas podem ser realmente atrasadas na batalha com as forças do mal.)

B. Vamos pular alguns versos e ler Daniel 10:20-21. Para qual batalha Gabriel precisa retornar? (Ele vai voltar para a sua batalha com o Príncipe da Pérsia.)

1. Quem mais está envolvido nesta batalha no lado dos bandidos? (O Príncipe da Grécia.)

a. Quem é o Príncipe da Grécia? (A apresentação de outros “príncipe” sobrenatural me leva a concluir que estes são auxiliares importantes de Satanás e não o próprio Satanás.)

b. Satanás é organizado? (A implicação deste verso é que Satanás designa seus principais auxiliares para estar a cargo da luta pelo triunfo do mal em cada um destes impérios mundiais.)

C. Leia Apocalipse 12:7-9. Você acha que esta é uma batalha física?

1. Nós somos parte desta batalha? (Leia Efésios 6:10-12. Nós somos parte desta batalha sobrenatural.)

D. Leia Efésios 6:13-17. Paulo usa palavras que seriam apropriadas para uma batalha física com as forças sobrenaturais. Mas esta é uma batalha física? (Não. Esta é uma batalha espiritual.)

E. Com Efésios 6 em mente, volte e leia Daniel 10:13 novamente. Esta é uma batalha física ou espiritual?

1. O “Príncipe da Pérsia” é o mesmo que o “Rei da Pérsia”? (Não. O “príncipe” é um anjo mau – um dos auxiliares de Satanás. O rei, por outro lado, é Ciro – o rei da Medo-Pérsia.)

2. Quando lemos que Miguel está ajudando a Gabriel com o Rei da Pérsia, o que você acha que isto significa? Como Ciro pode “deter” (verso 13) a Gabriel? (Tudo isto faz sentido para mim agora. Eu estava perturbado pela idéia de que Satanás tivesse tal poder físico que pudesse deter o mensageiro de Deus por três semanas. Isto não está acontecendo. Em vez disso, a conclusão lógica é que existe uma gigantesca batalha espiritual acerca de Ciro. Como Ciro tem o livre-arbítrio, tanto o “príncipe” de Satanás quanto o mensageiro de Deus estão trabalhando duro para conquistar Ciro. Gabriel está encorajando Ciro a fazer “a coisa certa” (presumivelmente a respeito de sua autoridade sobre o trabalho do povo de Deus para reconstruir Jerusalém e o santuário). Satanás não é páreo para Deus quando se trata de poder físico. Porém Deus voluntariamente se “enfraquece” quando se trata de nós, porque Deus nos dá o livre-arbítrio.)

F. Leia novamente Daniel 10:20-11:1. Como você compreende este texto? (Este texto nos diz que Gabriel e Miguel tem estado travando um combate espiritual com as forças de Satanás sobre os corações e mentes dos líderes da Medo-Pérsia. Parte desta batalha espiritual geral é tomar algum tempo para dar a Daniel o entendimento sobre o futuro.)

G. Existe atualmente na América um comercial de televisão de um provedor de Internet que fornece aos consumidores um empréstimo habitacional competitivo. O comercial mostra uma multidão de banqueiros que estão competindo entre si para te emprestar dinheiro para financiar a tua casa. Você já pensou alguma vez que Deus e Seus anjos estão lutando literalmente contra Satanás e seus anjos pelo teu comprometimento?

1. Se pudesse trocar de lugar com Deus, você faria a mesma coisa pelos humanos? (Se eu entregasse o meu filho pelos seres humanos, parte de mim teria uma atitude do tipo “pegue ou largue”, porque eu ficaria insultado em pensar que alguém pudesse desprezar uma oferta como esta. Outra parte de mim diria “Eu entreguei meu filho, e quero que isto valha a pena, salvando tantos quanto eu puder.”)

H. Você já pensou como as tuas ações e decisões causam impacto na guerra sobrenatural?

1. Falamos sobre ajudar as pessoas em suas necessidades físicas, mas como você está ajudando os outros nesta enorme batalha espiritual?

a. A tua influência está ajudando a Deus ou a Satanás?

I. Amigo, há uma batalha sobrenatural acontecendo acerca da tua alma e das almas de outras pessoas. Você vai unir forças com Deus nesta batalha sobrenatural pela salvação de outros?

III. Próxima Semana: O Tempo do Fim

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 11

O Calendário de Deus (Daniel 9)

Introdução: Na semana passada estudamos sobre a viso de Daniel a respeito da reconsagração (purificação) do santuário. Daniel tinha sido um estrangeiro e cativo a maior parte de sua vida. Sua mais acalentada esperança era poder ver seu país e o santuário reconstruídos, para que o povo judeu pudesse voltar para casa e adorar novamente a Deus de forma apropriada. Mantenha este pensamento na tua mente enquanto pulamos para dentro do nosso estudo de Daniel 9!

I. A Oração

A. Leia Daniel 9:1-3. Quando Daniel estava orando? (No primeiro ano do rei Dario. O comentário The Bible Knowledge Commentary identifica esta época como sendo 539 A.C. – 66 anos depois que Daniel foi exilado.)

1. Você se lembra do rei Dario? (Leia Daniel 5:30-31. Dario, o medo, sucedeu a Belsazar como governante quando os medo-persas derrotaram os babilônios. Isto nos diz que a oração de Daniel segue cronologicamente a sua visão do capítulo 8. Compare com Daniel 8:1)

2. Sobre o que Daniel estava orando? (Agora, aqui está uma surpresa – Daniel está orando sobre uma profecia de Jeremias (Jeremias 29:10), que dizia que a destruição de Jerusalém e o cativeiro dos judeus duraria apenas 70 anos. Como Daniel já estava a 66 anos no exílio, podemos compreender por que ele estava orando sobre este assunto.)

B. Leia Daniel 9:4-19. Com que base Daniel pede a Deus que considere e faça alguma coisa a respeito de Sua promessa acerca de Jerusalém? (Daniel 9:18: A misericórdia de Deus. Daniel 9:19: o nome de Deus.)

1. O que levou o povo a este problema?

2. Os cativos haviam aprendido a sua lição?

a. Você já aprendeu lições sobre a obediência a Deus?

3. Em Daniel 9:19, Daniel pede que Deus perdoe Seu povo. Daniel pode confessar o pecado dos outros? (Considere João 5:16-17 e Jó 1:4-5.)

II. A Resposta

A. Leia Daniel 9:20-21. Quem aparece? (Gabriel – o anjo que veio vê-lo antes. Já aprendemos anteriormente que Gabriel está na presença de Deus e deu a Maria a mensagem de Deus acerca do nascimento de Jesus.)

1. O que você acha da velocidade da resposta de Deus? (Gabriel partiu do céu quando Daniel começou a sua oração e chegou enquanto Daniel ainda estava orando!)

2. A que horas do dia Gabriel apareceu? (Na hora do sacrifício da tarde.)

a. Sobre que “sacrifício da tarde” Daniel está falando? (Daniel estava tão concentrado no serviço do santuário que ele “conta as horas” com base em quando o sacrifício da tarde deveria acontecer. É claro, não estão ocorrendo sacrifícios na terra porque o santuário foi destruído há muito tempo atrás.)

B. Leia Daniel 9:22-23. Entendimento acerca do que? Qual é o assunto sobre o qual Daniel precisa de um maior entendimento? (Claramente o assunto do santuário na visão de Daniel 8. Daniel está pensando e orando sobre o santuário. A última vez que Gabriel falou com ele (Daniel 8:26) foi a respeito do serviço do santuário. Mas Daniel não o entendeu. (Daniel 8:27). Então, Gabriel continua de onde parou da última vez e segue a sua discussão anterior. Um ponto interessante é que a palavra hebraica usada para a visão de Daniel 8:26, 8:27 e 9:23 tem a mesma raiz: “mareh”. Portanto, a percepção e entendimento de Gabriel sobre a “visão” em Daniel 9:23 referem-se à mesma visão descrita em Daniel 8:26 e 27.)

III. Interpretando a Visão

A. Leia Daniel 9:24. “Setenta setes” é um termo estranho. O que você acha que um “sete” significa? (“Sete” se refere, logicamente, a uma semana. Uma semana tem sete dias. Portanto Gabriel está falando acerca de 70 semanas.) (Nota do tradutor: Obviamente o autor está discorrendo sobre uma dificuldade do texto da NIV em inglês. Na nossa versão em português não temos esta dificuldade, uma vez que o texto diz claramente “Setenta semanas”.)

1. Quanto tempo são setenta semanas? (Setenta semanas seriam cerca de 1 ano e quatro meses.)

B. Leia Daniel 9:25. Quem você acha que é “o Ungido”? (Veja Atos 10:37-38. Isto se refere ao Messias – Jesus.)

1. Considerando que o período geral de tempo é desde a época do decreto para reconstruir Jerusalém até o tempo de Jesus, poderíamos estar falando acerca de um pouco mais de um ano? (Não. Assim como em Daniel 8, estas 70 semanas são claramente simbólicas (1 dia = 1 ano). Portanto, 70 vezes 7 (490 dias) muito provavelmente significam 490 anos. Isto reforça a nossa conclusão anterior de que os 2.300 dias de Daniel 8:14 simbolizam 2.300 anos.)

C. Considere novamente Daniel 9:24-25. O que acontece durante estes 490 anos? (É dado tempo para o povo judeu e para Jerusalém, para “acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna”.)

1. Como o povo judeu poderia dar fim ao pecado e trazer justiça eterna? (Eles não poderiam. Isto nos fornece maior evidência de que o “Ungido” é Jesus. Jesus garantiu o fim do pecado e a vida eterna para os justos.)

D. Leia Daniel 9:26. O que significa o Ungido ser “morto”? (Compare com Gênesis 9:11 e a profecia Messiânica de Isaías 53:8)

E. Vamos olhar mais de perto estes números que vemos em Daniel 9:24-27. Quantos períodos de tempo nós vemos? (Três. O total, 490 anos (70x7) é encontrado no verso 24. A primeira divisão deste período são 49 anos (“sete semanas”) e é encontrada no verso 25. A segunda divisão são 434 anos (62x7) e é encontrada nos versos 25-26. A última divisão são sete anos (“uma semana”) e é encontrada no verso 27. Juntos estes períodos somados resultam em 490 anos ou setenta semanas.)

1. O que acontece durante os 49 anos? (Parece que este período se refere à reconstrução de Jerusalém.)

2. O que acontece no final dos 483 anos (49+434)? (A vinda do Ungido (Daniel 9:25). Embora houvessem três decretos para reconstruir Jerusalém, os diversos comentaristas tem relativamente poucas diferenças a respeito das datas iniciais. O comentário SDA Bible Commentary fixa o decreto para a reconstrução em 458/457 A.C. (O decreto de Artaxerxes. Veja Esdras 7:1-26.) Começando com 457 A.C., os 483 nos trazem ao ano 27 D.C. – o ano do batismo de Jesus e o início de Seu ministério público.)

3. O que acontece durante os sete anos? (Daniel 9:26 nos fala que depois dos 483 anos o Ungido seria “morto” e Daniel 9:27 nos fala que o Ungido daria um fim ao sacrifício e à oferta no meio da semana. Continuando com a nossa linha do tempo de 457 A.C. até 27 D.C., um acréscimo de 3-4 anos (metade da semana) nos traz ao anos de 31 D.C. – o ano da crucifixão de Jesus. A descrição de Gabriel faz sentido porque a crucifixão de Jesus acabou com a necessidade dos sacrifícios de animais no santuário reconstruído de Jerusalém.)

a. Como você entende (Daniel 9:27) a “aliança” que será feita no restante da semana? (Em Mateus 21:43-45 Jesus prediz que o reino de Deus será tirado dos oficiais judaicos que O rejeitaram e dado a outros – os quais, como vemos em Atos, incluíam os gentios. O comentário SDA Bible Commentary nota que o ano de 34 D.C. (7 anos depois de 27 D.C.) marcou o apedrejamento de Estevão e o início da pregação do evangelho aos gentios. Veja Atos 7 e 8.)

b. Como você entende a referência de Daniel 9:26 sobre a destruição da “cidade e do Lugar Santo”? (Roma destruiu Jerusalém e o santuário reconstruído no ano 70 D.C. Isto se encaixa na descrição do “governante que virá”. Salmos 79:1 profetiza que o templo é “profanado” por aqueles que reduzem Jerusalém a escombros – encaixando-se assim com a descrição do verso 26.)

F. Como você se sentiria se fosse Daniel ouvindo esta mensagem de Gabriel? (Eu acabo de ouvir boas notícias e agora notícias terríveis. O santuário será reconstruído e depois destruído novamente!)

G. Como você se sente, milhares de anos mais tarde, ao ler a interpretação de Gabriel para esta visão? (Isto me dá provas adicionais que: a)Deus está no comando da história; b) Jesus é o Messias anunciado pelos profetas; e, como Jesus veio a primeira vez, como havia sido profetizado, c) que Deus manterá Sua palavra acerca da Segunda Vinda de Jesus!)

H. Amigo, Jesus está voltando! Você está pronto? Você confessou os teus pecados e confia na misericórdia de Deus para a tua salvação?

IV. Próxima Semana: Quando os Reis Vão à Guerra

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 10

O Santuário Purificado (Daniel 8)

Introdução: Na semana passada terminamos o nosso estudo com uma porção de questões sem resolver. Concordamos que os 2.300 dias de Daniel 8:14 devem que ser dias simbólicos (significando que cada dia equivale a um ano), e não dias literais. Então, o que acontece no final dos 2.300 anos? O que significa o santuário ser reconsagrado? De que santuário estamos falando? Este é o fim do mundo? Este é o começo do primeiro julgamento no céu, que discutimos em conexão com Daniel 7? Nós concordamos que estudaríamos este mistério nesta semana. Então vamos pular para dentro do nosso estudo!

I. O Santuário

A. Leia Daniel 8:13-14. Coloque-se no lugar de Daniel. Se você tivesse uma pequena “lista de desejos” sobre o futuro, o que estaria nela? (Lembre-se que Daniel havia sido levado de sua casa quanto era um moço jovem. Ele gostaria de voltar para sua terra natal, Judá.)

1. O que viria à mente de Daniel quando o santuário foi mencionado nesta visão? (Daniel certamente pensaria no santuário (templo) que foi construído por Salomão. Veja I Crônicas 22:17-19.)

2. O templo de Salomão existia na época da visão de Daniel? (Não. Os babilônios haviam destruído Jerusalém e o templo de Salomão. Esta era uma parta da tragédia de sua juventude. Ele havia sido tomado como cativo, e as instituições importantes de seu país haviam sido destruídas. Isto inclui a cidade de Jerusalém e o templo de Salomão, o centro da adoração judaica.)

3. Quando Daniel ouviu falar que o santuário seria “reconsagrado” (NVI) (“purificado” na Almeida), o que ele logicamente pensou que aconteceria? (É lógico crermos que seus primeiros pensamentos foram que o templo de Salomão seria reconstruído. Esta visão do futuro poderia ser sobre uma das mais caras esperanças para Daniel – de que o centro da adoração judaica estaria operando novamente.)

4. Quais outras possibilidades podem ter vindo à mente de Daniel quando ele pensou sobre a reconsagração do santuário? (Leia Salmos 102:19, Êxodo 25:8-9 e Hebreus 8:1-5. Havia sido dado originalmente a Moisés um “modelo” para que o santuário do deserto fosse construído conforme o santuário do céu. Depois Salomão construiu uma versão permanente do santuário, para abrigar a arca de Deus e para dar continuidade aos serviços de adoração e sacrificais. Apenas a cópia terrestre havia sido destruída. O original celestial ainda existia. Uma vez que o santuário na terra havia sido destruído, Daniel pode ter pensado que isto tinha algo a ver com o santuário no céu.)

B. Vivendo em 2004, sabemos que depois o templo de Jerusalém foi reconstruído e que por centenas de anos os judeus mantiveram seus sacrifícios diários e adoraram a Deus no santuário. Também sabemos que no ano 70 A.D., os romanos destruíram o santuário. Dado o que conhecemos, a que santuário você acha que Daniel 8:14 se refere? (Leia Daniel 8:17. Uma vez que esta é uma visão para os “tempos do fim”, e como sabemos que o santuário na terra foi destruído a quase 2.000 anos atrás, isso nos deixa apenas com o santuário celestial como sendo o assunto desta visão.)

1. Que argumento você pode ter para defender que a visão pode se referir a um santuário que será construído novamente em Jerusalém antes que o mundo acabe? (Tal argumento negaria que Jesus é o Messias. Ele ignoraria o ministério de Jesus como Sumo Sacerdote no céu, ao qual Hebreus se refere. Se os judeus reconstruírem um templo em Jerusalém isto seria a continuação do mesmo sistema sacrifical que Jesus completou com Sua vida e morte.)

a. Leia Hebreus 9:8-12. O que isto sugere sobre a possibilidade de um novo templo ser construído em Jerusalém? Hebreus nos fala que o templo na terra era tanto uma ilustração quanto um impedimento ao trabalho de Jesus por nós no céu. A idéia de que ele seria reconstruído em algum momento antes da Segunda Vinda de Jesus é completamente contrária a Hebreus e a todo o conceito de Jesus ter cumprido o simbolismo do serviço do santuário.)

C. A conclusão razoável, baseada no que conhecemos da história, e da nossa compreensão dos evangelhos, é que o santuário a ser reconsagrado (purificado) é o santuário celestial.

II. A Natureza da Purificação

A. Se Daniel 8:14 é sobre a reconsagração (purificação) do santuário celestial, a questão lógica é “Por que ele precisaria ser purificado?”

B. Leia Levítico 16:32-34. Estes três versos descrevem de forma resumida um evento anual para o povo judeu. Você pode me dizer mais alguma coisa sobre este evento? (Durante o ano, o povo viria ao santuário para sacrificar um animal pelo perdão de seus pecados. Simbolicamente, o sangue derramado do animal, transferia o pecado da pessoa para o santuário. Então, uma vez por ano, no Dia da Expiação, o próprio santuário era purificado de todos estes pecados que foram acumulados nele durante o ano. Naquele dia, o Sumo Sacerdote entrava no sugar Santíssimo do santuário.)

C. E os pecados do povo? Eles eram completamente perdoados durante o ano? (Leia Levítico 16:29-30. Parece que a purificação do santuário no Dia da Expiação era o ato final na remoção dos pecados do povo.)

D. Você se lembra de que o santuário terrestre era um modelo do santuário celestial? Você acha que existe uma atividade paralela a esta no céu? Se sim, qual é? (De acordo com o texto de Hebreus que lemos anteriormente (Hebreus 9:11-12), Jesus é o sacrifício para o santuário celestial. Ele também é o Sumo Sacerdote que entra no Lugar Santíssimo.)

1. Quando Daniel 8:14 nos diz que o santuário será reconsagrado (purificado), isto poderia significar que depois do período de 2.300 dias aconteceria o Dia da Expiação no santuário celestial? (Parece ser exatamente isto que ele quer dizer. Uma vez que o santuário não poderia ser o santuário terrestre, deve ser o santuário celestial. Hebreus nos diz que Jesus entrará no lugar Santíssimo no santuário Celestial – então, [como o Sumo Sacerdote só entrava neste lugar no Dia da Expiação], faz todo o sentido dizermos que este é o significado de Daniel 8:14.)

E. Leia Daniel 2:34-35. Qual é o final da história desta visão?

F. Leia Daniel 7:21-22, 25-27. Qual é o final da história desta visão?

G. Leia Daniel 8:14, 24-26. Qual é o final da história desta visão?

1. Estas visões são, de maneira geral, paralelas?

2. Os finais delas são, de forma geral, paralelos?

a. Se são, Qual é o final comum a elas? (Em cada um destes finais Deus vence. Mas há mais coisas do que isto no final. A vitória no capítulo 8 cem depois que o santuário é purificado. A vitória no capítulo 7 vem depois que o tribunal é aberto e o julgamento é iniciado. A vitória no capítulo 2 vem de forma sobrenatural. Portanto, Deus vence e assim também os Seus santos, depois de haver ocorrido um procedimento (o julgamento ou a purificação do santuário).)

III. O Significado do Dia da Expiação

A. Leia Daniel 8:26-27. Daniel compreendeu o que significava reconsagrar o santuário no céu?

1. Note que o verso 27 diz que Daniel não compreendeu a visão. Ele não entendeu nada dela? (Esta é a visão do Carneiro/Bode/Chifre que discutimos em detalhes na semana passada. Gabriel disse a Daniel o significado do Carneiro e do Bode. Foi apenas o chifre e os 2.300 dias que não foram explicados de forma específica. Uma vez que Daniel chama esta visão (verso 26) de “a visão das tardes e das manhãs”, devem ter sido mais precisamente os 2.300 dias que criaram todo o mistério.)

2. O que você acha que o Dia da Expiação no céu representa? Ele é o início do juízo? É o final do juízo? A Segunda Vinda de Jesus? (Sabemos, pelo paralelismo das visões que temos estudado, que o fim do mundo começa com o julgamento dos justos e termina com a Segunda Vinda de Jesus. Tudo isto, o juízo e o “término” do pecado, ocorrem dentro do Dia da Expiação.)

a. Se pudermos determinar a data para o final da profecia de 2.300 dias, isto seria o início ou o final do juízo? Agora você sabe por que Daniel pensava que isto estava “além da compreensão”. Fique ligado nos nosso dois próximos estudos, para ver se podemos descobrir a resposta. Na próxima semana teremos mais pistas.)

B. Amigo, você está pronto para o juízo?

IV. Próxima Semana: O Calendário de Deus

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 09

O Santuário Atacado (Daniel 8)

Introdução: Dois anos depois de seu primeiro sonho, Daniel sonha que está andando junto à água quando, de repente, ele está frente a frente com um poderoso carneiro com dois chifres – e não havia quem pudesse socorre-lo. Acontece que o sonho de Daniel não era tanto sobre perigo ou aventura, mas sobre o futuro. Vamos pular para dentro do sonho de Daniel e ver o que podemos aprender sobre o futuro!

I. O Carneiro

A. Leia Daniel 8:1-3. Como você reagiria se tivesse este sonho? Você ficaria com medo?

1. Será que Daniel já tinha tido animais o bastante no seu sonho anterior, animais muito mais assustadores do que estes, e provavelmente por isto ele não está assustado?

B. Leia Daniel 8:4. Dado o contexto dos sonhos passados que Daniel ou interpretou ou sonhou, o que você está achando deste carneiro? (Ele claramente parece ser um poder mundial. Um império que domina outras nações.)

II. O Bode

A. Leia Daniel 8:5-8. O que você acha deste bode com o chifre quebrado? (Este parece ser um outro poder mundial que derrota o império do “carneiro”.)

III. Gabriel e o Carneiro e o Bode

A. Vamos pular alguns versos neste capítulo. Leia Daniel 8:15-16. Por que Daniel escreveria que alguém “parecia homem”? Por que não dizer simplesmente “um homem estava diante de mim”? (Daniel está nos dizendo que este ser não era um homem. Ele apenas parecia com um homem.)

1. Quem estava em pé diante de Daniel? (Gabriel.)

a. Quem é Gabriel? (Leia Lucas 1:19. Ele está na presença de Deus.)

b. Além de falar com Daniel, que outra importante missão foi executada por Gabriel? (Leia Lucas 1:26-28. Gabriel trouxe a mensagem da vinda de Jesus a Maria!)

c. Daniel 8:16 relata que “a voz de um homem” estava dando instruções a Gabriel. Quem estava dando estas instruções a Gabriel? (Deus!)

d. O que isto sugere a você a respeito da mensagem de Gabriel a Daniel? (Quando Deus tem uma mensagem importante, envia a Gabriel. Deus o enviou agora a Daniel.)

B. Leia Daniel 8:17. Como Daniel reage a Gabriel?

1. Por que? Por que Daniel não teve medo destes animais, mas teve medo de Gabriel? (Ou ele sabia quem era Gabriel, ou Gabriel deveria ter uma aparência não de um simples homem, mas de alguém que veio do céu.)

2. Como nós reagiríamos à mensagem de Gabriel? Será que teríamos uma grande fé nela? (Ela veio diretamente do trono de Deus.)

3. A respeito do que Gabriel diz que este sonho se refere? (Ao tempo do fim.)

C. Leia Daniel 8:18. O que está acontecendo aqui? Daniel ainda está sonhando? (Ou isto é um sonho dentro de um sonho ou Daniel está saindo de seu estado de sonho para ouvir a explicação de Gabriel.)

D. Leia Daniel 8:19-22. Quem eram esses dois animais? (A Medo-Pérsia e a Grécia.)

1. Já vimos isto antes? (Pode apostar que sim! Vimos estes dois impérios simbolizados no sonho de Nabucodonosor em Daniel 2 e os vimos no sonho de Daniel em Daniel 7.)

a. Por que Deus fica repetindo a mesma profecia? (Você já ouviu dizer que é necessário repetir uma coisa três vezes para que os ouvintes compreendam? Aparentemente Deus quer que compreendamos isto. Além disso, a cada novo sonho temos mais informações. Deus pode muito bem estar repetindo a informação antiga para nos ajudar a compreender melhor a informação nova.)

IV. O Chifre

A. Agora vamos voltar e ver o restante do sonho. Leia Daniel 8:9-12. Nós já vimos um poder representado por um “chifre” antes? (O nosso estudo de Daniel 7 revelou o “chifre pequeno” (Daniel 7:8).)

1. Você acha que o chifre de Daniel 8 é o mesmo chifre de Daniel 7? Isto nos coloca no meio de um grande debate. Muitos comentaristas acreditam que o chifre de Daniel 7 e 8 sejam o mesmo, e que eles representam Antíoco Epifânio, um rei selêucida que, conforme aprendemos anteriormente, reinou por 11 anos (175-164 B.C.). Quando estudamos Daniel 7 (na lição 7) descobrimos que o momento histórico estava completamente errado para que o chifre pequeno fosse Antíoco Epifânio. Não apenas Antíoco Epifânio estava 500 anos adiantado (tendo surgido depois do império Grego, não depois do Império Romano), mas ainda o seu reino não durou até o final dos tempos.)

2. O momento histórico está errado para que Antíoco Epifânio seja o chifre de Daniel 8:9? (O momento histórico para Antíoco Epifânio se encaixa muito melhor em Daniel 8. Ele surgiu a partir do fragmentado Império Grego (o que é a razão pela qual ele não poderia ser o “chifre pequeno” de Daniel 7 – este surgiu a partir da fragmentação do Império Romano). Embora eu dificilmente possa me considerar um especialista neste assunto, me parece que a maioria dos comentaristas que entendem que o chifre de Daniel 8 é Antíoco Epifânio, levam esta interpretação de volta para Daniel 7 – onde Antíoco Epifânio não se encaixa – e entendem que ele é o “chifre pequeno” de Daniel 7.)

3. Se nós invertermos este pensamento, podemos trazer a nossa compreensão sobre o “chifre pequeno” de Daniel 7 (ou seja, que o chifre pequeno é a fase Papal do Império Romano) para Daniel 8? O momento histórico poderia se encaixar para Roma Papal?

a. Leia novamente Daniel 8:8-9. O chifre pequeno (verso 9) surge a partir dos quatro chifres ou dos quatro ventos? (Não está claro. O “SDA Bible Commentary” sobre este texto aponta que a identificação do gênero no texto hebraico se encaixa melhor com os ventos, e não com os chifres. Se o chifre surgiu a partir dos ventos, então este sonho se parece com os sonhos de Daniel 2 e 7 – que o chifre é o Império Romano, que vem depois da Medo-Pérsia e da Grécia.)

B. Vamos ver novamente Daniel 8:9-12. Considere o restante da descrição deste chifre. Ela se aplica melhor a Roma Pagã, Roma Papal ou Antíoco Epifânio? (A descrição do poder deste chifre se equipara ou excede a descrição do poder do carneiro e do bode. Por exemplo, o carneiro é chamado (verso 4) de “grande” e o bode é chamado (verso 8) de “muito grande”. A maioria das traduções (mas não a NVI) traduz a descrição do chifre (verso 9) como sendo “tremendamente grande” (NAS, KJV, NKJV, ASV, RSV) (Nota do tradutor- O autor refere-se aqui às traduções inglesas. A versão utilizada no Brasil, a Almeida Atualizada, fala que este chifre “cresceu muito”). Uma vez que o chifre é descrito como sendo maior do que a Medo-Pérsia e a Grécia, dificilmente seria apropriado concluirmos que os 11 anos de governo de Antíoco Epifânio, um rei selêucida de pequena importância, seja comparável aos Impérios Medo-Persa e Grego! Por outro lado, o Império Romano (tanto na fase pagã quanto na fase papal) é claramente comparável aos Impérios Medo-Persa e Grego.)

1. Roma destruiu o santuário (Daniel 8:11)? (Os romanos destruíram o Templo de Deus no ano 70 A.D.. Salmos 79:1 refere-se à primeira destruição de Jerusalém e do templo como uma “profanação” ao templo.)

2. Roma alcançou os céus, lançou parte dos habitantes do céu ao solo e os pisoteou (Daniel 8:10)?

V. Gabriel e o Chifre

A. Leia Daniel 8:23-25. Agora vamos nos concentrar na explicação adicional dada por Gabriel sobre a parte do chifre do sonho de Daniel. Quem é o Príncipe dos príncipes a que se refere o verso 25? (Deve ser Jesus.)

1. Roma desafiou a Jesus?

2. Como isto se encaixa na referência de Daniel 8:10, que diz que o chifre alcançou os céus e pisoteou parte do exército das estrelas? (Roma crucificou a Jesus. Penso que isto se encaixa tanto na descrição de pisotear os habitantes do céu quanto na descrição de desafiar o Príncipe dos príncipes.)

B. Como terminou este chifre? (Daniel 8:25 nos diz que ele é destruído por algo que não é um poder humano.)

1. O que você acha que isto significa? (A conclusão lógica é que ele foi destruído por Deus.)

C. Eu compreendo os argumentos daqueles que concluem que o poder representado pelo chifre de Daniel 8 é Antíoco Epifânio, baseado no momento histórico (quando a Grécia estava se fragmentando) e no fato de que ele sacrificou um porco no altar do santuário. Por outro lado, creio que Roma (tanto em sua fase pagã quanto na sua fase papal) se encaixa melhor na profecia. Primeiro, o chifre de Daniel 7 se encaixa claramente com Roma Papal. Os paralelos do grande vislumbre da história em Daniel 2, 7 e 8 fazem do chifre de Daniel 8 o paralelo de Roma em Daniel 2 e 7. Isto, conjugado com a descrição do chifre em Daniel 8 como sendo grande ou maior do que a Medo-Pérsia e a Grécia, torna a identificação com Antíoco Epifânio mais duvidosa. Como pode um rei de pequena importância, que reinou por 11 anos, ser considerado um poder mundial, ou que seja comparado aos grandes impérios da Pérsia e de Roma? Antíoco Epifânio simplesmente não se encaixa na descrição como Roma se encaixa.

VI. O Tempo

A. Leia Daniel 8:13-14 e 26. Por quanto tempo este chifre teria poder? (2.300 dias.)

1. Que marcadores de tempo temos em Daniel 8 para compreendermos melhor este período de tempo? Por exemplo, quando o poder do chifre começa e quando ele termina? (Claramente, ele começa depois do bode (o Império Grego) e continua (Daniel 8:17) até o tempo do fim.)

2. Que tipo de contagem se encaixaria melhor neste período de tempo, 2.300 dias literais ou 2.300 dias proféticos (um dia = um ano veja Ezequiel 4:6)? (Para durar desde a queda da Grécia até o tempo do fim, deveria ser 2.300 anos e não dias.)

B. O que acontece no final deste período de 2.300 anos? O que significa o santuário ser reconsagrado? Este é o fim do mundo? Este é o início do julgamento celestial que discutimos na semana passada? Daniel 8:26 diz a Daniel que isto diz respeito ao futuro distante – mas nós [que estamos no futuro distante do ponto de vista de Daniel] estaremos trabalhando na resolução deste mistério na próxima semana!

C. Amigo, Deus quer que Seus seguidores saibam que Ele controla os reis e os reinos e que Ele está disposto a compartilhar este conhecimento com você. Você está disposto a tirar um tempo para ouvir e aprender?

VII. Próxima Semana: O Santuário Purificado

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 08

O Julgamento Pré-Advento (Daniel 7)

Introdução: Na semana passada, nosso estudo sobre Daniel 7 nos ensinou que Daniel teve um grande sonho no qual toda a história mundial foi trazida em um relance à sua mente. O sonho era muito parecido com o sonho profético de Nabucodonosor, que estudamos em Daniel 2. O sonho de Daniel, contudo, tinha algumas diferenças curiosas que acrescentam detalhes ao período de tempo depois da queda de Roma Pagã (secular). Estes detalhes incluem a descrição de um poder mundial descrito como um “chifre pequeno”, que mantém o poder sobre os santos por 1.260 anos. Este reino é seguido por uma olhadela no interior da corte celestial, que se assenta para começar seus procedimentos. Vamos mergulhar na continuação desta olhada que estamos dando no futuro de Daniel e nosso!

I. Pressa para o Julgamento?

A. Vamos começar pelo final de uma história de você conhece muito bem. Adão e Eva tinham pecado pela desobediência a Deus, comendo o fruto da árvore proibida. Leia Gênesis 3:8-13. Deus faz três perguntas nestes versos. Quais são estas perguntas? (“Onde está você?” “Quem lhe disse que você estava nu?” “Que foi que você fez?”)

1. Que tipo de respostas Deus recebeu? Estas respostas foram confissões do pecado? (Nenhuma destas respostas são confissões diretas. Todas elas colocam a culpa do problema em algo ou alguém.)

2. Deus conhecia as respostas a estas questões antes que Ele tivesse feito as perguntas? (Certamente que Ele sabia as respostas corretas.)

a. Se Deus conhecia as respostas corretas, por que fez as perguntas? (Note que Adão e Eva queriam fugir do seu pecado. Eles não queriam assumir a responsabilidade pessoal pelo seu pecado. Deus queria que eles enfrentassem o seu pecado.)

3. Os versos seguintes de Gênesis 3 detalham o juízo de Deus para este pecado. Se Deus não tivesse declarado Seu juízo sobre este pecado, como Adão e Eva teriam descrito estes eventos no futuro? (Eles teriam contado o mesmo tipo de história evasiva, “Quem, eu?” no futuro.)

B. Leia Mateus 22:1-3, 8-11. Eis aqui uma outra história familiar. O que esta história pretende ilustrar? (O reino dos céus.)

1. Temos Deus, retratado como um rei, fazendo uma pergunta a um convidado do casamento. Você acha que Deus conhece a resposta à pergunta colocada em Mateus 22:12?

a. Se sim, por que Deus faz esta pergunta?

2. Por que o convidado do casamento fica sem fala? (Aparentemente ele não tinha uma explicação adequada.)

3. O verso seguinte em Mateus relata o juízo sobre o homem que não estava usando as vestes nupciais no casamento.

C. Estas duas histórias lidam com Deus entrando em juízo contra seres humanos. O que aprendemos sobre a forma como Deus aborda o julgamento? (Deus não Se apressa para julgar. Embora Ele seja Deus e saiba as respostas, ainda investiga as questões e permite que tentemos explicar o que fizemos.)

1. Para benefício de quem é a investigação anterior ao juízo? (Nestas duas histórias os culpados sabiam o que haviam feito (ou que não fizeram). Deus também sabia. Parece que as perguntas de Deus e as respostas inadequadas são para benefício do leitor. Estamos “olhando sobre o ombro” de Deus para considerar como Ele lida com o pecado, o juízo e o Reino dos Céus.)

a. O que isto nos diz sobre Deus? (Que Ele á mais do que “transparente” em Seu rato com os seres humanos. Ele quer que saibamos que Seus juízos são justos.)

II. Juízo Investigativo

A. Leia Mateus 19:28. Que autoridade Jesus promete aos Seus discípulos? (A autoridade para julgar o Seu povo.)

1. De qual evento os discípulos irão participar? (Parece ser o julgamento das “doze tribos de Israel”, no reino vindouro de Jesus.)

B. Leia Apocalipse 20:4-6. Quantas ressurreições encontramos nestes versos? (Duas.)

1. De qual ressurreição você quer fazer parte? (A primeira! Esta é a ressurreição dos justos.)

2. Quem você acha que está sentado nestes tronos mencionados no verso 4? (Jesus e Seus discípulos.)

C. Leia Apocalipse 20:11-15. Temos pelo menos dois livros mencionados em conexão a este julgamento: um livro da vida e o livro (ou livros) da morte. Em qual dos livros está registrado (verso 12) “o que tinham feito”? (Salmos 51:1 e 9 e Apocalipse 3:5. nos fornecem este quadro de que nossos pecados estão escritos em um livro. Além disso, os nomes dos salvos também estão escritos em um livro. Logicamente, estes são os livros da vida e da morte. A sugestão em Salmos 51 e Apocalipse 20 é que os salvos tiveram seus pecados apagados do livro da morte e os não salvos tiveram seus nomes apagados do livro da vida (ou nunca foram inscritos). Portanto, o quadro em Apocalipse 20:12 deve ser o julgamento dos não salvos.)

1. Se Apocalipse 20:11-15 fala do julgamento dos não salvos, quando acontece o julgamento daqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida?

a. Ele teria ocorrido, pela lógica, antes do julgamento dos não salvos? (Veja novamente Apocalipse 3:4-5. A frase “o reconhecerei [os salvos cujos nomes estão no livro da vida] diante do meu Pai e dos seus anjos” soa como se Jesus estivesse intercedendo pelos salvos em um julgamento. Esta noção é reforçada pelo quadro de Hebreus 8, onde Jesus está trabalhando no céu (intercedendo) em favor dos salvos assim como o Sumo Sacerdote trabalhava em favor de Israel no Dia da Expiação. Veja I Timóteo 2:5-6.)

D. Agora, vamos voltar para Daniel 7 e ver se podemos colocar tudo nos seus devidos lugares. Reveja Daniel 7:9-14. Temos um julgamento no céu, temos Jesus entrando neste julgamento (verso 14) com “autoridade, glória e o reino”. Ao mesmo tempo (verso 12), Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma Secular – ou pelo menos parte deles, “recebem “permissão para viver”, mas com a sua autoridade retirada. Que julgamento parece ser este? (Claramente este julgamento parece ser o primeiro julgamento. A Itália, a Grécia, o Irã e o Iraque, todos eles existem hoje – embora dificilmente possam ser chamados de potências mundiais.)

E. Leria Daniel 7:21-22. Quem é o assunto desta primeira investigação? (Os salvos! Isto reforça a nossa conclusão de que existem dois julgamentos, e os salvos são o objeto do primeiro julgamento. Este é o julgamento do qual resultam os nomes dos salvos que são escritos no livro da vida. Este é o julgamento no qual Jesus faz mediação em favor dos salvos. Este é o julgamento citado em Apocalipse 20:4.)

III. O Primeiro Julgamento: Quando?

A. Leia Daniel 7:24-26. Na semana passada concluímos que o poder representado pelo “chifre pequeno” era Roma Papal. Deixando de lado o “tempo, tempos e metade de um tempo” do verso 25, que outras marcações de tempo você vê nestes versos? (Primeiro, vemos que o “chifre pequeno” derrota três dos dez reinos que surgem a partir do declínio de Roma secular. Este parece ser o marcador inicial de tempo. O marcador de tempo final parece ser o primeiro julgamento, que começa nos últimos dias da terra. Daniel 7:21-22.)

1. Será que 3,5 anos literais cobririam este período de tempo? (De jeito algum. A história nos dá um período geral para o momento do surgimento do “chifre pequeno”. O comentário “A Commentary, Critical and Explanatory, on the Old and New Testaments”, nos diz que o edito de Justiniano reconhecendo o Para João II como o cabeça da Igreja foi estabelecido por Elliott em 529 ou 533 A.D.. Lutero estabelece a data em 606 A.D., porque foi quando Phocas confirmou o edito de Justiniano. Este mesmo comentário estabelece a data em 752 A.D., porque diz que foi quando “iniciou o domínio temporal dos papas”. Nossa lição (quinta-feira) escolhe uma outra data no mesmo período de tempo, 538 A.D., como sendo a data correta para o início. Não há dúvida em minha mente que este período de tempo geral (500-700 A.D.) está correta. Como o mundo não terminou logo em seguida, é difícil imaginar que os 3,5 anos sejam literais. Ao contrário, usando o princípio profético que discutimos na semana passada, de 1 dia = 1 ano, temos 1.260 anos. (3,5 anos = 42 meses – 1.260 dias. Se um dia = um ano, isto se traduz em 1.260 anos.)

B. Se você acrescentar 1.260 anos a qualquer uma destas datas, que período de tempo você tem? (Isto significaria que o primeiro julgamento de Deus está acontecendo exatamente agora!)

C. Vamos nos divertir um pouco agora. Eu não gosto de “estabelecer datas” para a Segunda Vinda de Jesus – Mateus 24 nos diz que isto não é possível. Assuma comigo que uma destas datas que outros citaram como sento a data correta para o início dos 1.260 anos. A data mais antiga, 529 A.D. nos leva a 1789 A.D.. A data mais recente, 752 A.D., nos leva a 2012 A.D.. Eu visitei um web site sobre cronologia (www.abdicate.net) que calcula que 2024 A.D. é o 6.000o ano desde a criação (não posso atestar a precisão desta data). O comentário IVP Bible Background Commentary (sobre Apocalipse 20:1-3) nos diz que algumas antigas tradições judaicas dividem a história em sete períodos de mil anos. Isto era baseado na aplicação de Salmos 90:4 (mil anos para nós é como um dia para Deus) aos sete dias da Criação. Apocalipse 20:4-6 indica pelo menos mil anos se passam entre o primeiro e o segundo julgamentos. Portanto, esta antiga tradição judaica sugeriria que nosso mundo terminará depois de 6.000 anos e Apocalipse 20 sugere que os santos passarão o último milênio (o milênio do Sábado), no céu. Uma mistura de toda esta informação nos sugere que estamos vivendo na última parte da história da terra! Eu gosto deste pensamento!

D. Amigo, Você está pronto para o Julgamento de Jesus? Embora estas datas que discutimos estejam sujeitas a debates, o que parece claro a partir do sonho de Daniel é que estamos vivendo nos últimos dias da história da terra. Se você não está pronto para ser julgado, precisa se arrepender e aceitar a oferta do sacrifício justo de Jesus em teu lugar!

IV. Próxima Semana: O Santuário Atacado

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 07

Lição de História (Daniel 7)

Introdução: Em nosso estudo sobre o livro de Daniel desta semana, voltaremos no tempo para examinarmos um sonho que foi dado diretamente a Daniel, e não ao governante do reino em que Daniel vivia. Você se lembra que Daniel parecia ter perdido o poder e autoridade no reino de Belsazar? Talvez ele tivesse algum tempo extra por conta disso. Qualquer que seja a razão, é a este período de tempo ao qual voltaremos em nosso estudo de Daniel 7. Vamos pular para dentro do nosso estudo!

I. O Sonho

A. Leia Daniel 7:1. Por que Daniel escreveria este sonho? (Ele não queria ser como Nabucodonosor, e esquecer seu sonho! Falando sério, isto nos diz duas coisas. Primeiro, Daniel pensava que este sonho era importante. Segundo, podemos ter certeza de que temos um relato correto e preciso de seu sonho.)

B. Leia Daniel 7:2-3. Imagine-se no meio deste quadro. Você está em uma tempestade? O que você acha que significam “os quatro ventos do céu”, que estavam “agitando o grande mar”? (Se você estivesse em um barco, deveria rumar para a costa! Parece ser uma grande tempestade. Os quatro ventos do céu parecem ser as quatro direções da bússola.)

1. Leia Apocalipse 17:15. Que vislumbre temos sobre o significado do mar? (O quadro que vejo em Daniel 7:2-3 é que os povos do mundo estão em agitação, revolução, e destas “águas turbulentas” saem quatro grandes animais.)

C. Leia Daniel 7:4-7. Nós estudamos alguma coisa no livro de Daniel até agora que possa parecer remotamente similar a isto? (Sim. Em Daniel 2 vimos um relance da história profetizada no sonho da estátua. Ela tinha quatro grandes reinos: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, os quais surgiram e caíram, um após o outro.)

D. Vamos ler até o final deste sonho. Leia Daniel 7:8-14. Se esta é uma declaração sobre a história do mundo, como penso que seja, o que você acha dela? (Assim como o sonho de Daniel 2, Deus vence. Ele triunfa na história do homem.)

1. Que duas atividades de Deus este sonho revela? (Os versos 9-10 mostram que Deus estabelece um julgamento no céu e os versos 11-14 mostram a destruição dos poderes terrestres e a coroação de Jesus (“filho do homem” – Mateus 17:22).)

2. Quando o julgamento parece começar? (Parece acontecer antes do final dos tempos, quando o “chifre pequeno” ainda está em cena.)

II. O Significado do Sonho

A. Vamos parar por um momento. Penso que os seis primeiros capítulos de Daniel nos prepararam para os capítulos que se seguem. Diga-me, em termos gerais, o que você aprendeu dos seis primeiros capítulos de Daniel? (Existe uma luta universal entre o bem e o mal. Deus estabelece parcerias com os humanos fiéis para derrotar o mal. Daniel foi usado por Deus para revelar assuntos importantes do futuro. As interpretações dos sonhos de Daniel levam a eventos grandiosos e históricos – inclusive o relance da história mundial.)

1. Como este sonho se encaixa no padrão que vimos até aqui? (Parece ser uma outra revelação de um relance da história.)

B. Leia Daniel 7:15-16. Como a reação de Daniel ao sonho se compara com a tua? (Daniel, por alguma razão, ficou perturbado com o sonho.)

1. Por que você acha que Daniel focou perturbado?

2. Quem é esta pessoa de quem Daniel se aproxima no verso 16? A última parte da visão de Daniel mostra que ele está observando o que está acontecendo no céu. A conclusão razoável é que Daniel caminha até um ser celestial e pede por ajuda na interpretação do sonho.)

C. Leia Daniel 7:17-18. Temos esta interpretação diretamente do céu. Qual é a interpretação dos quatro animais? (Estes são poderes mundiais que surgem em seqüência. Assim, podemos ver claramente que esta é a mesma série de poderes mundiais que foram revelados em Daniel 2: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.)

1. Você acha que Daniel tinha a mesma idéia geral acerca do significado do sonho?

a. Se sim, eu pergunto novamente por que Daniel ficou perturbado? Os santos vencem! (Daniel não teria razão para ficar perturbado por aquilo que ele conhecia desde que era um jovem. Em vez disso, o que perturba Daniel, e o que passaremos a maior parte do restante do nosso tempo considerando, é a nova informação acerca do quarto animal.)

D. Leia Daniel 7:19-20. O que é diferente acerca deste quarto animal? (Uma coisa é que ele é aterrorizante. Porém, todos os quatro animais parecem ser bastante assustadores para mim. A diferença principal eram os chifres. Daniel 7:7 aponta que ele era diferente e nota especificamente os chifres.)

1. [Enquanto ele olhava os chifres (verso 8), surge um chifre pequeno.] O que há de especial neste chifre? (Ele parece estar identificado com uma pessoa. Note que, com relação aos três primeiros animais, apenas a Babilônia é descrita com características “humanas”. Uma vez que, conforme estudamos que Nabucodonosor foi o seu governante mais proeminente, esta parece ser uma referencia a ele. Os outros animais, contudo, cruzam a cena como poderes mundiais sem a identificação de uma pessoa proeminente. O chifre, como a Babilônia, mas diferentemente dos outros animais, é descrito com traços “humanos”.)

E. Leia Daniel 7:21-22. O que mais aprendemos sobre este chifre pequeno? (Que ele persegue os cristãos e os está “derrotando”. A série de suas vitórias sobre os santos chega a um fim com o julgamento de Deus. Compare com Daniel 7:8-11.)

F. Leia Daniel 7:23-25. O intérprete celestial diz que os chifres são dez reis. Como isto se compara com o sonho da estátua de Nabucodonosor? (Ele se encaixa perfeitamente. Nenhum reino mundial dominou depois de Roma. Em vez disso, o Império Romano se metamorfoseou em pés e dedos (você provavelmente tem dez deles – como os dez chifres), que eram uma mistura de ferro e barro. Portanto, vemos que depois do Império Romano temos nações que são fracas (barro) e fortes (ferro), mas nenhuma domina o mundo. Compare com Daniel 2:40-43.)

III. Examinando o “Chifre Pequeno”

A. Quando surge o “chifre pequeno” que parece com um homem? (Ele surge depois da divisão do Império Romano nos dez reinos. Daniel 7:24 diz que ele surge “depois” dos “dez reis que sairão desse reino [Romano].”)

1. Por quanto tempo este “chifre pequeno” fica no poder? (Temos duas declarações a respeito do tempo. Ele está no poder até o tempo do julgamento celestial (Daniel 7:8-9, 26) e está no poder por “um tempo, tempos e meio tempo.” (Daniel 7:25))

2. Uma teoria popular ensina que o “chifre pequeno” é um rei selêucida de menor importância, chamado Antíoco Epifânio, que governou por onze anos, de 175 – 164 A.C.. Antíoco chegou ao poder depois da morte de Alexandre o Grande, no final do Império da Grécia. (Veja Goldstein, Graffiti in the Holy of Holies, p.39-42)

a. Antíoco Epifânio se encaixa na descrição do chifre pequeno? (Não. A época está completamente errada. Antíoco chegou ao poder antes, e não depois, do Império Romano. O comentário Treasury of Scripture Knowledge diz que os dez reinos nos quais o Império Romano ocidental foi dividido foram estabelecidos entre 356 A.D. e 526 A.D.. Portanto, Antíoco está mais de 500 anos adiantado, para se encaixar nesta profecia. Além disso, seu reinado de onze anos dificilmente parece se estender até o tempo do juízo final.)

B. De acordo com Daniel 7:25, este chifre pequeno tenta “mudar os tempos e as leis”. O que você acha que isto significa? (Compare com Daniel 2:19-21. Mudar os tempos e as leis é uma prerrogativa de Deus. Porém, este chifre, com as suas perseguições aos santos e seus reclamos às prerrogativas divinas, parece ser um poder semi-religioso que afirma ter a autoridade de Deus.)

1. Quando você pensa de um tempo que Deus estabeleceu como lei, o que vem à tua mente? (O que me vem à mente é Êxodo 20:8-11 – o mandamento para a adoração no Sábado.)

C. Baseados nas pistas que temos até aqui, o que você acha que o “chifre pequeno” representa? (Existem discórdias entre os comentaristas sobre isto, mas creio que a evidência aponta muito claramente para Roma Papal. Ele surgiu quando Roma estava se desintegrando; era diferente dos outros reis, no sentido em que suas alegações de poder religioso eram maiores do que suas alegações de autoridade secular. Ele é identificado com um homem – Roma Papal é identificada com o Papa. Roma Papal teve um período muito triste durante a Idade Média, quando perseguia aqueles que discordavam dela. Dois comentários que li concluem que o “chifre pequeno” é Roma Papal (The Treasury of Scripture Knowledge; A Commentary, Critical and Explanatory, on the Old and New Testaments). O The New Bible Commentary parece apontar para Roma Papal, embora não a identifique especificamente. Quero que meus leitores saibam que enquanto escrevo isto, estou defendendo no tribunal a liberdade religiosa de professores católicos e de uma instituição católica. Alguns de meus casos mais importantes foram na defesa de católicos. Amo e admiro como a Igreja Católica permanece firme e forte contra o aborto e outros males. Mas, devo concluir que estes textos apontam para Roma Papal.)

D. Vamos ver se podemos estabelecer o período deste “chifre pequeno”. Daniel 7:25 se refere a “tempos”, em conexão com o reinado do “chifre pequeno”. O que são “tempos”? (Para compreender isto melhor, veja em Daniel 4:16 e 26. Quando foi dito a Nabucodonosor que “sete tempos” passariam sobre ele, isto significava sete anos. Portanto, é razoável dizer que “um tempo, tempos e meio tempo” se referem a três anos e meio.)

1. Estes três anos e meio são literais ou simbólicos? (A outra referência de tempo que nos é dada – que o “chifre pequeno” estaria no poder até o tempo do juízo – certamente parecem exigir um período maior do que três anos e meio literais. O comentário The Treasury of Scripture Knowledge nos aponta o princípio profético do “dia-ano”. Ele transforma 3,5 anos em 1.260 dias e conclui que isto representa 1.260 anos.)

a. Você já viu um período de 1.260 dias/anos em algum outro lugar na Bíblia? (Sim. Em Apocalipse 11:3 e 12:6, ambos os textos se referem ao mesmo período de tempo. Apocalipse 13:5 também se refere a “quarenta e dois meses” (que são 1.260 dias).)

E. Leia Daniel 7:26. Que atividade ocorre no final deste período de 1.260 anos? (O “tribunal se assentará”. Inicia-se uma sessão judicial. Esta é a sessão do tribunal que á descrita mais completamente em Daniel 7:9-10. Vamos dar uma olhada mais de perto nesta sessão judicial em nosso estudo da próxima semana.)

F. Leia Daniel 7:27. O que acontece no final desta sessão judicial? (Todos os poderes do mundo são entregues aos santos. Deus estabelece Seu “reino eterno”. Isto aponta para a Segunda Vinda de Jesus!)

G. Amigo, temos um “mapa do tempo” que nos traz ao final do mundo como o conhecemos. Você se sente encorajado por saber que Deus está no controle? Vai decidir-se a fazer parte de Seu Reino?

IV. Próxima Semana: O Juízo Pré-Advento

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 06

Um Antigo Decreto de Morte (Daniel 6)

Introdução: Você se lembra que no estudo da semana passada Daniel foi promovido a número três em autoridade no império babilônico minutos antes que tudo desmoronasse ante a ofensiva militar dos persas? O “número dois” (Belsazar) foi imediatamente morto pelos persas. Imagine-se no lugar de Daniel. Não é se admirar que ele tenha dito que Belsazar podia ficar com a sua promoção! O que aconteceu com Daniel? Deus ainda estava cuidando dele? Vamos pular para dentro do nosso estudo de Daniel 6 e descobrir!

I. O Retorno

A. Leia Daniel 6:1-2. Daniel sobreviveu aos persas! Por que Dario reorganizou o reino?

1. A empresa para a qual você trabalha já foi comprada por outra empresa? Como você se sentiu quando a reorganização foi anunciada?

2. Como Daniel foi posicionado na nova reorganização? (Ele perdeu algumas “posições” (era o número três), mas certamente estava numa posição de muito poder.)

B. Leia Daniel 6:3-4. Por que o rei planejaria promover Daniel enquanto os outros administradores e subordinados conspiravam contra ele? (Seus interesses eram exatamente opostos. O rei queria a melhor pessoa para o posto, e os outros queriam eles mesmos estar nesta posição.)

1. Leia Eclesiastes 4:4. Adam Smith, um famoso economista do livre-mercado, defendia que quando se permite que as pessoas defendam seus próprios interesses, isto acaba beneficiando a todos. Será que Salomão concordaria com isto?

a. Existe inveja boa e inveja má? (Se você trabalha duro porque quer se manter no mesmo nível do teu vizinho, este parece ser uma utilização positiva da inveja. Se você conspira para prejudicar teu vizinho bem-sucedido, como está acontecendo com Daniel, este é um exemplo de inveja má.)

2. Note que o rei estabeleceu três administradores, um dos quais era Daniel. Os outros dois administradores conspiraram contra Daniel. Alguma vez já te aconteceu algo parecido no trabalho?

3. Como as coisas no trabalho estavam indo para Daniel, quando os administradores precisavam votar sobre o que fazer? (O voto seria dois a um contra as idéias de Daniel, eu presumo. Talvez o rei tenha notado este problema e este fosse o motivo pelo qual estava querendo promover Daniel.)

C. Os teus colegas de trabalho seriam capazes de dizer de você a mesma coisa que foi dito de Daniel, que ele era “ele era fiel; não era desonesto nem negligente”?

1. O que Salomão escreveu em Eclesiastes 4:4 se aplica a Daniel? (Leia Efésios 6:5-8. O mundo pode trabalhar duro e produzir bens por causa da inveja. Porém, o povo de Deus trabalha duro e produz bens por causa de seu comprometimento com Deus.)

D. Leia Daniel 6:5. Como estes outros líderes sabiam a respeito do Deus de Daniel?

1. Você acha que a raça de Daniel tinha algo a ver com esta conspiração?

II. A Armadilha

A. Leia Daniel 6:6-7. Esta afirmação de que “todos concordam” era verdadeira? (Obviamente não! Daniel é um dos administradores e certamente ele não concorda com isso.)

B. Leia Daniel 6:8-9. Se os administradores sabiam acerca das convicções religiosas de Daniel, você acha que o rei Dario também as conhecia? (Uma vez que ele planejava fazer de Daniel o seu assistente número um, eu ficaria chocado de ouvir que ele não sabia acerca das convicções religiosas de Daniel.)

1. Se Dario sabia sobre Daniel, por que ele emitiria tal decreto? (Reveja Daniel 6:7. Você consegue ver alguma trilha maligna nas mentes destes outros administradores? Eles atacam a Daniel baseados puramente em suas convicções religiosas. Eles convencem o rei a emitir este decreto apelando para o seu ego.)

2. O rei deveria ter lembrado do problema que este decreto causaria para Daniel? (A nossa lição aponta, na segunda-feira, que o rei Dario poderia estar se concentrando nos sacerdotes babilônicos, que agiam como mediadores para os seus deuses, daí a referencia a adoração de “homem” no verso 7. Isto pode ter sido apresentado a ele como um plano para encorajar o “patriotismo religioso” no povo recém-conquistado. Assim, o rei pode nem ter pensado no impacto deste decreto para Daniel.)

III. A Resposta de Daniel

A. Leia Daniel 6:10-11. Agora leia Mateus 6:6. Se o Novo Testamento já tivesse sido escrito, Daniel agiria de forma diferente?

1. Leia Mateus 17:27. Jesus aconselha tomarmos ações que evitem ofender aqueles que não compartilham das nossas convicções religiosas.

2. Leia Romanos 14:22. Quando se trata de questões discutíveis sobre comida e bebida, Paulo nos diz para manter o teu ponto de vista somente “entre você e Deus.”

3. O ponto da oração de Daniel era a oração, e não a posição das janelas. Daniel deveria ter orado com as janelas abertas?

a. Se ser jogado na cova dos leões estivesse na tua mente, como você teria decidido esta questão religiosa discutível?

b. Que argumento você pode dar para a decisão de Daniel?

c. Que argumento você poder dar contra a decisão de Daniel?

4. Note em Daniel 6:10 a frase “o que costumava fazer.” Que ponto está sendo defendido por Daniel ao escrever isto? (Daniel não iria alterar a sua rotina de adoração por causa desta nova lei.)

a. Teria sido “pecado” para Daniel, se ele tivesse alterado a sua rotina e fechado as janelas antes de orar?

IV. As Acusações

A. Leia Daniel 6:11-12. Por que os homens foram “em grupo” observar Daniel orando?

1. Eles precisavam de testemunhas? Daniel negaria o que ele estava fazendo?

2. Por que pedir ao rei para confirmar o texto da lei antes de relatar a violação de Daniel? (Estes versos nos dão uma janela para compreendermos o pensamento ciumento e covarde dos inimigos de Daniel. Eles estavam com medo de se erguer individualmente contra Daniel. Devem ter pensado que o rei iria favorecer a Daniel, por isso criaram uma “armadilha” para o rei, fazendo-o antes confirmar o texto da nova lei.)

B. Leia Daniel 6:13-14. Como Daniel é descrito? (Ele é um dos judeus que antes era um escravo. Daniel não consegue se livrar deste “rótulo”. Lembre-se que na semana passada Belsazar começou a sua conversa com Daniel com este mesmo insulto (Daniel 5:13).)

1. Por que os inimigos de Daniel começariam com este insulto em particular? (Novamente, temos uma janela aberta para suas mentes. Eles estavam irritados que Daniel, seu chefe, é um judeu, e não de seu país. Eles querem ressaltar o fato de que ele é “diferente”. Isto é ciúme profissional e preconceito religioso e racial.)

2. O rei havia pensado em Daniel quando editou este decreto? (Este é um ponto que discutimos antes. Este verso deixa claro que o rei não havia considerado o impacto do decreto sobre Daniel.)

3. Compare a atitude do rei Dario com o rei Nabucodonosor. (O coração de Dario estava com Daniel. Ele não se sentiu ofendido pela violação da lei ou pela afronta à sua própria posição como “um deus”. Nabucodonosor, conforme revelado em Daniel 3:13-15, sentiu-se pessoalmente insultado com o fato de os hebreus não adorarem o seu deus.)

V. O Conflito Entre o Bem e o Mal

A. Leia Daniel 6:15-16. Quando você enfrenta problemas, para quem você se volta em primeiro lugar? (Daniel tem uma tremenda autoridade pessoal. Ele tem o rei, a pessoa mais poderosa do império, o apoiando. Todo o poder e a autoridade deste mundo não podem salvar Daniel. A mesma coisa é verdade para você.)

1. O rei Dario fez a coisa certa ao ordenar que Daniel fosse atirado aos leões, deixando o caso nas mãos de Deus?

2. O rei Dario violou o seu próprio decreto? A última parte do verso 16 é uma oração a Deus?

3. Que paralelo você vê entre o rei Dario e Daniel? (Não existe liberdade duradoura sem o “poder da lei”. Dario “entregou” Daniel a um grande perigo, porque ele manteve a o poder da lei sobre as suas preferências pessoais. Deus o Pai “entregou” a Jesus porque manteve o poder da lei sobre a Sua preferência pessoal de não querer que Jesus sofresse a tortura.)

B. Leia Daniel 6:17-18. Foi assim que aconteceu com Deus o Pai enquanto Jesus esteve aqui na terra? (Não posso dar esta resposta. Deus não é como Dario, no sentido em que Deus conhece o futuro. Em Gênesis 22:12 encontramos Deus afirmando que não sabia que decisão Abraão tomaria. Tenho duas teorias. Primeiro, penso que nossas vidas são como um jogo de xadrez. Deus conhece cada possível “movimento” que você e eu podemos fazer e Ele sabe as conseqüências destes movimentos. Isto permite que Ele conheça o futuro sem saber como nós iremos escolher. Segundo, creio que Deus pode se mover no tempo e, assim, pode saber como as escolhas serão feitas, se Ele quiser. A resposta verdadeira é um mistério para mim e estas são apenas as minhas teorias.)

C. Leia Daniel 6:19-22. Por que Daniel foi salvo dos leões? Você concorda com a afirmação que Daniel fez sobre as razões pelas quais ele foi salvo?

D. Leia Daniel 6:23. Que razões são dadas aqui pelas quais Daniel foi salvo dos leões? Como estas razões se comparam com as razões dadas no verso 22? (O verso 23 diz que a confiança em Deus salvou Daniel. O verso 22 diz que a inocência de Daniel (suas obras) salvou a Daniel.)

1. Ambos os versos podem estar certos?

E. Leia Daniel 6:24. Como as acusações contra Daniel eram falsas?

1. Lembre-se que estes homens trabalharam em grupo, para sua segurança. Qual foi o resultado desta idéia de segurança em grupo?

F. Leia Daniel 6:25-28. Quem venceu? (Deus, novamente. E Daniel também.)

1. Como Deus venceu? (Através da parceria com o fiel Daniel.)

2. Teria sido melhor para Daniel se ele tivesse fechado as janelas?

G. Amigo, a autoridade pessoal de Daniel não podia salvá-lo. Ter o rei como seu aliado não podia salvá-lo. Apenas o Deus do Céu poderia ter salvo Daniel. Você vai ter isto em mente na próxima vez que tiver problemas? (Estou certo que, da próxima vez que você tiver problemas, poderá dizer, como Daniel, “Sou completamente inocente e não sou a fonte dos meus problemas!”)

VI. Próxima Semana: Lição de História

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 05

Surpresa na Festa (Daniel 5)

Introdução: O capítulo 5 do livro de Daniel tem um contexto bastante interessante. O rei Nabucodonosor morreu em 563 A.C. A capítulo 5 acontece cerca de 25 anos depois da sua morte. O rei Nabonido está agora no trono, mas ele compartilha sua autoridade com seu filho mau, Belsazar. Os persas, liderados pelo rei Ciro, atacam o império babilônico e derrotam as tropas lideradas pelo rei Nabonido. O rei Nabonido move o principal exército babilônico para Borsippa e o rei Ciro se dirige para a cidade de Babilônia e a cerca. Meu palpite é que antes que Ciro chegasse a Babilônia, um grande número de oficiais fugiu para a cidade em busca de proteção. Babilônia estava protegida por uma forte muralha dupla e tinha suprimento de comida suficiente para durar por 20 anos. O contexto do nosso estudo hoje é que o vice-rei Belsazar está dentro da segurança dos muros de Babilônia, o rei Ciro e os persas cercam a cidade e o exercito principal da Babilônia está afastado, recuperando-se. Vamos mergulhar em Daniel 5!

I. A Festa

A. Leia Daniel 5:1. O que o rei Belsazar estava pensando? A cidade está cercada por tropas inimigas e ele dá uma festa? (Poderiam ser várias coisas. Ele pode ter se sentido seguro por trás das muralhas da cidade. Ele pode ter sido um fraco, um “menino mimado” que pensava: na dúvida, dê uma festa. Pode ter sido uma estratégia para encorajar os moradores da cidade – não há razão para se preocupar, a vida vai continuar como sempre, estamos seguros aqui dentro.)

B. Leia Daniel 5:2-4. Nabucodonosor era, no mínimo, o avô de Belsazar. A Bíblia diz que ele era o “pai”, porque era o costume chamar a um ancestral de “pai”. Considere que Jesus foi chamado de “o Filho de Davi” e Davi foi chamado de “filho de Abraão”. (Mateus 1:1). Da última vez que vimos Nabucodonosor, ele tinha sido convertido à adoração ao verdadeiro Deus dos Céus. O que Belsazar demonstra com esta atitude em relação ao verdadeiro Deus do Céu?

1. Por que ele teria esta atitude? Se o verdadeiro Deus do Céu fosse desconhecido ou “sem importância”, por que tentar insultá-lo? (Nabucodonosor havia criado este enorme reino e a linda cidade-fortaleza de Babilônia. Nabucodonosor reconhecia que o verdadeiro Deus do Céu controla os reis e os reinos (Daniel 4:34-35). A conclusão lógica que podemos tirar disso (baseado no fato de que os persas estavam ali) é que o verdadeiro Deus não cuida de Belsazar e está trabalhando contra ele. Belsazar, sendo o homem mau e arrogante que é, decide que vai mostrar a Deus quem é quem, fazendo com que todos os convidados bebam das taças de ouro do templo de Deus, enquanto louvam a outros deuses. Muito desafiador. Muito estúpido.)

2. Veja por um momento a lista (verso 4) dos deuses deles. O que você vê de curioso acerca desta lista? (Que grupo de deuses simplórios! Poderíamos pensar que eles estariam pelo menos adorando algo como o sol, que parece ser e sentimos que é poderoso. Mas árvores mortas e pedras?)

II. A Mão

A. Leia Daniel 5:5-6. Imagine-se vendo isto. Imagine-se vendo isto sem nunca ter visto um filme antes na tua vida!

1. Como o “senhor Arrogância Desafiadora” está se saindo agora?

2. Deus mandou “os dedos” por causa do ato de beber das taças do templo?

3. Você não gostaria que Deus fizesse este tipo de coisa com mais freqüência? (É claro, não na tua casa.)

B. Leia Daniel 5:7-9. Por que o rei faria da pessoa que decifrasse a mensagem o “terceiro em importância”? (Lembre-se que o rei Belsazar e seu pai estavam governando juntos o império. O rei Belsazar estava oferecendo a posição de autoridade em seguida a ele próprio!)

1. Quantos gostariam de tentar ganhar esta recompensa? (O verso 8 diz que “todos” os sábios vieram.)

2. Obviamente, Deus escreveu a mensagem de uma forma que seria difícil para as pessoas entenderem. Por que Deus faria isto? (Alguns podem pensar que este é um argumento para usarmos a Versão Almeida para o estudo. Eu creio que Deus fez isso para aumentar o mistério do momento e ressaltar a incapacidade do rei e de seus “sábios”.)

3. Alguns fatos muito importantes estão sendo comunicados pelo que não está sendo dito. Note (verso 8) que “todos os sábios do rei vieram”. Daniel havia sido rebaixado? (Sim. Daniel não ocupava mais uma posição de responsabilidade.)

a. Como você explica que Deus tenha estado abençoando a Daniel todos estes anos, mas agora ele tinha sido afastado de seu lugar de honra e autoridade?

b. Lembre-se que Daniel era um homem muito jovem quando foi capturado. De acordo com meus imprecisos cálculos, Daniel tinha por volta de 50 ou quase 60 anos quando o rei Nabucodonosor morreu. Você gostaria de perder a tua posição elevada e respeitada e ir para a obscuridade nesta idade?

C. Leia Daniel 5:10-12. Quem você imagina que seja esta rainha, tomando por base o que ela está dizendo? (Eu diria que é a avó de Belsazar – a esposa de Nabucodonosor.)

D. Leia Daniel 5:13. Qual é a primeira coisa que Belsazar pergunta a Daniel? (Você é um dos escravos?)

1. Isto deveria ser um cumprimento?

2. Isto reflete aquilo que a rainha-avó disse acerca de Daniel? (Ela não disse nada sobre Daniel ser um cativo.)

3. O que o rei poderia ter perguntado em vez disso? (Você foi, por muitos anos, o principal dos sábios no reino?)

4. O que isto nos mostra sobre Belsazar? (Ele é simplesmente arrogante e detestável.)

E. Leia Daniel 5:14-16. Aqui está o bilhete para Daniel voltar a ter fama a fortuna! Ele pode ser o próximo em autoridade, em relação a Belsazar! Os bons tempos voltaram.

F. Leia Daniel 5:17. O que está acontecendo? Por que Daniel despreza esta maravilhosa promoção? (Eu gostaria de ter estado lá. Acredito que há muito tempo Belsazar não ouvia alguém dizer “Não há nada que você possa me dar e que eu ache que vale a pena”. E isto vindo de um escravo.)

III. A Interpretação

A. Leia Daniel 5:18-21. Eu estava um pouco preocupado quando Daniel disse, no verso 17 “Lerei a inscrição para o rei e lhe direi o seu significado”. A quem Daniel atribui o poder final?

1. Por que o rei Nabucodonosor foi tão bem sucedido? (Deus o abençoou. Isto é exatamente o que Belsazar não quer ouvir neste momento.)

B. Leia Daniel 5:22-23. Este tipo de discurso poderia causar a morte de Daniel? (Um comentário, crítico e explanatório sobre o Antigo e Novo testamentos, relata que o historiador Xenofon registra que Belsazar matou um de seus nobres “simplesmente porque, em uma caçada, o nobre acertou um gamo antes dele.” Ele também relata que Belsazar castrou um de seus servidores na corte simplesmente porque uma de suas concubinas disse que o homem era simpático. Não é preciso dizer que pessoas haviam sido mortas pelo maldoso Belsazar por muito menos do que o insulto que Daniel estava lançando agora.)

C. Leia Daniel 5:24-28. Você se lembra como Daniel trouxe más notícias para Nabucodonosor? (Compare com Daniel 4:19. Daniel sempre tentava amenizar as más notícias. Ele dava primeiro as boas notícias.)

1. Por que Daniel não tentou amenizar estas notícias? (Penso que Daniel não tinha respeito por Belsazar. Este rei é arrogante, detestável e ímpio – e sem qualquer razão. Nabucodonosor era um verdadeiro conquistador mundial. Mas Belsazar não havia feito nada, ficou bêbado quando o perigo chegou e insultou a Deus.)

2. Lembre que aprendemos a partir de Daniel 4:27-31 que foi dado a Nabucodonosor uma chance para arrepender-se? Ele teve uma segunda chance. Por que não foi dada a Belsazar uma oportunidade semelhante? (Vamos reler Daniel 5:22. Belsazar sabia o que era certo. Ele desafiou conscientemente o grande Deus do Céu. Creio que a atitude de Daniel com relação a Belsazar reflete a atitude de Deus com relação a este rei. Ele era simplesmente mau (“achado em falta”) e arrogante e a hora do juízo havia chegado.)

D. Leia Daniel 5:29. Belsazar manteve a sua palavra. Por que?

1. O que está faltando no verso 29? (A cada vez que Daniel revelou a vontade de Deus a Nabucodonosor, interpretando um sonho, Nabucodonosor reconheceu o verdadeiro Deus do Céu. Belsazar não fez nada neste sentido.)

E. Leia Daniel 5:30. O juízo foi executado contra Belsazar. Você gostaria de ser promovido a número três na mesma noite em que o número dois estava sendo morto pelas tropas invasoras?

F. Amigo, se você tem um coração duro e rebelde, a hora de ir a Deus é exatamente agora. Deus não é somente um Deus que persegue os ímpios (como fez com Nabucodonosor), a fim de encorajá-los a segui-Lo, mas também é um Deus de juízo para aqueles que continuam a rebelar-se. Por que não se arrepender hoje?

IV. Próxima Semana: Um Antigo Decreto De Morte

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Daniel - Lição 04

O Julgamento de Nabucodonosor (Daniel 4)

Introdução: Quando eu era menino, gostava de assistir o programa do Walt Disney no domingo à tarde. O programa sempre começava com a mesma introdução musical. Quando eu ouvia aquela pequena melodia, sabia que estava para ser entretido com uma história de algum tipo. Nosso estudo de Daniel 4 começa de forma semelhante. Temos esta proclamação feita pelo rei Nabucodonosor, que louva o verdadeiro Deus do Céu e diz “Tenho um testemunho – uma história – para vocês.” Vamos mergulhar direto no nosso estudo desta maravilhosa história!

I. Proclamação Real

A. Leia Daniel 4:1-3. A maioria das traduções traz o desejo do rei de paz e prosperidade para seus ouvintes. Você quer ter paz e prosperidade na tua vida?

1. Você acha que esta é a forma do rei Nabucodonosor começar todas as suas proclamações?

2. Ou você acha que ele pretende criar um vínculo entre o reconhecimento de Deus e paz e prosperidade? (Veremos com mais clareza a resposta a isto quando ouvirmos a história do rei.)

B. Qual é o tamanho da audiência para esta história? (O verso 1 indica que ela é endereçada ao mundo inteiro.)

II. O Sonho

A. Leia Daniel 4:4-5. Como era a vida de Nabucodonosor antes de ele ter o sonho? Como era ela depois que ele teve o sonho?

1. O sonho anterior de Nabucodonosor (Daniel 2:1) o deixou tão “perturbado” que ele “não conseguia dormir.” Mas este último sonho o deixou apavorado. Você já teve algum sonho que te apavorou? Se você estivesse no lugar do rei, iria preferir simplesmente esquecer este sonho?

B. Leia Daniel 4:6-7. Você se lembra que este mesmo grupo de sábios não podia interpretar de forma confiável o primeiro sonho do rei (Daniel 2:10-12). Por que Nabucodonosor traz um sonho para este mesmo grupo uma segunda vez? Por que não ir primeiro a Daniel? (Este fato sugere duas coisas. Primeiro, que os sábios pagãos tinham voltado a desfrutar dos favores do rei. Segundo, que o trabalho de Daniel, durante os anos que se seguiram, provavelmente era de administrador, e não de intérprete de sonhos.)

C. Leia Daniel 4:8-9. O que isto sugere sobre a razão pela qual Daniel não foi consultado em primeiro lugar? (Parece que Daniel levou algum tempo para vir diante do rei.)

1. Por que a demora? (Ela permitiu que o poder de Deus fosse demonstrado depôs que os outros falharam. Pode ser que Daniel estivesse chateado por não ter sido especificamente chamado em primeiro lugar pelo rei.)

2. O que você acha sobre a descrição explicativa sobre Daniel e seu nome babilônico? Daniel ficaria orgulhoso disto, ou ficaria envergonhado? (Daniel não gostaria disto. Primeiro, Nabucodonosor identifica Daniel com um deus babilônico, não com o verdadeiro Deus. Segundo, Daniel supostamente teria sobre ele o “espírito dos santos deuses”.)

3. O que é o “espírito dos santos deuses”? (Seja lá o que se supõe que isto seja, esta descrição não honra o Único Deus do Céu. Parece que Nabucodonosor está tentando atribuir o poder de Deus a algum de seus próprios deuses.)

4. Você consegue achar alguma coisa de bom na referencia ao “espírito dos deuses”? (Pelo menos, o ponto de Daniel de que é Deus, e não ele próprio, quem revela sonhos, tinha sido captado pelo rei. Veja Daniel 2:27-28.)

D. Leia Daniel 4:10-14. Vamos parar aqui por um momento. Se você não soubesse nada acerca do resto da história, mas conhecesse a respeito da visão de Daniel 2, o que você acharia que esta árvore representava? (Uma vez que Nabucodonosor era a estrela mundial de Daniel 2, não é preciso muita imaginação para ver que esta grande arvora também representa a ele.)

1. Agora, considere novamente a afirmação dos sábios, de que eles não podiam interpretar este sonho. Eles estão sendo honestos com o rei? Este é um sonho que eles estariam desejosos de deixar para Daniel? (Quem quer trazer más notícias?)

2. Lembre-se que Nabucodonosor estava apavorado com este sonho. Este sonho parece ser assustador para você? (Não. A única razão para achar que ele é apavorante é se você tem a idéia geral que ele se refere a você – que você é a arvore que está para ser cortada e ter os galhos arrancados. Meu sentimento é que mesmo Nabucodonosor sabia que o sonho era sobre ele.)

E. Vamos continuar com o sonho. Leia Daniel 4:15-17. A arvora não tinha uma copa, apenas o toco e as raízes, mas tinha uma mente. O que isto sugere? (Uma árvore pode, às vezes, reviver a partir do toco. A referencia a uma mente humana sugere mais uma vez que este sonho diz respeito a uma pessoa. Porém, a mente de um homem se torna a mente de um animal. Você pode ver por que o rei estava apavorado com este sonho.)

1. Qual é o ponto principal do sonho? Qual é o propósito? (O verso 17 revela que o propósito é ensinar “a todos os que vivem” que o verdadeiro Deus do Céu controla os reis e os reinos.)

F. Leia Daniel 4:18. Por que Nabucodonosor ainda se refere aos “santos deuses”, quando acaba de dizer (verso 17) na frase anterior que “o Altíssimo domina”? Nabucodonosor está se tornando Trinitariano? (Penso que Nabucodonosor está sendo teimoso acerca de seu pensamento politeísta. Contudo, você pode ter um ponto dce vista mais simpático, olhando novamente o verso 17. Ele se refere a “sentinelas, os anjos”. Nabucodonosor pode estar simplesmente se referindo novamente ao sonho.)

1. O que você acha que significa a frase “os anjos declaram o veredicto”? Que tipo de evento é este? (Isto se parece com a decisão de um conselho espiritual, tal como o que está referido em Jó, 1:6.)

III. A Interpretação

A. Leia Daniel 4:19. Agora é Daniel quem está apavorado com o sonho. Isto aparece em seu rosto?

1. Que tipo de atitude Nabucodonosor revela para com Daniel? (Ele tem uma atitude positiva para com Daniel. Este não se parece com a pessoa que tem um problema de “gerenciamento da ira”, como estudamos nas semanas anteriores.)

B. Leia Daniel 4:20-22. Por que Deus, que parece querer ensinar ao rei uma lição de humildade, envia ao rei sonhos que glorificam o poder do rei?

C. Leia Daniel 4:23-26. Daniel sabe que este sonho tem boas e más notícias. Por que ele começa com as boas notícias primeiro?

1. Este sonho dá esperança a Nabucodonosor? (Sim, é dito a ele, no verso 26, que seu reino será restaurado quando ele reconhecer a Deus.)

D. Leia Daniel 4:27. Daniel dá um conselho não solicitado: arrependa-se. O que o conselho de Daniel nos ensina acerca de Deus? (Deus não deseja nos fazer mal.Ele deseja a nossa obediência voluntária. Por esta razão, nos adverte antecipadamente sobre o juízo e nos dá a oportunidade de nos afastarmos do pecado.)

1. Lembre-se que Nabucodonosor tinha reconhecido anteriormente ao Grande Deus do Céu. (Daniel 2:47 e Daniel 3:28-29.) O rei já não havia feito as declarações exigidas por Deus? (Isto vai até o cerne da questão. Deus não está esperando que simplesmente digamos as coisas certas. Ele espera que façamos as coisas certas. O verso 27 explica que nós renunciamos aos nossos pecados quando fazemos o que é certo. Renunciamos à nossa impiedade sendo amáveis para com os necessitados.)

IV. O Resultado

A. Leia Daniel 4:28-31. Quanto tempo Deus deu a Nabucodonosor para que ele se arrependesse? (Um ano.)

1. Parece que temos uma pequena contradição aqui. Daniel diz ao que ele deve se arrepender, fazendo as coisas certas. Porém, o que dispara o castigo previsto é o discurso de auto-glorificação do rei. Se o objetivo de Deus é fazer com que o rei reconheça que “o Céu domina” (Daniel 4:26), então porque Daniel está dizendo coisas sobre boas obras? (Quando compreendemos que o centro da vida não somos nós, o centro da vida é Deus, seguimos as suas regras sobre sermos justos e amáveis para com os outros. Isto traz glória a Deus.)

B. Em Daniel 4:32-35 tudo o que foi profetizado acontece ao Rei Nabucodonosor. Leia Daniel 4:36-37. Enquanto você lê o verso 36, não parece que Nabucodonosor aprendeu a sua lição?

1. Uma vez que Deus restaurou Nabucodonosor á sua “glória e esplendor” anteriores, qual é, realmente, a lição para ele?

2. Lembre que no começo desta lição eu fiz a seguinte pergunta, “Por que Deus continua mandando estes sonhos que glorificam especificamente a Nabucodonosor? Agora, me diga, “Por que Deus restaurou (verso 36) a “honra e esplendor” de Nabucodonosor? (Deus não se opõe a que indivíduos recebam honra. Nabucodonosor recebe “glória” pelo que ele fez. Ele é um homem bem-sucedido. O que ele precisa fazer, e o que faz no verso 37, é reconhecer a Deus como a fonte de seu sucesso. Seu problema era que ele não dava a glória apropriada a Deus. Agora ele faz isso.)

C. Amigo, como você lida com o sucesso na tua vida? Você se acha o responsável por ele? Você fica orgulhoso? Ou você dá glórias ao grande Deus do Céu, que te permitiu ser bem-sucedido?

V. Próxima Semana: Surpresa na Festa

=============================== Copr. 2004, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================