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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Perdoados - Lição 13

Vivendo a Vida de Fé (Romanos 1, Habacuque 2, Hebreus 10, Miquéias 6)

Introdução: Estamos chegando ao final dos nossos estudos sobre o perdão. Imagine que a tua vida pessoal fez este mesmo trajeto neste trimestre. Você se arrependeu, Deus te perdoou, você está em pe, completamente justificado diante de Deus. Parece maravilhoso, não é? Agora, me diga, como você vai viver o minuto seguinte, o dia seguinte, a semana seguinte? O que você faz em seguida? Vamos mergulhar na Bíblia e descobrir as dicas para vivermos a vida da fé!

I. Vida de Fé

A. Leia Romanos 1:17. Como a justiça vem até nós? (“Do princípio ao fim”, vem pela fé.)

1. Agora a questão prática: O que significa “viver pela fé”.

B. Vamos explorar alguns textos que repetem esta mesma frase e desta forma buscar uma ajuda para compreender o que significa viver pela fé. Leia Habacuque 2:4. Este texto parece definir o viver pela fé por aquilo que não é. O que não é viver pela fé? (Ter “soberba” ou possuir desejos que não são retos.)

1. O que é viver pela “soberba” ou orgulho e altivez, em vez de viver pela fé? (Tua vida depende da tua própria visão (inflada) de si mesmo em vez de depender da tua confiança em Deus.)

a. Você diria que sempre que você vive pela confiança em si mesmo, está vivendo pela “soberba”?

2. Habacuque 4 também fala de desejos que não são retos. E a tua vida: Os teus desejos são opostos à tua fé? Vamos separar este teste por gênero, embora eu saiba que as generalizações são apenas generalizações – só são verdadeiras para alguns.

a. Homens, quantos de vocês conhecem uma mulher bonita no trabalho (ou na igreja, ou na vizinhança, etc.) e passam o tempo vago imaginando como poderiam convertê-la a se tornar uma cristã? Ou teus pensamentos sobre ela são de uma natureza diferente? (Isto é apenas um pequeno teste a respeito dos teus desejos versus a tua vida pela fé.)

b. Senhoras, vamos imaginar a mesma mulher bonita e acrescentar que ela é inteligente, rica e talvez um pouco arrogante. Os teus pensamentos acerca dela são sobre como você pode convertê-la a se tornar uma cristã? Ou teus pensamentos são mais voltados a competir com ela? Encontrar falhas nela? Contar suas falhas para os outros?

3. A “soberba” e os desejos maus são conceitos relacionados? Se sim, como estão relacionados? (“Soberba” é orgulho. O orgulho é a raiz do pecado. Se você vive para edificar o teu orgulho, em vez de edificar teu relacionamento com Jesus, então teus desejos são impróprios.)

C. Leia Hebreus 10:38. Aqui está uma outra ilustração do que significa viver pela fé. O que significa viver pela fé aqui neste texto? (Confiar em Deus.)

1. Deus diz que Ele não se agrada se “retrocedermos”. Você já passou por uma experiência de “retroceder” na vida? (Cerca de seis meses atrás eu estava passando por uma tremenda luta com a questão de “retroceder”. Eu tinha um julgamento se aproximando, diante de um juiz com uma reputação terrível. Continuei pedindo a Deus para me dar coragem, mas a tarefa continuava pesando na minha mente. Deus espera que simplesmente confiemos nEle quando enfrentamos tempos difíceis.)

2. Parte do contexto de Hebreus 10:38 está em Hebreus 10:32. Qual é o contrário de “retroceder”? (Permanecer firme em face do sofrimento.)

a. Este texto sugere que, conforme progredimos na nossa vida cristã, podemos ficar mais fracos em nossa vida da fé. Você já viu isto acontecer com você ou com outras pessoas?

D. Leia Gálatas 3:11 e 14. O que significa viver pela fé nestes textos? (Viver na fé que Jesus nos salva dos nossos pecados. Viver pela fé significa que vivemos no poder do Espírito Santo.)

1. Por que a lei é mencionada como um contraponto no verso 11? (Isto nos leva de volta à questão da “soberba”. Orgulho em guardar a lei ainda é orgulho. Não salvamos a nós mesmos pela guarda da lei. Porém, viver uma vida no Espírito é viver de acordo com a lei através do poder do Espírito Santo.)

E. Que quadro mais amplo estes textos nos ensinam sobre viver pela fé? (Eles pintam um quadro de uma vida assim: compreendemos e aceitamos o sacrifício de Jesus em nosso favor. Por causa do grande débito que temos para com Deus, nosso objetivo na vida é promover Seu reino atreves da obediência e serviço. Nosso alvo se torna realidade atreves do poder do Espírito Santo. Embora possamos ser tentados a nos orgulhar da nossa obediência, reconhecemos que o orgulho não é apropriado, porque não seríamos nada sem Jesus e o Espírito Santo. Promover o reino de Deus nos coloca na linha de fogo do Diabo e seus auxiliares. Uma vida de fidelidade significa que confiamos em Deus, e não retrocederemos, mesmo passando por tempos temíveis.)

II. As Exigências de Deus.

A. Leia Miquéias 6:6-7. Isto me lembra da escola; uma questão de múltipla escolha. Qual presente você deveria trazer para Deus?

1. Um bezerro para o holocausto?

2. Dez mil carneiros e muito azeite?

3. Teu primogênito?

4. Nenhuma das anteriores?

B. Você não precisa ficar em dúvida, porque a resposta pode ser encontrada em Miquéias 6:8. Leia. O que este texto sugere que seja a resposta correta à questão de múltipla escolha? (“Nenhuma das anteriores”.)

1. O que as respostas de múltipla escolha tem em comum que dão uma pista de que todas elas são falsas? (Todas as respostas da múltipla escolha envolvem tentar pagar pelos nossos pecados. Nós pecamos e então trazemos a Deus alguma coisa para “compensar” pelo pecado. Assim como não podemos nos salvar pela obediência, também não podemos ganhar o perdão através de esforços pós-pecado.)

2. Isto quer dizer que Deus não quer que nos arrependamos? (Não. Isto quer dizer que o objetivo de Deus não é desculpas, justificativas, ou penitências.)

3. O que Deus quer em vez de desculpas ou justificativas? (Ele quer obediência.)

a. Se você é um pai, consegue compreender o desejo de Deus aqui? O que você quer de teus filhos – profusas desculpas e justificativas ou obediência?

C. Vamos examinar a resposta de Miquéias 6:8 para uma vida de fé com mais detalhes. Justiça e misericórdia são a mesma coisa?

1. Imagine que você está andando em alta velocidade e a policia te pega. Você quer justiça ou misericórdia?

2. Imagine que eu estou andando em alta velocidade pela tua vizinhança. Você quer justiça ou misericórdia?

3. No verso 8, estamos no papel do motorista veloz ou do pedestre, que é a vítima? (Ambos. Penso que Deus está nos dizendo que quando se trata dos nossos atos, precisamos ser justos. Na nossa ilustração, isto significa não violar os direitos dos outros. Também requer misericórdia para com os outros quando eles “correm” na nossa vizinhança. Nossa lição tem, é claro, a ilustração perfeita: a vida de Jesus e Sua morte na cruz pelos nossos pecados.)

D. O ingrediente final para viver uma vida de fé é “andar humildemente com o teu Deus”. Como isto se compara com andar em “soberba”?

1. Entendi a questão da humildade. Mas o que o acréscimo das palavras “andar” e “com o teu Deus” acrescentam ao nosso entendimento? (Nossa “caminhada” é a direção da nossa vida. O orgulho é um problema terrível na minha vida. Aposto que é um problema na tua vida também, já que ele é a raiz do pecado. Conforme vivemos pela fé, continuamos a progredir em direção ao objetivo de nos tornarmos mais semelhantes ao ideal de Deus para nós.)

2. Há poucos meses atrás li um editorial em um jornal da igreja que firmava (sem fornecer qualquer prova disso) que muitos membros da igreja eram racistas. Fiquei indignado com esta acusação deslavada e concluí corretamente que o autor do artigo era, ele próprio, um racista. Como isto se encaixa com o requisito de “andar humildemente”? (Você consegue ver isto como parte do problema da “soberba”? O autor deste editorial estava orgulhoso de seu insulto aos outros membros da igreja. Mas eu também estava orgulhoso, por causa da minha reação de justiça própria. A verdade é que o autor do editorial é racista, eu sou racista e você também é. Todos nós somos pecadores e lançar insultos e acusações uns contra os outros diz alguma coisa sobre a situação da nossa “humildade” na caminhada.)

3. O que poderia ser feito na tua igreja para promover uma atitude humilde entre os membros?

a. O que você pode fazer para promover a humildade na tua vida?

b. Humildade é uma parte importante da discussão sobre a Bíblia? (A humildade é importante. Mas humildade não é a mesma coisa que a noção incorreta de que todas as idéias são igualmente válidas.)

E. Amigo, viver a vida da fé não é só falar. Satanás tem fé em Deus (Tiago 2:19). Por causa do sacrifício de Jesus, estamos perdoados, estamos justificados e estamos no começo da nossa caminhada em viver uma vida de fé. Você vai se comprometer com o processo de avançar nesta caminhada? Terá consciência de se a tua vida reflete o teu discurso?

III. Na próxima semana começaremos um novo trimestre sobre o livro de Hebreus.

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 12

Serviço Abnegado (Mateus 20, Lucas 3 e 6, I Timóteo 5)

Introdução: “Serviço abnegado.” Esta idéia te dá calafrios ou te dá uma sensação de satisfação ou liberdade? Se o objetivo da vida é simplesmente servir aos outros, então (para continuarmos o tema da semana passada) o cara que dirige uma mini-caminhonete de $ 700,00 pode ser melhor do que o cara que dirige uma BMW 7 novinha, certo? Espere um minuto! Se o objetivo da vida é servir aos outros, por que deveríamos perguntar “Quem é o melhor”? Como podemos encaixar ambição e trabalho duro neste quadro? A quem devemos ajudar? Apenas os que são dignos? Vamos pular para dentro da Bíblia e descobrir!

I. O Fazendeiro e o Rei

A. Leia Mateus 20:1-5a. O que o fazendeiro ofereceu como pagamento às pessoas que começaram a trabalhar tarde – na terceira hora? (Aquilo que fosse justo.)

1. Seria direito pagar a eles o mesmo que àqueles que já estavam trabalhando há três horas?

B. Leia Mateus 20:5b-7. Se você fosse o fazendeiro, o que pagaria a essas pessoas que começaram a trabalhar 6, 9 e 11 horas mais tarde?

C. Leia Mateus 20:8-12. Você concorda com a reclamação levantada por aqueles que vieram trabalhar cedo e trabalharam o dia inteiro? Eles haviam trabalhado por 12 horas, ao invés de 1 hora (para aqueles que foram contratados mais tarde.)

D. Leia Mateus 20:13-15. O fazendeiro está certo? (Sim, já que as pessoas que vieram mais cedo concordaram com o seu salário.)

1. A história da Bíblia termina ao final de um dia. Vamos continuar a história até o segundo dia. Na manhã seguinte o fazendeiro vai à cidade bem cedinho para contratar trabalhadores. Ele vai encontrar algum? (Não.)

a. Por que não? (Eles irão esperar para irem trabalhar (verso 9) “por volta da décima-primeira hora”.

b. Há alguma dúvida na tua mente sobre o que aconteceria se a política de salários deste fazendeiro se tornasse conhecida?

c. Qual é, então o ponto de Jesus? Como isto pode ser aplicado à vida real? O que isto fala acerca de ambição e trabalho duro?

E. Vamos olhar outra história em Mateus 20. Leia Mateus 20:20-21. É isso o que a tua mãe quer para você?

1. É isso o que você quer para si mesmo? (É claro. Você quer ser rico e importante.)

F. Leia Mateus 20:22. O que Jesus queria dizer quando falou em “beber o cálice”? (Ele estava falando de Sua breve tortura e morte. Veja Mateus 26:39 e o contexto da resposta de Jesus aqui: Mateus 20:17-19.)

1. Quem está perguntando aqui? A mãe ou os filhos? (Os filhos.)

a. Esta foi apenas uma “idéia da mamãe” e os dois filhos estão um pouco envergonhados com ela? (Não. Este verso mostra que eles estavam juntos nisso.)

G. Vamos pular para baixo e ler Mateus 20:24. Por que os outros discípulos ficaram “indignados”? (Duas razões. Eles queriam ser as pessoas mais importantes no reino futuro de Jesus. Segundo, eles estavam perturbados porque não pensaram em pedir às suas mães para sugerirem isso a Jesus.)

H. Leia Mateus 20:23. Acabamos de discutir a história do fazendeiro. Esta parece ser a resposta errada, com base na história do fazendeiro. Qual deveria ser a resposta se você tivesse acabado de passar pela história do fazendeiro? (A história do fazendeiro nos ensina que ninguém é colocado em posição mais alta do que outras pessoas. Todos recebem a mesma recompensa e honra – apenas a quantidade de trabalho é que varia.)

1. Então, como você explica a resposta de Jesus aqui? Por que as pessoas serão “classificadas” pelo Pai? (Ambas histórias são sobre o “reino”, mas são sobre coisas muito diferentes. A “história do fazendeiro” nos alerta no primeiro verso (Mateus 20:1) que não estamos aprendendo de Jesus uma lição de economia. Esta história é sobre salvação – como entramos no reino dos céus. O ponto é que não podemos comprar o nosso lugar no céu com a nossa quantidade de trabalho. Somente “compramos” nossa entrada pela resposta ao chamado de Deus. Este é o motivo pelo qual eu estava levando vocês por um “caminho tortuoso” quando sugeri um “segundo dia”. Por outro lado, na história da “mãe e filhos”, a mãe e os filhos estão pensando na vida real, em promoção a posições de autoridade.)

I. Leia Mateus 20:25-28. Quando Jesus respondeu à mãe e aos filhos, estava falando do céu e eles estavam pensando em posições em um reino terrestre. Jesus sabia disso, e agora Ele passa a falar de governantes terrenos. O que há de errado com a forma como os “governantes dos gentios” exercem seu poder?

1. Leia Romanos 13:1-2. Existe algo de errado com o “plano dos gentios”? (Não. Paulo nos fala que Deus instituiu sistemas de governamentais de autoridade aqui na terra.)

2. Então como você explica a ordem de Jesus do “líder serviçal”? (Jesus nos ensina a seguirmos Seu exemplo. Para nos salvar, deu a Sua vida por nós. Ele abriu mão temporariamente de Seus próprios interesses em favor de interesses eternos. Jesus não está dizendo que um sistema de autoridade é errado ou que tal sistema não existe no céu. Ele está dizendo simplesmente que esta terra não é o nosso objetivo. Em vez disso, nosso objetivo é o céu e para promover este objetivo precisamos estar trabalhando servindo aos outros e não apenas servindo a nós mesmos.)

J. Anteriormente, nós pulamos o “golpe final” da história do fazendeiro. Leia Mateus 20:16. Como este texto se encaixa nisto que acabamos de discutir? (Os que dão primazia aos outros aqui na terra, terão uma posição correspondente no céu. A abnegação aqui significa uma posição de autoridade no céu.)

K. Se eu disse a você para buscar teus próprios interesses, ser ambicioso, o que você faria à vista do que acabamos de aprender? (O texto parece nos ensinar que se servimos aos outros aqui na terra (somos os “últimos”), então seremos os “primeiros” no céu.)

1. Três questões antes de prosseguirmos:

a. Primeiro, nossa conclusão não está em conflito com a linha básica da história do fazendeiro? Se concluímos que a amplitude do nosso serviço aqui afeta nossa “recompensa” (posição) no céu, esta conclusão não estaria totalmente contrária ao ponto de vista da história?

b. Segundo, como o verso 16 é uma conclusão apropriada para a história do fazendeiro? Já que o fazendeiro para o quanto ele quiser para todos, exceto os que começaram mais cedo, não seria mais apropriado o verso 16 dizer, “Portanto, a menos que vocês tenham um contrato, o fazendeiro generoso pagará a quantia que ele achar que deve pagar.” Você acha que seria mais apropriado se o verso 16 fosse colocado depois do verso 28?

c. Você acha que o foco de Jesus em servir aos outros tem algo a ver com a origem do pecado ter sido a ambição de Satanás de exaltar a si mesmo? (Veja Isaías 14:12-14)

II. Compartilhando as Tuas Coisas

A. Vamos explorar em seguida qual é a nossa obrigação, se é que existe, em servirmos aos outros com nossos bens. Leia Lucas 3:7-9. Em que ponto as “víboras” estão errando? (João está falando com eles sobre obras. Ele lhes pede para demonstrar “frutos que mostrem o arrependimento.” Suas ações não demonstram que eles tinham um relacionamento correto com Deus.)

B. Leia Lucas 3:10-11. O que João sugere que seja a coisa certa a fazer? Esta sugestão te surpreende?

C. Leia Lucas 3:12-14. A instrução aos publicanos e aos soldados te surpreende? (Não. Estas instruções parecem ser, basicamente, honestidade. Não coletar mais do que é devido e não mentir ou enganar.)

D. Vamos voltar ao verso 11. O homem das duas túnicas não mentiu nem enganou para ter as duas túnicas. Ele as ganhou com seu trabalho duro, enquanto que o que não tinha túnica poderia ser um preguiçoso qualquer. O conselho de João é apropriado?

1. Se você acha que sim, por que?

E. Leia Lucas 6:30. O que Jesus diz a respeito de dar não apenas àqueles que pedem, mas também ao preguiçoso que rouba a tua capa?

F. Você diria que Jesus e João Batista compartilham do mesmo ponto de vista com relação a dar os teus bens?

G. Vamos ver o que Paulo diz a respeito disso. Leia I Timóteo 5:5-7, 9-13. Como você resumiria o conselho de Paulo para ajudar as viúvas cristãs pobres? (Paulo limita a ajuda àquelas que a merecem.)

1. Imagine que Jesus, João batista e Paulo estejam na mesma comissão de caridade da igreja. Eles teriam a mesma opinião? Eles concordariam entre si?

H. Leia Levítico 23:22. Quais pontos importantes você vê no sistema do Antigo Testamento de cuidado com os pobres?

1. Este sistema se parece mais com Paulo ou com João? (Vejo que o sistema do Antigo Testamento para o cuidado com os pobres é consistente com a visão de Paulo. Uma característica importante do ato de respigar (apanhar o que era deixado pelos ceifeiros) é que os pobres estavam ativamente envolvidos na ajuda a si próprios. Embora eles não pagassem pela comida, tinham que realizar algum trabalho para consegui-la. Não se dava ajuda aos preguiçosos e vadios. (Veja também Romanos 15:26 e Deuteronômio 15:11.))

I. Paulo e o sistema de respigamento do Antigo Testamento requerem mérito e trabalho por parte do pobre como condição para a ajuda. Isto parece estar em conflito com João e Jesus, que dizem para ajudar aqueles que estão em necessidade, e mesmo deixar que eles te roubem. Você consegue reconciliar estas visões diferentes? (Eu começo com a visão de que tudo na Bíblia é a palavra de Deus e tudo está correto. Nosso objetivo, então, é reconciliar estas palavras inspiradas. Os juízes americanos reconciliam leia aparentemente conflitantes com o conceito de que leis mais específicas tem precedência sobre as leis genéricas. Tanto as instruções de Paulo sobre a ajuda às viúvas quanto as instruções do Antigo Testamento são muito específicas. Assim, quando João diz para compartilhar nossas vestes e nossa comida, e Jesus diz para ajudar àqueles que pedem, estas instruções gerais para auxiliar os pobres podem ser compreendidas apropriadamente à luz das instruções mais específicas para ajudar de forma inteligente os que estão em necessidade. “Serviço abnegado” quer dizer ajudar aos outros, mas fazer julgamentos sábios sobre quem ajudamos e quando ajudamos.)

J. Amigo, como é o teu coração? Você trabalha só para melhorar a tua situação? Ou você ajuda os outros – mesmo aqueles que não podem te retribuir? Você pedirá a Deus para te dar um espírito abnegado e inteligente?

III. Próxima Semana: Vivendo a Vida de Fé

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 11

A Partir do Coração (Tiago 3, Mateus 12, Filipenses 4)

Introdução: Neste fim de semana ocorreu a formatura na escola de minha filha. Eu assisti a cerimônia e depois ajudei a minha filha com a mudança de saída do dormitório. Uma parte fundamental para a mudança foi uma maravilhosa mini-caminhonete Dodge, que eu comprei há alguns anos atrás por US$ 700,00. Gosto muito desta caminhonete, principalmente porque paguei tão pouco por ela. Na formatura notei outro pai que tinha o último modelo de uma BMW série 7. Eu cumprimentei este pai, na sua linda BMW. Mais tarde, quanto eu já tinha enchido a minha caminhonete com as “coisas” da minha filha e me preparava para sair dirigindo, aconteceu que o “pai da BMW” estava bem ali. Meu primeiro impulso foi andar um pouco mais devagar, para que ele não me visse com a minha velha caminhonete. Por que, em meu coração, eu não queria que o “pai da BMW” visse o “pai da caminhonete de US$ 700,00”? Vamos mergulhar na nossa lição e aprender mais a respeito dos nossos corações!

I. Coração Desordenado

A. Leia Tiago 3:13-16. O que Tiago diz que causa confusão e toda espécie de males na nossa vida? (Inveja e ambição egoísta.)

1. Inveja e ambição egoísta são atitudes. Por que as atitudes afetam as ações? (Tiago nos diz que estas atitudes causam confusão e toda espécie de males. Vamos explorar mais adiante, com mais detalhes, a ligação entre as atitudes e as ações.)

a. O que você acha que acha que quer dizer “ambição egoísta”? (Parece significar querer colocar-se à frente dos outros, ou colocar o teu grupo (“espírito de equipe”) à frente de outras.)

b. Você já viu alguém na tua igreja se orgulhar (verso 14) de seu espírito de equipe? (Que tal “Nosso grupo é melhor do que o teu grupo”? “Somos mais puros, mais honestos, mais cuidadosos na nossa obediência a Deus.”)

2. Na minha história de não querer que o “pai da BMW” me identificasse, com minha caminhonete de US$ 700,00, que atitude foi refletida em meu coração? (É difícil julgar o meu próprio coração. Eu não estava infeliz por ele possuir uma BMW, estava preocupado em que ele me considerasse indigno. Porém, notei que me senti um pouco melhor quando a identificação da concessionária no carro me mostrou que ele não era o primeiro dono.)

a. A minha atitude foi de “ambição egoísta”? (No mínimo, demonstra uma atitude falsa com relação à vida. Eu pensei que ele fosse “digno”, porque tinha um carro caro e que eu fosse indigno por causa da minha velha caminhonete.)

B. Veja novamente Tiago 3:13. O que Tiago diz que deveria se a base para decidir quem é “digno”? Tiago nos fala que nossa sabedoria e entendimento deveriam ser refletidos em uma “vida boa” e por “obras feitas com a humildade que provém da sabedoria.”)

1. E você? Você determina dignidade com base no dinheiro ou nas boas ações?

2. Vamos testar você. Imagine que você vai contratar um advogado. Um advogado tem um carro novo, um escritório bacana e usa ternos caros. O outro advogado tem um escritório antigo, dirige uma caminhonete de $ 700,00 e veste roupas bastante usadas. Qual deles você escolheria para te representar? (Oh, a questão não é tão simples, não é? Você pode decidir corretamente que um advogado competente ganha mais dinheiro do que um advogado incompetente. Como eu não esperava ser contratado pelo “pai da BMW”, minha atitude sobre ser visto com minha caminhonete de $ 700,00 simplesmente estava errada.)

3. Você deveria julgar um professor de Bíblia pelo tipo de carro que o professor dirige? É igual a escolher um advogado? (Parte co meu coração quer dizer que minha Mercedes estava parada cinco carros depois, no estacionamento do dormitório – só para o caso de você dizer “Este cara dirige uma caminhonete de $ 700,00? Por que eu deveria achar que ele sabe alguma coisa? Por que ouvir o que ele diz?” Tiago 3:15 nos fala que quando tomamos estas decisões baseados em “coisas” em vez de “boas ações”, estamos usando a sabedoria do diabo.)

II. Coração Revelado

A. Leia Mateus 12:33-35. Lembre que eu disse que é difícil para mim julgar meu próprio coração. Em que base Jesus dia que podemos julgar com segurança nossos corações? (O verso 34 diz que o que está nos nossos corações flui nas nossas palavras.)

1. Lembra que eu perguntei anteriormente por que as nossas atitudes afetam as nossas ações? Que razão Jesus dá para as nossas atitudes moldarem as nossas ações?

2. Você já ouviu o ditado que fala que “As ações falam mais alto do que as palavras”? O ensinamento de Jesus é exatamente o oposto disso? (O verso 33 afirma o ponto de vista de Jesus de uma forma bastante ampla. Ele se refere a bons “frutos” que brotam de uma boa árvore. Tanto as ações quanto as palavras refletem o que está no coração da pessoa.)

B. Leia Mateus 12:36-37. Qual é a importância das nossas palavras?

1. Deveríamos ser cuidadosos em vigias as nossas palavras, já que Jesus parece dizer que elas são a base do juízo? (Teu sangue e a tua urina provavelmente refletirão alguma coisa que esteja errada com o teu corpo. Porém o doutor não vai dizer, “Você precisa tomar muito cuidado em manter a condição do teu sangue e da tua urina.” E isto é porque o sangue e a urina são meramente meios de diagnóstico do que está errado com o corpo. Você não pode “consertar” o corpo alterando o sangue e a urina. Você ataca o problema, consertando o corpo ao invés do sangue. Consertar as nossas palavras não conserta o nosso coração.)

a. O que é uma palavra “inútil”? A Concordância de Strong nos diz que a palavra grega traduzida como “inútil” significa “inativo, preguiçoso, fútil, vão.” O Dicionário de Idiomas Bíblicos acrescenta “sem pensar, ineficaz, indiferente.” Que tipo de palavras são essas? Dê exemplos. (O contexto parece nos dizer que quando usamos palavras e não consideramos os maus efeitos que elas tem, violamos este ensinamento contra palavras “inúteis”. Certamente eu já ouvi orações que foram “inúteis”. Em uma formatura, no ano passado, ouvi uma oração na qual o orador mencionou o nível de produção de petróleo de seu país natal!)

C. Vamos voltar para Tiago. Leia Tiago 3:9-11. Qual é a resposta à questão colocada no verso 11? (Tiago 3:12 nos fala que a resposta é “não”.)

1. Acabamos de concluir que nossas palavras refletem o que está no nosso coração. Aqui Tiago diz que tanto as palavras boas quanto as más vem do coração. Como pode ser isso? Como você pode reconciliar o que Tiago dia com o que Jesus disse em Mateus 12:33-34? (Penso que o ponto de Tiago é que o “elogio” que sai de uma boca que também fala coisas más não é um elogio honesto.)

III. Coração Protegido

A. Leia Provérbios 4:23. O que é uma “fonte”? (É a nascente. É o ponto inicial.)

1. Como o teu coração é a “fonte” ou “ponto inicial” da tua vida? (Esta é uma repetição ligeiramente diferente do que aprendemos antes: nosso coração é a fonte do que fazemos e do que dizemos.)

2. Já que estamos preocupados com o que fazemos e o que dizemos, como deveríamos “guardar” o nosso coração?

B. Leia Filipenses 4:8-9. Concluímos que as palavras e as ações que praticamos refletem o que está em nosso coração. Qual é a prescrição de Paulo para guardarmos o nosso coração? (Paulo nos instrui a nos concentrarmos nas coisas boas, nobres e belas da vida. Ele sugere que coloquemos em prática os ensinos da Bíblia. Focalizarmos a nossa mente no bem, reforçarmos os pensamentos positivos com boas ações, protege e fortalece os impulsos corretos do coração.)

C. Amigo, como está o teu coração? Está cheio de inveja e contendas? As tuas palavras revelam “problemas do coração”? Se sim, por que não se arrepender, pedir que Deus mude o teu coração, e então decidir protegê-lo no futuro, mantendo-se focalizado nas coisas corretas da vida. Proteja teu coração fazendo coisas que reforcem os pensamentos corretos.

IV. Próxima Semana: Serviço Abnegado

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 10

Por que Perdoar? (Êxodo 23, Provérbios 25, Mateus 5)

Introdução: “Posso perdoar, mas nunca vou esquecer.” Você já se pegou falando desta forma? Deveríamos esquecer, assim como perdoar? Ou esquecer é sermos tolos? E o que dizer do ditado “Me fazer de bobo uma vez, que vergonha para você. Me fazer de bobo duas vezes, que vergonha para mim.” Como estes dizeres do mundo se relacionam com os ensinamentos da Bíblia? Somos chamados, como cristãos, a fazer mais do que simplesmente perdoar? Vamos mergulhar no nosso estudo Bíblico e descobrir!

I. Ajudando Nosso Inimigo

A. Leia Êxodo 23:4. O que você seria inclinado a fazer diante destas circunstâncias?

1. O que haveria de errado em apenas amarrar o boi ou o jumento e deixar que o dono os encontre? Afinal de contas, você já facilitou a tarefa de encontrar o animal. Por que você tem que levá-lo de volta para o teu inimigo?

2. Por que você acha que esta instrução nos foi dada:

a. Porque cremos que devemos ser bondosos para com os animais?

b. Porque existe mérito em sermos bondosos para com os nossos inimigos?

B. Leia Êxodo 23:5. Teu inimigo não somente é uma pessoa má (é claro), mas é estúpido quando se trata de sobrecarregar o seu jumento. A quem o texto se refere quando fala “certamente o ajudarás a levantá-lo” – o jumento ou o teu inimigo estúpido? Por que deveríamos ajudar pessoas más e estúpidas?

C. Leia Provérbios 25:21-22. Aqui está um conselho semelhante. O texto fala para ajudarmos os nossos inimigos. Porém, neste texto nos é dada uma razão para ajudarmos o nosso inimigo. Quais você encontra?

1. Vamos ver primeiro a mais fácil: Deus nos recompensará. Por que você acha que Deus nos recompensará por ajudarmos o nosso inimigo? Por que Deus se interessaria por isso?

2. A segunda razão para ajudarmos nosso inimigo é “amontoarmos brasas sobre a cabeça”. Parece ótimo para mim! Grande idéia! Porém, como não estamos realmente queimando nossos inimigos, o que você acha que isto significa?

a. Eles vão começar a ter dor de cabeça? (Na verdade, sim. Penso que a idéia é que nosso inimigo começará a se sentir mal porque ele tem sido mal e nós temos sido bons. Um comentário mencionou que podemos estar “derretendo” nosso inimigo.)

b. Vamos parar por um minuto. Se devemos estar fazendo o bem para os nossos inimigos, então por que estamos tão contentes em fazer com que eles se sintam mal porque estamos derramando “brasas vivas” sobre eles? (Creio que é OK criar este tipo de dor para os nossos inimigos porque isto os ajuda a se voltarem para o bem.)

(1) Isso também nos ajuda a nos voltarmos para o bem? Se sim, de que forma?

D. Leia Eclesiastes 7:21-22. Aqui está um argumento para termos ouvidos moucos. Como este texto sugere que deveríamos lidar com o perdão?

1. Temos uma obrigação de evitarmos ouvir os insultos?

2. Que argumento é dado nestes versos para desconsiderarmos, ou não levarmos tão a sério as reclamações dos nossos auxiliares? (Parte de um espírito perdoador é ser compreensivo. Este texto nos lembra que podemos ter falado coisas ásperas de outras pessoas no passado. Precisamos nos lembrar dos nossos próprios atos passados quando os outros falam coisas ásperas sobre nós.)

II. O Exemplo de Deus

A. Leia Mateus 5:43-44. Quem disse que você deveria amar o teu próximo e odiar o teu inimigo? Foi você quem disse isso?

1. E a tua ex-esposa ou teu ex-marido? Como você se sente com relação a ela/ele? Isto é amor ou ódio?

2. Que atitude Jesus nos diz que devemos ter em relação aos nossos inimigos?

3. Esta atitude depende do nosso inimigo vir nos pedir perdão?

a. Vamos deixar Mateus 5 de lado um pouco e lermos Lucas 17:3b. O perdão é dependente do arrependimento neste verso? (Sim.)

b. Note que Lucas 17:3 trata de “irmãos” (crentes) e Mateus 5 parece lidar com descrentes. Esta distinção faz alguma diferença?

B. Vamos continuar com Mateus 5:45-48. Leia. Que razão Jesus dá para esta ordem que vai contra nossos instintos naturais? (Se queremos ser filhos de Deus, precisamos seguir o Seu exemplo.)

1. Qual, precisamente, é o exemplo de Deus? (Deus envia o sol e a chuva tanto sobre os bons quanto sobre os maus.)

a. Esta é a história completa acerca de como Deus trata os bons e os maus?

b. Veja rapidamente Juízes 2:11-15. O que você diria dos comentários de Jesus sobre como Deus trata os maus? (Jesus não está nos dando uma explicação completa da atitude de Deus com relação aos maus quando descreve o clima.)

(1) Quais eram os propósitos de Deus em Juízes 2? (Você pode ver que o propósito geral de Deus era fazer com que os que praticavam o mal se voltassem para Ele, voltassem a ser obedientes.)

C. Comparando Mateus 5:45 com Juízes 2:11-15, como você conclui que deveríamos lidar com os nossos inimigos? O que significa demonstrar “amor” pelos nossos inimigos? (Minha abordagem à Bíblia pressupõe que cada parte dela é verdade. Em particular, eu não desconsideraria as palavras de Jesus! A palavra “amor” em nosso texto de Mateus 5 significa “amor em um sentido moral ou social” (Strong). Quando acrescentamos isto à ilustração do clima, parece que deveríamos fazer aos nossos inimigos o que faríamos a qualquer pessoa. Concluímos que não deveríamos tentar causar-lhes dano ou negligenciar ajuda a eles se, na mesma situação, ajudaríamos a qualquer outra pessoa. Mesmo em Juízes 2:18 vamos que Deus teve compaixão para com os que praticavam o mal. Em Sua tentativa de trazer as pessoas a um bom relacionamento Consigo, Ele não tolerou os atos maus. Desta análise, concluo que o amor significa que podemos lidar com atos maus específicos das pessoas más. Por outro lado, não deveríamos tratar os que são maus de forma diferente, no que diz respeito a coisas alheias a seus maus atos.)

1. Relembre todos os textos que estudamos até agora. Qual é a definição de amor pelos inimigos que você vê?

III. O Poder e o Mandamento de Deus

A. Leia Marcos 11:25. Como sabemos quando precisamos perdoar alguém? Qual é o “teste” que Jesus nos dá? (“Se tiver alguma coisa contra alguém.” Isto significa que se você sente algum ressentimento e desconforto com relação a alguém, então isto é algo que precisa ser perdoado.)

1. Qual é o “lado negativo” de não perdoarmos alguém que nos causa estes sentimentos de mágoa? (Este texto sugere que Deus não nos perdoará.)

2. Vamos discutir isso no contexto do que acabamos de aprender a respeito de tratarmos nossos inimigos como Deus os trata. Se você vê o animal do teu inimigo fugindo, qual deve ser a atitude do teu coração? (Se você perdoou o teu inimigo, então os sentimentos de mágoa deveriam ter desaparecido. Isto te leva a fazer pelo teu inimigo aquilo que você faria por qualquer um que precisasse de ajuda.)

B. Leia Lucas 17:4-5. Será que você é capaz de amar e perdoar da maneira que a Bíblia nos ensina a amar e perdoar?

1. Os apóstolos pensavam que eles estavam prontos para seguirem o alto padrão que Jesus os ensinou? (Não.)

2. O que os discípulos achavam que precisavam para seguirem os ensinamentos de Jesus? (Mais fé.)

C. Amigo, e você? Você ama os teus inimigos? Você perdoa prontamente aqueles que te ferem e fazem com que você se sinta magoado? Jesus cria um padrão muito alto para nós, que vai contra a nossa natureza humana. A solução para as nossas falhas nesta área é nos arrependermos e pedirmos a Jesus que nos dê a fé para seguirmos os seus ensinos.

IV. Próxima Semana: A Partir do Coração

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 09

Reverência (Salmos 111, Provérbios 1, Tiago 4, Isaías 6, Apocalipse 14)

Introdução: Um dos meus colegas da faculdade de direito tinha o costume de ficar em pé em frente à classe, antes da chegada do professor, e contar uma piada. Com freqüência a piada era sobre Deus. A classe vinha abaixo de risadas e eu tentava não sorrir porque pensava que as piadas eram impróprias. Estava preocupado com o respeito devido a Deus. Hoje, quando prego, sempre tento dizer algo engraçado. Embora isso normalmente não se reflita nestes comentários, é muito raro que eu dirija uma classe de estudo onde os alunos não dêem risadas. O que Deus espera de nós quando se trata de respeito e reverência? Seus padrões são os mesmos que os nossos: queremos que as pessoas riam conosco e não de nós? Vamos pular para dentro do nosso estudo e descobrir o que significa ter reverencia para com Deus!

I. O Temor do Senhor

A. Leia Salmos 111:10. O que significa “temer” a Deus? (A palavra hebraica também pode significar “reverencia”.)

1. O texto nos diz que o temor começa a nos tornar mais sábios. Como o medo pode nos tornar sábios?

a. Você já notou que quando fica assustado, também fica mais esperto? Ou será que ficar assustado e esperto é diferente do temos e a sabedoria mencionadas em Salmos 111?

2. Por que o salmista fala neste verso acerca de cumprir os preceitos de Deus? (O Antigo Testamento freqüentemente repete o mesmo conceito de uma forma ligeiramente diferente (“paralelismo”). Este é o caso aqui. O que este texto nos ensina é que o temos a Deus significa que seguimos as suas regras.)

3. Como sabedoria e bom entendimento podem ser paralelos? (Isto mostra como o temor a Deus nos dá sabedoria. Se obedecemos aos preceitos de Deus, isto nos ajuda a compreender melhor o nosso relacionamento com Deus e com as pessoas à nossa volta. Isto é inteligência emocional.)

B. Leia Provérbios 1:28-31. O que o “temor do Senhor” significa neste contexto? (Novamente, o temos está sendo usado para significar a aceitação da direção de Deus.)

1. Quando recusamos a aceitar a direção de Deus em nossas vidas, o que acontece? (Duas coisas. Primeiro, sofremos as conseqüências naturais de nossas escolhas. (verso 31 “comerão do fruto do seu caminho”). Segundo, Deus pode muito bem não fazer coisa alguma para intervir em nossa ajuda (verso 28 “a mim clamarão, mas eu não responderei”).

C. Se temer a Deus significa que O obedecemos, o que significa amar a Deus? Aprendemos durante as lições anteriores neste trimestre que amar a Deus também resulta na nossa obediência. João 14:15)

D. Depois de olhar estes textos, qual você acha que é o ingrediente chave em demonstrar reverencia a Deus? (Obedecer-Lhe).

1. Nossas palavras têm alguma coisa a ver com mostrar reverência para com Deus? (Leia Êxodo 20:7)

a. O que você acha que está englobado no mandamento para não tomar o nome do Senhor em vão?

(1) Isto poderia incluir dar uma falsa impressão de Deus?

(2) Isto poderia incluir dizer que Deus aprova ou não aprova certas atitudes, quando isto não é verdade?

II. Alegria e Riso

A. Leia Tiago 4:7-10. Este texto está nos dizendo para não rirmos ou termos alegria?

1. Quando o texto nos diz para nos “submetermos a Deus” – isto é o mesmo que temer a Deus?(Sim. Penso que se trata do mesmo conceito.)

a. Deveríamos entender que a submissão a Deus impossibilita o riso e a alegria?

b. Apenas certas pessoas é que não deveriam rir ou ter alegria? (Penso que este texto é dirigido às pessoas que não confrontaram objetivamente seus pecados. Deus nos fala para considerarmos com seriedade o pecado em nossa vida. Não deveríamos rir acerca dele ou termos alegria nele.)

B. Leia Isaías 6:5-7. Como Isaías se sentia a respeito de seus pecados?

1. Quando Isaías considerou seus pecados, qual era o seu ponto de comparação? (Quando ele teve uma visão mais clara do “Deus Todo Poderoso”, compreendeu sua natureza pecaminosa.)

a. Quando você considera quão “bom” você é, qual é o teu ponto de comparação?

(1) Deveríamos ter o mesmo ponto de comparação que Isaías teve?

2. Como o nosso temor a Deus deveria afetar a nossa visão dos nossos pecados? (Você consegue ver que existe um padrão aqui? Quando tememos a Deus e amamos a Deus, decidimos obedece-Lhe. Estar face a face com os mandamentos de Deus nos leva a vermos o pecado em nossa vida. Isto, por sua vez, deveria nos levar a considerarmos o pecado muito seriamente.)

3. O que Isaías 6:6-7 nos ensina a respeito do desejo de Deus de nos deixar sem riso ou alegria? (Deus enviou imediatamente o Seu anjo até Isaías para assegurar-lhe o perdão e a expiação pelos seus pecados.)

C. Leia I Pedro 1:8-9. Uma vez que tenhamos compreendido que temos o perdão de Deus para os nossos pecados, que emoção sentimos? (Alegria! “Uma alegria indizível e gloriosa”.)

D. Leia Salmos 126:2-3. Com relação a piadas e risos, que parâmetros você sugeriria a partir destes versos que estudamos? E as piadas que envolvem Deus? (Se estamos zombando de Deus, fazendo piadas acerca de nossos pecados, então não estamos mostrando respeito por Deus e Seus mandamentos. Por outro lado, se levamos a sério os mandamentos de Deus para a nossa vida, se consideramos nossos pecados com seriedade e buscamos a Sua salvação, então o resultado será alegria e riso em nossas vidas. Temos alegria por causa do que Deus fez por nós.)

III. Respeito Conquistado?

A. Discutimos o que significa temer a Deus. Todos nós sabemos o que significa respeitar as outras pessoas. Você respeita a todos? Deveria fazer isto?

1. Compare I Timóteo 3:8 com I Pedro 2:17. O que estes textos sugerem que seja a nossa obrigação de respeitarmos os outros? (Embora I Pedro 2:17 se refira a dar aos outros o “devido” respeito, a expressão grega realmente significa respeitar a todos. Por outro lado, I Timóteo nos ensina que devemos ser “dignos” do respeito, sugerindo que alguns merecem mais respeito do que outros. No livro de Tito, os homens idosos são instruídos a serem “dignos de respeito”. (Tito 2:2) Deveríamos nos esforçar para sermos dignos do respeito dos outros.)

B. Qual é a nossa base para respeitarmos a Deus? Como Deus conquista o nosso respeito?

1. Vamos ler o que o primeiro anjo de Apocalipse 14 diz. Leia Apocalipse 14:6-7. Em quais bases é dado o respeito (temer e dar glória) a Deus? (Ele é o nosso Criador e nosso Juiz.)

2. Por que Deus é digno de nos julgar? (A comparação de João 9:39 com João 5:21-22 nos revela que Jesus veio a este mundo porque sabia que nós seríamos julgados. Ele queria não apenas prover um meio de salvação para nós, mas queria que compreendêssemos a salvação que Ele nos oferece. Como resultado, Deus o Pai confiou ao Filho o julgamento.)

C. Amigo, você diria que as tuas ações e a tua fala refletem a reverencia com relação a Deus? Se isto não for verdade, por que não pedir a Deus para te ajudar em uma mudança de atitude hoje?

IV. Próxima Semana: Por que Perdoar?

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=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 08

Lealdade (Êxodo 20 e 32; Mateus 6 e 19)

Introdução: Alguma vez você já pensou em concorrer para uma vaga de emprego e se perguntar, “O que este emprego exige de mim?” Se você quer ser um cristão, se você quer servir a Deus, o que isto exige de você? O que Deus pede daqueles que querem segui-Lo? Obediência? Lealdade? Vamos pular para dentro da nossa lição e descobrir o que a Bíblia diz a respeito deste assunto!

I. O Primeiro Mandamento

A. Leia Êxodo 20:2-3. Qual é o primeiro mandamento que Deus nos deu?

1. Qual é a premissa básica para este mandamento? (Que Deus tinha acabado de tirá-los da escravidão no Egito.)

2. Os Dez Mandamentos são algo que os cristãos deveriam seguir hoje?

a. Se você respondeu “sim”, o que o primeiro mandamento tem a ver conosco hoje? Tem algo a ver? Você e eu nunca estivemos em escravidão no Egito. (Considere o público. Deus tinha acabado de demonstrar a Sua superioridade sobre os deuses da nação mais poderosa da terra – o Egito. Deus estava dando ao Seu povo um ponto de referencia para Suas palavras. Ele os havia salvo, apesar da oposição daqueles outros deuses, portanto Ele é superior. Hoje Deus continua a fazer a mesma afirmação – que Ele é todo poderoso e pode libertar da escravidão do pecado e da morte a cada um de nós que escolhemos estar com Ele.)

B. Enquanto Moisés estava no topo do monte recebendo os Dez Mandamentos de Deus, os quais continham o primeiro mandamento que acabamos de discutir, o que as pessoas estavam dizendo ao pé do monte? (Leia Êxodo 32:1. Eles estavam buscando um “deus que vá adiante de nós”.)

1. O que eles fizeram, como resultado deste desejo? (Leia Êxodo 32:2-4. Fizeram um bezerro de ouro, ao qual deram crédito por salvá-los da escravidão no Egito.)

C. Por que você acha que Deus fez da exigência “Não terás outros deuses diante de Mim” o primeiro mandamento? (Esta é uma grande ironia. Deus exigia a sua lealdade ao mesmo tempo que eles estavam sendo desleais.)

1. Como você explica a decisão do povo de adorar algo que eles haviam feito com suas próprias mãos, a partir de suas próprias jóias? Coloque-se no lugar deles. O que eles estavam pensando?

2. Qual é a tua reação ao pensamento deles?

3. Considerando a lógica do povo, qual você acha que é a maior falha da lógica deles? (Eles se esqueceram do fato de que Deus, não algum bezerro feito por eles, tinha acabado de libertá-los da escravidão. A ausência de Moisés permitiu que desconsiderassem o que Deus fizera por eles no passado.)

a. Eles parecem ser esquecidos, estúpidos, desleais, ou as três coisas?

b. Como agimos quando pensamos que Deus não está nos ajudando no momento? O que pensamos quando Ele parece ter “saído” das nossas vidas?

D. Leia Êxodo 32:8-9. Qual é a análise que Deus faz do povo? (Que eles tinham sido rápidos em se desviar para longe dEle porque eram “de dura cerviz”)

1. O que você acha que significa “dura cerviz”? (O Glossário Teológico da Antigo Testamento diz que este termo significa “teimoso”. A comparação é como colocar um jugo em bois que não querem cooperar. Este povo é “como boi rebelde... [que] depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei.”)

2. O motivo este povo tem para ser teimoso? Por que não ser leal ao verdadeiro Deus, o Deus que acabou de salva-los? (Existe algo dentro de nós que não quer confiar em Deus. Preferimos tomar os assuntos em nossas próprias mãos.)

II. Primeira Obrigação

A. Leia Mateus 19:16. O que este homem deseja? (A vida eterna. Quer conhecer as respostas às perguntas que eu havia feito na introdução da nossa lição – o que ele precisa fazer para servir a Deus.)

1. Você concorda com a premissa da pergunta, de que existe alguma coisa boa que pode ser feita para entrar no céu?

B. Leia Mateus 19:17-19. O que você acha da resposta de Jesus? Esta é a resposta que você teria esperado?

1. O que é significativo acerca dos mandamentos que Jesus lista? (Eles estão no grupo dos mandamentos relativos às nossas obrigações para com o próximo – não as nossas obrigações para com Deus.)

C. Leia Mateus 19:20. Se este jovem tinha feito o que Jesus disse que era necessário, por que ele estaria pensando que estava faltando alguma coisa? (No final do dia, confiar apenas nas nossas obras deixa um vazio na nossa alma.)

D. Leia Mateus 19:21-22. O que Jesus disse é parte dos Dez Mandamentos?

1. Se você diz que “sim”, este é um mandamento que se aplica a você?

2. Começamos com a história do povo de Deus se afastando dEle e se voltando para um bezerro de ouro logo após Deus haver libertado-os da escravidão do Egito. Sem dúvida você disse, “Que povo estúpido, desleal. Eu nunca faria uma coisa dessas!” Agora nos concentramos neste jovem rico e no teste de lealdade colocado para ele. Na tua opinião esta ainda é uma decisão simples, óbvia?

3. O que Jesus estava realmente pedindo deste jovem rico? Jesus estava prosseguindo no ponto das obrigações para com o próximo – dar o dinheiro para ajudar aos outros? (Creio que não. Penso que Jesus estava agora focalizando a parte dos Dez Mandamentos que trata do nosso relacionamento com Deus. O jovem confiava em seu dinheiro. Jesus está dizendo que ele agora deve confiar em Deus.)

E. Leia Mateus 19:23-24. Por que é tão difícil para um rico entrar no céu? (Porque o rico tem a inclinação de confiar no seu dinheiro – o qual ele construiu com as suas próprias mãos, em vez de confiar em Deus.)

1. Que paralelo você vê entre o “homem rico” e o povo de Deus que estava fazendo e adorando o bezerro enquanto Moisés estava na montanha com Deus? (É a mesma coisa – confiar naquilo que você fez com as tuas próprias mãos, em vez de confiar em Deus.)

F. Leia Mateus 19:25-27. Os discípulos fizeram o que foi pedido ao jovem rico? (Pedro diz que “deixou” suas coisas. Porém, João 21:1-3 sugere que Pedro não vendeu suas coisas – ele ainda tinha seu barco. João, outro discípulo, aparentemente não vendeu a sua casa. Veja João 19:26-27.)

1. Por que se deveria pedir ao jovem rico coisas que não foram exigidas dos discípulos? (O Novo Comentário Bíblico cita R.H. Gundry dizendo que “O fato de que Jesus não tenha ordenado Seus seguidores a vender todas as suas posses dá conforto apenas ao tipo de pessoas às quais Ele ordenaria exatamente isto.” Puxa!)

III. Primeira Decisão

A. Leia Mateus 6:24. Nos Estados Unidos temos Republicanos, Democratas e Independentes – aqueles que dizem que às vezes votam para os Republicanos e às vezes para os Democratas. Por que a afirmação de Jesus é verdadeira? Por que não podemos ser “independentes” com relação a Deus e ao dinheiro?

1. O que você acha que significa o termo “servir ao dinheiro”?

2. Vamos voltar para o jovem rico por um minuto. A Bíblia afirma em algum lugar que, se vendermos tudo o que temos e dermos o dinheiro aos pobres, teremos a salvação? (Não, a não ser que a história do jovem rico seja interpretada desta forma.)

a. Leia Romanos 3:20. Dando ao jovem rico a ordem, dizendo “venda”, o que Jesus estava fazendo? (Guardar os mandamentos de Deus não nos salva. Eles simplesmente revelam a nós os nossos pecados. Jesus pediu que o jovem fizesse algo que ele não concordaria em fazer.)

b. O que Mateus 6:24 nos ensina acerca do motivo pelo qual Jesus deu a ordem “venda” ao jovem e rico príncipe? (Como a questão levantada por Romanos 3:20, Jesus estava revelando a este jovem a natureza de seu pecado. Vender as suas coisas não o salvaria. Porém, seu pecado estava em confiar nas coisas, em vez de confiar em Deus. Se ele simplesmente confiasse e servisse a Deus, em vez do dinheiro, não teria problemas em vender as suas coisas.)

B. Amigo, e você? Você é leal a Deus, ou pensa que é independente? Você é leal àquilo que construiu com as tuas mãos? Leal ao que pode fazer com as tuas forças? Leal ao teu dinheiro e posses? Deus nos pede a darmos a Ele a nossa lealdade.

IV. Próxima Semana: Reverência

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 07

Perdoados Pelo Amor de Deus (I João 4 e 5)

Introdução: A palavra “amor” significa tantas coisas hoje que às vezes ela praticamente perde o significado. O que significa termos um Deus que nos ama? O que se exige de nós quando nos é ordenado “amemo-nos uns aos outros”? Que tipo de amor se espera de nós? O amor é um substituto à obediência? Vamos mergulhar no estudo da nossa lição acerca do amor de Deus e ver o que podemos aprender!

I. A Causa Primária do Amor

A. Leia I João 4:7 e 19. Qual é a razão de termos a capacidade de amar? (Temos a capacidade de amar porque Deus nos amou primeiro. O amor vem de Deus.)

1. De quais maneiras Deus nos amou? (Leia I João 4:9-10. Jesus abriu mão de Seu conforto e de Sua vida por nós. Este sacrifício nos permitiu que “pudéssemos viver por meio dele.”)

B. Leia I João 4:8. João diz que conhecer a Deus nos leva a sermos capazes de amar aos outros. Se não amamos aos outros, não conhecemos a Deus. Por que é assim? (Compreendermos o sacrifício que Deus fez por nós muda a nossa atitude. Às vezes, pequenas coisas podem mudar a nossa atitude. Há alguns anos atrás eu estava no banheiro com o meu chefe. Havia uma toalha de papel usada jogada no chão. Ele a pegou e jogou no cesto. Embora eu fosse uma pessoa correta, e sempre jogasse minhas toalhas de papel usadas no cesto, não costumava apanhar o lixo deixado no chão do banheiro por outros mal-educados. Ver o que o meu chefe fez me impressionou de tal forma que eu comecei a apanhar o lixo que via no chão. Suas ações mudaram a minha atitude.)

C. Leia I João 4:11. Por que esta afirmação é verdadeira? Por que o amor de Deus nos ajuda a amar aos outros? (Isto é muito mais do que o exemplo que meu chefe me deu ao apanhar o lixo. Naquela situação eu simplesmente fiz o que ele fez. No caso do amor de Deus por nós, é uma coisa muito maior o Rei dos Reis nos amar do que nós amarmos aqueles que são como nós.)

II. Nosso Amor pelos Outros

A. Leia I João 4:20. O que você acha da lógica de João?

1. O que o fato de podermos ver alguém tem a ver com o amor?

2. De acordo com a tua experiência, é mais fácil amar as pessoas depois que você as conhece?

3. Você acha que é mais difícil amar a Deus, porque nunca o viu?

a. Seria mais fácil amar a Deus se você soubesse qual é a Sua aparência?

4. Você conhece alguém que tinha um sorriso amigável da primeira vez que vocês se encontraram, mas que, quando chegou a conhece-lo melhor, viu que na verdade era maldoso?

a. E você respondeu “sim” à questão anterior, então o que João quer dizer? (Penso que João está levantando dois pontos. Primeiro, ele diz que o amor de Deus por nós é a fonte do nosso amor pelos outros. Segundo, ele sugere que o amor surge de um relacionamento. Se temos o amor de Deus em nosso coração, demonstraremos este amor àqueles com quem temos um relacionamento. Se não amamos àqueles que nos cercam, então não temos no nosso coração o amor que vem de Deus.)

B. Vamos pular de volta para I João 4:12 porque este texto está relacionado com o que acabamos de discutir. Como podemos aperfeiçoar o amor de Deus? Explique como isto pode acontecer. Como você pode aperfeiçoar o amor de Deus na vida de outra pessoa? Como você pode aperfeiçoar o amor de Deus na tua própria vida? (Isto é uma continuação da idéia de amarmos a um Deus que não podemos ver. Se demonstramos amor em relação aos outros, isto nos ajuda a compreender o amor de Deus. Somos agentes de Deus para mostrar amor para com os outros. Somos o “rosto” do amor de Deus. Demonstrar amor aos outros também nos ensina acerca do amor de Deus. Pergunte a qualquer pai se a paternidade os ensinou alguma coisa sobre Deus. A resposta sempre será “sim”.)

C. Leia I João 4:21. O nosso amor para com os que nos cercam é um teste do nosso amor a Deus?

1. Que mandamento você acha que João está citando? (Mateus 22:37-40: Ame ao Senhor de todo o teu coração e ao teu próximo como a ti mesmo.)

D. Vamos pular um capítulo adiante em I João. Leia I João 5:1. O que quer dizer ser nascido de Deus?

1. Se somos nascidos de Deus, então somos filhos de Deus?

2. A que filho o final do verso 1 se refere? O texto está se referindo a Jesus ou está se referindo a todos os nascidos de Deus? (Penso que se refere a Jesus e a todos os que são nascidos de Deus.)

3. João sugere aqui uma nova razão para amarmos aos outros. Qual é? (Que todos somos aparentados uns aos outros, como filhos de Deus. Se você, filho, ama ao teu pai, então amará ao teu irmão e à tua irmã.)

a. A afirmação de João a respeito dos relacionamentos familiares é verdadeira na tua experiência? (Não creio. Só porque você ama ao teu pai não quer dizer que você tem uma grande afeição pelos teus irmãos e irmãs.)

(1) Se a afirmação de João não é verdadeira no seu simbolismo, qual é o ponto? (Só nos tornamos filhos de Deus se cremos e aceitamos o sacrifício feito por Jesus em nosso favor. Conforme nós, irmãos e irmãs, aceitamos este sacrifício, deveríamos ter uma atitude abnegada e amorosa com relação a outros que tomaram a mesma decisão.)

III. Nosso Amor Para Com Deus

A. Leia I João 5:3-4. Na introdução, sugeri que o amor pode significar tantas coisas que acaba perdendo o sentido. Aqui, João dá uma definição muito específica do amor a Deus. Qual é? (Obedecer aos mandamentos de Deus.)

1. Você concorda com esta definição de amor a Deus?

a. Se não concorda, que definição poderia substituí-la?

2. Pais, vocês concordam com esta definição de amor com relação aos teus filhos – aqueles que te obedecem, te amam? Aqueles que não te obedecem, não te amam? (Presumindo que as ordens dos pais sejam tão razoáveis quanto as ordens de Deus, eu concordo completamente. Um filho que desobedece ama mais a si mesmo do que ama aos seus pais. Nenhum pai quer sentir que não é amado, e portanto esta pode ser uma mensagem dura, mas creio que ela é verdadeira, tanto com relação aos pais quanto com relação a Deus.)

a. Por que os pais dão ordens aos seus filhos? (Porque eles amam aos seus filhos e querem o melhor para eles.)

3. Como João pode dizer que obedecer a Deus não é pesado? Se estamos lá fora provando o nosso amor a Deus, isto não é uma obra dura e difícil? (Você pode olhar o verso 4 de duas formas: todos os filhos de Deus vencem o mundo ou tornar-se um filho de Deus vence o mundo. A primeira diz que vencer o mundo é um teste para mostrar se somos filhos de Deus. A segunda diz que o ato de nos tornarmos filhos de Deus também é um ato de vencer o mundo. Uma vez que João diz que a nossa “fé” é a vitória sobre o mundo, penso que a segunda interpretação é a correta. Aceitarmos a Jesus pela fé nos propicia tanto a graça de Deus para nós quanto uma atitude de obediência da nossa parte. Se compreendemos que Deus nos deu Seus mandamentos porque nos amou e eles são do nosso maior interesse – bem, isto certamente alivia o fardo da obediência.)

B. Leia I João 5:5. O que o verso 5 faz para nos ajudar a compreender o verso 2? (O verso 5 torna o verso 2 claro para nós. Ele deixa clara a resposta para a discussão que acabamos de ter – que a crença em Jesus é a chave para vencer o mundo e obedecer os mandamentos de Deus.)

C. Vamos pular até I João 5:10. O que significa termos o testemunho de Jesus em nossos corações? (Esta é a atitude sobre a qual estava escrevendo antes. Nos tornarmos um filho de Deus não é apenas uma coisa verbal, é uma mudança de atitude. No começo do trimestre aprendemos que esta mudança de atitude é chamada de arrependimento.)

D. Leia I João 5:11-12. Além de nos dar amor e Seu Filho, o que mais Deus nos oferece? (A vida eterna!)

E. Amigo, você quer amor e vida? Deus oferece estas coisas maravilhosas àqueles que crêem em Seu Filho, se arrependem e obedecem. Por que não decidir seguir a Deus hoje?

IV. Próxima Semana: Lealdade

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 06

Perdão e a Igreja (I Coríntios 5; II Coríntios 2)

Introdução: Há muitos anos atrás, um pastor me pediu para ir com ele em uma visita para iniciar um processo disciplinar de um membro da igreja que estava envolvido em um pecado muito sério. Esta não era uma visita que eu gostaria de fazer. Eu estava assumindo que este membro da igreja sabia que estávamos indo e por que. Imagine o meu desconforto quando o pastor começou a discutir o problema do pecado e o membro disse “O que o Bruce está fazendo aqui?” Logo depois disso, este membro perguntou, “Por que vocês estão aqui, afinal? (isto é: o que vocês dois estão fazendo aqui?)” Boa Pergunta! Eu estava perguntando para mim mesmo o que eu estava fazendo ali! Qual é o “interesse” da igreja quando a questão é o pecado entre seus membros? Vamos mergulhar no nosso estudo e descobrir o que a Bíblia diz!

I. Julgando?

A. Leia I Coríntios 5:1. O texto grego não descreve inicialmente o pecado aqui. Menciona algum tipo de pecado sexual. Mais adiante, no verso 1, lemos “a ponto de alguém de vocês possuir a mulher de seu pai.” Esta é uma forma indireta de dizer que alguém estava tendo relações com a sua mãe? (Não. O texto está dizendo que ele está tendo relações sexuais com sua madrasta.)

1. Qual é a seriedade deste pecado? Paulo menciona que os pagãos não fazem isso. Deveríamos determinar a natureza do pecado olhando em volta e observando o que os pagãos estão fazendo? (Levítico 18:8 refere-se especificamente a este pecado. Deus não apenas proibiu esta prática, mas os pagãos evitavam naturalmente esta prática.)

2. Quando um pecado sexual é mencionado, observo as mulheres dizerem, “Por que eles não se preocupam com o homem? Por que somente a mulher?” Senhoras, gostaria que notassem quem está sendo julgado por Paulo aqui! Homens, por que Paulo não se preocupou com a mulher nesta história? (Penso que isto nos dá um ponto de vista muito interessante. A mulher deve ser uma pagã. Meu palpite é que o pai também seja. Este homem provavelmente era um “converso”, vindo de uma família pagã.)

B. Leia I Coríntios 5:2. Considere a reação dos membros da igreja. Por que eles deveriam estar orgulhosos a este respeito?

1. Me dêem um conjunto provável de circunstancias que levaria a igreja a estar orgulhosa deste membro? (Às vezes somos particularmente críticos com relação aos ricos, e algumas vezes o dinheiro é responsável por muitos pecados. Meu palpite é que este homem veio de uma família pagã de destaque, rica. A igreja estava orgulhosa de ter um membro tão destacado da sociedade como membro da igreja. Provavelmente ele era uma “conversão” de alto gabarito.)

2. Note as duas reações que Paulo diz que os membros da igreja deveriam ter tido: tristeza e julgamento. Estas são as duas reações que você vê mais freqüentemente ligadas entre si quando a disciplina da igreja é aplicada?

a. Lembro-me do triste caso de um belo e jovem casal que estava se divorciando por causa de adultério. Ambos os jovens eram meus amigos. Por causa da natureza do pecado, minha posição na igreja e nossa amizade, a esposa queria que a punição máxima fosse imposta ao seu marido. Com que freqüência você vê ira e julgamento envolvidos na disciplina da igreja, em vez de tristeza e julgamento?

C. Leia I Coríntios 5:3. O que você acha de alguém que não está presente, que não conhece as pessoas envolvidas, julgar alguém à distancia? (Como advogado, sempre me preocupo com relação a ter em mãos todos os fatos antes de emitir um julgamento. Porém, também é verdade que alguém que esteja um pouco afastado da situação, às vezes pode julgar mais claramente os méritos de uma situação.)

D. Na introdução eu perguntei a você a respeito da disciplina na igreja. O que aprendemos a respeito da disciplina na igreja? A igreja necessita, em certas circunstancias, impor a disciplina?

II. Razões para Julgamento?

A. Vamos continuar lendo nossa história. Leia I Coríntios 5:4-5. Puxa! Entregar o pecador a Satanás! Esta é a nossa missão? Procurar por estes pecadores e entregá-los a Satanás? Isto não parece com “pescarmos” para o diabo e não para o Senhor?

1. Qual é a razão de Paulo para entregar um pecador notório a Satanás (Sua natureza pecaminosa pode ser destruída.)

a. Por favor, me explique a lógica disto. Por que, ao entregarmos alguém a Satanás, isto destruiria sua natureza pecaminosa? Isto não reforçaria a sua natureza pecaminosa?

(1) Se você entrega alguém ao Senhor, a idéia não é que a sua natureza piedosa seja reforçada?

b. Se este pecador permanece como membro da igreja, com todas as suas prerrogativas, que mensagem estamos passando a ele acerca de seu pecado? (Este é o ponto de Paulo. Se o deixamos na igreja, e estamos orgulhosos de tê-lo como membro, ele não levará seu pecado a sério por que a igreja não o leva a sério. Se apontamos a ele a seriedade de seu pecado, dizendo “Você agora tem parte com Satanás”, bem, isto chama a atenção da pessoa. Conforme discutimos na semana passada, o primeiro passo para vir a Jesus é enfrentarmos face a face os nossos pecados, o que nos leva ao arrependimento.)

B. Você se lembra da história na nossa introdução? Lembre-se da pergunta que fiz: Qual é o “interesse” dos membros da igreja quando a questão é o pecado entre seus membros? Que resposta você daria, com base no que estudamos?

1. Uma vez que a mulher não foi nomeada por Paulo como passível de disciplina, como os líderes da igreja deveriam tratar o pecado entre os pagãos, em oposição ao pecado entre os membros?

C. Leia I Coríntios 5:6-7. Paulo começou falando acerca do efeito dos pecados não julgados sobre o membro pecador. Agora ele está falando de culinária. O que a culinária tem a ver com o assunto? (“Fermento” é um termo simbólico para o pecado.)

1. Que outro problema o pecado não julgado cria na igreja? (Paulo está nos ensinando que a disciplina eclesiástica tem dois resultados positivos. Primeiro, ajuda o pecador a confrontar seu pecado – o primeiro passo para o arrependimento. Segundo, ajuda a manter a pureza da igreja. A tolerância de pecados abertos na igreja tem uma influencia negativa sobre outros membros da igreja.)

2. Como você decide o que constitui “um pouco de fermento”? Em que ponto o pecado deve ser disciplinado? Por exemplo, se eu tivesse um relacionamento sexual extraconjugal, que fosse do conhecimento dos membros da igreja, então eu claramente deveria ser disciplinado pela minha igreja local. Eu sou um membro de “alto calibre”. E as pessoas que não tem cargos na igreja? Que posição a igreja deveria tomar a respeito de pessoas que aparecem ocasionalmente na igreja, e que tem filhos fora do casamento, tem casos extraconjugais, roubam, etc.? (Esta é uma questão difícil para mim. Sempre adotei a posição de que membros que estão “lutando”, membros marginalizados, não deveriam ser disciplinados. Os raros casos nos quais me envolvi com a disciplina, eram de membros relativamente da “alta roda”. Paulo usa o termo “um pouco de fermento”, no sentido em que tolerarmos um pequeno número de pecados na igreja pode ser um problema. Porém, ele não diz “nenhum” fermento, permitindo-me crer que nem todos os pecados precisam passar por disciplina. Contudo, existe a idéia de que a disciplina ajuda o pecador.)

D. Leia I Coríntios 5:9-13. Qual é o limite, a fronteira, para a disciplina eclesiástica? (Não devemos julgar os que estão fora da igreja. Aqui Paulo conecta a pretensão da pessoa em ser um membro da igreja com o pecado óbvio. A idéia é que a pessoa está trazendo vergonha à igreja. Ele está causando dano à igreja. Por outro lado, os pecadores que estão fora da igreja são o objetivo da nossa missão.)

III. Amor e Julgamento

A. Leia II Coríntios 2:6-8. O comentário “Anotações de Barnes” liga a disciplina que Paulo ordenou em I Coríntios 5 (que acabamos de estudar) com esta carta subseqüente de Paulo. O que o verso 6 indica que aconteceu entre estas duas cartas? (Que o membro pecador que havia sido disciplinado, se arrependeu. Paulo diz que a disciplina foi suficiente.)

1. O que isto diz acerca da teoria de Paulo que a disciplina ajuda a trazer o membro da igreja de volta à razão? (Ela funcionou aqui.)

2. Depois de um membro ter sido disciplinado e ter se arrependido, qual é a próxima obrigação da igreja para com aquela pessoa? (Perdoar, consolar e amar.)

a. Por que? (Um dos dois maiores objetivos da disciplina da igreja é ajudar o membro a voltar para Deus. Como a disciplina parece ser severa a princípio, o consolo e o amor devem ser aplicados imediatamente àqueles que se afastam do pecado.)

B. Amigo, vemos um quadro confortador de Deus, mesmo no contexto da disciplina. Deus quer que a Sua igreja seja pura. Ele também quer que aqueles que pecaram se afastem de seus pecados. Deus pede que os outros membros demonstrem amor, consolo e perdão para com aqueles que se afastaram do pecado. O objetivo é restaurar o membro, para uma caminhada contínua com Deus.

IV. Próxima Semana: Perdoados Pelo Amor de Deus

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 05

Perdão e Culpa (Gênesis 3, Romanos 5)

Introdução: A culpa está com má reputação nos dias de hoje. Tenho um amigo que nunca vai à igreja, tem certeza de que o que aprendeu sobre Deus na sua juventude é suficiente para toda a sua vida, e que se voltou a terapeutas seculares para eliminar quaisquer sentimentos de culpa de sua vida. Ele teme que, se voltar à igreja, seus sentimentos de culpa reviverão. Nas raras ocasiões em que falamos deste assunto, eu lhe digo, “A culpa é boa”. Ele discorda. O que você acha? A resposta é diferente para pessoas diferentes? Vamos pular para dentro de nossa lição e explorar este assunto!

I. Culpa no Princípio

A. Adão e Eva são criados por Deus, a criação é posta sob sua responsabilidade e são advertidos acerca do pecado. Satanás aparece para tenta-los a comer do fruto. Vamos acompanhar a história lendo Gênesis 3:5-7. Quando Satanás diz “Vossos olhos se abrirão”, o que ele quer dizer?

1. Conhecer o mal é o princípio da culpa? (Saber que você agiu mal é o princípio da culpa.)

2. No verso 7 temos a repetição da frase “foram abertos os olhos de ambos”. Isto era culpa?

a. Como o cobrir-se com folhas de figueira pode melhorar as coisas?

(1) Isto é uma antiga ilustração da justificação pelas obras? Nossas obras cobrem a culpa?

b. Se a compreensão de que eles pecaram (seus olhos foram abertos) é realmente um sentimento de culpa, qual é o equivalente moderno de se cobrir com folhas de figueira?

B. Leia Gênesis 3:8-10. Por que Adão e Eva se esconderam de Deus? (Eles se sentiram culpados.)

1. Por que a culpa nos leva a nos escondermos de Deus?

a. Você já se escondeu de Deus quando se sentia culpado?

2. Adão admite que está com medo. Que relação existe entre o medo e a culpa?

3. Deus chama “Onde estás?” Deus sabia onde ele estava? Por que Deus perguntou isto?

a. Que lição você encontra sobre Deus e a culpa nesta pergunta? (Deus vem procurando por nós. Ele quer entrar em um diálogo conosco acerca de nosso pecado e culpa.)

C. Leia Gênesis 3:11. Vamos responder a primeira pergunta de Deus: “Quem te mostrou que estavas nu?” (A consciência deles. A culpa vem da consciência.)

1. Qual é a fonte de nossa consciência? (Paulo, em Romanos 9:1, escreve sobre uma consciência moldada pelo Espírito Santo. O Espírito Santo pode fazer e faz a Sua obra através da nossa consciência.)

D. Leia Gênesis 3:12. Como Adão responde a segunda pergunta de Deus (verso 11), sobre se ele havia pecado?

1. Como Adão lida com a sua culpa? Ele primeiro culpa a Eva e depois culpa a Deus, por ter lhe dado Eva.)

a. O que você acha da abordagem de Adão à culpa?

b. Você já usou esta abordagem?

E. Leia Gênesis 3:13. Como Eva responde à pergunta de Deus? (Ela culpa a Satanás. Numa tradução moderna, “O diabo me fez fazer isto.”)

F. Considere as perguntas que Deus faz nos versos 11 e 13. Ele responde a estas perguntas? (Sim.)

1. Por que Deus faz estas perguntas, se Ele já sabe as respostas? (Deus quer que enfrentemos nosso pecado e culpa.)

a. Deus faz este tipo de perguntas para você?

2. Adão e Eva estavam dando a Deus as respostas que Ele queria? (Não.)

G. Considerando esta série de eventos, a culpa, até aqui, fez algum bem? O que ela produziu? (Não parece que ela produziu algum bem até agora. Ela levou Adão e Eva a tentarem “consertar” seus pecados, primeiro através de suas próprias obras (fazendo vestes de folhas de figueira) e depois através de culpar a outros pelos seus próprios pecados.)

1. O que você diria se Adão e Eva viessem a você à procura de aconselhamento acerca de seu sentimento de culpa? Você lhes aconselharia dizendo que os sentimentos de culpa são apenas uma bagagem desnecessária da vida e eles deveriam colocar-se acima destes sentimentos?

H. Se Adão e Eva tivessem confessado seus pecados imediatamente, as coisas teriam sido diferentes? Eles teriam evitado as maldições encontradas em Gênesis 3:16-19?

1. Qual impacto você acha que as maldições exerceram na visão que Adão e Eva tinham de seus pecados?

I. Adão e Eva tiveram dois filhos, caim e Abel. Caim mata Abel por causa de ciúmes. Leia Gênesis 4:9. Como Caim reage à pergunta de Deus?

J. Leia Gênesis 4:10-14. Como você caracterizaria o remorso de Caim? Ele nunca confessou seu pecado. Ele simplesmente está triste por si mesmo.)

1. Como você aconselharia Caim se ele te procurasse pedindo ajuda a respeito de seu sentimento de culpa? Você lhe diria para simplesmente ignorá-los?

II. Nossa Culpa

A. Leia Romanos 3:10-18. Paulo está citando e parafraseando vários dos Salmos. Isto descreve Adão, Eva e Caim?

1. Isto descreve aqueles que estão ao teu redor?

2. Isto te descreve?

B. Vamos continuar lendo. Leia Romanos 3:19-20. Paulo acaba de descrever (versos 10-18) uma situação bastante desesperadora. Alguns podem dizer que ele é negativo demais. Depois de pintar este quadro sombrio de nossas vidas, há alguma esperança nos versos 19-20? (Paulo está construindo um argumento. Nos versos 10-18 ele diz que estamos todos degradados. Mas então, nos versos 19-20, ele acrescenta, “Se você acha que vai ser justificado pela observância da lei, meu amigo, é melhor você pensar duas vezes.”)

1. O que a lei tem a ver com a culpa, de acordo com o verso 20? O texto diz que a culpa é boa? (Não podemos ser justificados pela observância da lei, porque somos um grupo completamente degenerado, de acordo com Paulo. Porém, o que a lei faz por nós é mostrar que somos pecadores. Neste ponto da argumentação de Paulo, parece que a culpa é boa. A culpa é a conscientização dos nossos pecados.)

C. Leia Romanos 3:21-24. Agora Paulo fala a nós, pessoas degradadas e culpadas, que há uma forma de escape dos nossos pecados, uma maneira de sermos justificados. Qual é? fé em Jesus.)

1. O que Paulo quer dizer quando fala que “não há distinção”? (Ele está dizendo que todos vimos a Jesus como pecadores. Ninguém é melhor, ninguém é pior.)

2. Como Jesus nos justifica a todos – a despeito da natureza dos pecados passados? (Leia Romanos 3:25-26. Paulo nos lembra do sistema do santuário, onde era exigido o sacrifício de um animal para a remoção dos pecados. Paulo nos fala que Jesus era o sacrifício Divino em nosso favor, o qual, caso seja aceito, removerá nossos pecados e nos tornará justificados.)

D. Se a justiça de Jesus cobre os nossos pecados, o que ela fará com a nossa culpa? (Deve remove-la. O objetivo da culpa é nos levar a Deus, nos levar ao arrependimento (mudança de atitude) dos nossos pecados.)

E. Leia Romanos 3:27-28. A que problema Paulo está se referindo? Ele está escrevendo para aqueles que estão sofrendo sob o fardo da culpa? (Paulo está preocupado com o orgulho de nos acharmos tão bons. Ele não está argumentando que deveríamos parar de nos sentirmos culpados. Em vez disso, deveríamos parar de dizermos que somos tão bons.)

1. Olhando as pessoas à tua volta, qual você acha que é o maior problema? A culpa é tão disseminada que é um problema importante? Ou o que está tão disseminado é uma atitude de justiça própria que precisamos (como nos versos 10-18) semear um pouco de culpa? Deveríamos, pelo menos, (verso 28) semear uma melhor compreensão de que as obras não nos justificam?

2. Qual é o propósito da culpa? Qual é o propósito de Paulo em delinear o quão degradados nós somos nos versos 10-18? (Ele quer que paremos de dizer que estamos OK por nós mesmos, e nos levar a Jesus e à justificação que Ele oferece através de Seu sacrifício em nosso favor.)

3. Vamos olhar novamente para Adão, Eva e Caim por um momento. Eles precisavam de mais ou menos culpa? (Nenhum deles admitiu o pecado. Adão e Eva culparam alguém. Caim estava preocupado com seu futuro, em vez de estar triste pelos seus pecados. Embora eu creia que, ao final, Adão e Eva se sentiram muito culpados, no ponto registrado em Gênesis parece que um pouco mais, e não menos, de culpa seria útil para eles.)

a. E você? Se olhar de forma realista para a tua vida, você está sofrendo de um sentimento de culpa muito grande ou um senso se justiça própria muito grande?

III. A Cura Para a Culpa

A. Sem dúvida existem aqueles que sofrem excessivamente com os sentimentos de culpa. Vamos dar uma olhada em dois textos que nos ajudarão. Leia Hebreus 10:19-22. Se sofremos de sentimentos de culpa, o que pode nos limpar disto? (Termos os nossos corações purificados.)

1. Alguém quer explicar o que significa “termos os nossos corações purificados”? (Esta é uma alusão ao serviço do santuário do Antigo Testamento e ao sistema sacrifical. O sangue do animal sacrificado era aspergido (veja, por exemplo, Levíticos 9:12) sobre o altar do santuário. Assim, os pecados da pessoa que oferecia o sacrifício eram transferidos para o altar. A cura para a culpa é nos arrependermos dos nossos pecados e crermos que o sacrifício de Jesus remove os nossos pecados.)

B. Leia Romanos 5:1-2. Uma vez que somos justificados pelo nosso arrependimento e fé em Jesus, que mudança acontece em nossas vidas? (Temos paz!)

C. Amigo, a culpa é o primeiro passo no caminho da paz. A culpa nos leva ao arrependimento dos nossos pecados. Jesus promete então nos purificar soa nossos pecados e nos dar a paz. Por que não confessarmos nossos pecados hoje e começarmos e jornada em direção à paz?

IV. Próxima Semana: Perdão e a Igreja

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 04

Como Jesus Perdoou (Lucas 5, 23; João 21)

Introdução: Na semana passada fui a uma maravilhosa apresentação de Páscoa em uma igreja da minha cidade. A produção foi o que se poderia esperar de uma companhia profissional – realmente de primeira classe. A qualidade da apresentação permitiu que eu me imaginasse estando presente durante a vida e crucifixão de Jesus. Tive novos vislumbres destes eventos. As cenas finais não apenas quebrantaram o meu coração, mas me impressionaram novamente com a incompreensível natureza do espírito perdoador de Jesus. A crucifixão, acima de tudo, mostra a profundidade da malignidade de Satanás, a importância da lei de Deus e o incrível amor e perdão estendido por Deus a nós. Vamos entrar em nosso estudo desta semana e nos concentrarmos em como Jesus tratou o pecador Pedro!

I. Pedro – Indigno I

A. Leia Lucas 5:1-3. Por que Jesus queria entrar no barco? (Ele estava sendo apertado pela multidão e queria que todos pudessem vê-Lo e ouvir Seus ensinos.)

1. Simão (Pedro) fazia parte da multidão que veio para ouvir a Jesus? (Parece que não fazia parte. Ele estava lavando as suas redes.)

2. Coloque-se no lugar de Pedro. Qual seria a tua reação inicial à multidão vindo na tua direção? (Eu vejo irritação. Você está tentando fazer o teu trabalho, tentando lavar e secar tuas redes e uma multidão chega, pisando em tudo.)

3. Parece que neste ponto Pedro é um discípulo? (Não. O verso 2 nos fala que “pescadores” deixaram os barcos na praia. Um dos barcos pertencia a Pedro. Mateus 4:18-20 e Marcos 1:16-18 tem um breve relato do chamado de Jesus a Pedro. Porém, este parece ser o contato inicial.)

4. Agora, a causa daquela multidão estar ali pede emprestado teu bote e teus serviços. Você é Pedro, qual é a tua reação? (Lavar redes é um serviço chato. Meu sentimento é que Pedro tinha ouvido falar de Jesus e sua irritação inicial com a multidão vindo na direção dele é substituída pela curiosidade a respeito de Jesus. Provavelmente ele aprecia estar na posição de destaque.)

B. Leia Lucas 5:4-5. Diga-me, por que Jesus disse a Pedro para ir pescar novamente – depois que Pedro tinha pescado a noite inteira? (Vejo várias razões. Jesus pediu o barco emprestado. Ele está pagando o empréstimo a Pedro. Pedro é um pescador, e Jesus não é. A abordagem de Jesus a Pedro é nos termos de seu próprio negócio. Finalmente, Jesus tinha em mente provar a Pedro que Ele não era um pregador comum.)

1. Por que Pedro fez o que Jesus pediu?

2. O que estaria passando pela tua mente se você fosse Pedro? (Uma coisa estranha que tenho observado em minha vida é que as pessoas darão crédito às afirmações feitas por alguém que seja letrado, mas que esteja falando de um assunto fora da sua área de educação. Por exemplo, um médico que fale de política. O que ele sabe de política? Não mais do que qualquer pessoa. Logicamente, Pedro poderia ter dito para si mesmo, “Eu sou o pescador aqui, o que este cara sabe sobre pesca? Acabamos de lavar nossas redes. Por que eu iria sair novamente, só para ter que lavar minhas redes de novo?” De alguma forma, Pedro viu Jesus como uma autoridade e isto levou Pedro a fazer o que Jesus pediu.)

C. Leia Lucas 5:6-8. Acontece que Jesus estava certo. Por que Pedro diria “Retira-te de mim”? Por que não dizer, “Você não gostaria de ir pescar comigo todos os dias?”

1. Por que Pedro começa a falar sobre seus pecados? (Pedro sabia que isto era um milagre e não uma dica esperta de pescaria. Uma vez que era um milagre, ele sabia que estava na presença de alguém que tinha um relacionamento especial com Deus. Daí a afirmação de Pedro sobre a sua indignidade de estar perto de Jesus.)

a. Pedro estava certo? Ele era realmente indigno de estar ao lado de Jesus?

D. Leia Lucas 5:9-11. Pedro disse que tinha medo de Jesus?

1. Se você estivesse nas sandálias de Jesus, e Pedro simplesmente chegasse se ajoelhando e dizendo “Afasta-te de mim, sou pecador”, o que você teria, logicamente, dito a Pedro?

a. “Você não precisa se ajoelhar?”

b. “Teus pecados estão perdoados?” (Pedro estava realmente dizendo a Jesus, “Sou indigno de estar perto de ti.” Jesus responde, “Você não apenas é digno de estar perto, você é digno de Me ajudar na Minha obra.”)

(1) O que isto diz acerca do perdão de Jesus para os pecados? Sua abordagem para com os pecadores?

c. Como Pedro poderia ser digno de ajudar Jesus? (Dignidade não era uma questão da situação de Pedro na vida (a qual era baixa), mas sim do seu reconhecimento do pecado.)

(1) Pedro realmente se arrependeu de seus pecados? (Lembre-se que na semana passada aprendemos que o arrependimento significa uma “mudança de mentalidade”, mudança na tua atitude. O verso 11 nos diz que eles deixaram tudo (inclusive a grande pescaria) e seguiram a Jesus. Claramente uma mudança de atitude.)

II. Pedro – Indigno II

A. Leia João 21:1-3. Vamos parar um momento e situar isto no tempo. A história da pescaria que acabamos de ver foi quando Pedro foi chamado para se tornar um discípulo de Jesus. Esta nova história acontece depois que Pedro negou a Jesus em Seu julgamento. (Veja Lucas 22:31-34; 54-62), depois que Jesus foi crucificado e depois de Jesus ter ressuscitado. Como foi a pesca agora? (Ridícula)

B. Leia João 21:4-6. Por que Pedro aceitou o conselho de pesca deste estranho? (Estou começando a crer que Pedro aceitava conselhos de pesca de qualquer um. Deve ter sido uma coisa fácil de fazer. Jogar as redes do outro lado, então ele fez isso para agradar este estranho.)

C. Leia João 21:7-8. Por que João (o discípulo ao qual Jesus amava) reconheceu a Jesus? (Alguma coisa acendeu na mente de João. João estava presente no primeiro milagre da pesca (Lucas 5:9-10) e este certamente parecia semelhante.)

1. Quando João anunciou que Jesus estava na praia, qual foi a reação de Pedro? (Ele vestiu suas roupas e pulou na água para ir encontrar com Jesus.)

2. Por que Pedro reagiu desta forma? Lembre que ele havia negado a Jesus, negado até que ele conhecesse Jesus, logo depois de vangloriar-se para Jesus que estava disposto a morrer com Ele ou ir preso com Ele. Por que Pedro não disse “Afasta-te de mim, sou um homem pecador”? Em vez disso, ele veio nadando até Jesus. (Isso demonstra o quanto a atitude e mentalidade de Pedro haviam mudado durante os anos que ele havia passado com Jesus. Pedro compreendeu que apesar da sua terrível negação, Jesus ainda o amava e o havia perdoado incondicionalmente.)

D. Leia João 21:15-17. Por que Jesus perguntou a Pedro se ele O amava MAIS do que os outros? (Em Mateus 26:33 lemos que quando Pedro prometeu a Jesus que nunca O negaria, ele disse “mesmo que todos O abandonem... eu nunca te abandonarei.” Pedro estava realmente dizendo que ele amava a Jesus mais do que os outros discípulos. Jesus estava testando a presunção de Pedro e Pedro passa no teste dizendo simplesmente (João 21:15) “eu te amo” – e não “eu te amo mais do que os outros te amam.)

1. Por que Jesus faz a Pedro a mesma pergunta três vezes? (Em parte porque Pedro negou a Jesus três vezes.)

2. Por que Jesus diz a Pedro três vezes para tomar conta de seu rebanho [os crentes]? (Jesus estava restituindo publicamente a Pedro a uma posição importante na pregação do evangelho.)

a. Você sente que já negou a Jesus no passado através de teus atos ou tuas palavras? O que esta história sobre Pedro te ensina a respeito do perdão de Jesus?

III. O Perdão Supremo de Jesus

A. Leia Lucas 23:32-37. Como você se sente quando as pessoas caçoam de você e riem de você? Como você se sente quando as pessoas não te demonstram respeito? Como você se sente quando as pessoas te ferem deliberadamente?

1. Como você reage, se na fez nada para merecer este tratamento ruim?

2. Quando estas coisas acontecem com você (ou, se somente uma destas coisas acontece com você) e você tem o poder para parar isto ou se vingar, o que você faz?

3. No verso 34 Jesus diz para perdoarmos estas pessoas. Lemos aqui que estas pessoas pediram perdão?

4. Você concorda com Jesus que as pessoas que o atormentavam não sabiam o que estavam fazendo? (Certamente eles sabiam que estava zombando e torturando a Jesus. Contudo, se eles soubessem que se tratava do próprio Deus, tenho certeza que não teriam feito isso.)

a. É uma resposta satisfatória dizer que eles não sabiam que Jesus era Deus e que, portanto, deveriam ser perdoados? O que muda se eles soubessem que Jesus era Deus? (O que muda é que eles deixariam de zombar por medo e não por princípio. Eu tive muita dificuldade em ver uma razão para perdoá-los baseado no fato que eles eram opressores – dispostos a zombar e torturar alguém que eles pensavam que não podia se vingar.)

5. Você consegue se imaginar no lugar de Jesus, e dizer, sem que ninguém te peça perdão, “Pai, perdoa-os”? (Não. Eu estou (você está) a milhões de quilômetros de distancia do incompreensível amor e misericórdia que Jesus demonstrou a estes opressores que O feriram naquele dia.)

B. Amigo, você feriu a Jesus? Você O negou? Você se afastou dEle? Se Jesus estava disposto a perdoar aqueles que zombaram dele, o torturaram e o mataram, então Ele está disposto a te perdoar dos teus pecados!

IV. Próxima Semana: Perdão e Culpa

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================

Perdoados - Lição 03

Perdão e Arrependimento (Romanos 2, Mateus 9, II Pedro 3, II Coríntios 7)

Introdução: Na semana passada, os alunos da escola onde minha filha estuda encenaram uma peça. Embora os alunos fossem bastante bons, fui mais por um senso de obrigação do que por um desejo pessoal. Porém, a obrigação foi recompensada quando um dos professores de minha filha, Harlen Miller começou a falar comigo a respeito do perdão. “Alguma vez”, ele perguntou, “você já pensou sobre a palavra em si?” Bem, eu não havia pensado. Meu dicionário eletrônico portátil me diz que perdoar diz que significa “pré” e “doar”. (N.T. - Como tradutor, não tenho certeza se esta etimologia se aplica à palavra em português. Estou fazendo uma tradução aproximada dos termos empregados no original.) O perdão é um dom que Deus nos dá e nos, por nossa vez, podemos dar aos outros! Contudo, o que realmente me chama a atenção é o “pré”. Porque isto também significa “antes” ou “na frente”. Vemos isto em palavras tais como previsão ou prenúncio. Jesus nos deu o dom de Seu sacrifício por nós antes que precisássemos dele. Vamos explorar como este perdão mos leva ao arrependimento!

I. A Ligação

A. Leia Romanos 2:4. O que te leva ao arrependimento? (A benignidade de Deus para contigo.)

1. Por que?

2. A que benignidade de Deus este texto se refere? (Quando consideramos o que Jesus fez por nós, morrendo por nós na cruz, esta é a bondade mais marcante que podemos imaginar. Quando acrescentamos o pensamento que Jesus isto para nos perdoar dos nossos pecados antes mesmo que nascêssemos, isto nos leva a nos arrependermos dos nossos pecados.)

B. Leia Mateis 9:9. Qual era o trabalho de Mateus?

1. Esta era uma posição respeitada? (Não. Leia Mateus 9:10-11. Os coletores de impostos estavam no mesmo barco que os pecadores na opinião pública.)

2. Você acha que Mateus tinha noção do que as pessoas pensavam dele? (É claro. É por isso que os amigos que vieram à sua casa eram coletores de impostos e outros de reputação menos do que brilhante.)

a. Por que você acha que Jesus chamou Mateus para ser um discípulo? (O chamado de Mateus dá esperança a todos que são desprezados por aqueles que estão ao redor.)

C. Nossa lição (terça-feira) tem esta gloriosa lembrança de que nossos pecados, quaisquer que sejam eles, por mais sérios que sejam, já sofreram o castigo – se nos arrependermos. Quando Jesus morreu na cruz, em nosso lugar, Ele foi castigado por nossos pecados. Este é um dom que está além da nossa compreensão completa. A chave para isto, contudo, é o arrependimento. Acabamos de discutir uma razão pela qual Jesus escolheu Mateus para ser um discípulo. Existem outras razões? (Sim. Aqueles que mais são perdoados, provavelmente amarão mais. (Veja Lucas 7:47) Mateus, por causa da extensão de seu perdão, era uma escolha excelente para demonstrar o que Deus tem feito para o mais detestado dos pecadores.)

D. Leia Mateus 9:12-13. O que Jesus quer dizer quando fala “Misericórdia quero, e não sacrifícios”?

1. Vamos analisar este problema. Primeiro, o que Jesus quer dizer com “sacrifício”? (Jesus está citando Oséias 6:6 onde o sacrifício claramente quer dizer as ofertas pelo pecado entregues no templo. (“Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.”)

2. Segundo, o que Jesus quer dizer com “misericórdia”? (Em Oséias 6:6 isto é paralelo com “conhecimento de Deus”. Penso que Jesus está dizendo que precisamos conhecer a Deus e aceitar quem Ele é.)

a. Que papel Jesus desempenha em ajudar-nos a conhecer a Deus? (Jesus veio, em parte, para revelar Deus a nós.)

3. O que o contexto de comer com os pecadores e coletores de impostos acrescenta algo à nossa compreensão da afirmação “misericórdia, não sacrifício”? (Jesus está nos dizendo que Ele quer que nosso foco primário esteja em nos preocuparmos com o problema do pecado na vida (pecado na nossa vida e na de outros), em vez de pensarmos na remoção do pecado mais tarde. É como dizer ao teu filho “Quero que você se concentre em fazer o que é certo, em vez de se concentrar em pedir desculpas depois”.)

4. Como isto ilustra o que Deus fez por nós no ato de perdoar? (Jesus nos mostrou que Ele nos ama. Jesus nos mostrou como vivermos. Ele fez estas coisas antes de morrer por nós. Assim, mesmo em Sua vida e morte na terra, Jesus ilustrou a idéia do perdão – que Ele nos deu um presente antecipado. O primeiro presente em nos mostrar como vivermos e amarmos aos outros e o segundo presente da expiação por nossos pecados.)

5. A quem Mateus 9:13 de dirige? Quem se supõe que deve demonstrar misericórdia em vez de fazer sacrifícios? (Somos nós. Nós demonstramos misericórdia de duas maneiras. Reconhecemos a Deus em nossa vida e tentamos viver uma vida que Lhe agrada. Além disso, compreendemos que a nossa tarefa é trazer a mensagem de perdão àqueles que não se arrependeram.)

6. Como estes versos em Mateus 9 afetam a nossa visão dos pecadores? (Em vez de condená-los, nós os vemos como uma oportunidade de revelarmos a atitude de Jesus.)

II. A Escolha

A. Leia II Pedro 3:9. Qual atitude Deus tem com relação aos pecadores? (Ele não apenas é paciente, Ele quer o resultado certo.)

1. Que escolhas nós temos? (Se não nos arrependermos, pereceremos.)

B. Leia II Pedro 3:10-11. Quando temos que fazer a escolha acerca de se arrepender ou perecer? (Imediatamente! O Senhor pode vir a qualquer momento, e virá inesperadamente. Precisamos fazer uma escolha agora.)

C. Leia Apocalipse 21:8. Quando a Bíblia fala e perecer, o que isto significa? Qual é a conseqüência de rejeitar ou retardar o arrependimento?

1. Por que um Deus amoroso faria isto? (Ele pagou a penalidade por nossos pecados. Tudo o que temos que fazer é escolher e continuar escolhendo se arrepender e andar com Deus. Considere tudo o que Deus (e nós também) sofreu nas mãos do pecado. Deus não permitirá que o problema do pecado continue. O pecado e pecadores perecerão pelo fogo.)

III. Nossa Atitude com Relação ao Pecado

A. Leia II Coríntios 7:10-11. Qual é a diferença entre “tristeza segundo Deus” e a “tristeza do mundo”? (Uma traz vida e a outra traz morte.)

1. O que é a “tristeza segundo Deus”? (Parece ser arrependimento verdadeiro por nossos pecados.)

2. Por que a tristeza segundo Deus traz vida? (A lição (quinta-feira) nos fala que a palavra grega para arrependimento significa literalmente “uma mudança de mentalidade”. A tristeza segundo Deus opera uma mudança na nossa atitude. Nós mudamos a nossa mentalidade acerca de um pecado em nossa vida.)

3. Esta tristeza tem algo a ver com o perdão que Jesus nos dá? (Quando consideramos como nossos pecados causaram os sofrimentos de Jesus, e vemos como nossos pecados ferem a nós e aos outros, isto nos ajuda a termos esta mudança de mentalidade que chamamos de arrependimento.)

4. Veja no verso 11 a lista de coisas que são produzidas pela tristeza segundo Deus. Que relação você vê entre estas atitudes e o arrependimento?

B. Considere II Coríntios 7:10 novamente. Você se arrepende de algumas coisas que fez no passado?

1. Como este arrependimento faz você se sentir?

2. Note que o verso 10 diz que a tristeza segundo Deus leva ao arrependimento, o qual, por sua vez, leva à salvação, a qual não traz pesar. Como isto pode ser? Por que você vai ficar sem pesar? (Creio que você não terá pesar porque aprendeu com o erro e isto formou a base do teu arrependimento. A tristeza do mundo, contudo, não produz uma mudança na tua atitude e na tua vida. O resultado é a morte eterna.)

C. Amigo, Deus nos oferece o dom do perdão. Você gostaria de ter uma mudança na tua mente? Uma mudança que possa deixar o pesar para trás? Se sim, aceite o dom de Jesus hoje!)

IV. Próxima Semana: Como Jesus Perdoou

=============================== Copr. 2003, Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da New International Version (NIV), copr. 1973, 1978, 1984 da Sociedade Bíblica Internacional, a menos que indicado de outra forma. Citações da NIV são usadas com permissão da Zondervan Bible Publishers. As respostas sugestivas são encontradas entre parênteses . O comentário assume que o professor está usando um quadro-negro ou algum outro auxílio visual. ===============================