Mostrando postagens com marcador O Fogo do Ourives (2007-04). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Fogo do Ourives (2007-04). Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Fogo do Ourives - Lição 13

Cristo no Crisol (Romanos 3-5)

Introdução: Você seria voluntário para sofrer? Esta última lição em nossa série de estudos sobre como sobrevivermos em tempos difíceis focaliza Alguém que foi voluntário para sofrer. Presumo que todos nós gostaríamos de evitar tempos difíceis. Conforme aprendemos, tempos difíceis geralmente vem a nós de diversas formas. Ou nós fazemos algo estúpido e nos metemos em dificuldades, ou algo que não podemos controlar acontece, criando sofrimento para nós. O que você acha da idéia de escolher sofrer? Se você tivesse tempo suficiente para pensar no assunto, escolheria sofrer? Por trás desta série de lições está o fato estupendo de que o nosso Deus escolheu sofrer de forma terrível. Por que Ele fez isso? Vamos pular para dentro do nosso estudo e ver o que podemos aprender acerca desta espantosa decisão e como ela deveria moldar a nossa atitude a respeito do sofrimento e do nosso Deus!

I. A Justiça de Deus

A. Coloque-se no lugar de Deus, com relação à solução do problema do pecado. Conforme estudamos na semana passada, os seres humanos rejeitaram a Deus e não creram nEle, porque queriam ser como Deus (Gênesis 3:1-6). Aparentemente, os seres humanos pensam que é apropriado ter algum tipo de competição com Deus. Se você fosse Deus, o que teria feito para trazer os seres humanos de volta?

1. Você chegaria a tentar?

2. Quais considerações você levaria em conta?

B. Leia Gênesis 3:2-3. Fora Deus executar os pecadores, esta afirmação é verdadeira? (Todos sabemos que é verdade. Observamoos em nosso mundo que o pecado resulta em morte. Todo tipo de decisões que levam à morte são resultado do pecado.)

C. Como a tua afirmação (lembre-se que você está no papel de Deus, para o propósito desta discussão agora) sobre o pecado levar à morte restringe a tua solução potencial para o pecado? (Este é um ponto crítico. Satanás diz que o pecado não leva à morte, você disse a Adão e Eva que ele leva à morte. Satanás te desafia especificamente neste ponto.)

1. Se esta afirmação te restringe (a Deus), por que você fez esta afirmação? (Porque ela é verdadeira. A questão é: como o pecado causa a morte? É um resultado natural? Ou é uma execução do juízo de Deus? Ou as duas coisas?)

D. Volte agora ao teu papel normal de ser humano. Você se lembra do serviço sacrifical no templo (Levítico 1:4-5)? Qual era o ponto de tudo aquilo? (Que o pecado leva à morte – neste caso, um animal morre pelo teu pecado. Este não era um “resultado natural”, era uma execução. Isto levaria um ser humano a concluir que o pecado leva a uma execução.)

E. As palavras e os atos de Deus nos levariam naturalmente a acreditar que o pecado resulta na morte por execução. Isto quer dizer que o pecado é punido pela sentença de morte. Leia Romanos 3:21-26. Este texto nos dá uma razão pela qual Jesus e Seu Pai tomaram uma decisão deliberada de que Jesus deveria sofrer de forma terrível. O que é isso? (Justiça.)

1. Que tipo de justiça é essa? (Romanos 3:25 nos diz que o pecado exige punição. Esta é a mesma conclusão que tiramos das palavras e atos de Deus até aquela época. A castigo pelo pecado é justo.)

a. Se Deus pode retardar o castigo pelo pecado, por que Ele simplesmente não esquece a coisa toda? Por que Ele não pode mudar as Suas regras, de forma que o pecado não precise mais ser punido a cada vez?

b. Você já viu antes algum tipo de justiça como esta descrita em Romanos 3? (Isto é espantoso. Deus morreu pelo pecado, para demonstrar o Seu modelo de “justiça”. Esta não é uma justiça que eu vejo normalmente no mundo.)

2. Como Romanos 3:25 pode dizer que Deus havia “deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”? E todos aqueles animais que morreram? (Deus não estava brincando com Adão e Eva no Jardim do Éden? O pecado traz a morte. Não a morte de animais, mas a tua morte. A oferta de animais não “perdoava” os pecados das pessoas. Ela não satisfazia a lei. Simplesmente apontava em direção a um castigo futuro, que seria pago pela morte de Jesus.)

3. Como Jesus satisfaz o castigo pelo pecado? Não é o pecado dEle? Por que Ele é uma solução melhor do que matar um bando de animais? (Eu já tive problemas com a lógica disto, mas aí vai a minha melhor explicação: Adão e Eva eram perfeitos, até o dia em que pecaram. Por causa de seu pecado, todos nós nos tornamos pecadores (Romanos 5:12-14), tenhamos ou não cometido realmente pecado. Deus poderia ter executado o juízo (justiça) sobre Adão e Eva no momento em que pecaram (e, portanto, poupando o restante de nós do Seu pecado). Ou então, Deus poderia permitir que a obra natural do pecado tomasse o seu curso. Quando Jesus veio à terra, Ele veio como Adão e Eva vieram, ou seja, perfeito. Ele viveu uma vida sem pecado, e morreu como um substituto de Adão e Eva (Romanos 5:15-17). O resultado disso é a vida para o restante de nós.)

a. Outro ser humano teria sido [uma oferta] suficiente? (Outro ser humano, depois de Adão, teria sido infectado com o pecado de Adão. Jesus é o nosso Criador (João 1:1-3). O Criador pode, logicamente, morrer no lugar de Sua criação.)

(1) Veja esta questão por um ângulo ligeiramente diferente. A idéia de pagar um resgate para um seqüestrador faz sentido? (O comentário The Bible Knowledge Commentary aponta que a palavra grega para “redenção” vem da raiz da palavra grega para “pagamento de resgate”.)

F. Quando olho para o aspecto da “justiça” no sofrimento de Jesus, fico impressionado com o quão seriamente um Deus justo considera o pecado. O pecado traz a morte e os pecadores merecem a execução. O cristão que deixa de levar o pecado a sério na sua vida está simplesmente deixando de compreender o óbvio!

G. Vamos resumir o que aprendemos. Deus disse aos seres humanos desde o começo que o castigo pelo pecado é morte. Ele pecaram assim mesmo e lançaram o resto de nós no pecado. Deus ilustrou a ligação entre o pecado e a morte através do serviço do santuário – mas não castigou o pecado naquele tempo. No final, Deus sofreu e morreu para pagar o castigo pelos nossos pecados. Assim como Eva nos lançou na morte, assim também Jesus nos lançou de volta à vida! Vemos a razão “legal” pela qual Deus morreu; o que não vemos é porque Ele se dispôs, voluntariamente e sofrer de forma tão intensa. Vamos ver isto em seguida.

II. O Amor de Deus

A. Leia Romanos 5:6-8. Que outra razão motivou Deus a sofrer tão terrivelmente em nosso lugar? (Seu amor!)

1. Por que Paulo insiste no fato de que Deus morreu por nós “quando ainda éramos pecadores”? (Nós não éramos amigos de Deus. Éramos Seus inimigos, por causa de nossos pecados. Estávamos em rebelião contra Ele! Este é um amor espantosamente extraordinário!)

B. Que tensão você vê entre a Justiça de Deus e o Seu amor? (O comentário The Bible Knowledge Commentary sobre Romanos 3:25-26 diz que “o dilema divino de Deus era como satisfazer a Sua própria justiça e suas exigências sobre os pecadores e, ao mesmo tempo, como demonstrar a Sua graça, amor e misericórdia para restaurar as criaturas rebeldes e alienadas, consigo mesmo.”)

1. Se um policial te para por excesso de velocidade, como você reage?

2. Se você é levado diante de um juiz para responder por algo que você fez, como você reage?

3. Se alguém realiza uma tarefa difícil no teu lugar (de graça), como você reage?

4. Se alguém sacrifica algo muito importante por tua causa, como você reage?

a. Coloque as respostas a todas as quatro perguntas anteriores no mesmo saco e você vai ter um vislumbre da natureza do pensamento de Deus sobre nós (os rebeldes) e como resolver o nosso problema do pecado.

III. A Vida de Crisol

A. Conforme vimos, Jesus sofreu por nós por causa de Sua justiça e Seu amor. Até que ponto isto explica o universo do nosso sofrimento?

1. Vamos por partes. Quanto do nosso sofrimento é justiça? Quanto é devido a erros que cometemos?

a. Quanto do nosso sofrimento é devido a erros de outros?

2. Quanto do nosso sofrimento é devido ao nosso amor pelos outros?

B. Jesus é o nosso exemplo em cada uma dessas situações? (Ele andou através do fogo antes de nós, em cada tipo de sofrimento.)

C. Amigo, existem muitas lições no que Jesus fez por nós. Uma delas é a seriedade do pecado. Outra é essa: se você quer limitar o teu sofrimento, então evite pecar. Outra lição é que quando você sofre porque está seguindo a Jesus, regozije-se! A última lição é o incrível, extraordinário, apaixonadamente extravagante amor que Jesus tem por nós! Você não vai decidir hoje segui-Lo?

IV. Próxima Semana: Iniciaremos uma nova série de estudos acerca do Discipulado.

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 12

Morrendo Como a Semente (Filipenses 2, II Samuel 13-14)

Introdução: O anúncio da campanha para a Comunidade de Virgínia é “Virgínia é para os amantes”. Isto pode ser verdade, mas eu acrescentaria “Virgínia é para os pensadores”. Por quê? Há muitos anos atrás alguns estados dos Estados Unidos decidiram que permitiriam que seus cidadãos decidissem o que queriam que fosse escrito nas placas de seus carros. O estado da Califórnia decidiu aproveitara o “apelo esnobe” e cobrou centenas de dólares pelas placas personalizadas. O estado da Virgínia, ao contrário, permitiu que qualquer pessoa tivesse uma placa personalizada por uma taxa de US$ 20,00. O resultado foi que a Virgínia teve uma enorme receita a partir desta decisão (muito mais do que a Califórnia, embora a Califórnia seja um estado mais populoso). Centenas de milhares de carros registrados na Virgínia possuem placas personalizadas. Se você morasse na Virgínia, o que escreveria na placa do teu carro? Me parece que uma das decisões mais populares é ter as iniciais e o número 1. Por exemplo, “BNC 1”. Muitas pessoas pensam que são o número 1. A nossa lição desta semana sugere uma outra placa personalizada: “BNC último”. Nunca vi uma placa de carro como esta. Vamos pular para dentro da nossa lição e descobrir o que está acontecendo!

I. O Que Jesus Faria?

A. Leia Filipenses 2:5. Vemos o slogan popular “O que Jesus faria?” Este texto parece ser uma variação deste slogan: “O que Jesus pensaria?” É assim que você entende este texto?

1. Uma vez que tenhamos descoberto o que Jesus pensaria, que atitude Ele teria, o que é exigido de nós? (A Bíblia diz que a nossa atitude deveria ser a mesma atitude de Jesus.)

B. Leia Filipenses 2:6-7. Nosso texto dia que Jesus, “embora sendo Deus” decidiu “esvaziar-se a Si mesmo”, tornando-Se como nós. Esta atitude pode ser traduzida na nossa vida?

1. Teríamos que nos tornar como um cão ou um gato (ou um inseto) para traduzir este conceito em nossa vida?

2. Ou existe uma comparação mais direta: o texto nos ordena a não “apegar-se” a “ser igual a Deus”?

a. Leia Gênesis 3:1-5. Por quanto tempo você acha que Satanás ficou imaginando a tentação que ele usaria contra os seres humanos?

(1) O que é esta tentação? (Tornar-se como Deus! Não temos qualquer razão para crer que deveríamos ser iguais a Deus, mas aparentemente esta é uma enorme fraqueza nos seres humanos. Nesta área problemática, deveríamos ter a mesma atitude de Jesus.)

(2) No conceito abstrato, quão difícil isto pode ser? (Jesus era Deus! Nós não somos.)

C. Leia Filipenses 2:8. Uma vez que Jesus Se tornou um ser humano, Ele Se rebaixou ainda mais? (Ele Se humilhou ao ponto de morrer pelos outros.)

1. Temos agora um ponto de referência que podemos seguir? (Obviamente nós começamos numa posição muito “inferior” em comparação a Deus. Mas podemos fazer precisamente o que Jesus fez quando Ele era um ser humano.)

2. O que você acha que significa morrer pelos outros? Os terroristas morrem pela causa que acreditam. Este é o mesmo conceito? (Dificilmente. Terroristas morrem para matar a outros. Os cristãos abrem mão de suas vidas para permitir que outros vivam eternamente.)

3. Vamos ver em seguida algumas histórias da Bíblia para vermos como este princípio deveria, do ponto de vista prático, ser aplicado em nossa vida.

II. O Que Saul Deveria Ter Feito?

A. Leia I Samuel 13:1-4. Qual é o contexto da nossa história? (O rei Saul parece ter enviado a maior parte de seu exército para casa. Porém, seu filho Jônatas continua uma campanha militar contra os filisteus. Os filisteus ficam irritados e decidem cuidar do problema. Saul chama de volta as suas tropas e as duas nações entram em guerra total.)

B. Leia I Samuel 13:5-7. Qual era a estimativa do soldado israelita médio a respeito da força relativa entre as duas nações? (Os israelitas não tinham chance. Eles estavam, fugindo ou se escondendo.)

1. Se você fosse o rei Saul, o que faria? O que você iria querer fazer?

C. Leia Samuel 13:8-9, 12. Imagine que você é o “advogado” de Saul. Quais argumentos você colocaria a favor dele? (Eu estava no horário, e numa situação de crise. Samuel estava atrasado. Ele não cumpriu o combinado comigo ou com o meu país. Deus é o centro da minha vida. Eu não queria ir à guerra sem antes buscar o favor de Deus. Minha situação é crítica, minhas tropas estão desertando. Alguém tem que tomar a frente e resolver o problema, já que Samuel está falhando em seu serviço – que é invocar as bênçãos de Deus. Deus me fez rei, e eu devo liderar.)

1. O que você acha deste argumento? Saul está fazendo alguma coisa que você mesmo faria?

2. Baseado no que estudamos na semana passada, o que está errado na abordagem de Saul? (Ele não esperou em Deus!)

D. Quando se trata de argumentos de advogados, geralmente você descobre que há mais de um – e eles são discordantes entre si. Vamos olhar o outro lado deste argumento. Leia I Samuel 10:8. Com o que o advogado de Samuel concordaria? (Samuel estava atrasado. Foi dito a Saul para esperar “sete dias, até que eu chegue”. O sétimo dia estava acabando e Samuel ainda não havia chegado.)

E. O comentário “A Commentary, Critical and Explanatory of the Old and New Testaments” sugere que Samuel esperou deliberadamente até o sétimo dia para chegar, para “testar o caráter constitucional do rei”. O que você acha que isto significa? (Quando o comentário fala de “caráter constitucional”, ele se refere à idéia de separação entre Igreja e Estado. Saul (o representante do Estado) estava invadindo o domínio de Samuel (o profeta de Deus). Em vez de esperar em Deus, em vez de esperar pelo profeta de Deus, Saul tomou o assunto em suas próprias mãos.)

1. O que isto tem a ver com a tentação de Eva e a nossa lição acerca do sacrifício próprio? (Eva queria “ocupar” parte do “espaço” de Deus – assim como o rei Saul. Ele pensou que poderia ser tanto rei quanto profeta. Quando queremos nos colocar em primeiro lugar, ocupamos parte do espaço de Deus.)

2. Espere um minuto! Nós não começamos dizendo que deveríamos ser como Jesus? Que argumento é esse sobre estar pressionando Deus? Sobre ocupar Seu espaço? Penso que deveríamos agir como se estivéssemos habitando no espaço de Deus! Você concorda?

F. Veja novamente I Samuel 10:8. Qual era a última coisa que Samuel iria fazer por Saul? (Dizer o que ele deveria fazer.)

1. Samuel estava atravessando a separação entre Igreja e Estado e invadindo o território de Saul? (O que chamamos hoje de separação entre Igreja e Estado não é um conceito bíblico, da forma como é comumente aplicado nos Estados Unidos atualmente. No modelo bíblico, significa que o Estado não pode usurpar o papel da Igreja. Este modelo se enquadra perfeitamente com a idéia de que o homem não deveria presumir ser Deus. Israel era dirigido por Deus. Saul não deveria avançar sem instruções de Deus.)

2. Você é capaz de aplicar esta instrução para a tua vida? As coisa estão desabando e Deus quer que você espere nEle? Você sente uma simpatia por Saul?

G. Leia I Samuel 13:13-15. Qual foi o erro de Saul? (Quando a Bíblia nos diz para termos a mesma atitude de Jesus – abrir mão de nós mesmos em favor de outros – esta atitude não inclui o direito de desobedecer a Deus e começar a tomar decisões executivas contrárias à Sua vontade. Quando fazemos isso, invadimos o especo de Deus e fazemos de nós mesmos o “número 1”.)

1. Qual foi o resultado do erro de Saul? (Não podemos fazer grandes coisas por Deus se não estamos dispostos a seguir instruções.)

III. O Que Jônatas Fez?

A. Entenda o quadro geral: Os filisteus tinham 3.000 carruagens com dois soldados em cada uma. Eles tinham soldados de infantaria tão numerosos “quanto a areia da praia” (I Samuel 13:5). Saul, depois que a maior parte de seus soldados tinha fugido ou se escondido, tinha 600 (I Samuel 13:15). Samuel acaba de ser repreendido e despedido. Que confusão! O que você faria se fosse um israelita?

1. O que você faria se fosse o filho do rei?

B. Vamos descobrir o que Jônatas fez. Leia I Samuel 16:1-6. Como você compararia a atitude de Jônatas com a atitude de Saul?

1. Jônatas havia acabado de propor ao seu escudeiro que eles dois deveriam escalar o penhasco em direção ao destacamento filisteu, com a possibilidade de eles atacarem o exército filisteu. Somente os dois. O que você diria se fosse o escudeiro de Jônatas? (Leia I Samuel 14:7. Você diria que temos aqui dois malucos? Ou dois homens cheios de fé?)

C. Leia I Samuel 14:8-10. Vamos analisar este texto por um momento. Jônatas simplesmente se sentou numa pedra e esperou pelo seu destino? (Não.)

1. Como Jônatas abordou o mesmo objetivo que seu pai, Saul, havia abordado de forma tão equivocada? (Jônatas subiu com um plano de ação que dependia completamente da aprovação de Deus.)

D. Leia I Samuel 14:11-12. Deus aprovou? Jônatas estava testando a Deus? Ele não estava forçando a mão de Deus quando decidiu criar este teste? (Eles tinham um problema imediato. Eles precisavam de uma solução imediata. Se Deus iria agir por eles, deveria agir logo. Penso que o que Jônatas propôs dependia primeiramente da vontade de Deus. Jônatas não estava invadindo o espaço de Deus.)

E. Leia I Samuel 14:13-15, 20. Compare como Eva, Saul e Jônatas abordaram as suas tarefas na vida. Como isto se enquadra com a idéia de morrer para si mesmo? (Tanto Eva quanto Saul decidiram que deveriam se apropriar de algo que pertencia a Deus. Os resultados foram terríveis. Jônatas dependeu completamente de Deus para fazer grandes coisas – e grandes coisas se seguiram.)

F. Amigo, você vai seguir o exemplo de Jesus, colocando a obediência a Deus em primeiro lugar? Isto quer dizer que você é dispensável. Jônatas nunca se tornou rei. Em vez disso, ele morreu na batalha, com seu pai, Saul (I Samuel 31:1-2). Jônatas abriu mão de sua vida na terra para satisfazer o plano de Deus de fazer de Davi o rei.

IV. Próxima Semana: Cristo no Crisol

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 11

Espera no Crisol (Marcos 5)

Introdução: A maioria dos advogados cuida de casos na cidade ou no estado em que moram. Diferentemente da maioria dos advogados, meu caso mais próximo está, com freqüência, a centenas de quilômetros de distância. Muitos dos meus casos estão a milhares de quilômetros de distância. Isto significa ter que viajar. Um dos advogados que trabalhavam comigo me disse um dia que “nunca esperava na fila”. Como poderia ser isso? Eu estava constantemente esperando em filas. Para passar na segurança do aeroporto, para entrar no avião, para apanhar o carro alugado ou um táxi, para me registrar no hotel: tudo isto envolvia algum tipo de espera. Enquanto estava pacientemente (ou impacientemente) aguardando na fila, estas palavras deste amigo me vieram à lembrança. Nossa lição desta semana sugere que este é um princípio bíblico – a espera paciente nos ajuda a chegar a algum lugar. Vamos mergulhar em nosso estudo e aprender mais a respeito do que a Bíblia ensina sobre como esperar é bom!

I. Jairo e a Espera

A. Leia Marcos 5:21-23. Assuma que você é o “agente” de Jesus, Seu “promotor de eventos”, para ajudá-Lo a promover o evangelho. Que tipo de oportunidade você vê aqui? (Esta é uma oportunidade para ajudar alguém de grande influência naquela cidade. Isto realmente ajudaria o evangelho a prosperar ali. Eu diria a Jesus “vá em frente!”)

B. Leia Marcos 5:24. Jesus segue o teu bom conselho? (Jesus decide ajudar a Jairo.)

C. Leia Marcos 5:25-26. Comparada a Jairo, que posição esta mulher tem na sociedade? (Ela é pobre, ela é doente, ela é “impura” (por causa de sua constante hemorragia) e ela é uma mulher.)

D. Leia Marcos 5:27-28. Por que esta mulher decide fazer esta abordagem? Por que não dizer a Jesus, “Tenho estado doente há anos não tenho dinheiro, e os médicos não conseguem descobrir o problema – realmente preciso de Tua ajuda!” (Podemos ter certeza de que ela tinha fé. Se ela estava muito envergonhada para explicar seu problema no meio da multidão, se ela pensou que Jesus iria desprezá-la por causa de sua baixa posição social e por ser impura, ou se ela não queria “desperdiçar” o tempo de Jesus, o texto não é claro.)

1. Leia Levítico 15:19-23. Como você acha que esta regra se aplica à seu plano de se esgueirar e tocar Jesus? (Ela poderia tê-Lo tornado “impuro”, simplesmente pelo seu toque! Ele poderia não gostar disso. Isto poderia interferir com algum compromisso oficial dEle.)

a. Este texto nos ensina alguma coisa sobre virmos a Jesus?

E. Leia Marcos 5:29-33. Como esta mulher reage à cura e à pergunta de Jesus?

1. Ela se sente culpada?

2. Como os discípulos reagem ao fato de Jesus parar e querer saber quem O tocou?

3. Mais importante: como você reagiria a este atraso, se fosse Jairo?

F. Leia Marcos 5:34. Não tenho dúvidas de que toda esta seqüência de eventos levou algum tempo. Coloque-se no lugar de Jairo. Esta mulher tinha estado doente por 12 anos e não havia morrido. Com relação à sua filha, cada segundo é importante. Por que Jesus iria parar para conversar com esta mulher, quando tinha uma emergência real em Suas mãos? A mulher podia esperar, a sua filha, não.

1. Como você lidaria com a demora e a espera?

G. Leia Marcos 5:35. O pior aconteceu. A espera levou a uma tragédia maior. Jesus não tem qualquer senso de prioridades, certo?

H. Leia Marcos 5:36-42. Qual é o ponto de vista de Jiro acerca da demora e da espera agora?

1. Assuma que Jesus gastou duas horas ou dois dias com a mulher que tinha estado doente por 12 anos, mesmo este tipo de atraso teria importado para Jairo AGORA?

I. Leia Salmos 27:14. Compare com Marcos 5:36. Deus tem uma mensagem consistente para nós acerca da espera?

J. Você está esperando por Jesus exatamente agora? Está esperando que Ele resolva um problema? Está esperando que Ele resolva uma doença? Está esperando que Ele resolva um relacionamento? Está esperando que Ele volte?

1. Em caso afirmativo, sobre que bases lógicas podemos aceitar a ordem de Deus para sermos fortes e termos coragem, e não sermos temerosos e preocupados? (No caso de Jairo, o “evento da fé” foi a ressurreição de sua filha. Imagine uma linha do tempo, a qual tem o “evento da fé” no centro. Quando Jairo estava do lado direito do “evento da fé” (ou seja, depois do milagre) os atrasos que aconteceram do lado esquerdo (antes do evento) são agora insignificantes. Como fiéis cristãos. Precisamos viver como se estivéssemos do “lado direito” do evento da fé. Se o evento da fé é a Segunda Volta de Jesus ou alguma coisa antes disso, podemos saber que, no final, a espera não faz absolutamente qualquer diferença.)

II. O Tempo do Evento da Fé

A. Leia Gálatas 4:4-5. Este texto sugere que Deus tinha um tempo específico em mente para a primeira vinda de Jesus. O que isto nos sugere acerca do tempo da Segunda Vinda de Jesus?

B. Quando você considera a história de Jairo, Jesus tomou uma decisão executiva acerca do tempo do evento da fé, ou os eventos daquele dia moldaram o tempo de Jesus?

1. Assuma que a tua resposta seja que “os eventos moldaram o tempo de Jesus”. Vivemos em um mundo de pecado e, portanto, a obra de Jesus tem que levar em conta o impacto do pecado. O atraso, no caso de Jairo, tinha a ver com Jesus chegar fisicamente até a filha de Jairo. O atraso aconteceu porque os dois precisavam estar juntos na mesma sala. Jesus precisava “Tomar [a filha de Jairo] pela mão” (Marcos 5:41) de forma a poder curá-la? (EM Mateus 8:5-13 lemos a história da cura do servo do centurião. Jesus realizou o milagre remotamente. Jesus tinha o poder para curar a filha de Jairo desde o momento em que Jairo pediu a Sua ajuda. Jesus não foi atrasado pelos eventos da vida.)

2. Se estou certo que Jesus tinha total controle sobre o tempo do evento da fé, por que Ele se atrasou? Por que Ele demorou a resolver o problema? (Ler a mente de Deus dificilmente pode ser considerado uma ciência exata e os seres humanos não estão completamente equipados para tal tarefa. Mas temos alguns vislumbres sobre o interior da mente de Deus através da Bíblia. Jesus não controlou o momento em que a mulher veio a Ele. Aquele atraso permitiu que Jesus fizesse um bem maior a duas pessoas doentes. O atraso também aumentou a magnitude da obra de Jesus. Ressuscitar alguém é um evento extraordinário que nos dá fé de que Jesus pode nos ressuscitar. Finalmente, o atraso nos ensina o valor de esperar com fé.)

III. Regozijo na Espera

A. Leia Salmos 37:1-2. Este texto descreve eventos que deram errado. Homens maus estão criando problemas. O que Deus diz que devemos evitar? (Aborrecimento. Se aborrecer quer dizer se incomodar. Incômodo é a preocupação de que as coisas não vão sair bem. É o primo da impaciência acerca da espera.)

B. Leia Salmos 37:3-4. Se Jairo soubesse, o tempo todo, o final do assunto, ele teria ficado impaciente, incomodado, ou preocupado?

1. Este texto revela o final do assunto para você. Que final é este? (O Senhor atenderá aos desejos do teu coração!)

C. Amigo, não fique rangendo os dentes quando Deus não intervém de acordo com a tua agenda para resolver um problema. Não se preocupe nem se aborreça acerca do mal que acontece. Não fique preocupado quando parece que Deus está fazendo a coisa errada, ou perdeu o senso de prioridade. Viva do lado direito do evento da fé, porque você sabe que Jesus “atenderá aos desejos do teu coração”. Você vai resolver hoje fazer o teu melhor para banir as preocupações?

IV. Próxima Semana: Morrendo Como a Semente

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 10

Mansidão no Crisol (Mateus 5; Salmos 37; Romanos 12)

Introdução:Você se recorda do tempo em que estava namorando e ficava “saboreando” cada palavra que teu(tua) namorado(a) falava a teu respeito? Às vezes você ficava satisfeito(a), e às vezes não. Quando estava namorando a minha (futura) esposa, há décadas atrás, me recordo de ela haver dito “Meu Homem”. Eis a letra de uma música que chamou a minha atenção: “Nenhum homem musculoso pode tirar a minha mão do meu homem. Nenhum rosto bonito pode, jamais, tirar o lugar do meu homem. Ele pode ser um astro de cinema, mas em se tratando de ser feliz, isso nós somos. Não existe hoje um homem que possa me afastar do meu homem.” Esta era, no mínimo, uma mensagem mista. Este fato me lembra da nossa lição desta semana. Somos ensinados que, se alguém nos descreve como “manso” (assim como em “manso e humilde”) isto é um elogio. Ser manso é um objetivo. Mas o valor de ser “manso” não é óbvio; então vamos pular direto para o nosso estudo da Bíblia e descobrir mais!

I. O Que é um “Manso”?

A. Leia Mateus 5:5. É isso o que você esperava ler? Seria mais consistente com a tua experiência se a Bíblia dissesse “Bem-aventurados os [muito inteligentes], [muito fortes], [muito ricos e persuasivos], porque eles herdarão a terra?” (versão Almeida)

1. Se não é isso o que você esperava (ou que vê por aí), por que é que os mansos herdarão a terra? É por causa do Deus muito inteligente, muito forte, muito forte, muito rico e persuasivo, que intervém em favor deles?

2. Ou esta é uma regra da vida, para a qual a intervenção por parte do inteligente e forte não é necessária?

B. Talvez precisemos considerar o que a palavra “manso” significa. O comentário Barnes’ Notes diz que mansidão é “paciência ao receber ofensas”. Penso que podemos concordar que alguém é manso se foi “ofendido” de alguma maneira e não respondeu de forma irada. Este é o resultado de ser manso: Sofrer em silêncio?

1. Ser manso significaria que abrimos mão de nossos direitos? (Leia João 18:23. Jesus está fazendo uma objeção legal. Ele está afirmando Seus direitos legais.)

a. Isto quer dizer que Jesus não era manso?

b. O comentário Barnes’ Notes acrescenta isto, acerca da mansidão: Não se trata de “desistir de seus direitos, nem de covardia; mas é o oposto da ira súbita, da vingança longamente acalentada.” Você concorda?

2. Você seria “manso” se abrisse um processo contra alguém, mas não desse um soco em alguém que fez alguma coisa errada contra você?

a. Existe alguma diferença entre os dois? (Quando você reclama teus direitos legais, está pedindo que uma terceira parte intervenha. Quando dá um soco em alguém, está tomando o assunto nas tuas próprias mãos. Se Barnes está correto, então reclamar os teus direitos diante de uma terceira parte é consistente com ser manso.)

II. “Mansos” Felizes

A. Veja novamente Mateus 5:5. O que quer dizer “bem-aventurado”? (de acordo com [o catálogo bíblico] Strong, significa “feliz”.)

1. Se alguém faz alguma coisa errada contra você e você é paciente – não dando um soco na pessoa – como isso te faz feliz?

B. Leia Salmos 37:7-11. Vemos aqui que Jesus não estava apresentando uma nova idéia, estava apenas citando Salmos 37, quando disse “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (versão Almeida). Vamos olhar mais de perto esta explicação mais detalhada de Salmos a respeito dos méritos de um manso.

1. Leia novamente Salmos 37:7. Este verso descreve a atitude de um manso?

a. Em quem o manso está confiando, para endireitar as coisas?

2. Leia novamente Salmos 37:8. Este texto nos fala para evitarmos a ira – e creio que podemos entender a lógica desta afirmação. Mas também nos fala para não nos irritarmos, porque isto só leva ao mal. Como você entende esta afirmação?

3. Leia novamente Salmos 37:9-11. Esta é uma solução para o teu problema específico, ou é uma solução global para todos os mansos? (Parece ser global, mas se você ler Salmos 37:14-15, parece que esta regra se aplica, pelo menos algumas vezes, a problemas específicos.)

4. De forma geral, nestes versos, você consegue achar a base para a afirmação de que os “mansos” serão felizes e um “socador” será infeliz? (Se você se irrita e fica nervoso, obviamente, não é feliz. Por outro lado, se você simplesmente confia em Deus, que Ele “eliminará” os ímpios causadores de problemas, e que você receberá a terra prometida a você (e ao restante dos mansos), então poderá ser feliz no futuro.)

III. O Poder do Manso

A. Leia Romanos 12:17-19. Aqui Paulo repete e mesma idéia. Permita-me retornar à minha pergunta original: Os mansos são felizes e bem-sucedidos por que ser manso é inerentemente melhor, ou é porque um Deus inteligente, forte e poderoso está disposto a endireitar as coisas através do Seu poder?

1. Onde um “manso” estaria sem o seu Deus?

B. Vamos continuar em Romanos 12, e ler Romanos 12:20-21. Aqui está uma idéia nova e contrária: sendo mansos podemos vencer o mal. Como isto funciona?

1. Note a tensão entre Romanos 12:19 e Romanos 12:20-21. Um texto diz, “tenha paciência, Deus vai derrotá-los.” O outro diz “Sejam mansos e humildes, a bondade vai derrotá-los.” Ambos os textos são verdade?

a. Em caso afirmativo, como ambos podem ser verdade? (O maior exemplo de vencer o mal com o bem é a vida e a morte de Jesus em nosso favor. Contudo, existe a Segunda Vinda de Jesus, na qual Ele vem com “poder destruidor”. A resposta a esta aparente contradição está na seqüência dos acontecimentos e na designação de papéis. Primeiro, Deus se aproxima de nós com Sua bondade e amor. Devemos agir da mesma forma com os maus. (Mesmo neste ponto Deus tem um papel fundamental, porque é o Espírito Santo que “amontoará as brasas vivas”. Entretanto, no final, os maus serão tratados com poder destruidor. Este papel, de usar o poder destruidor para endireitar as coisas, não está designado para nós.)

IV. O Perfeito “Manso” Explicado

A. Leia Mateus 5:43-48. Quantos inimigos você tem? Faça a conta.

1. Quantas pessoas te perseguem? (A menos que exista alguma coisa errada com a tua inteligência emocional, ou você viva em circunstâncias peculiares, o número de pessoas que verdadeiramente são teus inimigos e que te perseguem deve ser muito pequeno.)

2. Que oportunidade se apresenta através destes muito poucos que entram na tua vida para te perseguir? (Você deveria dar valor a estas pessoas. Elas te apresentam a oportunidade de desenvolver o teu caráter. Podem te ensinar coisas que não podem ser ensinadas por pessoas que sempre são amáveis com você.)

3. Não tenho certeza se eu sei como “amar” meus inimigos. Isto não parece ser possível (a não ser com o auxílio do céu), se “amar” significa “ter afeição”. Além disso, não tenho certeza sobre o que deveria estar orando, quando o texto me diz para orar por eles. “Por favor, que eles quebrem a perna – mas não uma fratura exposta, para que possam ser curados de forma adequada.” Temos uma sugestão acerca do que Deus quer nos dizer, através do exemplo que Deus nos dá. Note que Mateus 5:45 diz que Deus “faz raiar o seu sol” e “derrama chuva” sobre os ímpios. Como Ele poderia evitar de fazer isso?

a. Podemos interpretar “amar” os nosso inimigos simplesmente fazendo por eles o que faríamos por qualquer outra pessoa? Não nos retraindo de fazer algum bem que poderíamos fazer por eles? (Leia novamente Romanos 12:20. Quer dizer que devemos fazer pelo menos isso.)

(1) O que Romanos sugere acerca da nossa oração por nossos inimigos?

(2) Deveríamos orar para que eles quebrassem a perna?

(3) Deveríamos orar para que seus planos não tenham sucesso? (Não há dúvida de que “amar” os nossos inimigos significa ajudá-los com as coisas básicas da vida. Porém, penso que orar para que eles não tenham sucesso é igual a “abrir um processo” contra eles – só que melhor. Quando oramos para que eles não tenham sucesso, entregamos a questão nas mãos de Deus. É isso que quer dizer ser “manso”.)

B. Amigo, o nosso coração natural resiste a ser manso. Você vai pedir a Deus para torná-lo um “manso”?

V. Próxima Semana: Espera no Crisol

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 09

Uma Vida de Louvor (Atos 16)

Introdução: Durante a minha infância e adolescência, eu cantava hinos na escola, na igreja e em casa. Todas essas repetições gravaram as palavras (ou, pelo menos, algo que soava como as palavras reais) em minha mente. Cantava sobre “lançar os olhares em torno de mim”, “se dispor a ir” e salvar “a todo semelhante meu”, tendo “a minha fé e o meu amor firmados” “bem junto a Cristo” e se apegando àquela “rude cruz”, ao “rude lenho [que] se ergueu”. [N.T. – As citações originais foram alteradas para hinos familiares aos brasileiros]. O tema de muitos dos antigos hinos é acerca daquilo que eu faço. Eu lanço, me disponho, firmo, me apego. Estas são coisas boas sobre as quais cantar, mas tenho uma forte preferência pelos cânticos contemporâneos de louvor, porque, em geral, eles louvam a Deus. Estão focados em Deus, em vez de estarem focados em meus problemas. [* - veja Nota do Tradutor ao final deste comentário] Isto é possível? Podemos olhar para trás, para os nossas dores pessoais e louvarmos a Deus? Vamos mergulhar em nosso estudo e ver o que podemos descobrir!

I. Bloqueado e Desapontado

A. Leia Atos 16:6-10. Paulo dá de cara com uma porta fechada! Por que o Espírito Santo impediu que Paulo pregasse na Ásia? (Deus tinha um plano de pregação diferente em mente.)

1. Se você fez planos para abrir um novo território para o evangelho e Deus bate a porta na tua cara, como você se sente? (Desapontado.)

B. Leia Atos 16:12-15. O que há de incomum nestes espectadores de Paulo? (São todos mulheres! Em Atos 16:9 foi um homem que suplicou a Paulo para ir à Macedônia, mas quando Paulo e seus companheiros chegam lá, só encontram mulheres.)

1. Como você acha que Paulo se sentiu sobre isto? (A coisa toda parece estranha. Deus os conduz a uma direção diferente, e quando ele chega, encontra somente mulheres. De acordo com o comentário The Bible Exposition Commentary, a atitude contemporânea dos rabis era refletida por esta declaração: “É melhor que as palavras da Lei sejam queimadas do que entregues a uma mulher.” Presumo que Paulo não teve esta atitude (Gálatas 3:28), mas certamente que não era um início inspirador para Paulo estar falando apenas para mulheres.)

II. Indignado e Frustrado

A. Leia Atos 16:16-17. Aqui está uma mulher com um “espírito” que podia predizer o futuro e promover o reino do céu, fazendo relações públicas para Paulo. Este espírito está exatamente no lugar ara onde o Espírito Santo levou Paulo a ir. Consistentemente com o que ocorreu antes, é uma mulher. Esta é uma coisa boa ou má? Um espírito bom ou mau?

1. Se você respondeu que é “mau” (como deveria ter feito), como explicar o fato de que esta mulher/este espírito estava promovendo o reino de Deus?

a. O que este fato te ensina sobre fazer julgamentos precipitados sobre se uma pessoa está motivada pelo Espírito Santo ou pelo espírito de Satanás?

b. O Comentário de Adam Clarke tem um grande ponto de vista sobre a razão por que isto era ruim para o ministério de Paulo. Ele diz que os judeus sabiam que deveriam se afastar desta mulher por causa da advertência do Antigo Testamento contra “espíritos familiares”. Seria uma ruína para a obra de Paulo entre os judeus se parecesse que Paulo e seus amigos estavam em conluio com espíritos maus. Seria uma ruína para a obra de Paulo entre os gentios se estes ficassem confusos, pensando se a obra de Paulo não seria apenas uma extensão da obra desta mulher possuída pelo demônio. Assim, as coisas estavam ficando piores, e não melhores, para Paulo e seus companheiros.

B. Leia Atos 16:18. Paulo está irritado por causa do barulho ou está indignado pela diluição do evangelho? (Várias traduções utilizam o termo “indignado”, o qual parece ser, para mim, mais do que simplesmente infeliz por causa da diluição da mensagem do evangelho. Paulo está irritado com esta mulher.)

1. Por que Paulo não expulsou os demônios logo no início? Por esperar vários dias? Por que esperar até que a paciência se esgotasse? (A resposta está em nosso texto seguinte.)

III. Tratado Injustamente e Espancado

A. Leia Atos 16:19-21. Analise as acusações apresentadas contra Paulo e Silas. Eles “se encaixam” neste “crime”?

1. Existe uma tentativa de causar um preconceito diante da multidão? (Sim, eles os chamam de “judeus”. Atos 18:2 revela que o Imperador Cláudio havia expulsado os judeus de Roma.)

2. Paulo e Silas estão perturbando a paz? (Parece que a “garota deles” é quem estava perturbando a paz com a sua gritaria.)

3. Que costumes ilegais Paulo e Silas estavam propagando? (Muito provavelmente esta acusação é que eles estavam promovendo uma religião ilegal. O comentário The Bible Knowledge Commentary aponta que os oficiais locais provavelmente não sabiam a diferença entre judaísmo e cristianismo, mas nenhuma das duas era uma religião aprovada por Roma. Era contra a lei tentar fazer prosélitos entre os cidadãos romanos.)

4. Por que não dizer simplesmente, “Estes homens estão interferindo com o nosso negócio, arruinando a nossa ledora de sortes”? (Este não era um comércio comum. Era uma coisa “de outro mundo”. Neste contexto, os governantes poderiam pensar que se tratava de um conflito entre duas religiões não aprovadas. Se a coisa chegasse a este ponto, se poderia ver que Paulo e Silas tinham um Deus mais poderoso. Por que entrar nesta confusão, quem quer se opor a um Deus que pode ser poderoso?)

B. Leia Atos 16:22-23. Isto é justo? (Esta é a lei da multidão. A multidão se ajuntou e, sem qualquer audiência, Paulo e Silas foram despidos e açoitados. Não se tratava de um processo legal justo.)

1. Leia Atos 16:37-38. Compare com Atos 22:25-29. Por que Paulo não mencionou sua cidadania romana antes do açoitamento, em vez de vários versos depois? (Sem dúvida ele teria feito isso, se pudesse. A turba estava no controle.)

2. Quão sério foi o açoitamento deles? (A Bíblia diz que eles foram “severamente açoitados”. Eles foram feridos muito gravemente.)

C. Leia Atos 16:24. Há alguma justificativa para isto? (A coisa toda é ridícula, do ponto de vista humano. Eles não tinha feito na perigoso. Foram severamente açoitados sem um julgamento. Foram tratados como criminosos perigosos. O carcereiro, é claro, não sabia que não era assim. Ele estava apenas seguindo ordens.)

D. O que poderia fazer com que toda esta terrível seqüência de eventos tivesse algum sentido lógico? (Paulo tinha atacado um dos demônios de Satanás. Neste contexto, a cruel punição fazia sentido. As forças de Satanás inspiraram o tratamento cruel.)

E. Imagine a carne das tuas costas e quadris severamente lacerada. Então, teus pés são amarrados no tronco, de forma que você não pode se mover. Isto deve te forçar a se deitar na sujeira, sobre as tuas costas gravemente feridas. Como você se sente?

IV. O Poder do Louvor em Momentos Terríveis

A. Leia Atos 16:25. Você teria vontade de cantar? De louvar a Deus?

1. Estaria culpando a Deus por este tratamento cruel?

2. Leia Jó 35:9-10. Pense nisto por um minuto. Toda esta viagem é um grande erro. Você queria ter ido para outro lugar. Deus te guiou até esta cidade. Ali, você encontra apenas mulheres. De qualquer forma, você está obedecendo e espalhando o evangelho. Acusações completamente falsas são levantadas contra você. O teu “julgamento” é muito injusto. O castigo é pior. Por que Deus te colocaria neste lugar terrível e depois se esqueceria de você?

a. Isto seria motivo para louvor ou para reclamação?

b. Você estaria pedindo a Deus que executasse Seus juízos sobre aqueles que te feriram?

c. Você estaria perguntando a Deus acerca de Seus planos?

3. Por que eles estavam cantando e louvando? O comentário “A Commentary, Critical and Explanatory, on the Old and New Testaments” sugere, com base na palavra grega utilizada, que eles estavam cantando o mesmo hino que Jesus e os discípulos cantaram na Última Ceia. Este hino consistia de, pelo menos os salmos 113:1-118:29. Tire alguns minutos e leia estes Salmos. Eles estavam se regozijando por sofrerem como seu Mestre. Estavam olhando adiante, para a vitória de Deus.)

B. Leia Atos 16:26-28. Exatamente quando eles estavam louvando a Deus na pior situação, Deus entra em cena. Por que Paulo e Silas não tomaram isto como um sinal de Deus de que deveriam fugir correndo? (Eles poderiam ter feito isso, mas Paulo ainda estava concentrado em salvar almas. Isto incluía a alma de seu cruel carcereiro.)

1. Por que o resto dos prisioneiros ainda estavam “todos ali”? (Note, em Atos 16:25, que eles estavam ouvindo Paulo e Silas cantar louvores. Aparentemente, Paulo tinha atraído a atenção deles.)

C. Leia Atos 16:29:34. Quem mais estava, aparentemente, ouvindo Paulo e Silas? (O carcereiro e sua família!)

D. Amigo, pense por um minuto como as coisas teriam sido diferentes se Paulo e Silas tivessem ficado deitados no chão reclamando! Você vai decidir que, não importam as circunstâncias, irá louvar a Deus?

V. Próxima Semana: Mansidão no Crisol

[* Nota do Tradutor] – Como editor do sítio virtual “Música Sacra e Adoração” ( http://www.musicaeadoracao.com.br ), este tradutor discorda fortemente deste ponto de vista, tendo levantado junto ao autor, Dr. Bruce Cameron, as suas objeções. O autor tomou alguns hinos, e se esqueceu de vários outros grandes hinos de louvor e adoração direta a Deus, ao Filho, à obra de Deus por nós e em nós. O lapso de memória ou a memória seletiva do autor não pode ser impingida a uma falha nos nossos hinários. Na verdade, a maior parte das canções contemporâneas, ao contrário do que o autor afirma, é mais acerca de mim do que acerca de Deus, se não tanto por causa das letras, mas mais por conta do estilo popularesco de suas músicas, feita de forma a agradar às massas, não levando em conta os princípios bíblicos de adoração e louvor.

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 08

Vendo o Invisível (João 14)

Introdução: Você alguma vez já disse, “Aqueles personagens do Antigo Testamento tinham uma vantagem real sobre mim, porque Deus falava diretamente com eles.” Você às vezes sente que a tua fé poderia ter um impulso real se Deus falasse com você diretamente? Você gostaria de ter alguma prova tangível da presença de Deus? O que você acha de ver realmente a Deus? O “capítulo da fé” (Hebreus 11) começa com “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” Acontece que a verdadeira fé é construída sobre a falta de provas visíveis. Existe uma maneira de ver o invisível? Vamos mergulhar em nosso estudo para aprendermos mais acerca de “Ver o Invisível”!

I. Como Ver o Pai

A. Leia João 14:1. Jesus está falando com Seus discípulos durante a “Última Ceia”. Por que os discípulos estariam perturbados? (No capítulo anterior, João 13, Jesus lhes disse que seria traído por um deles e que estava partindo para um lugar para onde eles não poderiam segui-Lo (pelo menos neste momento). João 13:21,23.)

B. Leia João 14:1-3. Qual era a cura para o medo dos discípulos? (Confiar em Jesus. Ele virá e os levará para o lar de Seu Pai, de forma que todos estarão juntos.)

C. Leia João 14:4-5. Tomé está preocupado acerca de ficar confuso com relação ao caminho e acerca de ser deixado para trás. Por que ele estaria preocupado? Jesus não disse (João 14:3) “voltarei e os levarei para Mim”? (Jesus também disse que eles “conheciam o caminho” e Tomé não vai ficar quieto acerca de sua ignorância sobre este ponto importante.)

D. Leia João 14:6-7. Esta é uma resposta à pergunta de Tomé?

1. Jesus disse que estava indo para a casa do Pai. Tomé responde “Não temos o endereço – e precisamos ter certeza de que chegaremos lá”. Jesus dá o endereço da casa do Pai? (Sim. Em João 14:6 Jesus diz que o único caminho para o Pai é “por Mim”. Jesus os ensina que se conhecem a Jesus, conhecem o Pai. O “caminho” para a casa do Pai, o caminho para conhecer o Pai, é conhecer a Jesus.)

a. O que você acha da resposta de Jesus? Tomé estava pedindo um endereço físico: “Na 29ª palmeira, vire à esquerda e continue até a fonte. A casa estará à esquerda. Jesus está dando a Tomé este tipo de resposta? (Começamos a compreender o que é “ver o invisível”. Jesus é físico (eles podiam vê-Lo), e Seu Pai tem uma localização física (o céu), mas chegar lá fisicamente não é como virar à esquerda na 29ª palmeira.)

E. Leia João 14:8. Felipe se junta a João neste questionamento. Ele quer ver o Pai. Mas ele acha que tem um pedido mais fácil: “Você não precisa me dar o endereço real do Pai (diferente de Tomé), apenas me permita encontrar com Ele e será suficiente.” Felipe está pedindo menos?

F. Leia João 14:9-11. Felipe viu o Pai?

1. Jesus está irritado com a pergunta de Felipe?

2. Voltando ao tema “vendo o invisível”, Jesus está mostrando a eles “o invisível”? (Jesus disse que se eles “conhecem” a Jesus, ver a Jesus á igual a ver o Pai. Ver a Jesus é a mesma coisa que ver o Pai invisível.)

a. Como isto funciona? Jesus se refere ao Pai como um ser separado, mas diz que ver um é a mesma coisa que ver a todos. Como você explicaria isso? (Leia João 14:10-11 novamente. Jesus não está falando acerca de uma imagem, está falando sobre algo muito maior do que isso. Deus tornou-Se conhecido através de Jesus. Deus revelou-Se em Jesus.)

b. Quanto uma simples imagem te conta acerca de alguém? Me mostre uma fotografia da tua namorada ou namorado, do teu esposo ou esposa, dos teus filhos. Quanto esta foto poderá revelar?

(1) E se você morasse com uma pessoa que usasse uma máscara por dois meses? E se esta pessoa usasse um saco na cabeça e luvas, de forma que todo o seu corpo estivesse coberto? Quanto você conheceria, depois de morar com esta pessoa mascarada?

(2) Você consegue ver o que Jesus quer dizer quando fala “Quem me vê, vê o Pai.”?

II. Obtendo os Pincéis e a Tinta para o Quadro

A. Leia João 14:12-14. Jesus nos diz que dois deles (o Pai e Jesus) são um. Portanto, Felipe viu o Pai e Tomé sabe como encontrar o Pai. Por que Jesus ponta (verso 11) para os milagres como evidência desta conexão? (Porque somente Deus poderia realizá-los).

1. Neste contexto Jesus diz “eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.” Quando Jesus fala “o que vocês pedirem” Ele quer dizer “qualquer coisa”? Você quer uma nova Mercedes? Simplesmente peça! (O tema geral desta série de conversas é o relacionamento entre o Pai e o Filho. O tema é “ver a Deus”. Isto me faz pensar que “qualquer coisa” quer dizer “qualquer coisa” que promova a compreensão humana de Deus. Qualquer coisa que promova a confiança em Deus. De fato, a sentença continua “para que o Pai seja glorificado no Filho.”)

B. Leia João 14:14. Penso que Jesus tinha acabado de dizer que poderíamos “comandá-Lo” – simplesmente peça e nossos desejos são ordens para Ele. Por que agora ele está falando sobre obedecermos aos Seus mandamentos? (Esta é uma prova adicional da minha teoria: Jesus não está dizendo “Eu lhes darei qualquer coisa.” Ele está falando que se estamos cooperando com Ele para promover o Reino de Deus, Ele nos dará qualquer coisa que pedirmos para promover este objetivo.)

III. Pintando uma Imagem de Deus

A. Leia João 14:16-17. Que tipo de relacionamento devemos ter com o Espírito Santo?

1. Este é o mesmo relacionamento que Jesus tem com o Pai? (Jesus coloca as coisas nos mesmos termos. Compare com João 14:10-11.)

2. Por que o “mundo” não aceita o Espírito Santo? (Porque não O vê nem O conhece.)

a. Este não é o mesmo problema que estivemos discutindo – ver a Deus? Ter fé no invisível?

b. Qual é a solução para a incapacidade do mundo em ver o Espírito Santo? (Note o paralelo! Jesus diz aos Seus discípulos que eles têm visto o Pai e que conhecem o Pai por terem visto e conhecido a Jesus. “[Eu] estou no Pai e que o Pai está em mim” (João 14:11) Então, Jesus diz que podemos ter o mesmo relacionamento com o Espírito Santo (“Ele vive com vocês e estará em vocês” (João 14:17).) O propósito para isto é que o mundo possa ver a Deus. Eles vêem o invisível através de você!)

B. Leia João 14:18-21. Que tipo de relacionamento podemos ter com Jesus? (Ele diz a mesma coisa a respeito do nosso relacionamento com Ele: “vocês [estão] em mim, e eu em vocês.”)

1. Por que esta discussão acerca do nosso relacionamento com a Trindade e nosso papel em tornar visível o invisível está entremeado em estas referências a ter e obedecer aos mandamentos de Deus? (Os cristãos que são salvos pela graça e que (portanto) crêem que não têm qualquer obrigação de obedecer à lei estão realmente confundindo a mensagem! O “mundo” vê a Deus através de você. Como o mundo poderia obter uma imagem clara se você não presta atenção às regras de Deus para a nossa vida? O mundo certamente verá alguma coisa, somente que isto não será o Deus invisível.)

C. Leia João 14:22. Boa pergunta! Por que Deus depende de nós para dar ao mundo uma imagem de Deus? (Leia João 14:23-24. Obviamente somos um “agente avançado”, operando com o Espírito Santo para levar ao mundo a imagem de Deus. Deus se revelará a todo o que vem a Ele.)

IV. Ajuda com o Retrato

A. O pensamento sobre o teu papel para a promoção do Reino de Deus é opressivo? Está além da tua capacidade? Leia Isaías 41:13. Que oferta Deus faz a nós?

B. Leia I Pedro 5:7. Que cura Deus oferece para a nossa ansiedade?

C. Amigo, assim como Jesus revelou Seu Pai, devemos revelar a Trindade. Esta não é uma obra que devemos fazer em nossa própria força. Jesus provê o Espírito Santo e Se oferece para segurar a nossa mão. A questão é, você vai aceitar a tarefa? Vai estudar a Deus a Seus mandamentos, para que possa apresentar uma imagem honesta de Deus?

V. Próxima Semana: Uma Vida de Louvor

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 07

Esperança Indestrutível (Romanos 5; Jó 1, 38-41; Jeremias 29)

Introdução: Recentemente, minha filha e eu estávamos discutindo sobre depressão e suicídio. Desse a ela que se algum dia eu chegasse ao ponto de pensar que deveria me matar por causa de meus problemas, simplesmente me mudaria para a Flórida e me candidataria como algum tipo de ajudante em um barco. Lembro-me dos dias em que eu tinha um emprego simples – eu simplesmente voltaria para algo assim, em um lugar com sol e clima agradável. Esta resposta não impressionou minha filha como uma solução global em potencial para a depressão e o suicídio. A resposta dela foi que a depressão faz com que um tipo de névoa de escuridão se forme ao teu redor, de forma que você não consegue ver além dela. Você não consegue imaginar o barco ao sol da Flórida. Pareceu a mim que a diferença entre os dois pontos de vista era a esperança. (Não que minha compreensão da depressão seja realista!) A minha solução possuía esperança, e ela descreveu uma situação sem esperança. Nossa lição desta semana é acerca da esperança, então vamos esperançosamente mergulhar dentro dela!

I. Dois Tipos de Esperança

A. Leia Romanos 5:1-2. Estes dois versos traçam um caminho para o regozijo. Qual é ele? (Se compreendemos e acreditamos na justificação pela fé em Jesus, isto (primeiro) nos dá paz. Mas não para aí. Esta paz leva (segundo) à “esperança da glória de Deus”. Penso que a glória de Deus é a nossa expectativa do céu, de uma nova vida, e da eterna companhia com Deus. A esperança espiritual nos dá alegria.)

B. Leia Romanos 5:3. Aparentemente, a esperança espiritual não é o fim do quadro da nossa vida. O que entra em nossa vida e nos cria problemas? (O sofrimento.)

C. Leia Romanos 5:3-5. Qual pode ser o resultado do sofrimento? (Paulo nos diz que o sofrimento pode produzir perseverança, que pode nos levar a um caráter aperfeiçoado, e este caráter aperfeiçoado pode nos dar esperança.)

1. Que tipo de esperança é essa? É do mesmo tipo que a esperança espiritual (“esperança da glória de Deus”) sobe a qual aprendemos em Romanos 5:1-2? (Penso que estamos discutindo dois conceitos ligeiramente diferentes.Os dois primeiros versos de Romanos 5 nos ensinam que podemos ter alegria pela nossa recompensa eterna. Mas, enquanto isso, vivemos no terceiro verso de Romanos 5 – que são as “tribulações” da vida. Essas tribulações também levam à esperança, mas me parece que não é tanto a esperança pelo céu, mas uma esperança que existe “porque Deus derramou seu amor em nossos corações”.)

D. Leia Romanos 5:6-8. Paulo mudou de assunto, ou esta discussão está ligada a Romanos 5:3-5? (É uma explicação adicional. Nossa esperança em nossas tribulações é o amor de Deus. O amos de Deus por nós é demonstrado pela Sua disposição em morrer por nós.)

E. Note o que está acontecendo aqui. Quando se trata da “esperança” de Romanos 5:1-2, vemos a solução lógica do céu – vivendo além dos problemas deste mundo. Mas, a esperança de Romanos 5:3-5, a esperança para as pessoas sofrendo aqui e agora, é que Deus sofreu por elas – provando o Seu amor. Esta não é uma cura “lógica” para o sofrimento. O texto simplesmente diz (no caso em que você duvide por causa das tuas tribulações) que Deus te ama! Ele não te abandonou, Ele morreu por você.)

II. A Esperança de Jó

A. Leia Jó 1:1, 8-12. Como este homem íntegro e reto entrou em problemas? (Por ser íntegro e reto! Foi por causa de uma disputa entre Deus e Satanás que os problemas começaram para Jó.)

B. O livro de Jó consiste da busca humana por uma explicação para o sofrimento. Os amigos de Jó o acusaram de agir de forma errada – o que havia causado seus sofrimentos. Jó nega que tenha feito qualquer coisa para merecer isto e pede para confrontar a Deus, para que ele possa ser ouvido acerca da justiça de sua situação. Leia Jó 38:1-3. Deus finalmente se mostra, mas ao invés de debater com Jó, Ele pede a Jó que responda a algumas perguntas. Isto te parece uma atitude justa e amorável?

C. Leia Jó 38:4-7. O restante deste capítulo e Jó 39-41 seguem a mesma linha de raciocínio. Que argumento Deus está colocando diante de Jó? (Eu sou Deus, e você não é!Quem é você para Me questionar?)

D. Leia Jó 40:1-2. Se você fosse Jó e estivesse sofrendo, isto seria uma resposta encorajadora da parte de Deus?

E. Leia Jó 40:3-5 e Jó 42:1-6. Aparentemente, esta resposta foi o bastante para Jó! Como esta resposta se encaixa no que Paulo nos fala em Romanos 5:3-6, que a esperança em nossas tribulações é o amor que Deus derramou por nós? (Os dois textos se encaixam, porque nenhum deles Deus explica a razão do nosso sofrimento. Em Romanos 5 Deus fala “Eu te amo, e Eu sofri por você.”Em Jó 38-41 Deus diz “Eu sou Deus, e você não é. Considere o julgamento de quem você está questionando.”)

F. Teria sido tão simples para Deus explicar exatamente o que estava acontecendo no caso de Jó. Ele nunca deu qualquer explicação para Jó. Por que? (Jó é uma lição perfeita para nós. Temos a cortina sendo afastada e vemos as razões para o terrível sofrimento de Jó. Estas são razões que Jó nunca teria adivinhado. Contudo, Deus nunca revelou essas razões para Jó – Ele simplesmente diz “Confie em Mim, Eu sou Deus.” Uma vez que temos o quadro completo na situação de Jó, podemos ver que Deus está certo. Porém, como Jó, nós geralmente não temos o quadro completo, com relação ao nosso sofrimento pessoal. O que nos dá esperança é sabermos que Deus estava agindo de forma racional com Jó e que Ele estava agindo com um amor incrível quando morreu por nós.)

G. Você precisa de uma resposta específica para o teu sofrimento, para ter esperança? Você precisa conhecer a razão específica para o teu sofrimento? (Simplesmente sabermos que um Deus amorável, vigilante, lógico, está no controle deveria ser o suficiente.)

III. Esperança Realística

A. Leia Jeremias 29:1-3. Que tipo de tragédia e sofrimento está por trás dessas palavras? (O povo de Deus tinha sido derrotado pelos babilônios. Seu templo tinha sido destruído, Jerusalém tinha sido destruída e a maior parte do povo tinha sido levada prisioneira para Babilônia.)

1. Imagine que o teu país foi derrotado em batalha, teu lar foi destruído e você e a tua família foram capturados e arrastados para a terra do teu inimigo.

a. Como você se sentiria? (Minha vida seria completamente virada de cabeça para baixo! Nada daquilo que eu apreciava no passado seria parte da minha vida agora.)

b. Quais seriam os teus pensamentos se você acreditasse que Deus era o líder do teu país – e que asa pessoas que acabaram de te capturar eram pagãs (veja Habacuque 1:1-7), que se opunham ao teu Deus? (Como Deus poderia permitir isso? Certamente Ele iria corrigir isto.)

B. Leia Jeremias 29:4-9. O que Deus quer dizer quando fala “Não deixem que os profetas e adivinhos que há no meio de vocês os enganem”? (Alguns deles estavam dizendo que Deus iria consertar o problema imediatamente.)

1. Como você descreveria a “solução” de Deus para este terrível problema? (Tire o melhor disso. Assuma a tua nova situação e tente fazer a tua vida ser tão normal quanto possível. Quando Deus diz “busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei”, está dizendo “Olhem para a frente, não para trás. Não se lamentem pelos velhos tempos, façam o melhor para criar bons tempos em sua nova situação.”)

2. Este conselho se aplicaria para as nossas tribulações hoje? (Algumas pessoas se lamentam sobre como as coisas eram no passado. Nesta situação em particular, Deus prometeu que “consertaria” o problema no futuro, trazendo Seu povo de volta para suas casas – dali a 70 anos! (Jeremias 29:10). Obviamente isto era “tarde demais” para essas pessoas. Seus filhos ou netos seriam resgatados. Deus tem um período de tempo em mente para tudo. Em vez de ficar se lamentando sobre a nossa situação e almejando pelo ontem, precisamos fazer o nosso melhor hoje, sabendo que Deus nos ama e que Ele, no final, endireitará as coisas neste mundo.)

C. Amigo, alguma forma de sofrimento será parte da tua vida em algum momento. Deus nos promete a vida eterna. Mas Ele não nos promete que explicará ou consertará nossos problemas neste instante. Às vezes Ele diz “Eu te amo completamente, confie que Eu sei o que estou fazendo.” Às vezes Ele diz “Faça o melhor na situação em que está.” Você vai descansar na esperança que Deus te ama e que Ele cuida de você? Se Ele consertar os problemas deste mundo (e da tua vida) agora ou mais tarde, sempre estará fazendo o que é melhor. Você pode ter certeza disto, porque Ele morreu por nós. Não há amor e compaixão maior do que este!

IV. Próxima Semana: Vendo o Invisível

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 06

Lutando Com Toda a Energia (Lucas 13; Colossenses 1; Romanos 7 e 8; Mateus 5)

Introdução: Lutando. Que palavra difícil. Hebreus 12:4 fala da “luta contra o pecado”. É isso que Deus quer de nós, que lutemos? Isto é tudo o que Ele quer? Sinto-me tão mal, porque Deus tem que perdoar meus pecados vez após vez. Eu ensino outras pessoas, porque ainda estou lutando? Deus se oferece para suportar os nossos fardos, eu deveria ignorar meu pecado e deixar que Deus cuide dele? Se isto é verdade, como a Bíblia pode falar em “luta” contra o pecado? Quando Lucas 13:24 nos fala “Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque ... muitos tentarão entrar e não conseguirão” isto soa como uma coisa séria. Acredito na justificação pela fé, e não na justificação pelas obras. Como esses textos podem ser verdade? Vamos mergulhar na Bíblia e ver o que podemos aprender acerca da luta do cristão!

I. Luta de Uns Poucos

A. Leia Lucas 13:22:23. Que pergunta é feita para Jesus?

1. Que resposta você acha que Jesus daria?

B. Leia Lucas 13:24. Qual é a resposta de Jesus? Ele diz “Sim, serão apenas uns poucos”? (Ele não fala assim. Ele diz que “muitos” tentarão, sem sucesso, entrar. Assim, parece que mais pessoas não entrarão do que as que entrarão. Mas Jesus não diz que apenas uns poucos entrarão. É uma porta estreita e muitos não conseguirão entrar.)

1. Como podemos entrar nesta porta? (Isto envolve “esforço” da nossa parte. “Esforcem-se para entrar pela porta estreita”.)

C. Leia Lucas 13:25. O que este texto nos diz a respeito de entrarmos pela porta estreita? Qual é a primeira exigência em nosso “esforço”? (Agir prontamente. Esta é uma oferta de tempo limitado, porque “quando o dono da casa se levantar e fechar a porta” será tarde demais.)

1. Que exigência o proprietário faz para entrar por esta porta, além de estar pronto? (O proprietário precisa conhecer a pessoa que quer entrar. Isto faz sentido. Quem quer estranhos dentro de sua casa?)

a. Uma vez que isto é, obviamente, uma parábola acerca de Deus, o que o Deus que tudo sabe precisa conhecer? O que significa “não sei de onde são vocês”? (O dono da casa diz que não conhece a informação mais básica acerca dessas pessoas. Ele não conhece nem o contexto de onde vieram.)

D. Leia Lucas 13:26. As pessoas corrigem o dono da casa? Este é apenas um caso de falta de lembrança?

E. Leia Lucas 13:27. O proprietário admite que isto é uma questão de falta de lembrança? (Não. Aparentemente, simplesmente estar ao redor do dono da casa não é suficiente para conhecê-Lo. Ele não nega que ensinou em sua vizinhança ou que comeu com eles. Veja novamente Lucas 13:24, que diz que “muitos tentarão entrar e não conseguirão”. Este texto nos pinta um quadro de pessoas que querem entrar. Pessoas que fazem algum tipo de esforço para entrar. As pessoas rejeitadas ouviram o ensinamento do dono da casa, mas o texto não diz que eles seguiram o ensino. Em vez disso, o dono da casa os chama de pessoas “que praticam o mal”.)

F. Leia Lucas 13:28-30. O que NÃO é exigido para entrar? (Você não tem que ser judeu (ou parte de um grupo definido). Não é uma “coisa em grupo”. Pessoas de toda parte tem permissão de entrar. Você não precisa ser o “primeiro” aqui na terra para entrar. Não é uma coisa que tenha a ver com o status no mundo.)

G. Este texto é uma mensagem somente para a nação judaica do tempo de Jesus? Ou estão declarados aqui princípios eternos?

1. Se você diz que são “princípios eternos”, qual seria, de acordo com estes versos, a chave para entrar? (Ter certeza de que o dono da casa te conhece. Fazer todos os “esforços” para entrar pela porta. Não ser classificado entre os “que praticam o mal”.)

H. Leia Romanos 1:21-23, 28. O que estes textos sugerem sobre a idéia de conhecer a Deus e fazer com que Deus nos conheça? (Apenas ter o conhecimento não é suficiente. Temos que pensar em não “desprezar o conhecimento de Deus”, temos que ser agradecidos por este conhecimento e usá-lo para glorificar a Deus.)

I. Que tipo de ligação você pode ver entre “lutar” e ser conhecido pelo dono da casa?

II. O Significado da Luta

A. Leia Romanos 7:21-24. Isto se parece com uma luta? Em caso afirmativo, a respeito do que é a luta?

B. Leia Romanos 7:25. Jesus nos resgatará. A questão é: Ele vai nos resgatar da luta ou de alguma outra coisa? (Jesus nos resgata “do corpo sujeito a esta morte”.)

C. Leia Romanos 8:1-3. De que estes versos sugerem que nós somos resgatados? (Somos resgatados da condenação.)

D. Leia Colossenses 1:19-23. O que devo fazer para me libertar da acusação? (A morte de Cristo em meu lugar me permite ser apresentado como “santo”, “inculpável e livre de qualquer acusação”. Aqui, somos resgatados da “acusação”.)

1. Que coisa gloriosa! Somos resgatados por Jesus tanto da acusação quanto da condenação! Qual é o final disto? (O texto nos leva em direção ao futuro. “Desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho”. Ser salvo é um dom gratuito. Viver a fé cristã é uma parceria com Deus.)

E. Leia Colossenses 1:24-29. Qual é a luta de Paulo? (Leia Colossenses 1:28-29 várias vezes. Paulo está trabalhando com o poder do Espírito Santo (“conforme a Sua força”) para promover o evangelho. Ele é um parceiro de Deus em executar a obra. Minha imaginação vê Paulo, como um bombeiro, segurando uma mangueira de incêndio, com uma tremenda pressão de água. É necessário uma parceria para realizar o melhor trabalho possível para extinguir o incêndio do mal em nossa vida e na vida de outros.)

III. Luta da Vida

A. Leia Mateus 5:27-30. Esta é a última palavra em matéria de luta – cortar fora partes do corpo! Vamos assumir por um momento que você tem regularmente pensamentos de luxúria acerca do sexo oposto. Você arrancaria teu olho direito para resolver o problema?

1. E se você tem uma compulsão por roubar? Cortar fora a tua mão direita faria você parar de roubar? (Suponho que arrancar ambos os olhos e cortar fora as duas mãos pode nos refrear um pouco – mas essas coisas são, primariamente, assuntos da mente.)

2. Se Jesus não está pedindo para que cortemos partes do corpo – e eu não creio que Ele esteja – o que Ele quer dizer com esta linguagem? (Ele está nos chamando para uma ação radical para evitarmos o pecado. Se você tem uma fraqueza por um pecado em particular, deveria evitar de fazer coisas que podem não ser pecado, mas que te levam mais perto do teu pecado favorito.)

B. Deixe-me fazer uma pergunta difícil. Se a salvação é um dom gratuito de Deus, então como Jesus pode se referir a nos “esforçarmos” para entrar pela porta estreita e cortar partes do corpo para evitar de sermos mandados para o inferno (ou seja, errar a porta estreita)? (Não podemos conquistar a salvação. Nossa leitura de Colossenses 1:22 nos diz que não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Mas, nossa vida cristã não termina com a salvação. Deus espera que nos esforcemos em parceria com Ele. A parceria exige esforço da nossa parte para resistir aos nossos defeitos de caráter e para promover o evangelho.)

1. Então, o que dizemos sobre a minha luta com os mesmos pecados? E sobre você e a tua luta com os mesmos pecados? (Penso que é isto que significa a vida cristã. Quando você para de lutar, está morto – eternamente. Romanos 7 e 8 são essenciais para esta questão. Se você não está familiarizado com estes capítulos, leia-os. Agora, leia Romanos 8:12-14. Penso que é aqui onde está a luta na vida do cristão. Devemos “pelo Espírito” fazer “morrer os atos do corpo”. Também lutamos para levara o evangelho a outros.)

C. Amigo, e você? Já dedicou a tua vida a Deus? Decidiu colocar a tua mente naquilo que Deus exige, em vez de naquilo que a tua natureza exige? Está seriamente comprometido a, através do poder de Deus e Sua parceria, fazer morrer os atos do corpo? Deus nos chama a volver os nossos corações e nossas mentes a Ele para vivermos uma vida de acordo com a Sua vontade.

IV. Próxima Semana: Esperança Indestrutível

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 05

Calor Extremo (Gênesis 22; II Coríntios 1)

Introdução: Existem histórias na Bíblia, assim como existem eventos tristes na vida, que eu não compreendo. Certamente que tenho explicações e, suponho, uma compreensão parcial. Mas, em meu intelecto humano (veja I Coríntios 13:12), o assunto não é claro. Uma dessas histórias é o sacrifício de Isaque. Meu plano é usar um pouco do nosso tempo nesta semana nesta história, e ver se alguma luz brilha em nossas mentes acerca de como Deus nos testa. Vamos mergulhar!

I. Que Propósito?

A. Leia Gênesis 22:1-2. Você acha que Abraão pensou que Deus estava falando sério? (Se você ler Gênesis 21:9-14, verá que Deus havia instruído previamente a Abraão para mandar embora seu outro filho, Ismael.)

1. Deus estava falando sério? Deus exigiria que Abraão matasse seu filho em um ritual que parecia muito semelhante a um sacrifício pagão? (Leia Jeremias 32:35. Não. Deus nunca teve em mente a morte de Isaque. Ao contrário, Deus instituiu a pena de morte para qualquer um que sacrificasse seu filho (Levítico 20:1-5).)

B. Nossa lição te o título de “Calor Extremo”. Sem dúvida, esta ordem criou um “calor extremo” para Abraão. Note novamente Gênesis 22:1. Segundo este verso, qual era o propósito de Deus para esta ordem? (“Deus pôs Abraão à prova.”)

1. Que tipo de teste é esse? Deus nunca pretendeu que Abraão seguisse a Sua ordem. A ordem era completamente contrária ao caráter de Deus. Obedecer (ou seja, matar seu filho) seria seguir a vontade de Satanás!

2. Você já teve um teste desta natureza? (Duvido. Não consigo passar em provas que envolvem fazer coisas que se espera que eu faça. Coisas que eu deveria fazer. Como minha mente lógica poderia esperar passar em uma “prova” que envolvesse fazer algo que eu sabia ser totalmente contrário à vontade de Deus e contrário à minha própria vontade?)

3. Existe uma diferença entre uma “prova” e uma “tentação”? (O comentário “Be Obedient” tem uma abordagem muito interessante com relação a isto. Diz que as tentações – o desejo de seguir maus impulsos – parecem ser lógicas. São usadas por Satanás para fazer brotar o que há de pior em nós. Por outro lado, provas vem de Deus, parecem ser sem sentido e são planejadas para fazer brotar o que há de melhor em nós.)

a. Você acha que existe alguma esperança de separar as duas coisas em tua mente?

C. O comentário “Bible Knowledge Commentary” diz que uma prova real tem que desafiar a lógica, precisa ser algo ao qual queremos resistir (como matar nosso filho)! Você concorda? (Não tenho tanta certeza de que podemos criar essas divisões claras, estritas entre as provas (ilógicas e não queremos fazê-las) e as tentações (lógicas e queremos fazê-las). Por exemplo, a última hora de Jesus envolveu motivos mistos – Ele queria nos salvar, mas não queria ser torturado e humilhado. Obviamente, em parte isso era uma prova, as uma grande parte disso era tentação.)

D. Se você não está familiarizado com a história de Abraão e Isaque, leia Gênesis 22:3-8. Por que eles tinham a prática de sacrificar animais? (Esta prática apontava para o sacrifício de Jesus em nosso favor, para expiar os nossos pecados. Seu propósito era ensinar ao povo a respeito do Messias vindouro e como Ele seria o substituto pelos nossos pecados.)

E. Leia Gênesis 22:9-12. Se o comentário “Be Obedient” está certo ao dizer que a prova faz brotar o que há de melhor em nós, qual é o “melhor em nós” que esta prova supostamente faria brotar em Abraão?

F. Leia Gênesis 22:15-18. Agora nós voltamos a alguma coisa que parece ser lógica para mim. Que relacionamento existe entre esta promessa e a prova? (Deus diz que, como Abraão está disposto a dar o seu filho, Deus se dispõe a dar a Abraão muitos filhos – “descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar”.)

1. Existe um paralelo em Jesus ter dado a Sua vida para que pudesse “ter de volta” todos nós?

2. Que propósito Deus tinha neste relacionamento especial com Abraão e seus descendentes? (Compartilhar a natureza de Deus com o mundo.)

G. Você está começando a ver como as peças deste quebra-cabeças mental estão se ajuntando? Deus pede que Abraão faça algo que ilustra o que Deus fez por nós. Deus dá esta prova da perda de um filho a alguém a quem Deus vai dar numerosos descendentes. O propósito do relacionamento especial de Deus com Abraão e seus descendentes é compartilhar a mensagem de que Deus está disposto a dar Seu Filho por nós.)

H. Se Deus fosse criar uma prova paralela para você, qual seria? (A prova é relativa a egoísmo e confiança. Estarmos dispostos a dar tudo o que temos e estarmos apaixonados por Deus.)

I. Se Abraão acreditava que teria que matar seu filho, como você acha que Abraão racionalizou isto em relação ao seu conhecimento e confiança em Deus? (Leia Hebreus 11:19. Abraão pensou que Deus ressuscitaria Isaque. Que confiança maravilhosa!)

1. Considere como isto antecipava o que Deus faria com Seu próprio Filho na situação paralela.

J. O que aconteceria se Deus não tivesse impedido Abraão de matar seu filho e não ressuscitasse Isaque? Teríamos uma prova de fé diferente (ou apenas mais longa)? (Leia Hebreus 11:39-40. Parte do contexto para este texto é Hebreus 11:35-38, que descreve seguidores que sofreram terrivelmente e não viram a vitória aqui na terra. Todos aqueles citados em Hebreus 11 tiveram alguma parte da promessa de Deus que foi deixada sem cumprimento. Podemos acabar passando por coisas aqui nesta terra que não serão “consertadas” em termos de nossos interesses pessoais, até entrarmos no céu.)

K. Das dificuldades que aparecem no teu caminho, quanto por cento delas são provas e quanto por canto são tentações?

1. Qual a porcentagem que você acha que vem de Deus? (Gênesis 22:1 e 12 afirma claramente que a situação de Abraão era uma prova vinda de Deus. Em minha situação parece que pecados e erros de minha parte, juntamente com a obra de Satanás, criam todos os problemas com os quais preciso lidar. Duvido que Deus tenha muito a acrescentar aos meus fardos para ter discernimento e edificar o meu caráter!)

II. O Propósito

A. Leia II Coríntios 1:3-7. A qual propósito positivo os problemas na nossa vida servem? (Paulo escreve que, quando sofreu, Deus o confortou. Isto o ensinou como confortar aqueles que estavam à sua volta e que sofriam com problemas..)

1. Você tem visto isto na tua vida? (Se você sofreu com problemas médicos, está mais propenso a ter simpatia a outras pessoas que têm problemas médicos similares. Se você sofreu com problemas conjugais, está mais propenso a ter simpatia a outras pessoas que enfrentam problemas conjugais.)

2. Estamos pintando um quadro de “Deus, o provador”, quando consideramos Abraão e Isaque. Que quadro de Deus Paulo pinta quando descreve sua prova? (Deus, o consolador compassivo.)

a. Estes quadros são consistentes? “Venha aqui, deixe-me quebrar a tua perna. Aliás eu vou colocá-la no lugar, engessá-la, orar por você e te mandar um cartão. Se você precisar de mais alguma coisa, é só dizer.” (Creio que a ilustração da perna quebrada é falha, porque não há nada a ganhar. Deus é mais semelhante ao professor de educação física que diz “Vamos correr 15 quilômetros juntos – aliás, eu carrego a água.”)

B. Leia II Coríntios 1:8-9. A que outros propósitos servem os problemas? (Eles nos levam a confiar em Deus.)

1. Paulo tem uma maneira muito interessante de descrever a Deus. Refere-se a Ele como o “Deus que ressuscita os mortos”. (Do ponto de vista prático, o último perigo/problema que tememos é a morte. Deus está equipado para lidar até com isso. Por que não confiar? Como você deve se lembrar, este foi o processo mental de Abraão.)

C. Amigo, você está passando por problemas? Se sente provado? Deus não apenas tem um propósito para a prova, mas Ele vem com conforto e compaixão, e a promessa de uma vida eterna. Você vai, como Abraão, confiar nEle?

III. Próxima Semana: Lutando Com Toda a Energia

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 04

Vendo a Face do Ourives (Romanos 8; Jó 23; Daniel 12; I Pedro 1)

Introdução: “Um dia ruim no paraíso é igual a um dia bom em qualquer outro lugar”. Tenho certeza de que não estou usando as palavras exatas desta citação, mas foi mais ou menos isto o que ouvi de pessoas que acreditam que moram em um lugar bastante bom. O sentido geral que tive com esta citação é que essas pessoas gostam do lugar onde moram mesmo quando as coisas não estão perfeitas. A nossa lição desta semana é a respeito de uma idéia semelhante. Mesmo quando os cristãos estão tendo um “dia ruim”, seu caráter está sendo refinado. Mesmo dias ruins são bons! Vamos mergulhar em nossa lição e aprender mais sobre “viver no paraíso!”

I. Gemidos

A. Leia Romanos 8:22-25. Somos os únicos que estamos tendo “dias ruins” de vez em quando? (Não, “toda a natureza criada” está gemendo.)

1. Note que a “dor” é comparada à dor do parto. O que isto sugere? (A dor do parto é limitada no tempo e produz resultados maravilhosos.)

2. Quais são os “primeiros frutos do Espírito”? O texto diz que nós os temos. Quais são eles? (Os cristãos experimentam o céu através da obra do Espírito Santo em suas vidas. Tirar umas férias no paraíso (“experimentar”) nos faz desejar que pudéssemos morar lá. Ter o Espírito Santo em nossa vida mos faz desejar mais ardentemente estar no céu.)

3. Para mim, isto soa mais como uma reclamação sobre coisas que não temos do que o sofrimento de uma dor real. Isto é verdade? (A dor do parto é uma dor real (é o que me dizem!). O sentido que vejo nisto é que se estamos apenas sofrendo neste mundo, poderíamos ficar acostumados com isto e ficarmos “satisfeitos” com isto. Mas, uma vez que os cristãos tem a esperança da vida eterna, uma vez que temos o Espírito Santo fazendo grandes coisas em nossa vida, não estamos satisfeitos com os problemas deste mundo.)

B. Leia Romanos 8:26-27. O que a oração tem a ver com a nossa fraqueza e desconforto?

1. Você já teve um problema com o teu carro e não conseguiu descrever claramente o problema para o mecânico? (Ou, fez como eu, que sei o suficiente para ser perigoso – eu disse ao mecânico para consertar a coisa errada!) Qual é a importância para a solução final, em termos o nosso pedido de ajuda formulado corretamente? (Romanos ainda está no mesmo assunto de termos um “dia ruim” na terra. Parte da solução é ter o Espírito Santo nos dirigindo na compreensão da natureza do problema. Nos ajudando a pedir corretamente a Deus a melhor solução.)

II. Esperança para os Gemidos

A. Leia Romanos 8:28. Que conforto podemos ter sempre que tivermos um “dia ruim”? (Deus está operando para o nosso bem.)

B. Leia Romanos 8:29-30. Qual é o nosso maior bem? (Sermos conformes à imagem de “Seu Filho” (Jesus).)

1. O que este texto te sugere acerca do significado de “nosso bem”? (Trabalhar com vistas ao “nosso bem” pode ser doloroso. Mas a vida eterna é o nosso objetivo. Este é o nosso “bem” final.)

a. Penso que somos salvos pela graça. Que abordagem é esta, “sem dor não há crescimento”, com relação à vida eterna? Por que posso usar as palavras “trabalhar” e “dor” como parte da nossa vida eterna e ainda crer na graça? (Romanos 8:30 nos mostra que estamos em um caminho. Deus tem em mente para nós a vida eterna. Deus nos chama para segui-Lo. Deus nos justifica, cravando nossos pecados na cruz, cobrindo as nossas faltas com Seu sangue. Então, Deus nos chama para sermos glorificados por uma vida santa e, finalmente, o céu.)

C. Leia Romanos 8:31-37. Quais atos passados de Deus nos dão confiança absoluta de que Ele está “ao nosso lado” em meio aos problemas? (Que Ele deu Seu Filho por nós!)

1. Notou o catálogo de potenciais problemas de “das maus” que podemos ter? (Estes são problemas muito sérios, Mas Romanos 8:32 nos promete que nestes problemas, Deus “nos dará todas as coisas”.)

III. Destravando o Gemido

A. Jó, um grande homem da Bíblia, nos ajuda a compreender o tipo de problemas que nos levam a “gemer”. Leia Jó 23:1-5. Quem Jó está procurando? (Deus.)

1. Por que Jó está procurando Deus? (Ele quer “apresentar a causa” dele diante de Deus.)

2. Qual é a causa que jó tem? (Jó está sofrendo, e acredita que Deus o fez sofrer. Uma vez que ele não merece sofrer, Jó quer defender a sua justiça diante de Deus.)

a. Como alguém pode defender que é justo? (Leia Jó 1:8. Deus afirmou que Jó era irrepreensível e íntegro. Jó tinha alguma coisa para defender diante de Deus!)

b. Espere um minuto! Se Deus sabia que Jó era irrepreensível e íntegro, por que Jó precisaria se defender diante de Deus? (Jó cria, erroneamente, que seu sofrimento foi causado por Deus por causa de seu pecado.)

B. Leia Jó 23:6-7. Se Jó conseguisse apresentar seu caso diante de Deus, será que ele pensou que ganharia? Seria absolvido das acusações contra ele, que lhe causaram sofrimento? (Sim. Ele diz que seria liberto “de quem me julga”.)

1. Quem Jó acha que é o seu “juiz”? (Ele não diz, mas deve ser Deus. A lógica deste texto não é clara. Parece que Jó pensa que Deus não sabe todos os fatos ou não tem prestado atenção à sua situação.)

C. Leia Jó 23:8-9. Jó consegue encontrar a Deus? (Não!)

1. Este é o problema do nosso sofrimento? (Quantas vezes nós ficamos desanimados porque Deus parece não estar ouvindo às nossas orações. Não está respondendo aos nossos pedidos de ajuda.)

2. Deus está realmente ausente da vida de Jó? (Longe disso! Jó 1 e 2 nos mostram que Deus está muito envolvido com o que está acontecendo na vida de Jó.)

D. Leia Jó 23:10. Que razão para o sofrimento Jó considera em seguida? (Que ele está sendo provado e refinado.)

1. Isto é consistente com seu argumento anterior sobre como ele não merece ser castigado? De que ele é um homem íntegro e se Deus conhecesse todos os fatos ou prestasse atenção, ele seria “seria liberto para sempre de quem me julga”? (Este é um ponto muito importante. Obviamente, Jó é um grande homem – Deus disse isso. Mesmo assim, no meio do sofrimento, a mente de Jó percorre todas as possibilidades para descobrir porque ele está sofrendo. “É por que eu mereço? Não! Vou encontrar Deus e convencê-Lo de que sou inocente.” “Onde está Deus?Não consigo encontrá-Lo. Ele não está me ouvindo.” “Talvez o que está acontecendo comigo é um teste? Talvez Deus queira ver se eu sou ouro.” É assim que nós reagimos ao sofrimento. Estes são estágios através dos quais nós passamos quando sofremos.)

a. Deveríamos reagir da mesma forma como Jó reagiu? (Nenhuma pessoa normal quer sofrer. Mas, em cada circunstância difícil precisamos primeiro perguntar a nós mesmos se estamos sofrendo por causa dos nossos pecados. Se não estamos sofrendo diretamente por causa dos nossos pecados, o pecado tem algum papel em nosso sofrimento. Ou nosso caráter está sendo refinado pelo sofrimento. Ou sofremos por causa do pecado geral existente no mundo. Qualquer que seja a causa do nosso sofrimento, precisamos ver nisso uma oportunidade para o desenvolvimento do caráter.)

IV. Gemido: Vale a Pena!

A. Leia Daniel 12:1-4. O que está ligado ao final dos tempos na terra? (“Um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações”. Esta angústia é seguida pela salvação dos justos! Os justos serão libertos.)

B. Leia Daniel 12:8-10. O que faz a diferença entre os ímpios e os justos? (Os justos são “purificados, alvejados e refinados”. Enquanto isso, os ímpios simplesmente permanecem ímpios.)

C. Leia I Pedro 1:3-9. Como somos salvos? Daniel escreveu sobre sermos refinados. Um caráter refinado, o qual é resultado do nosso sofrimento, é necessário para a salvação? (Gosto da forma como Pedro coloca a questão. Ele deixa bem claro que somos salvos pela vida, morte e ressurreição de Jesus. Nossa fé em Jesus é refinada pelo fogo. O sofrimento mostra se a nossa fé é genuína ou não. O sofrimento não nos torna perfeitos, de forma que somos dignos de entrar no céu pelos nossos próprios méritos. Em vez disso, o sofrimentos prova e refina a nossa fé em Jesus. É pelos méritos de Sua vida perfeita e Sua morte que entremos no céu!)

D. Amigo, você está sofrendo hoje? É difícil, mas veja este sofrimento como uma benção, para refinar o teu caráter a tua fé.

V. Próxima Semana: Calor Extremo

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Fogo do Ourives - Lição 03

A Gaiola (Êxodo 14)

Introdução: Às vezes a vida é desanimadora. Na semana passada fui o defensor em um caso importante de liberdade religiosa. O juiz não queria ouvir os argumentos que eu havia levado horas para preparar. Em vez disso, ele queria que eu desse respostas do tipo “sim ou não” a uma série de perguntas que só poderiam ser danosas ao meu cliente. Pior, envolviam argumentos favoráveis à parte contrária, os quais ela nunca havia levantado – e que, em minha opinião, não eram, necessariamente, parte do caso. Muitas pessoas estavam orando por mim neste caso – eu o considerei como um desastre. Por que é que você faz a coisa certa e mesmo assim vem o desastre? Vamos mergulhar na Bíblia e considerar a história que ilustra este problema!

I. Fazendo a Curva Errada?

A. Você se lembra que o povo de Deus estava em escravidão por centenas de anos. Deus operando através de Moisés e Arão, força o faraó do Egito a libertar o povo de Deus. Vamos acompanhar esta história lendo Êxodo 13:17-18. O que o povo de Deus esperava? (Eles esperavam que talvez tivessem que lutar antes de alcançar a terra prometida. Eles estavam armados para a batalha.)

1. O que Deus esperava? (Ele esperava que Seu povo pudesse mudar de idéia se encontrassem resistência armada. Assim, Deus parecia adotar a estratégia de evitar batalhas.)

B. Leia Êxodo 13:20-22. O que deu ao povo a confiança de que estava indo na direção correta?

1. Você gostaria que Deus fosse tão claro assim ao guiar a tua vida?

C. Leia Êxodo 14:5-9. O povo de Deus estava pronto para a batalha. Eles estavam prontos para enfrentar uma força deste tamanho e com tal sofisticação militar?

1. Parece estranho a você que Deus dissesse que os estava dirigindo de forma a evitar uma guerra, e então, permitisse que os Egípcios alcançassem Seu povo, enquanto tentavam escapar?

D. Leia Êxodo 14:1-12. Deus estava certo em Sua previsão de como o povo reagiria?

1. Coloque-se no lugar do povo de Deus. Eles tinham estado seguindo as instruções de Deus. Deus sabia que eles não poderiam enfrentar os egípcios. Por que Deus permitiu que esta coisa assustadora acontecesse? Por que Deus permitiria que eles pensassem que iriam morrer?

2. Leia Êxodo 14:13-14. Esta é uma resposta do porque Deus permitiria isto, quando sabia que eles não eram páreo para os Egípcios?

a. Esta mesma resposta é aplicável a nós em nossas circunstancias desanimadoras?

3. Esta é a resposta completa à nossa pergunta sobre por que Deus permitiria isto – que seu povo precisava aprender a confiar em Deus e permitir que Ele cuidasse de suas batalhas? (Leia Êxodo 14:1-4 e Êxodo 14:15-18. A resposta principal é que esta situação difícil e amedrontadora daria glória a Deus.)

a. Considere isto por um momento: quantas das tuas situações difíceis e desanimadoras envolvem um ataque à “tua glória”? Não à glória de Deus, mas à tua glória?

b. Você está confortável com qualquer solução para um problema, quando esta solução traz glória a Deus?

(1) E se a glória de Deus parece ocorrer às tuas custas e às custas da tua família?

E. Vamos ler novamente Êxodo 14:13-14. Se o teu objetivo primário na vida é trazer glória a Deus, como isto afetaria o teu medo? (Nossa atitude faz toda a diferença. Se sabemos que o objetivo da nossa vida, e de cada situação, é trazer glória a Deus, então podemos nos sentir confortáveis com o resultado. Especialmente, nesta situação vemos que Deus lhes promete proteção sem que eles tenham que lutar!

1. A disposição de Deus para lutar, enquanto Seu povo “fica firme” e observa, é uma situação que se aplica apenas aqui? Ou isto se aplica a todos os nossos problemas na vida? (Esta é a coisa maravilhosa acerca da “glória de Deus”. Se é a glória de Deus que está em jogo, e não a nossa glória, então Deus vai assumir a batalha para proteger a Sua glória. Se você parasse de se preocupar com a tua glória, e deixasse que Deus lutasse a batalha por Sua glória, teus “nervos” estariam muito melhor. A tua vida seria muito mais pacífica.)

II. Os Espectadores da Fé

A. Leia Êxodo 14:19-20. Que paralelo você vê para a solução dos teus problemas atuais? (Se queremos conhecer a Deus, Ele dará luz para a nossa vida diária. Se formos hostis a Deus, permaneceremos na escuridão. O resultado é que nenhum dos dois “podem aproximar-se”. Você está muito à frente dos teus inimigos.)

B. Leia Êxodo 14:21-22. Em minha casa nova, a rodovia principal mergulha em um túnel por baixo de um grande canal. Em um momento, você está olhando a superfície da água; em seguida, você está embaixo da superfície da água. Este túnel fica congestionado com freqüência. Quando estava conversando com uma pessoa que mora aqui sobre isso, ela sugeriu que os motoristas ficam nervosos com o “mergulho” por baixo da superfície da água. Que tipo de sentimentos você teria se estivesse vendo uma enorme parede de água de cada lado?

1. Pintei um quadro do povo de Deus como sendo espectadores desta luta. Este é um quadro justo? (Apenas com relação à luta. Foi-lhes ordenado que “seguissem avante”. Era exigido que eles exercitassem a fé em Deus.)

2. A nossa experiência de fé é como a deles – que se não seguirmos adiante, podemos esperar ser capturados pelos “inimigos”?

a. Esta equação deveria ser parte de cada decisão de fé?

C. Leia Êxodo 14:23-25. A quem os egípcios creditam os seus problemas?

1. Deveríamos orar para que os nossos inimigos fiquem “em confusão” e que “as rodas” dos seus empreendimentos comecem “a soltar-se”?

D. Leia Êxodo 14:26-28. Os Egípcios agora eram “crentes” (Êxodo 14:25). Por que afogá-los? (O comentário Barnes’ Notes aponta que em todos os monumentos egípcios o faraó representado como liderando o exército. Também aponta que Salmos 136:15 diz que o faraó morreu com o seu exército. A destruição total do faraó e do seu exército significava que o povo de Deus não seria ameaçado pelo poderio do Egito em sua jornada para Canaã.)

1. O que isto sugere acerca do livramento que Deus finalmente trará ao Seu povo? (Os ímpios, mesmo aqueles que crêem em Deus, serão total e permanentemente destruídos.)

E. Leia Êxodo 14:29-31. O que fez a diferença entre esses versos e Êxodo 14:10-12?

1. Qual é a razão, segundo o que estes versos sugerem, para as dificuldades e momentos de desânimo na tua vida? (Quando você vê o livramento de Deus, isto reforça a tua fé e confiança nEle!)

F. Amigo, em cada problema, cada evento desanimador, temos a oportunidade de colocar a nossa fé em Deus e permitir que Ele lute a batalha para a Sua glória. Se a batalha é para a nossa glória, estamos na batalha errada! Quando o objetivo da nossa vida é promover a glória de Deus, então um sentimento de paz e confiança vem à nossa vida, pois sabemos que Deus está “à frente” na batalha. Nosso trabalho é simplesmente segui-Lo.

III. Próxima Semana: Vendo a Face do Ourives

=============================== Direito de Cópia de 2007, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================