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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 14

O Significado do Juízo Hoje (Salmos 73)

Introdução: Chegamos à nossa última lição da “série 1844”. O que aprendemos até aqui? Aprendemos que Deus revelou a Daniel (e a todos os que crêem) como os eventos mundiais ocorreriam até o final da história humana. Deus revelou o momento da [primeira] vinda de Jesus. Deus mostrou como o evangelho seria uma mensagem para todos. Deus mostrou que existe um julgamento no final dos tempos, e que o padrão para este julgamento é a justificação através de uma fé significativa. Nós queremos que o mundo acabe com um julgamento? Queremos ser julgados? Vamos terminar esta série mergulhando na questão de se desejamos aquilo que Deus revelou!

I. Julgue-me ou Não?

A. Leia Salmos 73:1. Esta afirmação é verdadeira? Você tem “certeza” de que Deus é bom para com os que são puros de coração?

B. Leia Salmos 73:2-3. Por que você acha que esta pessoa quase “escorregou”? (Ele começou a duvidar da verdade de Salmos 73:1. Talvez Deus não seja tão bom assim para com os fiéis.)

1. O que causou a dúvida na mente desta pessoa? (Ele viu que os arrogantes eram prósperos.)

2. Você também já viu isso? As pessoas más se dão bem?

3. Note que ele “teve inveja” dos arrogantes. Isto é uma violação dos Dez Mandamentos? (Veja Êxodo 20:17.)

a. Leia II Pedro 2:1. É correto ter inveja?

4. Se esta pessoa não tivesse violado as leis de Deus, será que teria problemas com a dúvida?

5. Note também que ele chama os ímpios ricos de “arrogantes”. Por que você acha que ele faz isso? (Provavelmente isto surge em parte da sua inveja. Por que eles deveriam ser ricos e eu não? Eles estão “de nariz empinado comigo” por causa de sua riqueza.)

C. Leia Salmos 73:4-5. Isto é verdade na tua experiência? (Isto pode ser uma impressão de alguém que está olhando de fora da situação.)

1. Vamos ler alguns textos sobre isso. Leia Eclesiastes 7:12, Eclesiastes 10:19 e Provérbios 10:15. O que o dinheiro e a riqueza fazem com você? A Bíblia nos diz que o dinheiro é uma fonte de proteção de muitos problemas.)

D. Leia Salmos 73:6. O que significa ter o orgulho como um colar? (Você é orgulhoso de forma óbvia. Você se veste com o orgulho.)

1. Você acha que o problema está apenas com os ímpios ricos aqui? A inveja está falando conosco? (Minha leitura desta situação é que o autor inveja o dinheiro, e portanto, tem um “radar” especial para o orgulho dos ricos.)

E. Até aqui, parece haver algum problema em ser rico? (Isto parece ser bom – mesmo este autor da Bíblia quer isso, porque está cheio de inveja.)

1. Existe um lado escuro nesta riqueza. Leia novamente Salmos 73:6. O fato de cometer violência vem de ser rico? (Este texto pode se referir ao ganho injusto – mas o hebraico diz “violência”, e é assim que a maioria dos tradutores coloca o termo.)

F. Leia Salmos 73:7-8. Você acha que esses traços de caráter vêm por ser rico? Eles são encorajados pelo fato de ser rico? (Aqui não é somente a inveja falando. Se o dinheiro te dá a “chave” para a maior parte dos problemas, então ele te dá a sensação de que você está acima das regras que governam os outros. Você é tentado a flexibilizar as regras para ajudar a si próprio.)

G. Leia Salmos 73:9. O que deixa o salmista realmente maluco? (Eles se dizem pessoas boas! (ou, dizem que o céu não importa, porque eles estão no comando.) O salmista os inveja, e está indignado com eles porque são bem sucedidos e ímpios, e agora eles até se dizem bons (ou que não tem necessidade de serem bons) – o que era a base do salmista para se sentir superior a eles!)

H. Leia Salmos 73:10-11. Essas pessoas ímpias e ricas são populares? (Sim.)

1. Qual é o efeito sobre a população em geral pelo fato de os ímpios serem ricos, felizes, populares e (supostamente) justos? (As pessoas comuns ficam se perguntando se existe um Deus que está prestando atenção.) “Terá conhecimento o Altíssimo?” O nosso Deus está atento sobre o que está acontecendo? Será que realmente importa a forma como vivemos?)

I. Leia Salmos 73:12-14. Que comparação o autor está fazendo entre a sua vida e a vida dos ímpios? (Eles tem tudo de bom, ele tem tudo de ruim.)

1. O problema dele é a sua falta de dinheiro? (Muito provavelmente, pelo menos em parte.)

J. Ele mencionou antes que o seus pés quase tinham escorregado. Salmos 73:13 explica isso. Qual é a reação desta pessoa? (Ele foi bom sem qualquer razão.)

1. Minha Bíblia tem uma anotação dizendo que o autor deste salmo é uma pessoa chamada Asafe. O que você acha de Asafe?

2. Você acha que Asafe levantou um ponto importante?

3. Colocando de forma simples, Asafe está perguntando: “Que bem existe em ter um Deus, obedecer este Deus, se Deus não vai te recompensar por isso?”

a. Você concorda com o ponto de vista de Asafe?

b. Ou Asafe é um “homenzinho” de visão distorcida, invejoso, que precisa sair e viver a vida, e parar de criticar a Deus?

K. Leia Salmos 73:15. Asafe falou sobre seus sentimentos com mais alguém além de Deus? (Aparentemente não. Ele crê que se compartilhasse esses pensamentos com o povo de Deus, os estaria traindo.)

1. O que isto diz sobre o caráter de Asafe? (Isto o coloca sob uma visão muito favorável. Ele está preocupado sobre levar a outros a perder a sua fé, e então ele luta em sua própria mente com suas questões a respeito de Deus.)

2. Existe aqui uma lição para nós? (Certamente é uma coisa boa não destruir a fé dos outros, mas penso que é melhor encontrar alguém que seja forte na fé e dividir tuas questões acerca de Deus com esta pessoa.)

II. A Resposta: Julgamento

A. Leia Salmos 73:16-17. Como o santuário de Deus é a resposta para aquilo que Asafe não conseguia descobrir de outra forma? (O santuário refere-se ao plano de Deus para tratar com o pecado. Ele apresenta o caminho do perdão e o caminho do juízo. O santuário fez com que Asafe se lembrasse de que um julgamento se aproxima.)

1. Como esta resposta se encaixa com a nossa série de lições deste trimestre? (Nossas lições foram sobre um vislumbre da história, terminando com o julgamento de Deus.)

B. Leia Salmos 73:18-20. Por que isto é tão bom?

1. E Asafe e a sua inveja? Ele não estaria sujeito ao julgamento?

2. Será que Asafe, com este “pequeno” pecado da inveja, mais justo do que os ímpios ricos que praticam a violência? (Você quer o julgamento para os outros, mas não para si mesmo.)

3. Baseado na nossa discussão da semana passada, Por que você acha que o pecaminoso Asafe é salvo, enquanto que os ímpios ricos não são? (Ele se volta para Deus! Todo o Salmo 73 é uma súplica para que Deus acerte as coisas. A essência da justificação pela fé não é um caráter perfeito, é a confiança em Deus!)

C. Por que o julgamento é importante para o plano da salvação? (Podemos ter confiança de que Deus colocará as coisas no lugar em um julgamento. Podemos descobrir que a vida agora é injusta conosco. Mas se nos apegarmos a Deus, Ele prometeu que vai acertar tudo de uma forma mais do que justa para Seu povo.)

D. Leia Salmos 73:23-24. Se Deus não nos dá, necessariamente, riqueza e sucesso aqui, o que Ele nos dá? (Ele nos dá a Sua presença. Há muitos anos atrás, a secretária que trabalhava comigo me deu um quadro de Jesus falando com um advogado (ou um homem de negócios) e, por baixo, ela colocou as palavras de Salmos 73:24. Este quadro está pendurado em meu escritório hoje. Deus guiará aqueles que confiam nEle, que seguem Seus conselhos enquanto estão aqui na terra, e, finalmente, os levará para o céu!.)

E. Leia Salmos 73:25-26. Amigo, esta é a chave do julgamento. Embora as coisas possam não ser perfeitas na tua vida, Deus promete que acertará tudo. Ele destruirá os ímpios no juízo. Ele salvará aqueles que se arrependem de seus pecados e aceitam pela fé a vida e a morte de Jesus em seu lugar. Você vai dizer, com Asafe, “A quem tenho nos céus senão a Ti?” Jesus está no céu, exatamente agora, como nosso Sumo Sacerdote, agindo em nosso favor no santuário celestial. Confie nEle e não no sistema do “Chifre Pequeno”, de nossas próprias obras, e você terá a vida eterna!

III. Próxima Semana: Iniciaremos uma nova série de lições sobre o livro do Gênesis.

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 13

O Evangelho e o Juízo (Mateus 21 e 22, Zacarias 3)

Introdução: Nas últimas duas semanas estivemos insistindo no tema se que “Antíoco x 1844” é uma questão se obras versus justificação pela fé, no que se refere à salvação. Se o santuário em questão é o que está no céu, em vez do santuário da terra, se o retrato de Daniel 7 e 8 da escolha entre Jesus e o “Chifre Pequeno” é uma questão de graça versus obras no juízo final, então precisamos nos perguntar: a salvação pelas obras é uma doutrina com uma sólida base bíblica? Ou será apenas algum “sonho” esperançoso de cristãos preguiçosos? Qual, realmente, é o padrão para o julgamento? Vamos pular para dentro da Bíblia e descobrir!

I. O Juízo e o Casamento

A. Leia Mateus 22:1-2. O que Jesus diz que está para nos ensinar? (Ele vai nos ensinar sobre o “Reino dos Céus” e seu ensinamento é simbólico.)

B. Leia Mateus 22:3-4. Quantas vezes o rei convidou seus convidados preferidos?

1. Quanto o rei deseja que os convidados preferidos, que receberam convite, venham?

C. Leia Mateus 22:5-6. Qual é a atitude dos convidados preferidos com relação ao rei e ao seu convite? (Vemos diversas reações ao convite. Alguns simplesmente fazem de seu trabalho uma prioridade maior do que ir ao casamento. Outros são abertamente hostis e maltratam e matam os servos do rei.)

D. Leia Mateus 22:7. O que o rei terno e amoroso faz aos seus convidados preferidos? (Parece que depende da atitude deles. Se eles estão ocupados demais para ele, deixa-os aos seus próprios esforços. Se eles são hostis a ele (“aqueles assassinos”), executa sobre eles um julgamento em grande estilo.)

1. O que Jesus está ensinando acerca do juízo final e o Reino dos Céus?

E. Leia Mateus 22:8. Por que os convidados não eram dignos de estar no céu?

1. “Ser digno” soa como um julgamento baseado nos méritos do convidado. De que forma falta a eles o mérito e, portanto, falham no julgamento?

2. O que, precisamente, eles fazem ou deixam de fazer para serem capazes de entrar no Reino dos Céus? (Esta é a parte crítica. Tudo o que eles tinham que fazer é vir.)

F. O que aprendemos até aqui sobre o Reino dos Céus e o juízo?

G. Leia Mateus 22:8-9. Quem é convidado agora para o casamento?

1. O que isto diz sobre a idéia Calvinista da pré-destinação – que apenas aqueles que Deus seleciona é que irão para o céu? (Os servos vão às esquinas das ruas e fazem um convite aberto a todos, para virem ao casamento.)

H. Leia Mateus 22:10. O que você pode me dizer sobre o caráter daqueles que são agora convidados para o casamento?

1. Por que você acha que Jesus enfatiza que “gente má” estava no casamento?

2. Qual é o padrão para vir ao casamento? (Certamente não é o teu caráter, mas sim a tua disposição em vir.)

I. Leia Mateus 22:11. Aparentemente o rei inspeciona os convidados. O que isto sugere sobre o reino dos céus? (Que há, como estivemos estudando, um julgamento que procede a segunda vinda de Jesus.)

1. Este convidado que não estava usando uma veste nupcial adequada era uma pessoa boa ou má? (A Bíblia não diz.)

a. Esta informação é importante? Faz diferença se o convidado era bom ou mal por sob as vestes nupciais? (Aparentemente não!)

(1) O padrão para este julgamento é a vestimenta, e não o caráter?

(2) Quer dizer então que o velho ditado “a roupa faz o homem” é uma verdade bíblica?

2. Antes de descermos demais por este caminho, o que, exatamente, são as vestes nupciais?

3. Um comentário que li disse que Santo Agostinho era a fonte da idéia de que o rei estaria distribuindo as vestes nupciais – mas não existe apoio textual para esta idéia. Que diferença faz se o convidado vem com roupas limpas e apropriadas, ou se o rei lhe deu as roupas apropriadas para usar? (Faz toda a diferença no mundo. Se você deve usar as tuas próprias roupas, limpas e brancas, então o padrão para o julgamento são as tuas obras. Se o rei fornece a roupa especial, então a salvação é um presente de Deus.)

a. O que uma leitura mais atenta desta estória sugere como sendo a fonte das vestes nupciais?

b. Leia novamente Mateus 22:9-11. O que este texto sugere da capacidade dos novos convidados para conseguir suas próprias vestes nupciais apropriadas? (Eles vieram das ruas. Como eles poderiam providenciar as suas próprias vestes nupciais apropriadas? Você vai às compras ou trabalha usando roupas de casamento? Não.)

c. Leia Apocalipse 7:9, 13-14. Que outra visão este texto nos dá da fonte e natureza das vestes nupciais? (Vestes brancas são o resultado de terem sido “lavadas” no sangue do Cordeiro.)

(1) Estivemos estudando o santuário – o que significa (na linguagem do santuário) ter sido “lavado” no sangue do cordeiro?

d. Leia Isaías 61:10. Quem fornece a “veste nupcial” aqui?

e. O que estes textos e o serviço do santuário nos ensinam a respeito da origem e a natureza da veste nupcial? (Penso que Santo Agostinho tinha razão!)

J. Leia Mateus 22:12. Qual é a atitude do rei para com este sujeito? O rei parece tão bravo quanto antes (Mateus 22:7)?

1. O que a reação do homem nos diz acerca de sua falta em não estar vestindo a veste nupcial? (Se tivesse uma desculpa, assumo que ele a teria dado. Aparentemente, ele pensou que suas próprias roupas eram mais do que boas o bastante para este casamento.)

K. Leia Mateus 22:13-14. O que acontece com este sujeito que não vestiu as vestes da justiça de Jesus?

1. Considere Mateus 22:14. Depois de ler toda esta estória, quem você acha que é o responsável pela escolha?

L. Considerando esta parábola sobre o Reino, que quatro classes de pessoas podemos identificar? (Aqueles que estão ocupados demais para Deus, aqueles que são hostis com relação a Deus, aqueles que aceitam o convite para o reino, mas dependem de suas próprias obras, e aqueles que aceitam o convite e as vestes de justiça do Cordeiro.)

1. Qual é o padrão para o julgamento final de Deus?

II. O Juízo e os Dois Filhos

A. Não queremos ignorar o contexto da parábola de Jesus sobre o casamento. Vamos ler uma estória intimamente relacionada a ela. Leia Mateus 21:28-31. Esta é uma estória sobre o juízo? (Jesus fala do “Reino de Deus”.)

1. Qual dos filhos o pai aprova?

2. O que este texto nos ensina sobre o que significa aceitar o convite para o casamento? (Deve significar que aceitar o convite para o casamento não é apenas uma questão de palavras.)

III. As Obras e o Juízo

A. Leia Zacarias 3:1-3. Esta é uma cena de julgamento?

B. Leia Zacarias 3:4-5. Novamente, vemos um paralelo com as “vestes nupciais”. Qual é o propósito das “vestes nobres”? (Elas mostram que Jesus tirou os pecados de Josué.)

1. Existe alguma razão para crermos que Josué tinha essas roupas com ele em uma maleta? (As roupas de Josué estavam “impuras”. Santo Agostinho estava certo sobre Deus fornecer a veste da justiça.)

C. Leia Zacarias 3:6-7. O que Deus exige de Josué, agora que ele foi salvo pela graça? (Obras! “Andar nos meus caminhos e obedecer aos meus preceitos”.)

D. Leia Zacarias 3:8-9. Quem é o “Renovo” e a “Pedra”? (Leia Jeremias 23:5 e I Pedro 2:6. Esta é uma promessa a Josué de que Jesus viria e “num único dia” tiraria os nossos pecados.)

E. Leia Tiago 2:17-24. Como você explicaria Tiago 2:24? Este texto é contrário a tudo o que aprendemos sobre as vestes da justiça serem um presente de Deus? (Se você olhar apenas este verso, ele seria contrário. Vemos neste grupo de versos um ponto importante: as obras surgem a partir da fé. Este conceito é claro para mim a partir de meus debates com críticos da religião, à luz de nossas leis federais. A lógica e o raciocínio das crenças religiosas de uma pessoa não precisam ser provados diante do tribunal. Somente o que precisa ser provado é a sinceridade das crenças religiosas. Como eu poderia provar da melhor forma o que está no coração de uma pessoa? Eu faço isso mostrando as suas obras.)

F. Amigo, você quer estar do lado certo do juízo final que está acontecendo no céu? Então, aceite aquelas vestes de justiça oferecidas por Jesus. As tuas obras simplesmente não serão suficientes para passar no julgamento final. Contudo, a aceitação daquelas vestes de justiça não é apenas uma questão de meras palavras – você precisa ser sincero. Você precisa ser honesto. Você precisa se comprometer. Você precisa permitir que a tua fé transforme o teu caráter. Se você é sério a respeito de vestis o presente gratuito da justiça de Cristo, isto será refletido na tua vida diária.

IV. Próxima Semana: O Significado do Juízo Hoje

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 12

O Juízo Pré-Advento (Daniel 7)

Introdução: Na nossa última lição aprendemos que a salvação somente pela graça foi a questão importante quando consideramos se o “Chifre Pequeno” era Antíoco Epifânio ou Roma. Acontece que “1844” é uma questão de justificação pela fé: temos um Mediador no santuário Celestial, o qual deu a Sua vida e oferece o Seu sangue em favor de nossos pecados. Por que precisamos de um mediador? Será que Deus o Pai não nos ama? Ele não vai levar a todos para o céu com Ele? Vamos mergulhar em nosso estudo e descobrir por que precisamos de Jesus como nosso mediador!

I. O Juiz

A. Leia Daniel 7:8-9. Qual parece ser o período do Chifre Pequeno e de Deus se assentando? (Estes eventos parecem estar acontecendo ao mesmo tempo.)

B. Obviamente Deus é um ancião. Você acha que Ele precisa se sentar porque está cansado?

1. Se não, o que significa “um ancião se assentou”? (Ele está se sentando em Seu trono. Isto quer dizer que Ele está se preparando para alguma tarefa oficial.)

C. Deus tem cabelos brancos e está usando uma vestimenta branca. Por que? Tenho ouvido falar de mulheres que escolhem a cor de suas roupas para realçar a cor de seus olhos. Você acha que alguma coisa assim está acontecendo aqui – roupas brancas para combinar com os cabelos brancos?

1. Leia Levítico 16:3-4. Quem é Arão? (O sumo sacerdote). De que cor é o linho? (Branco). Por que o sumo sacerdote se veste de branco? (É um símbolo de santidade, do sagrado.)

2. É por isto que Deus se veste de branco? (Sim. Deus está se assentando em Seu trono para tomar parte em um ato santo, sagrado.)

D. Note em Daniel 7:9 que o trono tem rodas flamejantes. (E você pensava que as rodas do teu carro eram bonitas!) Que ponto está sendo colocado aqui para nós?

1. O que você acha que o “fogo” representa? (Poder. Pureza)

2. O que você acha que as “rodas” representam? (Velocidade. Inteligência.)

E. Leia Daniel 7:10. O fogo flui como um rio saindo do trono de Deus. Qual é o significado disso? O que isto simboliza? (Você já viu uma erupção vulcânica? Qualquer coisa que esteja no caminho do rio de fogo é destruída. Novamente, vejo o simbolismo como sendo de poder e pureza. Nada que seja impuro pode permanecer diante de Deus.)

1. Leia Jeremias 23:29-31. Como o “fogo” é usado aqui? (No sentido de julgamento e discernimento.)

F. Em Daniel 7:10 lemos acerca das pessoas estando diante dEle. Essas pessoas são um símbolo? Ou serão alguma outra coisa? Será que são realmente pessoas? (Leia Hebreus 12:22. Daniel não diz que são pessoas. Ele somente diz que são “milhares”, que “servem” a Deus. Penso que são anjos e que eles, mais uma vez, revelam a nós o poder de Deus.)

G. Qual é o propósito de tudo isso? (Julgamento, ou juízo. O “tribunal” está sentado e os “livros” são abertos.)

H. Pense nos nossos modernos juízes. Quais são algumas das questões que surgem sobre os juízes de hoje? (Será que eles são justos? Será que eles são honestos? Será que suas sentenças serão cumpridas? Será que as suas sentenças deveriam ser cumpridas?)

1. Considerando a nossa discussão até aqui, como todas essas questões são resolvidas quando de trata do juízo de Deus? (Deus é santo, sagrado, puro e poderoso. Seu fogo consome o que está errado.)

II. O Julgamento

A. Você gostaria de estar em pé diante de Deus na cena que acabamos de estudar? (Todas as salas de tribunal mais antigas da Corte Federal Americana que eu já vi são projetadas para instilar um sentimento de temor às pessoas que comparecem diante do juiz. Os juízes sempre se assentam em uma posição mais alta do que os advogados ou qualquer outra pessoa. Conforme contemplamos esta cena de julgamento na Bíblia, o fator “temor” salta aos olhos.)

1. Além de ser uma cena que inspira temor, o que mais te preocupa acerca de estar diante deste juiz? (Pureza. Santidade. Tenho uma visão clara de pelo menos parte dos meus pecados. Como eu jamais poderia estar em pé diante de tal Juiz? Eu não poderia.)

B. Leia Daniel 7:11 e Daniel 7:21-22. Como o Chifre Pequeno se sai diante do Juiz? (A sentença é pronunciada contra ele. Ele é morto.)

1. Este Chifre Pequeno é louco? Como ele pode estar diante de Deus e falar palavras arrogantes? (Parece ser absolutamente impossível acreditar que o Chifre Pequeno está realmente na presença de Deus sendo arrogante. A cena dificilmente permitiria tal coisa.)

2. Se o Chifre Pequeno não está na presença de Deus, Por que Daniel enfatiza as palavras “arrogantes”, no contexto do juízo de Deus? (Lembre-se de que na semana passada discutimos que Roma se qualificava como Chifre Pequeno, por causa de sua abordagem errada à questão do pecado. Desde o princípio dos tempos (compare Daniel 8:10 com Apocalipse 12:3-4) o símbolo do Dragão / Chifre Pequeno tem permanecido afastado de Deus, sem depender de Deus. O perdão dos pecados vem de confessarmos os pecados a Jesus e da aplicação, através da fé, do sacrifício de Jesus em nosso favor. Concluímos que todas as religiões baseadas em “obras” estão incluídas no simbolismo do “Chifre Pequeno”. Se pudermos visualizar a partir de Daniel 7 apenas uma porção do poder e da pureza de Deus, veremos quão incrivelmente arrogante, estúpida e presunçosa é a idéia de estarmos diante do nosso Santo Deus baseados em nossas próprias obras!)

III. Nosso Advogado / Mediador

A. Leia Daniel 7:13-14. Quem é aquele que é “semelhante a um filho de homem”? (Jesus! Este é Jesus após Seu nascimento como ser humano, de forma que agora Ele se parece conosco.)

1. Em oposição ao Chifre Pequeno, como Jesus se sai diante do puro, santo e todo-poderoso Deus Pai? (Ele é bem recebido. Ele tem os mesmos atributos de Deus o Pai: “autoridade, glória e o reino”.)

a. Este é “o Homem” que você quer para te representar diante de Deus no céu? Ele á quem você deseja que esteja no teu lugar?

IV. Nossa Escolha

A. Leia novamente Daniel 7:21-22. Se estamos certos no fato de que este julgamento começou por volta de 1844 (ou seja, em uma época moderna, e não no tempo de Antíoco) e ocorre antes da Segunda Vinda de Jesus, como o Chifre Pequeno vai fazer guerra contra os santos e derrotá-los? (Ele os está derrotando pela retirada de suas mentes da preocupação com um juízo final e abatendo a sua fé em Jesus como seu Mediador. Ele os derrota quando os convence de que podem estar em pé diante de Deus por si mesmos.)

1. Amigo, a guerra entre o bem e o mal para remota para você? A tua expectativa para a Segunda Vinda de Jesus é alguma coisa que pode ser empurrada para o fundo da tua mente?

B. Leia Daniel 7:24-25. Temos um período específico de tempo mencionado aqui. Você se lembra o que estudamos sobre isso? (Na lição 4 desta série estudamos que este período de 3,5 anos abrangiam 1.260 dias. Usando o simbolismo “um dia = um ano”, que já estudamos, isto nos dá 1.260 anos.)

1. Como este período de 1.260 anos se encaixa em nosso quadro do Chifre Pequeno fazer guerra contra os santos até que o Tribunal Celestial se assente e dê a vitória aos santos? (Considere duas respostas possíveis. O comentário “A Commentary, Critical and Explanatory” se refere aos “1.260 anos de supremacia” e “perseguição papal”. Isto pode ser datado a partir de 538 A.D.. Este comentário também aponta o fato de que o poder secular da igreja começou em 752 A.D., quando a igreja começou a conceder os títulos aos governantes da Europa. Se começarmos o período de 1.260 anos com a data de 752 A.D., isto nos leva ao tempo presente.)

a. Se você concorda comigo de que o simbolismo do “Chifre Pequeno” abrange não apenas Roma, mas qualquer grupo religioso que ensina a salvação por qualquer outro meio que não a justiça de Cristo, os cristãos estão hoje em guerra com este tipo de poderes religiosos?

C. Leia Apocalipse 16:13. Que “figura” familiar vemos aqui novamente? (O dragão de novo!)

1. O que ele tem com ele? (Rãs, a besta e o falso profeta.)

2. Esses companheiros também são simbólicos do tema do “chifre pequeno”, sobre a salvação pelas obras? (Levi de Paula Tavares, que por muitos anos tem traduzido estas lições para o Português, aponta que essas “rãs” também representam religiões espiritualistas, que crêem na purificação gradual através de sucessivas reencarnações. Eu creio que o “falso profeta” é o Islamismo – outra religião baseada em “obras”. Vemos aqui um grupo de “defensores das obras”, unidos juntos.)

D. Amigo, você vê o alinhamento final dos poderes? Você consegue ver a escolha que você precisa fazer? Um julgamento está acontecendo. Você vai ficar em pé, sozinho, pelos teus próprios méritos, diante de um Deus temível? Ou vai escolher Jesus como teu representante, teu substituto? Para mim, a escolha tão simples, que nem preciso pensar: eu escolho a graça!

V. Próxima Semana: O Evangelho e o Juízo

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 11

O Santuário e o Chifre Pequeno (Daniel 8, Hebreus 9)

Introdução: Se você está lendo este texto, isto significa que você ainda está me acompanhando neste estudo, embora ele tenha sido um trabalho árduo passar por muitos dos detalhes das profecias de Daniel. Prometi, na semana passada, que descobriríamos nesta semana por que faz diferença, do ponto de vista prático, se o “Chifre Pequeno” de Daniel 7 e 8 é Antíoco ou Roma. Por que, como cristãos, deveríamos nos importar com isso? Vamos pular para dentro do estudo e descobrir por que este assunto nos leva ao coração do evangelho e é uma prova da nossa fé!

I. O Alvo do Chifre Pequeno

A. Leia Daniel 8:9-12. O que está sendo atacado pelo “Chifre Pequeno”? (Descobrimos anteriormente que, em um nível bastante básico, ele destruiu o santuário judaico no ano 70 A.D.)

1. O que mais está sendo atacado? (Daniel 8:10 nos diz que ele alcançou os céus e lançou “na terra parte do exército das estrelas.”)

a. O que isto nos traz à mente? (Leia Apocalipse 12:3-4 e Apocalipse 12:7-9. Esta pe uma descrição de Satanás trazendo consigo um terço dos anjos para a terra, quando perdeu sua luta contra Deus.)

(1) Que tipo de animal está sendo descrito aqui? (Um dragão com dez chifres.)

(2) Que tipo de animal é descrito em Daniel 7:19-20? (Algum tipo de animal que pode se passar por um dragão com dez chifres.)

2. Vamos voltar e ler Daniel 8:11-12 novamente. O que mais este Chifre Pequeno faz? Quem é o “Príncipe do Exército”? (O Príncipe do Exército tem que ser Jesus. Ser Chifre Pequeno pensa que é um substituto de Jesus. Além disso, seu ataque a Jesus envolve o santuário.)

B. Leia Daniel 8:13-14. Conforme discutimos anteriormente, que santuário está sendo reconsagrado (purificado) aqui? (Por causa do período histórico (com base em nossa conclusão anterior de que os 2.300 dias são simbólicos e representam 2.300 anos), este texto deve se referir ao santuário no céu.)

II. Atividades do Santuário

A. Hebreus 9:1-5 nos dá uma descrição dos compartimentos Santo e Santo dos Santos do santuário judaico aqui na terra. Continue lendo Hebreus 9:6-10. Qual era o propósito do santuário judaico e seu sistema sacrifical? (Ele é “uma ilustração para os nossos dias”.)

1. Você é parte dos “nossos dias”?

2. O que está sendo ilustrado aqui para você (nós)? (1. O “caminho para o Santo dos Santos” ainda não havia sido “manifestado”, enquanto o santuário judaico na terra existia. 2. Até a “nova ordem”, a consciência do povo não estava sendo realmente limpa.)

a. Você consegue resumir estes dois pontos em uma sentença? (O santuário judaico na terra era um símbolo, mas não a realidade, do caminho para o perdão dos pecados.)

B. Leia Hebreus 9:11-14. Qual é a realidade dos “nossos dias” para o perdão dos pecados, e onde esta realidade acontece? (A boa notícia para os nossos dias é que Jesus é o sacrifício verdadeiro e o verdadeiro Sumo Sacerdote, e a verdadeira obra para o perdão dos pecados está sendo realizada no santuário original, o qual está no céu.)

C. Leia Hebreus 9:15. O que é a “nova aliança”? (Que Jesus era o “cordeiro sacrifical” verdadeiro, porque Ele viveu uma vida perfeita, e Sua morte na cruz, caso seja aceita por nós como substituta pelos nossos pecados, verdadeiramente elimina os nossos pecados. Ela tira os nossos pecados – todos eles!)

D. Amigo, você quer isso? Perdão real para todos os teus pecados?

III. Por Que a Questão de Antíoco é Importante

A. Lembre-se que aprendemos que o Chifre Pequeno de Daniel 7 e 8 ataca o santuário (Daniel 8:11-12), ataca a Deus (Daniel 7:25; Daniel 8:10-11, 25) e ataca o povo de Deus (Daniel 7:21; Daniel 8:12, 25). Se o Chifre Pequeno de Daniel 7 e 8 é Antíoco Epifânio, um rei selêucida de menor importância que reinou por onze anos de 175-164 A.C., que santuário ele atacou? (O santuário na terra.)

1. Se o Chifre Pequeno é Antíoco, qual é a importância disto para nós hoje? (Não tem qualquer importância. É uma nota de rodapé sobre uma figura de menor importância na história.)

2. Se o Chifre Pequeno é Roma (como eu creio que seja), tanto em sua fase pagã quanto na fase papal, qual é a importância disto para nós hoje? (“Roma ainda está conosco.)

3. Deixem-me repetir que muitos dos meus casos de liberdade religiosa mais importantes envolvem a defesa de católicos. Eu admiro muito o fato de a Igreja Católica permanecer firme contra o aborto e outros males morais. Mas, a Igreja Católica tem uma falha séria em sua teologia, quando se trata da questão de Cristo ser o nosso mediador no Santuário Celestial. Que falha é esta? (Penso que seja justo dizer que a idéia de confessarmos os nossos pecados a homens, a idéia de vermos Maria como nossa mediadora [(sem contarmos a mediação dos outros santos)], é um ataque ao papel de Jesus como nosso Sumo Sacerdote mediador no céu. Roma também tem um triste histórico de perseguição aos santos.)

4. Obviamente, o Chifre Pequeno é simbólico. Se ele simboliza um poder que ataca a Deus, Seu povo, e o papel de Jesus como o nosso sacrifício, Sumo Sacerdote e Mediador no santuário celestial, existe algum outro poder hoje que se qualifique como “chifre pequeno”? (Qualquer crença religiosa que minimize a justificação pela fé, que minimize o perdão dos pecados unicamente pela fé em Cristo, que descreva um caminho diferente para o céu, que não seja através de Jesus nosso Sumo Sacerdote, é um poder do Chifre Pequeno!)

a. Você consegue nomear alguns deles? (O islamismo, todas as religiões orientais baseadas nas “obras”, o judaísmo sem um Messias – todos estes descrevem caminhos para a salvação sem Jesus. Todas estas religiões se desviam da salvação apenas pela graça. (N.T.- Podemos acrescentar aqui também as crenças das religiões espiritualistas, tanto orientais quanto ocidentais, como o Kardecismo, que crêem na salvação pela purificação gradual através de sucessivas reencarnações, ao invés da graça salvadora de Jesus.) De fato, existem inúmeros membros, de igrejas que ensinam a graça, que acreditam que são salvos pelas suas obras. Se você crê que é salvo pelas tuas obras, está sob a bandeira do Chifre Pequeno, porque a tua crença é um ataque à obra mediadora de Jesus.)

b. E o moderno humanismo? Ele se encaixa ao simbolismo do Chifre Pequeno? (Certamente. A “fé” dos humanistas seculares é que são um deus. Não existe um deus maior do que a pessoa. A própria pessoa deve fazer seu julgamento daquilo que é certo ou errado. Eles tem pouca tolerância para com os cristãos que crêem na Bíblia. Isto não é um “ataque” a Deus, à justificação pela fé e aos santos?)

B. Já determinamos anteriormente, nesta série de lições, que ao “fazermos as contas” dos períodos nas profecias de Daniel, utilizando o simbolismo de um dia = um ano, encontramos a predição de que Jesus é o Messias, a predição de Sua morte, a predição da disseminação do evangelho aos gentios e a predição da destruição do santuário judaico na terra. Também fizemos os cálculos e descobrimos que os 2.300 anos terminaram em 1844 ou, possivelmente, algum tempo depois. Leia Hebreus 9:23. O santuário no céu foi purificado? (Este verso diz que isto era “necessário”, usando “sacrifícios superiores”.)

1. Leia Hebreus 9:24-26. Quando Jesus entra no santuário celestial para aniquilar os nossos pecados? (“No fim dos tempos”.)

2. Leia Hebreus 9:27-28. O que se segue à eliminação dos nossos pecados por Jesus? (Ele vem novamente para nos levar ao céu com Ele.)

C. Amigo, a mensagem do Chifre Pequeno e seu ataque ao santuário é uma mensagem para hoje – não é alguma nota de rodapé empoeirada na história. Os santos hoje estão cercados por todos os lados por sistemas de crenças que são um assalto à justificação apenas pela graça. A mensagem de “1844” é que somos salvos unicamente pela graça. Jesus está trabalhando em nosso favor no santuário celestial. Jesus tem um julgamento, do qual somente podemos ser salvos através da fé nEle. Quando Ele terminar este julgamento, “aparecerá segunda vez” para “trazer salvação aos que O aguardam.” (Hebreus 9:28) Você está entre aqueles que aguardam por Ele? Ou está aliado ao Chifre Pequeno: as filosofias religiosas que dizem que a salvação vem por outros caminhos que não apenas através de Cristo?

IV. Próxima Semana: O Juízo Pré-Advento

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 10

Roma e Antíoco (Daniel 7 e 8)

Introdução: Qual é a importância das pesquisas de opinião? Se você concorda com a maioria, isto te dá um conforto de que está certo e que o resto do mundo está, basicamente, “pensando certo”. Por outro lado, se você está do lado minoritário, pensa “O que há de errado com essas pessoas?” Duvido que muitas pessoas que tenham formado uma opinião forte a respeito de um assunto sejam abaladas por pesquisas de opinião mostrando que a maioria discorda delas. Nesta semana, estaremos do lado da minoria: estamos estudando e argumentando o que é, hoje em dia, uma posição minoritária acerca de Daniel 7 e 8. Vamos pular para dentro da controvérsia!

I. Daniel 7 e o “Chifre Pequeno”

A. Quando estudamos os animais de Daniel 7 (Daniel 7:4-7, que encontra-se na lição 4 desta série), pensamos que o seu significado era semelhante a alguma coisa que já houvéssemos visto anteriormente no livro de Daniel? (Sim. Em Daniel 2 tivemos um vislumbre da história profetizada no sonho da estátua. Ela representava quatro reinos: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, os quais sirgiram e caíram sucessivamente. Achamos que os animais de Daniel 7 representavam os mesmos impérios mundiais que vimos em Daniel 2.)

B. Vamos ler até o final deste sonho. Leia Daniel 7:8-14. Se este sonho é uma afirmação a respeito da história do mundo e do juízo final, como eu penso que seja, como você se sente acerca disso? (Assim como no sonho de Daniel 2, Deus tem um juízo. Deus e Seu povo vencem. Deus triunfa na história dos seres humanos.)

1. Que duas atividades de Deus são reveladas por este sonho? (Os versos 9-10 mostram que Deus estabeleça um julgamento no céu e os versos 11-14 mostram a destruição dos poderes terrestres e a coroação de Jesus (o “filho do homem” – Mateus 17:22).)

2. Quando este julgamento parece começar? (Ele parece começar antes do final dos tempos, quando o “chifre pequeno” ainda está atuando.)

C. O que, em geral, a estátua de Daniel 2 e os animais de Daniel 7 nos ensinam? (Deus está no controle dos reis, reinos e do desenrolar da história. Há uma luta universal entre o bem e o mal. Deus tem um juízo que está por vir. Neste maio tempo, Deus se alia a seres humanos fiéis para revelar a derrota futura do mal.)

D. Leia Daniel 7:15-16. Qual é a reação de Daniel ao sonho dos animais? Você vê aqui que Daniel não é um “homem comum”? (Daniel está preocupado com o sonho. Ele quer saber o que significa, e então pergunta. Ele está disposto a parar e pedir informações!)

1. Quem é esta pessoa de quem Daniel se aproxima no verso 16? (Na última parte da visão de Daniel ele está observando o que acontece no céu. A conclusão razoável é que Daniel se aproxima de um ser celestial e pede ajuda na interpretação do sonho.)

E. Leia Daniel 7:19-20. O que há de diferente neste quarto animal? (A primeira coisa é que ele é aterrorizante. Porém, todos os animais parecem bastante assustadores para mim. A principal diferença são os chifres. Daniel 7:7 assinala o fato de ele ser diferente e nota especificamente os chifres.)

1. O que há de especial a respeito deste chifre? (Ele parece estar identificado com uma pessoa. Note que com os primeiros três animais, Babilônia (Daniel 7:4) é descrita com características “humanas”. O chifre, assim como a Babilônia, é descrito com traços “humanos”.)

F. Leia Daniel 7:21-22. O que mais aprendemos sobre este chifre pequeno? (Que ele persegue os cristãos e os está derrotando. As suas vitórias sobre os santos chegam ao fim com o julgamento de Deus. Compare com Daniel 7:8-11.)

G. Leia Daniel 7:23-25. O intérprete celestial diz que os chifres são dez reis. Como isto se compara com o sonho de Nabucodonosor acerca da estátua? (Encaixa-se perfeitamente. Nenhum reino mundial dominou depois de Roma. Ao contrário, o Império Romano transformou-se em pés e dedos (provavelmente você tem dez deles – assim como os dez chifres) que são uma mistura de ferro e barro. Portanto, vemos que depois do Império Romano temos nações que são fracas (barro) e fortes (ferro), mas nenhuma delas governa o mundo. Compare com Daniel 2:40-43.)

II. Examinando o “Chifre Pequeno” de Daniel 7

A. Quando o “chifre pequeno”, que se parece com um homem, surge? (Ele surge após a divisão do Império Romano nos dez reinos. Daniel 7:24 diz que ele se levanta “depois” dos “dez reis que sairão desse reino”[Romano].)

1. Por quanto tempo este “chifre pequeno” estará no poder? (Temos duas declarações acerca do tempo. Ele está no poder até o tempo do juízo celestial (Daniel 7:8-9, 26) e está no poder por “um tempo, tempos e meio tempo”. (Daniel 7:25.).)

2. A opinião da maioria é que o “chifre pequeno” é um selêucida de menor importância chamado Antíoco Epifânio, que governou por onze anos, entre 175 e 164 A.C.. Antíoco chegou ao poder depois da morte de Alexandre o Grande, ao final do Império da Grécia. (Veja Goldstein, Graffiti in the Holy of Holies, p.39-42.)

a. Antíoco Epifânio se encaixa na descrição do chifre pequeno? (Não. O período está completamente errado. Antíoco chegou ao poder antes, e não depois do Império Romano. O comentário Treasury of Scripture Knowledge demonstra que os dez reinos nos quais o Império Romano ocidental se dividiu foram estabelecidos entre 356 e 526 A.D. Portanto,. Antíoco está mais de 500 anos adiantado para se encaixar no cumprimento desta profecia. Além disso, o seu reinado de 11 anos dificilmente se estende até o tempo do juízo final.)

B. Se Antíoco tem tantas dificuldades históricas para se encaixar, por que a maior parte dos comentaristas pensa que o chifre pequeno é Antíoco? Vamos continuar com o nosso estudo.

III. Daniel 8 e o “Chifre Pequeno”

A. Leia Daniel 8:9-12. Você acha que o chifre de Daniel 8 é a mesma coisa que o chifre pequeno de Daniel 7?

1. Para refrescar a memória, dê uma olhada em Daniel 7:8, 11-12, 20-25 para comparar o chifre pequeno de Daniel 7 com o de Daniel 8. Por que razões você acha que eles são a mesma coisa? (Ambos são chifres com características humanas. Ambos se opõe a Deus. Ambos se opõe ao povo de Deus. Ambos são destruídos por Deus.)

2. Que razões você consegue pensar pelas quais estes chifres seriam diferentes? (O chifre de Daniel 8 é descrito como atacando o santuário – embora isto não seja mencionado a respeito do chifre de Daniel 7.)

B. Qual é o período da chegada do chifre pequeno de Daniel 8? (Embora p chifre de Daniel 7 claramente surja a partir (depois) do quarto animal, o chifre de Daniel 8 surge a partir (depois) do bode (Daniel 8:8-9).

1. O que o bode representa? (leia Daniel 8:21-23. O bode representa a Grécia e o chifre pequeno surge da Grécia.)

C. O período histórico está errado para Antíoco ser o chifre de Daniel 8:9? (O período histórico de Antíoco se encaixa muito melhor em Daniel 8. Ele surgiu a partir da fragmentação do império Grego (que é a razão pela qual ele não pode ser o “chifre pequeno” de Daniel 7 – este veio da fragmentação do império Romano).)

D. Você consegue ver a base do conflito? Se os chifres pequenos de Daniel 7 e Daniel 8 são a mesma coisa, então a turma do “chifre pequeno = Antíoco” chega a esta conclusão aplicando a sua interpretação de Daniel 8 a Daniel 7. A turma do “chifre pequeno = Roma papal” (da qual eu faço parte) aplica a sua interpretação de Daniel 7 a Daniel 8. (Para uma explicação do motivo pelo qual penso que o “chifre pequeno” de Daniel 7 é Roma papal, leia a lição 4 desta série, a qual cobre uma grande parte deste material.)

IV. Resolvendo o Conflito

A. Se você concorda que o “chifre pequeno” é o mesmo poder em Daniel 7 e Daniel 8, então que razão você tem para pensar que ele não é Antíoco? Um argumento baseado simplesmente na questão do período histórico parece ser difícil de defender, porque quando se trata do período histórico, o argumento deles parece ser tão bom quanto o nosso.

B. Vamos revisar Daniel 8:9-12. Considere o restante da descrição deste chifre. Ele se encaixa melhor com Roma pagã e Roma papal, ou com Antíoco? (A descrição do poder deste chifre se compara ou excede a descrição do poder do carneiro e do bode. Por exemplo, o carneiro é chamado (Daniel 8:4) de “grande” e o bode é chamado (Daniel 8:8) de “muito grande”. Porém o chifre é descrito (verso 10) como sendo grande o bastante para alcançar os céus. Como o chifre é descrito como chegando a ser maior do que a Medo-Pérsia e a Grécia, dificilmente seria apropriado concluir que os 11 anos do reinado de Antíoco, um rei selêucida de menor importância, seja comparável aos impérios Persa e Grego! Por outro lado, o império Romano (tanto em sua fase pagã quanto Papal) é claramente comparável aos impérios Persa e Grego.)

1. Roma destruiu (Daniel 8:11) destruiu o santuário? (Os romanos destruíram o templo de Deus no ano 70 A.D.. Salmos 79:1 se refere à primeira destruição de Jerusalém e do templo como sendo uma “profanação” do templo.)

2. Roma alcançou (verso 8:10) os céus, atirou parte dos cidadãos do céu ao chão e os pisoteou?

V. Gabriel e a Questão do Chifre Pequeno

A. Leia Daniel 8:23-25. Vamos agora para a explicação adicional de Gabriel sobre a parte do chifre no sonho de Daniel. Quem é o Príncipe dos príncipes a que se refere o verso 25? (Só pode ser Jesus.)

1. Roma fez alguma coisa contra Jesus?

2. Como este texto se encaixa na referência de Daniel 8:10 sobre o chifre alcançar os céus e pisotear as hostes das estrelas? (Roma crucificou a Jesus. Penso que isto se encaixa tanto na descrição de pisotear os cidadãos do céu quanto se insurgir contra o Príncipe dos príncipes.)

B. Como termina o chifre? (Daniel 8:25 nos fala que é destruído por um podre que não é humano.)

1. O que você acha que isto significa? (A conclusão lógica é que ele é destruído por Deus.)

C. Amigo, eu compreendo o argumento daqueles que concluem que o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel 8 é Antíoco Epifânio. Por outro lado, creio que Roma (tanto em sua faze política quanto na fase papal) se encaixa melhor na profecia. Depois de batalharmos com este estudo, você poderá dizer: “E então, Bruce!? Por que este ponto aparentemente insignificante da profecia é tão importante?” Na próxima semana discutiremos se ele é importante e por que.

VI. Próxima Semana: O Santuário e o Chifre Pequeno

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 09

O Princípio Dia/Ano (Daniel 8 e 9; Jeremias 29)

Introdução: Você odeia esperar? Minha esposa é professora e decidi ir com ela à uma convenção nacional de professores na semana passada. Chegamos pela manhã cedo ao aeroporto, e fiquei chocado ao ver que o aeroporto estava abarrotado de viajantes – numa manhã de domingo. Enquanto eu ia em direção das máquinas de check-in automático que sempre uso, um empregado a empresa aérea nos disse para ficarmos naquela enorme fila. Fizemos como nos disseram. Ao observar a fila, tive dúvidas se conseguiríamos pegar o nosso avião a tempo. Decidi depender do meu próprio julgamento ao invés das instruções do empregado da companhia. Deixei minha esposa na fila e, em menos de cinco minutos, estava com ambos os bilhetes de embarque, emitidos pela máquina de auto-atendimento. Rapidamente estávamos a caminho. Pobre Daniel, em seu caso descobrimos que o que estava declarado como sendo dias realmente significavam anos! Somos como o funcionário da companhia aérea, criando atrasos desnecessariamente? Vamos pular para dentro do nosso estudo e vermos esta questão novamente nesta semana!

I. Exílio

A. Leia Daniel 9:1-3. Qual é á época desta oração de Daniel? (O primeiro ano do rei Dario. O comentário The Bible Knowledge Commentary identifica o ano como sendo 539 A.C. – 66 anos depois que Daniel havia sido exilado.)

B. Sobre o que Daniel está orando? (Leia Jeremias 29:10. Daniel está orando a respeito da profecia de Jeremias de que a destruição de Jerusalém duraria apenas setenta anos. Uma vez que Daniel já está há 66 anos no exílio, podemos compreender por que ele está orando sobre este assunto.)

1. Como você acha que Daniel compreendeu esses 70 anos? Seriam anos literais? (Se Daniel pensasse que fossem outra coisa além de anos literais, não estaria orando tão diligentemente a respeito de seu cumprimento. Ele teria entendido que eles referiam-se a algum tempo em um futuro distante – muito além de seu tempo de vida.)

II. A Consistência do Princípio Dia-Ano

A. Leia Daniel 9:24. Nós decidimos, quando estudamos este texto, há duas semanas atrás (lição 7), que as “setenta semanas” não significavam semanas literais. Por que isso?

1. Como você pode ser tão inconsistente? Quando Daniel escreve em Daniel 9:2 acerca dos setenta anos, você acha que o tempo é literal. Quando, alguns versos mais tarde, ele escreve em Daniel 9:24 sobre setenta semanas, você de repente pensa que ele está falando de um período simbólico de tempo?

2. A consistência não é uma virtude? Não devemos usar um pouco de bom senso quando estudamos a Bíblia?

B. Vamos olhar cada um destes textos para ver se temos alguma razão para parecermos tão inconsistentes.

III. Jeremias 29

A. Leia Jeremias 29:1-3. Quem é a audiência para quem Jeremias escreve? (Todos os judeus cativos. Os líderes do povo comum.)

1. Qual é o estado de espírito dos destinatários desta carta? (Por um lado, eles estão provavelmente alegres de estarem vivos, já que eles estão entre os “que ainda restavam”. Por outro lado, é bastante perturbador ser um cativo e saber que a vida, como você a conhece, nunca mais será a mesma.)

B. Leia Jeremias 29:4. De quem foi a idéia de torná-los cativos em uma terra estrangeira? (Foi idéia de Deus – o Deus deles!)

1. Como eles se sentiam em relação a este conhecimento?

C. Leia Jeremias 29:5-6. Por quanto tempo este texto sugere que eles estarão no exílio? Isto será uma situação temporária?

D. Leia Jeremias 29:7. Que tipo de cidadãos eles deveriam ser enquanto estivessem no cativeiro? (Eles deveriam ser bons cidadãos, e deveriam orar pelos seus captores.)

1. Por que? (Porque o bem-estar deles dependeria do bem-estar de Babilônia.)

E. Leia Jeremias 29:8-9. Que mensagens os falsos profetas estão dando? (Este texto não diz, mas a implicação é que eles estão dizendo que o povo retornará em breve à sua terra. O cativeiro será curto.)

F. Qual é a conclusão geral a ser tirada das instruções contidas na carta de Jeremias em nome do “Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel”? (Eles estão lá para ficarem por um longo tempo. Podem muito bem cuidar de seu conforto, continuar com as suas vidas, e fazer o melhor que puderem. Eles terão netos que nascerão nesta terra.)

1. Você já viu pessoas que não conseguem superar algum problema ou tragédia e continuar com suas vidas? (Deus diz ao Seu povo que esta é a sua nova realidade e eles deveriam simplesmente continuar com suas vidas.)

G. Leia Jeremias 29:10-11. O que Deus promete? (que em setenta anos Ele os trará de volta para casa. Deus lhes promete esperança e um futuro.)

H. Leia Jeremias 29:12-14. O que se espera que o povo faça? (Quando se aproximar o período dos 70 anos, eles deveriam orar para que Deus os levasse para casa.)

1. Este é um mistério que precisamos explorar. Há anos atrás, uma senhora em minha classe me perguntou, “Se Deus conhece o futuro, se Ele sabe o que fará, e Ele faz o que é melhor para nós, por que precisamos orar para que Ele faça as coisas?”

2. Aqui, Deus lhes promete que em 70 anos os trará para casa; então por que eles precisam ficar orando para que Ele faça o que já prometeu? (Eles estão no exílio porque Deus reagiu aos pecados deles. Deus quer uma parceria com Seu povo. Aquilo que fazemos faz diferença para Deus. Ele nos diz que ouve, então as nossas orações devem ter algum efeito prático. Se elas não mudam a Deus, pelo menos mudam a nós.)

I. Veja novamente Jeremias 29:10. Há alguma razão para crer que estes são anos literais, e não simbólicos? (Nada nesta situação parece ser simbólico. Deus diz que “cumprirei a minha promessa em favor de vocês, de trazê-los de volta para este lugar.” Obviamente, nem todos sobreviverão os 70 anos, mas Deus parece estar falando pessoalmente ao povo. Faz sentido entender estes anos como sendo literais. Outra “pista” é que Deus os instrui (Jeremias 29:6) a se casarem e terem filhos, para que seus filhos tenham filhos. Este número de gerações é consistente com um período de 70 anos.)

IV. Daniel 9

A. Leia Daniel 9:20-23. Daniel, conforme as instruções de Deus em Jeremias 29:12-14, está orando para que Deus ouça e os leve de volta do cativeiro. O que Gabriel diz que veio dar a Daniel? (Percepção e entendimento.)

1. Percepção e entendimento a respeito do que? (Em um nível bastante básico, seria a respeito da questão de voltar para casa. Mas, de forma mais específica, é sobre (Daniel 9:23) o “[entendimento] da visão”.)

a. Que visão é esta? (Leia Daniel 8:26-27. A visão que havia abalado a Daniel, a visão que ele não entendeu, “das tardes e das manhãs”. É a visão sobre a qual ele estava escrevendo por último.)

B. Revise rapidamente Daniel 8:1-14. Alguma dessas coisas parece literal para você? (Não. Todas elas são simbólicas. O carneiro, o bode, os chifres, todos eles são obviamente simbólicos. No final deste texto lemos que existem 2.300 tardes, e então alguma coisa acontecerá com o santuário. O contexto deste período de tempo é completamente simbólico e não literal.)

C. Você está acompanhando até aqui? Daniel leu a profecia literal de Jeremias 29, ele está orando conforme a instrução, e Gabriel vem e faz uma referência a uma visão simbólica, o que, obviamente, parece referir-se à visão dos 2.300 dias de Daniel 8. Vamos seguir até Daniel 9 e acompanhar o restante da explicação de Gabriel. Leia Daniel 9:23-27.

1. Parte do contexto é literal (A promessa de retornar em 70 anos). Parte do contexto é simbólico (A profecia das 2.300 tardes e manhãs). Usando o bom senso da abordagem contextual que aprendemos até aqui, as 70 semanas deveriam ser consideradas como um período de tempo literal ou simbólico? (A visão que deve ser compreendida de Daniel 8 é simbólica. 70 semanas literais representam pouco mais de um ano. A mensagem de Gabriel, caso o significado seja literal, nos diz que o templo será reconstruído em menos de dois anos depois da ordem para reconstruir, o Messias virá e será morto neste período de menos de dois anos. Durante os mesmos dois anos, o templo será destruído e o fim virá. Serão dois anos cheios de ação! Um período literal simplesmente não faz sentido. Conforme discutimos na lição 7 sesta série (“70 Semanas”), se usarmos um tempo simbólico (um dia = um ano) então o período de tempo funciona perfeitamente para [primeira] vinda de Jesus.)

D. Uma última “ponta solta”. De onde você tirou a idéia de que um dia profético equivale a um ano? Por que não valer um mês? Ou uma década? Ou algum período indeterminado de tempo? (O Dicionário Bíblico Eston refere-se ao fato de que Daniel 9:24 é “normalmente interpretado com base na teoria do ‘dia-ano’”. Lemos acerca deste conceito de dia = ano em Ezequiel 4:4-6 e Números 14:34.)

E. Amigo, quando você estuda a Bíblia e lê acerca de períodos de tempo, você acha que está equipado para determinar se eles significam um período literal ou simbólico?

V. Próxima Semana: Roma e Antíoco

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O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 08

1844 Simplificado (A Profecia dos 2.300 Dias) (Daniel 8)

Introdução: Na semana passada estudamos uma das profecias mais importantes da Bíblia. Aprendemos, a partir de Daniel 9:22-27, que as datas especificas da vinda de Jesus, o Messias, foram reveladas com centenas de anos de antecipação através da mensagem de Gabriel a Daniel. Do meu ponto de vista, esta é a mensagem mais importante de Daniel. Deus revela a Seu povo não apenas os detalhes do vislumbre da história, Ele revela o momento da vinda de Seu Filho. É claro, aprendemos muitas outras coisa importantes também. Aprendemos que o santuário seria reconstruído e depois destruído novamente. Aprendemos que o evangelho passaria de uma mensagem dirigida aos judeus para uma mensagem a todos nós atualmente. Porém, ficaram ainda algumas “pontas soltas”. Uma das coisas não resolvidas foi o significado dos 2.300 dias de Daniel 8:14. Vamos cavar no livro de Daniel para vermos quais outros segredos Deus tem nos revelado hoje!

I. O Santuário

A. Leia Daniel 8:13-14. Coloque-se no lugar de Daniel. Se você pudesse ter uma pequena “lista de desejos” sobre o futuro, o que colocaria nela? (Lembre-se que Daniel havia sido levado de seu lar quando era um rapaz muito jovem. Ele gostaria de voltar para o seu país nativo, Judá.)

1. O que viria à mente de Daniel quando o santuário fosse mencionado nesta visão? (Certamente Daniel pensaria a respeito do santuário (templo) que fora construído por Salomão. Veja I Crônicas 22:17-19.)

2. O templo de Salomão existia no tempo da visão de Daniel? (Não. Os babilônios haviam destruído Jerusalém e o templo de Salomão. Esta era parte da tragédia de sua juventude. Ele havia sido levado como cativo, e as instituições importantes de sua pátria haviam sido destruídas. Isto incluía a cidade de Jerusalém e o templo de Salomão, o centro da adoração judaica.)

3. Quando Daniel ouviu que o santuário seria “reconsagrado” (NVI) (“purificado”; versão Almeida), o que ele logicamente pensaria que deverá acontecer? (É lógico crer que seus primeiros pensamentos foram que o templo de Salomão seria reconstruído. Esta visão acerca do futuro poderia ser a respeito de uma das esperanças mais ternamente acalentadas por Daniel – de que o centro da adoração judaica estaria novamente em operação.)

4. Que outras possibilidades poderiam vir à mente de Daniel quando ele ouviu que o santuário seria reconsagrado? (Leia Salmos 102:19; Êxodo 25:8-9 e Hebreus 8:1-5. Um “padrão” havia sido dado originalmente a Moisés, para que o santuário no deserto fosse construído de acordo com o santuário existente no céu. Salomão construiu então uma versão permanente do santuário, para abrigar a arca de Deus e continuar a adoração e o serviço sacrifical. Apenas a cópia na terra havia sido destruída. O original celestial ainda existia. Uma vez que o santuário na terra havia sido destruído, Daniel poderia ter pensado que esta visão tinha algo a ver com o santuário celestial.)

B. Qual é o período de tempo dado para que o santuário fosse reconsagrado? (2.300 dias.)

C. Vamos voltar um minuto e ler o contexto dos 2.300 dias de Daniel 8:14. Leia Daniel 8:9-13. Qual santuário você acha que está sendo descrito nestes versos? (Na lição 5 desta série (sobre Daniel 8) concluímos que este “chifre” eram as fases Pagã e Papal de Roma. Portanto, este seria o santuário reconstruído prometido a Daniel.)

1. Se isto é verdade, Gabriel poderia estar falando de 2.300 dias literais – um pouco mais de seis anos? (Não. Estes dias teriam que ser dias simbólicos (significando que um dia equivale a um ano), e não dias literais. Roma estava centenas de anos no futuro.)

a. Leia Daniel 8:19-26. esta é a explicação de Gabriel para visão das “tardes e manhãs”, e ele diz que ela se refere a um “futuro distante”. Há alguma possibilidade de que os 2.300 dias fossem dias literais? (Não posso ver qualquer maneira pela qual isto fosse possível!)

D. Então, o que acontece ao final destes 2.300 anos? O que significa o santuário ser reconsagrado? Sobre que santuário estamos falando? Isto é o final do mundo?

E. Vivendo no século vinte e um, sabemos que, eventualmente, o templo em Jerusalém foi reconstruído e por centenas de anos os judeus mantiveram seus sacrifícios diários e adoraram a Deus no santuário. Também sabemos que no ano 70 de nossa era os romanos destruíram o santuário. Dado este nosso conhecimento, a qual santuário você acha que Daniel 8:14 está se referindo? (Leia Daniel 8:17. Uma vez que esta é uma visão para “os tempos do fim”, e como sabemos que o santuário na terra foi destruído há quase 2.000 anos atrás, isto logicamente deixa somente o santuário celestial como o objeto desta visão.)

1. Que argumento você pode apresentar de que esta visão refere-se a um santuário que será novamente reconstruído em Jerusalém antes que o mundo termine? (Tal argumento negaria que Jesus é o Messias. Ele ignoraria o ministério Sumo Sacerdotal de Jesus no céu, referido no livro de Hebreus. Se os judeus reconstruírem um templo em Jerusalém, ele serviria apenas para continuar o mesmo sistema sacrifical que Jesus cumpriu através de Sua vida e morte.)

a. Leia Hebreus 9:8-12. O que este texto sugere acerca da possibilidade de um novo templo ser construído em Jerusalém? (o livro de Hebreus nos fala que o templo na terra era tanto uma ilustração quando um impedimento à obra de Jesus por nós no céu. A idéia de que ele seria reconstruído em algum momento antes da Segunda Vinda de Jesus está em completa oposição a Hebreus e a todo o conceito de Jesus haver cumprido o simbolismo do serviço do santuário.)

F. A conclusão razoável, baseada no que sabemos da história e a nossa compreensão do evangelho, é que o santuário que será reconsagrado (purificado) é o santuário celestial.

II. A Natureza da Purificação

A. Se Daniel 8:14 é acerca da reconsagração (purificação) do santuário no céu, a questão lógica é: “Por que ele precisa ser purificado?”

B. Leia Levítico 16:32-34. Estes três versos descrevem de forma resumida um evento anual para o povo judeu. Você pode me falar a respeito deste evento? (Durante todo o ano o povo viria ao templo para sacrificar animais para o perdão dos seus pecados. Simbolicamente, o sangue derramado do animal transferia o pecado da pessoa para o santuário. Então, uma vez ao ano, no Dia da Expiação, o próprio santuário era purificado de todos esses pecados, os quais haviam se acumulado durante o ano. Naquele dia, o Sumo Sacerdote entrava no lugar Santo dos Santosdo santuário.)

C. E os pecados do povo? Eles eram tratados de forma plena durante o ano? (leia Levítico 16:29-30. Parece que a purificação do santuário no Dia da Expiação era o ato final na remoção dos pecados do povo.)

D. Uma vez que o santuário terrestre seguia o padrão do santuário do céu, você acha que existe uma atividade paralela no céu? Se sim, qual é ela? (De acordo com o texto de Hebreus que lemos anteriormente (Hebreus 9:11-12), Jesus é o sacrifício para o santuário celestial. Ele também é o Sumo sacerdote, que entra no lugar Santo dos Santos.)

1. Quando Daniel 8:14 nos fala que o santuário será reconsagrado (purificado), poderia significar que depois do período de 2.300 dias o Dia da Expiação aconteceria no céu? (Parece ser isto que ele quer dizer. Uma vez que o santuário não poderia ser o santuário na terra, deve ser o santuário no céu. Hebreus nos diz que Jesus entrará no lugar Santo dos Santos do santuário celestial – assim, faz sentido acreditarmos ser este o significado de Daniel 8:14.)

III. O Significado do Dia da Expiação

A. Vamos fazer uma revisão por um minuto. O santuário a que se refere Daniel 8:14 é o santuário celestial. O significado histórico da purificação do santuário é o Dia da Expiação. Assim, a próxima pergunta é qual seria o significado do Dia da Expiação no céu? Leia Daniel 8:26-27. Daniel entendeu o que significava a reconsagração do santuário do céu?

1. Note que o verso 27 diz que Daniel não entendeu a visão. Ele não entendeu qual parte da visão? (Este texto se refere à visão do Carneiro/Bode/Chifre da primeira parte de Daniel 8. Gabriel falou a Daniel acerca do significado do Carneiro e do Bode. Foi apenas a respeito do Chifre e dos 2.300 dias que não houve explicação. Uma vez que Daniel chama esta visão de a “visão das tardes e das manhãs”, devem ser mais especificamente os 2.300 dias que causaram o mistério.)

2. O que você acha que o Dia da Expiação representa? É o começo do Juízo? O fim do Juízo? A Segunda Vinda de Jesus?

B. Ao tentarmos resolver este mistério seria interessante sabermos quando este período de 2.300 anos terminou. O que precisamos saber para determinarmos isto? (Quando este período de tempo iniciou.)

1. Daniel 8 diz quando o período de 2.300 anos se inicia? (Não. De fato, Daniel 8:26 parece dizer que os detalhes estão “selados” por enquanto.)

C. Vamos reler o que estudamos na semana passada. Daniel 9:25-27. Temos algumas datas bastante precisas neste texto. Este texto parece estar falando do mesmo assunto? (Sim. Estou bastante certo de que Daniel não está compreendendo a respeito de qual santuário Gabriel está falando, mas estamos de volta ao tema do futuro do santuário e da sua “desolação”.)

1. Vamos assumir – de forma bastante razoável – que a nossa mensagem das “Setenta Semanas” de Gabriel em Daniel 9 é uma explicação adicional da mensagem de Gabriel em Daniel 8. Uma vez que concluímos que as setenta semanas começam em 457 A.C., quando os 2.300 anos terminam? (Em 1844 A.D.. O título de nossa lição é “1844 Simplificado”. A matemática certamente é simples, mas estou longe de ter certeza de que qualquer outro aspecto desta profecia seja simples!)

D. Se estamos certos a respeito de ligarmos as duas profecias e marcarmos seu início para 457 A.C., o que isto esclarece acerca da questão anterior a respeito da natureza da purificação do santuário, este Dia da Expiação? (Ele não significa o fim do mundo – a menos que Deus esteja simplesmente retardando a Sua vinda. Sabemos, através do paralelismo nas visões que estudamos, que o fim do mundo começa com o julgamento dos justos e termina com a Segunda Vinda de Jesus. Historicamente, o julgamento e o “término” do pecado ocorriam dentro do Dia da Expiação.)

E. Qual deveria ser a reação de um cristão com relação a esta profecia? (Esta mensagem é importante, ela veio diretamente do trono de Deus, através de Gabriel. A mensagem é confiável – porque todas as outras profecias dadas a Daniel aconteceram. Se o ano de 1844 foi o “momento previsto” para a Segunda Vinda de Jesus, ou se ele inicia o momento do juízo final, nossa conclusão principal deveria ser que a Segunda Vinda de Jesus é iminente. Alguma coisa muito importante está acontecendo no céu e tem a ver com o nosso Messias trazendo o pecado à sua conclusão final.)

F. Amigo, você está pronto para o julgamento? Para a Segunda Vinda? Está ansiando para que o teu Salvador retorne?

IV. Próxima Semana: O Princípio Dia/Ano

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 07

As Setenta Semanas (Daniel 9:24-27; Esdras 4 e 7)

Introdução: Na semana passada, depois de estudarmos a oração de Daniel para que se povo pudesse retornar às suas casas e que o santuário fosse reconstruído, aprendemos que Gabriel veio imediatamente para dar a Daniel uma resposta. Uma resposta direto do trono de Deus! Não pudemos evitar: demos ima “olhada” alguns versos à frente para vermos o que Gabriel tinha a dizer para Daniel. Nesta semana, vamos revisar os mesmos versos e então tentarmos compreender o que eles querem dizer. Vamos mergulhar!

I. Interpretando a Visão

A. Leia Daniel 9:24. “Setenta setes” é um termo estranho. O que você acha que significa? (“Sete” deve se referir, logicamente, a uma semana. Uma semana tem sete dias. Portanto, Gabriel está falando de 70 semanas.) (N.T. - Esta expressão é encontrado na versão em Inglês (NIV). Na NVI em português a expressão é “setenta semanas”.)

1. Quanto tempo duram setenta semanas? (Setenta semanas seriam cerca de um ano e quatro meses.)

B. Leia Daniel 9:25. Quem você acha que é o “Ungido”? (Veja Atos 10:37-38. Este texto se refere ao Messias – Jesus.)

1. Considerando que o período de tempo geral é desde o momento do decreto para reconstruir Jerusalém, até o tempo de Jesus, poderíamos estar falando de pouco mais de um ano? (Não. Assim como em Daniel 8, essas 70 semanas são claramente simbólicas (1 dia = 1 ano). Assim, 70 vezes 7 (490 dias) significam, mais provavelmente, 490 anos. Isto reforça a nossa conclusão anterior que os 2.300 dias de Daniel 8:14 simbolizam 2.300 anos.)

C. Considere novamente Daniel 9:24-25. O que acontece durante esses 490 anos? (É dado um tempo para “acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna”, tanto no povo judeu quanto em Jerusalém.)

1. Como o povo judeu poderia dar fim ao pecado e trazer a justiça eterna? (Eles não podiam. Isto nos dá maiores provas de que o “Ungido” é Jesus. Jesus garantiu o fim do pecado e a vida eterna para os justos.)

2. Daniel 9:24, de acordo com a referência Strong, utiliza a palavra hebraica “chathak”, que significa “cortar, separar”. A NVI traduz como “decretadas”, e a Almeida traduz como “determinadas”. Isto faz algum sentido para você? (Considere esta aplicação moderna: O chefe “corta” a discussão quando decide (determina ou decreta) o que fazer. Olhe este texto com mais profundidade, porque existe um outro ângulo. Uma vez que Gabriel está explicando a Daniel o que a profecia de Daniel 8 dos 2.300 dias (Daniel 8:14) significa, podemos, logicamente, compreender que a profecia das “70 semanas” é parte (foi “cortada”) da profecia dos 2.300 dias.)

D. Leia Daniel 9:26. O que significa dizer que o Ungido será “cortado”? (Soa como morte. Compare com Gênesis 9:11 e a profecia Messiânica de Isaías 53:8.) (N.T. – A NVI em português diz claramente: “o Ungido será morto”

E. Vamos olhar mais de perto os números que vemos em Daniel 9:24-27. Quantos períodos de tempo você vê? (Três. O total, 490 anos (70 x 7) é encontrado no verso 24. A primeira divisão deste total são 49 anos (“sete semanas” e encontra-se no verso 25. A segunda divisão, 434 anos (62 x 7) encontra-se nos versos 25-26. A última divisão são sete anos (“uma semana”) e encontra-se no verso 27. Juntos, esses períodos somam 490 anos, ou setenta “semanas”.)

1. O que acontece durante os 49 anos? (Parece que este período se refere à reconstrução de Jerusalém.)

2. O que acontece no final dos 483 anos (49 + 434)? (A vinda do Ungido (Daniel 9:25). Embora tenham existido três decretos para reconstruir Jerusalém, os vários comentários tem relativamente poucas diferenças com relação às datas iniciais. O comentário The SDA Bible Commentary situa o decreto para a reconstrução em 458/457 A.C. (o decreto de Artaxerxes. Veja Esdras 7:1-26.). Começando em 457 A.C., os 483 anos nos levam ao ano 27 A.D. – o ano do batismo de Jesus e a início de Seu ministério público.)

3. O que acontece durante os sete anos? (Daniel 9:26 nos diz que depois dos 483 anos o Ungido seria “cortado” e Daniel 9:27 nos diz que o Ungido colocaria um fim ao sacrifício no meio da “semana”. Continuando com a nossa linha de tempo a partir de 457 A.C. até 27 A.D., mais 3-4 anos (metade de sete) nos leva ao ano 31 A.D. – o ano da crucifixão de Jesus. A descrição de Gabriel faz sentido, porque a crucifixão de Jesus terminou com o sacrifício de animais no santuário reconstruído de Jerusalém.)

a. Como você entende o estabelecimento (Daniel 9:27) de “uma aliança que durará uma semana”? (Em Mateus 21:43-45 Jesus prediz que o reino de Deus será tirado dos oficiais judaicos que O rejeitaram e dado a outros – os quais, como vemos em Atos, incluíram os gentios. O comentário The SDA Bible Commentary nota que o ano de 34 A.D. (7 anos depois de 27 A.D.) marcou o apedrejamento de Estevão e o início da pregação do evangelho aos Gentios. Veja Atos 7 e 8.)

b. Como você entende a referência de Daniel 9:26 à destruição da “cidade e o Lugar Santo” (o santuário)? (Roma destruiu Jerusalém e o santuário que havia sido reconstruído no ano 70 A.D.. Este fato se encaixa com a descrição do “governante que virá”. Salmos 79:1 prediz que o templo será “profanado” por aqueles que reduzem Jerusalém a ruínas – de acordo, portanto, com “o sacrílego terrível” [na NVI, ou “a abominação desoladora”, conforme outras versões].)

F. Como você se sentiria se fosse Daniel, ouvindo esta mensagem de Gabriel? (Da mesma forma como ouvi boas notícias, agora ouço notícias terríveis. O santuário será reconstruído e depois destruído novamente! Pior, o Messias será “morto, e já não haverá lugar para ele”! Argghh!)

II. Construindo a Realidade

A. Leia Esdras 7:1 e Esdras 7:6-7. O que aprendemos sobre Esdras? (Ele era um estudioso e professor da Bíblia.)

1. Qual era o relacionamento dele com o rei Artaxerxes? (Ele tinha o favor do rei, porque o rei lhe deu tudo o que ele havia pedido.)

2. Qual era o relacionamento dele com Deus? (Ele também desfrutava do favor de Deus.)

B. Leia Esdras 7:8. O que você acha que Esdras pediu ao rei Artaxerxes? (Voltar para Jerusalém e reconstruí-la.)

C. Leia Esdras 7:11-19. A que você acha que o verso 19 se refere quando diz “todos os utensílios que foram confiados a você para o culto no templo”? (Penso que estes eram os artigos para a adoração no templo que haviam sido tomados pelos babilônios quando eles destruíram o templo. Os móveis e utensílios do templo estavam sendo levados de volta.)

D. Leia Esdras 7:20-23. Estes versos realmente dizem que eles estavam reconstruindo o templo? (Não exatamente. O verso 23 os autoriza a fazer “com presteza para o templo do Deus dos céus”, “tudo o que o Deus dos céus tenha prescrito”. Um comentário, (A Commentary, Critical and Explanatory, on the Old and New Testament) disse que “as ordens estavam relacionadas exclusivamente para a reconstrução do templo, e não os muros” da cidade.)

E. Leia Esdras 4:6-8 e Esdras 4:11-12. Qual é a reclamação? (Os judeus estão reconstruindo os muros de Jerusalém.)

F. Leia Esdras 4:13-16. Qual é o argumento que Reum está colocando? (Que se os judeus reconstruíssem as os muros da cidade de Jerusalém, eles se rebelariam, defenderiam a cidade e não pagariam impostos.)

G. Como este texto tende a demonstrar que Artaxerxes emitiu um decreto para reconstruís o templo, e não os muros de Jerusalém? (Ele demonstra que os judeus tinham autoridade para voltar e reconstruir. Além disso, ele reforça a idéia de quye a sua autoridade era para reconstruir o templo, o santuário de Deus, e não para reconstruir os muros da cidade. É por isso que Reum estava reclamando ostensivamente às autoridades acerca do que estava acontecendo na reconstrução.)

1. O que estes textos nos mostram acerca da exatidão da visão de Daniel? (Os textos mostram que a primeira fase do que Daniel viu estava se cumprindo.)

H. Leia Esdras 4:17-21. Reum venceu?

1. Qual, exatamente, foi o resultado? (Leia Esdras 4:24. A construção parou. Aliás, de acordo com o comentário de Wiersbe, Expository Outlines on the Old Testament, o Dario a que se refere Esdras 4:24 NÃO é Dario o Medo de Daniel 5, 6 e 9.)

2. Note o que realmente havia parado. Reum estava dizendo a verdade? (Esdras 4:24 diz que eles pararam de trabalhar no templo. Assim, parece que Reum estava dizendo que eles estavam reconstruindo ilegalmente os muros da cidade, de forma a conseguir que fosse parada a reconstrução do templo.)

a. Quando você estava fazendo a obra de Deus, alguém já mentiu sobre você?

I. Como você se sente, milhares de anos depois, ao ler a interpretação de Gabriel para a visão? (Isto me dá provas adicionais de que: a) Deus está no controle da história; b) Jesus foi o Messias prometido, uma vez que Jesus veio pela primeira vez assim como havia sido profetizado; c) Que Deus manterá Sua palavra com relação à Segunda Vinda de Jesus!)

J. As datas que eu forneci estão sujeitas a debates. Você acha que isto faz alguma diferença? (Vamos assumir que as datas exatas do decreto para reconstruir Jerusalém, o ministério público de Jesus e Sua crucifixão estão sujeitas a debates. Mudar essas datas um pouco Mara mais ou para menos não altera a incrível precisão da visão de Daniel. Em vez de ser apanhado em um debate acerca dos anos exatos, podemos ter confiança no contexto geral da maravilhosa precisão de fatos e de tempo desta profecia das 70 semanas.)

K. Amigo, existe um Deus que conhece o futuro e que conhece o teu futuro. Você vai servi-Lo com confiança?

III. Próxima Semana: 1844 Simplificado

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 06

Daniel 9 (Daniel 9:1-23)

Introdução: Daniel agora é um homem idoso. Ele foi um cativo e um estrangeiro a maior parte da sua vida. Sua esperança mais acalentada seria reconstruir o seu país e o santuário de Deus, para que o povo judeu pudesse voltar para casa e adorar novamente a Deus de forma adequada. Com este contexto, vamos pular para dentro do nosso estudo de Daniel 9!

I. O Oração

A. Leia Daniel 9:1-3. Quando Daniel estava orando? (No primeiro ano do rei Dario. O comentário The Bible Knowledge Commentary identifica o ano como sendo 539 A. C. – 66 anos depois de Daniel ter sido exilado.)

1. Você se lembra de Dario? (Leia Daniel 5:30-31. Dario, o Medo, sucedeu Beltsazar como governante quando os Medo-Persas derrotaram os babilônios. Isso nos diz que a oração de Daniel é cronologicamente posterior à sua visão do capítulo 8. Compare com Daniel 8:1)

2. Sobre o que Daniel está orando? (Daniel está orando sobre a profecia de Jeremias (Jeremias 29:10), que a destruição de Jerusalém e o cativeiro dos judeus duraria apenas 70 anos. Uma vez que Daniel estava há 66 anos no exílio, podemos entender por que ele está orando acerca deste assunto.)

B. Leia Daniel 9:4-6. O que causou os problemas do povo?

1. O que Daniel diz a respeito do povo e das profecias? (Daniel nos fala que o povo teve uma atitude rebelde. Com esta atitude, agiram em desobediência a Deus. Além disso, não ouviram a Deus – isto é mostrado pelo fato de que eles ignoraram Seus profetas.)

2. Por que a atitude do povo é tão importante? (Daniel diz que Deus guarda o seu concerto de amor com aqueles que O amam e obedecem. Daniel pode estar preocupado que Deus não reconduziria o povo aos seus lares depois dos 70 anos se ele não estivesse alinhados com a vontade de Deus.)

C. Leia Daniel 9:11-13. O que Moisés escreveu, e que havia se cumprido contra Jerusalém? (Em Deuteronômio 28 Moisés escreveu que se o povo de Deus fosse fiel, seria abençoado. Se não fosse fiel, as coisas não iriam bem para ele. Daniel está escrevendo que o povo de Deus recebeu o que merecia.)

1. O princípio de Deuteronômio ainda é válido hoje em dia?

D. Leia Daniel 9:14. Quais são as más notícias? (Que, depois de tudo isso, o povo de Deus ainda não havia aprendido a sua lição.)

E. Leia Daniel 9:15-16. A que fato histórico Daniel se refere? (Ao Êxodo do Egito.)

1. Por que ele se refere ao Êxodo? (Isto mostra que no passado, Deus esteve disposto a resgatar Seu povo da escravidão. Mesmo um povo que Não havia se voltado para Ele. Deus havia demonstrado misericórdia e amor para com um povo rebelde. Assim, Daniel sugere que Deus poderia fazer a mesma coisa ao Seu povo que está no cativeiro na Medo-Pérsia.)

F. Leia Daniel 9:17-19. Com base em que Daniel pede a Deus que reconsidere e faça alguma coisa com relação à Sua promessa com respeito a Jerusalém? (Daniel 9:17: Porque Daniel, um servo de Deus, está pedindo. Daniel 9:18: Pela misericórdia de Deus. Daniel 9:19: Por causa do nome de Deus.)

G. Em Daniel 9:19, Daniel pede a Deus que perdoe Seu povo. Daniel pode confessar os pecados dos outros? (Considere I João 5:16-17 e Jó 1:4-5.)

II. A Resposta

A. Leia Daniel 9:20-21. Quem aparece? (Gabriel – o anjo que veio vê-lo anteriormente. Vimos anteriormente que Gabriel está na presença de Deus.)

1. Você gostou da rapidez da resposta de Deus? (Gabriel saiu do céu quando Daniel começou a sua oração e chegou enquanto ele ainda estava orando!)

2. A que hora do dia Gabriel apareceu? (Na hora do sacrifício da tarde.)

a. De qual “sacrifício da tarde” Daniel está falando? (Daniel estava tão concentrado no serviço do santuário que ele “diz a hora” com base no momento em que o sacrifício da tarde estaria acontecendo. É claro, nenhum sacrifício estava acontecendo na terra, porque o santuário havia sido destruído anteriormente. De fato, esta era a razão principal pela qual Daniel estava orando, ele esperava que Deus cumprisse a Sua promessa de reconstruir o santuário em Jerusalém.)

B. Leia Daniel 9:22-23. Entendimento sobre o que? Qual é o assunto sobre o qual Daniel mais precisa de entendimento? (Claramente, o assunto do santuário na visão de Daniel 8. Daniel está pensando e orando acerca da restauração do santuário de Deus. Da última vez que Gabriel falou com ele (Daniel 8:14 e Daniel 8:26), foi sobre o serviço do santuário. Mas Daniel não entendeu (Daniel 8:27). Gabriel retoma o assunto de onde havia parado da última vez e continua a sua discussão anterior. Um ponto interessante é que a palavra hebraica usada para a visão em Daniel 8:26-27 e 9:23 tem o mesmo radical: “mareh”. Assim, o entendimento e a compreensão de Gabriel sobre a “visão” em Daniel 9:23 é sobre a mesma visão citada em Daniel 8:26 e 27.)

C. Leia Daniel 8:13-14 e Daniel 8:26-27. Qual é o interesse contínuo de Daniel? (Daniel quer ir para casa. Daniel quer que o santuário judaico seja reconstruído e que o povo de Deus O adore de forma apropriada. Este é o interesse mais ardente de Daniel, mas até aqui ele não consegue compreender a profecia que trata deste assunto.)

D. Vamos voltar para Daniel 9. Vamos dar apenas uma pincelada no estudo da próxima semana. Leia Daniel 9:24. “setenta setes” [N.T. – termo usado na versão inglesa da NVI] é um termo estranho. O que você acha que significa um “sete”? (“Sete” se refere, logicamente, a uma semana. Uma semana tem sete dias. Portanto, Gabriel está falando de setenta semanas.)

1. Quanto tempo são setenta semanas? (Setenta semanas seria cerca de um ano e quatro meses.)

E. Leia Daniel 9:25. Quem você acha que é o “Ungido”. (Veja Atos 10:37-38. Este termo se refere ao Messias – Jesus.)

F. Se você fosse Daniel, o que estaria pensando neste momento?

1. O santuário de Jerusalém será reconstruído? (Sim! A esperança mais acalentada de Daniel será realizada.)

a. Será fácil reconstruí-lo?

G. Leia Daniel 9:26. Quais é a má notícia? (O santuário será destruído novamente! O Ungido será morto. Isto soa como uma terrível tragédia.)

H. Amigo, na próxima semana estudaremos com detalhes esta profecia das setenta semanas, que tento preocupa e estimula Daniel. Nosso Deus está interessado em nós e quer que saibamos que Ele controla os reis e os reinos e o nosso futuro. Nosso futuro depende em parte de nossos atos. Jesus está voltando! Você está pronto? Você confessou teus pecados e confiou na misericórdia de Deus para a tua salvação?

III. Próxima Semana: As Setenta Semanas

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O Evangelho, 1844 e o Juízo - Lição 05

Daniel 8 (Daniel 8)

Introdução: Daniel sonha que está andando junto à água quando de repente está frente a frente com um poderoso carneiro com dois grandes chifres – e não havia ninguém ali para salvá-lo. Acontece que os sonhos dele não são tanto sobre perigos, ou aventuras, mas sim sobre o futuro. Vamos pular para dentro do sonho de Daniel e ver o que podemos aprender sobre o futuro!

I. O Carneiro

A. Leia Daniel 8:1-3. Como você reagiria se tivesse este sonho? Ficaria com medo?

1. Será que Daniel já teve muitos animais assustadores no sonho da semana passada, e provavelmente por isso ele não está assustado?

B. Leia Daniel 8:4. Devido ao contexto dos sonhos passados, que Daniel ou interpretou ou sonhou, quais são os teus pensamentos sobre esse carneiro? (Claramente ele parece ser um poder mundial. Um império que governa sobre outras nações.)

II. O Bode

A. Leia Daniel 8:5-8. O que você pensa sobre este bode com o chifre quebrado? (Parece ser outro poder mundial que derrota o império do “carneiro”.)

III. Gabriel Acerca do Carneiro e do Bode

A. Vamos pular um pouco para baixo neste capítulo. Leia Daniel 8:15-16. Por que Daniel escreveria que alguém “parecia homem”? Por que não dizer simplesmente “Um homem parou diante de mim”? (Daniel está nos dizendo que este ser não era um homem. Ele apenas parecia com um homem.)

1. Quem estava em pé diante de Daniel? (Gabriel.)

a. Quem é Gabriel? (Leia Lucas 1:19. Ele está sempre na presença de Deus.)

b. Além de falar com Daniel, qual outra importante missão Gabriel desempenhou? (Leia Lucas 1:26-28. Gabriel trouxe a mensagem da vinda de Jesus a Maria!)

c. Daniel 8:16 relata que a “voz de um homem” estava dando instruções a Gabriel. Quem dá estas instruções a Gabriel? (Deus!)

d. O que isto sugere a você sobre a mensagem de Gabriel a Daniel? (Quando Deus tem uma mensagem importante, Ele manda Gabriel. Deus o envia agora a Daniel.)

B. Leia Daniel 8:17. Como Daniel reage a Gabriel?

1. Por que? Por que Daniel não está com medo deste animais terríveis, mas tem medo de Gabriel? (Ou ele sabia quem Gabriel era, ou Gabriel deve ter parecido não apenas como um homem, mas como alguém que veio do céu.)

2. Como deveríamos reagir à mensagem de Gabriel? Deveríamos ter uma grande fé nela? (Ela vem diretamente do trono de Deus!)

3. O que Daniel diz que é o assunto principal deste sonho? (O tempo do fim.)

C. Leia Daniel 8:18. O que está acontecendo aqui? Daniel ainda está sonhando? (Ou isso é um sonho dentro de um sonho, ou Daniel está saindo deste estado de sonho e ouvindo a explicação de Gabriel.)

D. Leia Daniel 8:19-22. O que são essas duas bestas? (A Medo-Pérsia e a Grécia.)

1. Já vimos isso antes? (Pode apostar que sim! Vimos esses dois impérios simbolizados no sonho de Nabucodonosor, de Daniel 2 e os vimos no sonho de Daniel 7.)

a. Por que Deus fica repetindo a mesma profecia? (Você já ouviu falar que é preciso repetir três vezes uma coisa, para que o teu ouvinte entenda? Aparentemente, Deus quer que compreendamos isto. Além disso, a cada novo sonho temos mais informações. Deus pode muito bem estar repetindo a informação antiga para nos ajudar a compreender melhor a informação nova.)

IV. O Chifre

A. Agora vamos voltar e ver o resto do sonho. Leia Daniel 8:9-12. Você já viu antes um poder representado por um “chifre”? (Nosso estudo de Daniel 7 revelou o “chifre pequeno” (Daniel 7:8).)

1. Você acha que o chifre de Daniel 8 é o mesmo do pequeno chifre de Daniel 7? (Esta pergunta nos coloca no meio de um grande debate. Muitos comentaristas crêem que os chifres de Daniel 7 e o de Daniel 8 são o mesmo, e eles representam Antíoco Epifânio, um rei selêucida que, conforme vimos anteriormente, reinou por 11 anos (175-164 A.C.). Quando estudamos Daniel 7 na semana passada, descobrimos que o momento histórico estava completamente errado para que este chifre fosse Antíoco. Não apenas Antíoco estava 500 anos adiantado (vindo depois do império Grego, não do império Romano), mas o seu reinado não se estende até o fim dos tempos.)

2. O momento histórico está errado para Antíoco ser o chifre de Daniel 8:9? (O momento histórico de Antíoco se encaixa muito melhor em Daniel 8. Ele surgiu a partir da fragmentação do império Grego (que é a razão pela qual ele não pode ser o “chifre pequeno” de Daniel 7 – este veio da fragmentação do império Romano). Embora eu dificilmente seja um especialista nisso, a mim me parece que a maior parte dos comentaristas que entendem que o chifre de Daniel 8 seja Antíoco, levam a sua interpretação de volta para Daniel 7 – onde Antíoco não se encaixa – e entendem que ele é o “chifre pequeno” de Daniel 7.)

3. E se nós fizéssemos isso ao contrário; podemos trazer o nosso entendimento do “chifre pequeno” de Daniel 7 (de que o chifre é a fase Papal do império Romano) para Daniel 8? O momento histórico poderia se encaixar para Roma Papal?

a. Leia novamente Daniel 8:8-9. O chifre surge de um dos quatro ventos ou de um dos chifres? (O texto não é claro. O comentário The SDA Bible Commentary sobre este assunto aponta que a identificação do gênero no hebraico se encaixa melhor com os ventos, não com os chifres. Se o chifre surge dos ventos, então este sonho se parece exatamente com os sonhos de Daniel 2 e 7 – de que o chifre é o império Romano, que se segue à Medo-Pérsia e à Grécia.)

B. Vamos revisar Daniel 8:9-12. Considere o restante da descrição deste chifre. Ele se encaixa melhor com Roma pagã e Roma papal, ou com Antíoco? (A descrição do poder deste chifre se compara ou excede a descrição do poder do carneiro e do bode. (Por exemplo, o carneiro é chamado (verso 4) de “grande” e o bode é chamado (verso 8) de “muito grande”. Porém o chifre é descrito (verso 10) como sendo grande o bastante para alcançar os céus. Como o chifre é descrito como chegando a ser maior do que a Medo-Pérsia e a Grécia, dificilmente seria apropriado concluir que os 11 anos do reinado de Antíoco, um rei selêucida menor, seja comparável aos impérios Persa e Grego! Por outro lado, o império Romano (tanto em sua fase pagã quanto Papal) é claramente comparável aos impérios Persa e Grego.)

1. Roma destruiu (Daniel 8:11) destruiu o santuário? (Os romanos destruíram o templo de Deus no ano 70 A.D.. Salmos 79:1 se refere à primeira destruição de Jerusalém e do templo como sendo uma “profanação” do templo.)

2. Roma alcançou (verso 8:10) os céus, atirou parte dos cidadãos do céu ao chão e os pisoteou?

V. Gabriel Acerca do Chifre

A. Leia Daniel 8:23-25. Vamos agora para a explicação adicional de Gabriel sobre a parte do chifre no sonho de Daniel. Quem é o Príncipe dos príncipes a que se refere o verso 25? (Só pode ser Jesus.)

1. Roma fez alguma coisa contra Jesus?

2. Como este texto se encaixa na referência de Daniel 8:10 sobre o chifre alcançar os céus e pisotear as hostes das estrelas? (Roma crucificou a Jesus. Penso que isto se encaixa tanto na descrição de pisotear os cidadãos do céu quanto se insurgir contra o Príncipe dos príncipes.)

B. Como termina o chifre? (Daniel 8:25 nos fala que é destruído por um podre que não é humano.)

1. O que você acha que isto significa? (A conclusão lógica é que ele é destruído por Deus.)

C. Entendo que o argumento daqueles que concluem que o poder representado pelo chifre de Daniel 8 é Antíoco Epifânio, baseado no momento histórico (quando a Grécia estava se fragmentando) e o fato de que ele sacrificou um porco sobre o altar do santuário. Por outro lado, creio que Roma (tanto na fase pagã quanto na fase Papal) se encaixa melhor na profecia. Primeiro, o chifre de Daniel 7 se encaixa perfeitamente com Roma Papal. Os paralelos entre a grande visão histórica de Daniel 2, 7 e 8 fazem do chifre de Daniel 8 o paralelo de Roma em Daniel 2 e 7. Isto, agregado à descrição do chifre de Daniel 8 como sendo tão grande quanto, ou maior do que a Medo-Pérsia e a Grécia, torna a identificação com Antíoco Epifânio ainda mais duvidosa. Como m rei menor, que reinou por 11 anos, poderia ser considerado como um poder mundial, ou comparado aos grande impérios da Pérsia e Roma? Antíoco Epifânio simplesmente não se encaixa na descrição da mesma forma que Roma se encaixa.

VI. O Tempo

A. Leia Daniel 8:13-14 e 26. Por quanto tempo este chifre ficaria no poder? (2.300 dias.)

1. Que marcadores de tempo nós temos em Daniel 8 para compreendermos melhor este período de tempo? Por exemplo, quando o poder do chifre começa e quando ele termina? (Claramente, ele começa depois do bode (império Grego) e continua (Daniel 8:17) até o tempo do fim.)

2. O que se encaixaria melhor neste período de tempo: 2.300 dias literais, ou 2.300 dias proféticos (um dia = um ano, veja Ezequiel 4:6)? (Para se prolongar da queda da Grécia até o tempo do fim, deveriam ser 2.300 anos, e não dias.)

B. O que acontece ao final destes 2.300 anos? O que significa o santuário ser reconsagrado? É o fim do mundo? (Em Daniel 8:26 é dito a Daniel que isto se refere a um futuro distante – mas nós iremos trabalhar para resolver este mistério nos próximos estudos!

C. Amigo, Deus quer que Seus seguidores saibam que Ele controla os reis e os reinos e está disposto a compartilhar este conhecimento com você. Você está disposto a tomar tempo para ouvir e aprender?

VII. Próxima Semana: Daniel 9

=============================== Direito de Cópia de 2006, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================