terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Povo a Caminho – O Livro de Números - Lição 01

Uma Nova Ordem (Números 1-4)

Introdução: Você é bom em Matemática? Você sabia que fórmulas matemáticas governam grande parte de nosso mundo físico? Os cientistas ainda estão tentando achar uma correspondência entre as coisas que observam e a matemática que conhecem. Eles têm um longo caminho a percorrer para conseguir isso, assumindo que um dia consigam. Imagine então um livro da Bíblia chamado de “Números”. Será que o Criador do Universo, Aquele que criou as coisas “de acordo com os números” tem um livro sobre ordem? Parece que sim. Se você é como eu, temos muito a aprender sobre matemática e a ordem de Deus, então vamos mergulhar no nosso novo estudo sobre o livro de Números!

I. O Recenseamento

A. Leia Números 1:1-5. Às vezes você se pergunta se Deus está envolvido com a tua vida? Que nível de envolvimento você vê aqui? (Deus lhes dá instruções específicas, chegando ao ponto de dar os nomes dos que deveriam ajudar!)

1. Qual é a razão para este recenseamento? (É para o exército.)

2. Pense no que você conhece da Bíblia, especialmente o Antigo Testamento. Deus ganha batalhas “por causa dos números”? Ele é um Deus do tipo “nós temos mais homens do que vocês”?

3. Sabemos que Deus tem uma maneira estranha de ganhar batalhas. Quando Deus trabalhou com Gideão (Juízes 7), Ele foi reduzindo o número de homens do exército. Na batalha no vale de Beraca (II Crônicas 20), Deus colocou um coral para liderar os soldados para a batalha. Por que Deus iria se apoiar em um exército do tipo convencional aqui? (O ponto importante é que Deus é Deus e nós não somos. Qualquer que seja o motivo pelo qual Deus queira fazer algo, deveríamos simplesmente seguir na fé. Contudo a ordem é uma coisa característica de Deus.)

B. Leia Números 1:44-46. O que você acha do tamanho deste exército? (É enorme!)

C. Leia Números 1:47-51. Qual é o papel dos levitas? (Serem os responsáveis pelo Tabernáculo de Deus.)

1. O que este verso diz acerca da idéia de uma religião organizada?

2. Por que não contar os levitas? Não seria bom saber quantos ajudantes do templo haviam? (O objetivo do recenseamento era organizar o exército. A ordem de Deus era que os levitas não deveriam ser parte do exército.)

a. Por que Deus faz esta distinção? Por que não ter sacerdotes guerreiros?

3. Leia Números 3:14-16. Aqui vemos que Deus faz um recenseamento dos levitas. O que há de diferente neste recenseamento? (Eles contaram todos os meninos, a partir de um mês de idade, não apenas aqueles que tinham 20 anos ou mais e podiam lutar.)

a. Por que a distinção? (Mais uma vez, sob a organização de Deus os levitas não eram parte dos que entravem em batalha.)

4. Meu pai foi recrutado pelo exército e lutou na Europa na II Guerra Mundial. Quando ele estava na faculdade, rapazes que estavam cursando religião ou teologia estavam isentos da convocação. Lembro-me de meu pai sugerindo que a convocação, e não um comprometimento com Deus pode ter motivado a escolha que alguns fizeram de seus cursos. Você acha que esta isenção estava baseada em Números? Se sim, por que ela faria qualquer sentido em um exército dos tempos moderno?

II. Deus Santo

A. Leia Números 1:51-53. Se outra pessoa, que não um levita, se aproximasse do santuário, morreria. Se as tendas deles ficassem muito próximas ao Tabernáculo, a “ira” cairia sobre eles. Por que isso?

1. Leia Números 8:19. Como este texto explica o problema da “ira” com a aproximação de Deus? (Deus era santo. Eles eram pecadores. Quando um pecador se aproximasse de Deus, deveria morrer.)

2. Vamos começar comigo. Sempre usei paletó e gravata na igreja. Fiz isso desde que era um adolescente até quando tinha por volta de meus 40 anos. Talvez até mais. Hoje eu não uso. Sempre uso um casaco, mas uso roupas na igreja que não me são permitidas usar no tribunal. Estou negligenciando a distinção entre pecadores e um Deus santo?

3. Em minha igreja, as crianças regularmente correm em frente à plataforma durante o sermão. Adultos, que poderiam sair do santuário pelas portas traseiras, regularmente passam bem em frente à plataforma para saírem do santuário. Isto é inconsistente com o que lemos em Números?

4. Leia Colossenses 1:19-20. É seguro agora se aproximar de um Deus Santo? (Sim. Ainda me preocupo com a falta de “respeito” no santuário e estou aberto ao debate sobre se usar um paletó e gravata deveria ser exigido ou se causa mais mal do que bem. Mas, a linha que separava o israelita comum de Deus foi apagada por Jesus. Seja louvado!)

a. Deveríamos nos preocupar com {a possibilidade de} ignorarmos completamente a separação entre o santo e o comum?

III. A Ordem de Deus

A. Leia Números 2:1-7. O texto prossegue listando cada tribo, o líder e o local de acampamento. No meio estão os levitas e o Tabernáculo (a Tenda do Encontro). Imagine alguém dizendo “Que diferença faz onde meu grupo acampa?” O que você diria?

1. Realmente faria alguma diferença se, digamos, duas tribos trocassem de lugar? E se a tribo de Rubem votasse que eles não preferiam ficar no lado sul, mas que gostariam de ficar no lado oeste. A tribo de Manassés preferiria ficar no sul do que no oeste. Deus se importaria se Rubem e Manassés trocassem de lugar?

2. E hoje? Se Deus diz que devemos adorá-Lo no Sábado (Êxodo 20:10), estamos livres para trocar por outro dia?

3. Se a resposta é “estamos sob uma nova aliança”, então isso quer dizer que a vontade de Deus não importa mais? Deus é {como se fosse} uma pessoa no andar superior, que podemos ignorar?

B. Você acha que a ordem de Deus era puramente arbitrária? \por que Ele escolheu os levitas para um papel tão importante?

1. Leia Êxodo 32:19-20. Qual é o contexto da história aqui? (Enquanto Moisés estava no monte recebendo de Deus os Dez Mandamentos, o povo estava fazendo um bezerro de ouro e o adorando!)

2. Leia Êxodo 32:25-26. Me diga se a escolha dos levitas como obreiros especiais de Deus foi arbitrária. (Eles foram a tribo que estava fiel durante a insurreição do bezerro de ouro.)

C. Leia Números 3:11-13. De quem os levitas tomaram o lugar? (Dos primogênitos.)

1. A seleção do primogênito como especial para Deus é puramente arbitrária, enquanto que a seleção dos levitas foi uma decisão baseada em méritos? (Certamente que parece ser assim.)

D. Leia Números 3:2-6. Aprendemos que os levitas foram selecionados porque eles estavam ao lado de Deus quando todos os outros falharam com Ele. O que aprendemos acerca da seleção de Aarão e sua família para serem os Sumo Sacerdotes?

1. Vamos voltar para a nossa história do bezerro de ouro e olhar o papel de Arão. Leia Êxodo 32:21-24. à luz desta história, você selecionaria Aarão e seus filhos para serem os teus Sumos Sacerdotes?

2. {Leia Levítico 10:1-2} Por que Nadabe e Abiu caíram mortos por haverem usado “fogo profano” e Aarão continuou vivo quando ele dirigiu (ou pelo menos facilitou) o povo na adoração ao bezerro de ouro? (Na superfície, isto não faz sentido).

3. Que lição encontramos aqui? (Às vezes, quando se trata das decisões de Deus, dizemos, “Entendi. Eu compreendo.” Às vezes a decisão parece ser arbitrária (e pode ser). Como meros seres humanos, nós simplesmente não sabemos. A lição para mim é que eu preciso simplesmente obedecer a Deus. Quer a razão seja óbvia, quer não, Deus exige obediência e os devemos isto a Ele.)

E. Amigo, vimos que Deus não está interessado apenas em ordem, está interessado nos menores detalhes de nossa vida com Ele. Se você acha que Deus não se preocupa com você, ou não se importa se você O obedece ou não, Números nos diz outra coisa. Você vai decidir obedecer a Deus, não importando se você compreende todas as razões de Deus?

IV. Próxima Semana: Preparando um Povo

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 13

A Batalha Pelo Poder (III João, João 20)

Introdução: Você alguma vez já leu um livro e desejou que fosse mais longo? Ficou triste quando chegou ao final? É assim que eu me sinto com as cartas de João. Nesta semana chegamos à última delas em nossa série de estudos sobre as cartas de João à igreja. Vamos mergulhar em nosso estudo sobre a Terceira Epístola de João. E enquanto estamos estudando, vamos retomar uma discussão que deixamos inacabada na semana passada!

I. Gaio

A. Leia III João 1:1-2. João começa com um comentário sobre a saúde de Gaio. Este é um livro curto, por que gastar tempo com este assunto? (João demonstra um interesse especial pela vida de Gaio. Deus tem um interesse especial pela nossa vida e Seus seguidores deveriam refletir este preocupação em relação aos outros.)

1. Isto é apenas simpatia? Ou existe uma dimensão espiritual ligada à nossa saúde física? (Deus quer que desfrutemos de saúde física e mental. Creio que existe uma ligação entre as duas. Assim, a saudação de João não é apenas um desperdício de tempo. João está dizendo a nós (e a Gaio) que deveríamos nos preocupar não apenas com a condição espiritual dos que estão ao nosso redor, mas também com a sua saúde física.)

B. Leia III João 1:3-4. Primeiro João diz “espero que você esteja bem” e então, nos dois versos seguintes ele cumprimenta Gaio. Isto também é parte de alguma lição espiritual para nós? (João está encorajando Gaio a viver corretamente. Deveríamos fazer isto por nossos irmãos na fé.)

C. Leia III João 1:5. Por que mencionar aqueles que estão sendo ajudados por Gaio como “desconhecidos”? (Este texto demonstra que Gaio não tinha esperança de algum ganho pessoal com isso. Ele está ajudando esses desconhecidos porque são irmãos em Cristo, não por causa de interesses egoístas.)

II. A Igreja

A. Leia III João 1:6-8. Por que os “irmãos” que ficaram com Gaio esperavam ajuda por parte dos gentios? (Este texto sugere que eles eram evangelistas. Gaio abrigou-os por algum tempo enquanto estavam fazendo trabalhos evangelísticos naquela região.)

1. Assumindo que você não tem o dom de falar em público, isto te torna menos importante na obra de Deus? (Gaio está demonstrando hospitalidade. João nos diz que a obra da igreja é um esforço em equipe: “para que nos tornemos cooperadores em favor da verdade”. Cada um na equipe é importante para o resultado final. Deus reconhece o valor de cada membro da equipe.)

B. Leia III João 1:9-10. Se você perguntasse aos membros da igreja quem eles pensavam que era mais importante para a igreja, Diótrefes ou Gaio, o que você acha que eles diriam? (Se Diótrefes tem a autoridade para “expulsar [pessoas] da igreja”, os membros devem escolher a ele.)

1. João aponta que Diótrefes (ao contrário de Gaio) se recusa a receber os irmãos. Se Diótrefes é o líder da igreja local, ele não tem autoridade para tomar esta decisão?

a. Que autoridade independente Deus coloca nas mãos dos líderes das igrejas locais?

C. Leia Mateus 16:17-19. Este texto não dá aos líderes da igreja uma grande autoridade e poder de decisão ao tratarem com os “irmãos”?

1. Veja novamente III João 1:10. Uma vez que João é o “Presbítero”, por que não exerce a sua autoridade para “impedir” Diótrefes? Por que simplesmente “chamar a atenção” com relação às preocupações de João acerca dele?

D. Leia João 20:19-23. Na semana passada, quando estávamos discutindo o conselho de João acerca dos erros e do anti-cristo, alguns membros da classe mencionaram a igreja Católica. Detesto atacar irmãos na fé, então expliquei a eles algumas coisas que aprecio acerca da igreja Católica, mas disse que não concordava com algumas de suas doutrinas – incluindo minha preocupação sobre a distorção do papel de Jesus como nosso mediador. Um membro católico da classe perguntou “E {o que podemos dizer sobre} João 20?” Vamos olhar esta questão por aluns minutos.

1. Quem escreveu João 20? (João – o mesmo homem que escreveu as cartas que estamos estudando.)

a. Para quem Jesus estava falando em João 20:23, quando deu esta autoridade? (A João! Entre outros.)

b. Se João sabia (uma vez que ele escreveu este verso) que ele tinha a autoridade para impedir que os pecados de orgulho e intrigas de Diótrefes fossem perdoados, por que não dizer isso? Por que meramente dizer que iria “chamar a atenção” para os seus pecados?

2. Considerando João 20:23, a quem você acha que Jesus está dando esta autoridade? Somente aos discípulos na sala? A todos os líderes cristãos? A todos os evangelistas? A todos os cristãos?

a. Se você acha que Jesus está dando esta autoridade a mais pessoas além daquelas que estavam na sala, considere novamente I João 5:16-17. Será que Jesus deveria ter acrescentado uma nota de rodapé a João 20:23, dizendo “Oferta limitada àqueles pecados que não levam à morte”?

(1) Se o crente (ou líder) tem a autoridade para perdoar pecados, por que João nos diz (I João 5:16) “ore, e Deus dará vida ao que pecou”?

E. O contexto é importante. O que é significativo acerca do contexto de João 20:23? (Jesus havia acabado de ressuscitar da tumba. Ele havia acabado de derrotar o pecado!)

1. Que mudança este fato causa na maneira como os pecados eram perdoados? (Não mais sacrifícios de animais. Jesus havia morrido uma só vez por todos os pecados. Hebreus 7:27.)

2. Que papel os discípulos desempenharam em alertar o mundo para esta nova solução para o problema do pecado? (Este é o ponto principal ao qual penso que João 20:232 se refere: se os discípulos compartilhassem com outros esta solução para o pecado, então os pecados dos ouvintes poderiam ser perdoados. Se eles não compartilhassem isto, então o mundo não saberia.)

F. Concentre-se novamente em João 20:22-23. Parte do contexto é a dádiva do Espírito Santo. Que papel o Espírito Santo desempenha no perdão dos pecados? (Leia João 16:7-8. Parte do papel do Espírito Santo é nos convencer dos nossos pecados.)

1. Leia Mateus 12:31-32. O que este texto sugere a respeito do papel relativo dos seres humanos e do Espírito Santo no perdão dos pecados? (Este texto ensina que o agente ativo na convicção dos pecados é o Espírito Santo. Se “falarmos contra” (rejeitarmos) o Espírito Santo, então o poder de convicção nos deixa e nunca confessaremos os nossos pecados.)

2. Alguém pode me dizer se em algum lugar do Novo Testamento lemos acerca dos discípulos perdoando ou retendo os pecados dos outros? (João não sugere que ele poderia fazer isso com Diótrefes e em lugar algum do Novo Testamento encontramos isto sendo praticado pelos discípulos.)

3. Leia Mateus 6:14-15. Este texto sugere que temos o poder definitivo para perdoar pecados?

4. Leia Atos 10:43. Como este texto sugere que recebemos o perdão dos pecados? (Através do nome de Jesus.)

G. Vamos ver novamente os escritos de João. Leia I João 2:1-2. Quem este texto diz que tem a autoridade para perdoar pecados? (Jesus tem a autoridade definitiva sobre o pecado.)

H. Leia Lucas 24:45-49. Que elementos são combinados aqui para o perdão dos pecados? (Creio que este texto tem a explicação definitiva para João 20:23. A vice, morte e ressurreição de Jesus derrotou Satanás, o pecado e a morte. Este é o elemento essencial para o perdão dos pecados. Contudo, outro elemento essencial é o Espírito Santo. Se afastarmos o Espírito Santo não podemos ser perdoados – não importa o que Jesus tenha feito ou que seres humanos possam fazer por nós. O terceiro elemento para o perdão dos pecados é a parceria entre o Espírito Santo e os seres humanos que pregam o evangelho.)

1. Isto é tudo o que Jesus queria dizer em João 20:23 – que devemos ser testemunhas aos outros? (Leia Mateus 9:2-9. Lendo a história de Mateus 9 e compreendendo João 20:23 como um tipo de delegação da autoridade de Jesus, penso que há mais aqui do que simplesmente testemunho. Quanto mais, eu não sei. O limite de João 20:23 é que, no final das contas, o perdão dos pecados envolve três elementos: Jesus, o Espírito Santo e Seus seguidores.)

I. Leia III João 1:11. Qual é o nosso papel ao vivermos de forma diária para Jesus? (Fazer o que é bom. Podemos entrar em discussões complexas acerca do papel que os seres humanos possuem no perdão dos pecados, mas não podemos perder de vista o fato de que nosso objetivo pessoal é viver de forma correta.)

J. Leia III João 1:12-14. Amigo, você gostaria de ser como Demétrio? Ao encerrarmos o nosso estudo das cartas de João, acredito que a mensagem principal delas para nós é andarmos no caminho da luz (o caminho para a vida eterna) e a cada dia caminharmos em direção à justiça. Você vai aceitar este desafio?

III. Próxima Semana: Começaremos o nosso estudo sobre o livro de Números!

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 12

A Epístola de João Para a Senhora Eleita (II João)

Introdução: “Verdade” não é um bem valorizado hoje em dia – pelo menos nos Estados Unidos. A mídia e o sistema educacional confundem tolerância com verdade. Deus nos ensina tolerância atreves de Seu exemplo de permitir que o pecado siga o seu curso. Mas, Deus nunca confunde tolerância com verdade. Quando se trata de salvação, Jesus nos ensina que existe uma verdade, não muitas crenças diferentes que são “verdade” para o indivíduo que os sustenta. Em vez disso, João tem alguns conselhos duros acerca de apoiar aqueles que ensinam outras coisas além da verdade objetiva. Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e aprender mais!

I. A Senhora e Seus Filhos

A. Leia II João 1:1-2. João é o “Presbítero”. Você acha que ele conhece a “senhora eleita”? (Sim. Seria alguém (ou algum grupo) que saberia que João era o “Presbítero”.)

1. Quem é a senhora? (João também escreveu o Apocalipse, no qual se refere (Apocalipse 12:1) à verdadeira igreja como uma mulher. Talvez se trate da igreja. Também poderia ser uma mulher proeminente. Uma vez que esta palavra é a forma como os gregos traduzem o nome “Marta”, também pode estar se referindo a uma mulher chamada Marta. Nós simplesmente não sabemos.)

a. Importa se João está escrevendo para uma igreja ou para uma mulher específica? (Uma vez que João se refere a “seus filhos”, sabemos que ele pretendia que suas palavras fossem endereçadas a um grupo, portanto não creio que seja importante.)

2. A carta diz como a senhora foi eleita? (Não.)

a. Como você acha que ela foi eleita?

b. Será que João quer dizer “eleita por Deus”? (Tenho certeza que ela foi eleita por Deus, mas duvido que seja isso que João quer dizer. Provavelmente todos eram eleitos por Deus. De acordo com {o comentário} Wuest’s Word Studies este termo em grego é a forma feminina de uma palavra grega que significava “senhor, mestre”. Portanto, se João está se referindo a um indivíduo, poderia ser um membro proeminente da sociedade.)

3. João fica repetindo a palavra “verdade”. Por que João diz que ele a ama “na verdade”? Pessoas honestas são mais dignas de nosso amor? Não temos uma tendência de amar os transviados? (Quando alguém tem uma visão de mundo como a nossa, sentimos empatia com esta pessoa. Nos sentimos próximos daqueles que se enquadram nas nossos pontos de vista espirituais. Como veremos mais tarde, João valoriza aqueles que conhecem a verdade.)

B. Leia II João 1:3. Você gostaria de “graça, misericórdia e paz”? (Com certeza.)

1. Quem está dando essas coisas? (João nos diz que Deus o Pai e Jesus são a fonte dessas bênçãos.)

2. Elas vêm automaticamente? Por que João escreve “estarão conosco em verdade e em amor”? (A graça, a misericórdia e a paz de Deus vêm àqueles que permanecem na verdade. Eles experimentam o amor especial de Deus. Deus mostra amor por todos, mas tem uma consideração especial por Seus fiéis seguidores.)

3. Jesus fez a paz por nós com o Pai? (Jesus reconciliou um Deus Santo com pecadores (como nós) quando nos cobriu com Seu sangue. Veja Colossenses 1:19-20.)

II. Os Filhos

A. Leia II João 1:4. Se você tem filhos, todos eles estão andando na verdade? Esta senhora tinha uma situação familiar semelhante, nem todos os seus filhos estavam andando como deveriam? (Talvez seja isso que {este texto} signifique. Também pode significar que João havia encontrado alguns de seus filhos em seu trabalho e aqueles que ele viu estavam andando na verdade.)

1. Qual é a importância de andar na verdade? A nossa salvação pela graça quer dizer que podemos esquecer a obediência? (João repete um tema que aprendemos em I João. A graça não elimina as exigências pela obediência. Deus, João nos diz, nos deu um “mandamento” para andarmos na verdade.)

2. Te dá alegria quando os teus filhos andam no caminho de Deus?

a. O que você pode fazer se eles não andam?

B. Leia II João 1:5-6. Por quanto tempo é exigido de nós que andemos na verdade? (Desde o princípio. A obediência é uma exigência que nunca mudou.)

1. Qual é a ligação entre obediência e amor? Qual é a ligação entre andar na verdade e o amor? (Mostramos o nosso amor para com Deus e amor para com os outros quando seguimos ao mandamentos de Deus.)

a. Quando os teus filhos te obedecem, isso demonstra que eles te amam?

(1) E o inverso: Se os teus filhos te amam, eles irão te obedecer?

(2) Esta é a resposta sobre o que deveríamos fazer pelos filhos que não estão andando no caminho de Deus – que deveríamos demonstrar amor para com eles?

III. Enganadores

A. Leia II João 1:7. Qual é a questão sobre a qual o engano está operando? (Se Jesus veio em carne.)

1. Por que esta parte da nossa crença é tão importante? (Esta é a encarnação – Deus tomou a forma humana e viveu entre nós. Compreender que Jesus era completamente Deus e completamente humano é essencial para a compreensão cristã da salvação. Nosso Criador viveu uma vida perfeita em nosso lugar. Quando Ele morreu em nosso lugar, nós morremos simbolicamente com Ele. Quando Ele ressuscitou da tumba, nos foi dada a oportunidade da vida eterna.)

2. É por isso que João fica falando sobre a “verdade” no começo de sua carta?

B. Leia II João 1:8. Podemos perder a nossa salvação? Ou é {uma questão de} “uma vez salvo, salvo para sempre”? (Nós podemos perder a salvação.)

1. Por que João se refere à nossa salvação como algo pela qual nós “trabalhamos”. Algo pela qual somos “recompensados plenamente.”? Isto dificilmente soa como {salvação pela} graça! (João acredita na salvação pela fé. I João 2:1-2. Ela é um dom gratuito de Jesus. Mas João também ensina que devemos andar na luz. I João 1:7. Ele ensina que se conhecemos verdadeiramente a Deus, iremos querer obedecer aos mandamentos de Deus. I João 3:4-6. A obra que devemos desempenhar e a de obedecer – e pela qual seremos aparentemente recompensados.)

C. Leia II João 1:9. Note a frase “vai além dele”. Geralmente, aqueles que lideram a corrida vencem. Por que estar na frente seria uma coisa ruim? (Vemos isso todo o tempo. Os “espertinhos” têm uma nova luz. Eles tem alguma compreensão “progressiva”, que nunca tivemos antes. Tenham cuidado com este tipo de ensinamento. Se ele nega a encarnação de Jesus, então é um falso ensinamento.)

D. Leia II João 1:10-11. Quase todas as igrejas possuem a questão de se seus seminários (e colégios) possuem professores que ensinam doutrinas contrárias aos ensinamentos da igreja. O que João sugere a respeito disso? (Devemos dizer a eles que vão ensinar em algum outro lugar. Não devemos “receber em casa” nem “saudar” os falsos mestres. Por que? Por que então nos tornaremos “participantes das suas obras malignas.”)

1. E o que dizer da liberdade acadêmica?

2. E sobre a importância da academia para explorar novos conhecimentos e compreensões? (Duvido que João seja contra o estudo e o aprendizado. Ele é contra acrescentar falsos ensinamentos. Quando isto se torna claro, precisamos evitar apoiar estes falsos mestres.)

IV. E-Mail

A. Leia II João 1:12. João gostaria de usar o e-mail em vez de papel e tinta? João é “verde”?

1. Qual é o objetivo de João com este encontro face a face? (Isto trará alegria. Existe alguma coisa acerca dos encontros pessoais que é muito melhor do que escrever. Há anos atrás minha esposa sugeriu que tivéssemos uma regra em casa eu deixaria que ela revisasse todos os maus e-mails para membros da igreja antes que eu os enviasse. Por que? Eu poderia fazer uma brincadeira sobre alguma coisa e os membros da igreja poderiam levar a sério e se sentirem insultados. Quando nos encontramos face a face, isso ajuda a evitar mal-entendidos.)

B. Leia II João 1:13. Este texto sugere que a “senhora eleita” e sua “irmã eleita” sejam igrejas? (Tendo a pensar que são igrejas, talvez igrejas domésticas, em vez de apenas uma pessoa.)

C. Amigo, você aceitou a verdade de que Jesus veio em carne, morreu em nosso favor e ressuscitou dos mortos para que pudéssemos ter a vida eterna? Que ensinamento maravilhoso, que maravilhosa promessa!Se você não o aceitou, por que não dar o teu coração a Jesus agora mesmo?

V. Próxima Semana: A Batalha Pelo Poder

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 11

Temas Importantes em 1 João (I João 1-5)

Introdução: Gosto de ler livros acerca do cérebro. Ninguém sabe ao certo como as pessoas pensam ou como processam a informação de forma tão rápida. Quanto tempo leva para que você reconheça um rosto familiar? Quanto tempo leva para que você determine a idade relativa de uma pessoa? Reconhecimento facial e determinação de idade são tarefas muito difíceis para um computador. Uma coisa que sabemos sobre nosso cérebro é que repetir algo reforça nossa capacidade de compreensão. Isto é o que vamos fazer nesta semana. Vamos fazer uma coisa que sabemos que funciona para o nosso cérebro: reforçar a nossa compreensão das coisas maravilhosas que João escreveu. Vamos pular direto para dentro da nossa revisão de I João e ver como tudo isso se encaixa!

I. Dois Caminhos

A. Leia I João 1:5-7. Que duas escolhas temos na vida? (Podemos andar no caminho da luz ou podemos andar no caminho das trevas.)

1. Podemos confiar nas pessoas para que nos digam de forma precisa em que caminho elas estão andando? Não. I João 1:6 revela que alguns mentes a respeito disso.)

2. Como podemos saber qual caminho estamos tomando? E se não pudermos confiar em nós mesmos para sabermos a verdade sobre a nossa vida? (Sabemos que estamos no caminho da luz se vivemos na verdade. Temos comunhão com outras pessoas no caminho da luz. Estamos fazendo progressos ao longo do caminho.)

3. O que, no que se refere a caminhar no caminho da luz, nos salva do pecado? É a escolha, é o caminhar, a verdade, ou o que? (“O sangue de Jesus ... nos purifica de todo pecado”.)

4. Se o sangue de Jesus nos purifica do pecado, então por que estou tendo todo este trabalho de andar no caminho da luz? Caminhar são obras! Caminhar exige esforço! (João pinta um quadro da vida cristã progressiva. Estamos constantemente nos movendo com o propósito de irmos na direção certa.)

II. Condições no Caminho da Luz

A. Leia I João 2:1-2. Qual é a importância da guarda dos mandamentos para os que estão no caminho da luz? (Jesus diz que nosso objetivo é não pecar.)

1. Qual é a seriedade do problema se cometemos pecado? (Boas notícias! Jesus cobre os nossos pecados com o sacrifício de Sua vida.)

B. Leia I João 2:3-6. Deixem-me repetir a mesma pergunta que acabei de fazer. À luz destes versos, qual é a seriedade do problema se cometemos pecado? (João escreve que as nossas ações são como um polígrafo (detector de mentiras) para a nossa afirmação de que “conhecemos” a Jesus.)

1. O que João diria acerca de uma pessoa que disse que é salva pela graça, mas que conscientemente pecou porque achava que isso não importava – uma vez que ela é salva pela graça? (João nos diz que esta pessoa não conhece verdadeiramente a Jesus. Esta pessoa está mentindo (a si mesmo e aos outros) a respeito de ter um relacionamento com Jesus.)

C. Leia I João 2:9-11. Há uma porção de mandamentos aqui. Como posso saber se sou um guardador dos mandamentos – e portanto, não estou mentindo acerca de estar no caminho da luz? (Amamos nossos irmãos cristãos.)

1. Leia Mateus 22:36-40. Como Jesus faz a ligação entre a lei do amor e os Dez Mandamentos? (e todos os outros mandamentos)?

2. Nós falamos sobre a importância da guarda do Sábado. Este é o mandamento mais importante? (Não. Este não é o mandamento “fundamental”, que é o amor.)

a. A guarda do Sábado tem alguma coisa a ver com o amor? (Cada mandamento de Deus tem a ver com o amor. Neste caso, tem a ver com amar tanto a Deus quanto a nós mesmos, por separarmos um período de tempo de nossas agendas cheias para adorar a Deus e descansarmos de nossas obras.)

D. Leia I João 2:15-17. Existe um amor bom e um amor ruim? Se estamos no caminho da luz, estamos proibidos de amar nosso casso, nossa casa, nosso trabalho, nosso dinheiro ou nossos animais de estimação? (Isto não é fácil de descrever, mas tenho visto o ponto que João está enfatizando aqui, sendo vivido em algumas das igrejas que tenho visitado. Em algumas igrejas, o teu emprego e a tua saúde são importantes. Em outras, pás pessoas não parecem se preocupar muito com isso. João nos diz que a atitude daqueles que estão no caminho da luz é que as posses e posições são desejos ligados ao mundo.)

1. Estamos sendo completamente não-pragmáticos e irrealistas? Afinal de contas, dinheiro, poder, posições são todas elas coisas importantes do ponto de vista prático, certo? (João responde ao argumento da “praticidade” em I João 2:17. Ele diz que todas essas coisas práticas irão queimar. Elas passarão. Assim, vamos ser verdadeiramente práticos e nos concentrar nas coisas que não passarão.)

III. Melhorias no Caminho da Luz

A. Leia I João 3:1-3. Você admira (ou admirava) teu pai ou mãe? Em caso afirmativo, tentou viver de acordo com os padrões deles?

1. Por quê? (Você sentia uma obrigação. Você sentia que era correto viver de acordo com as expectativas que as pessoas tinham de você. Você não queria deixar os teus pais frustrados.)

2. Meu pai costumava dizer, “Vocês são filhos de Don Cameron e espero que se comportem!” O que João nos diz em I João 3:1-3 que soa como meu pai? (Ele diz que somos filhos de Deus e deveríamos nos esforçar para ser como nosso Pai do Céu.)

a. Contraste isto com a pessoa que diz “Estou salvo, o que eu faço não importa.” Uma pessoa com esta atitude realmente conheceria Deus como um Pai?

B. Leia I João 3:7-8. Qual é o ponto discutido, sobre o qual João não quer que sejamos enganados? (Se as nossas ações importam ou não.)

1. Qual é o ponto claro como cristal, acerca do nosso comportamento? (Pessoas justas fazem coisas justas. Pessoas injustas fazem coisas pecaminosas. Quer saber se você está no caminho da luz ou no caminho das trevas? Olhe para os teus atos. Isto não é complicado.)

C. Leia I João 3:11. Qual é o padrão final para os nossos atos de justiça? (Novamente, João martela no ponto que o padrão final é se amamos uns aos outros.)

1. Quantos de nossos pecados surgem por causa do nosso egoísmo? Você ama a si mesmo mais do que aos outros?

IV. Andando no Amor

A. Leia I João 4:7-8. Tenho dificuldade com esta idéia de amar aos outros. Gosto de muitas pessoas. Mas, amá-los como eu amo a mim mesmo não é fácil. Como nos tornamos mais amorosos? (A fonte do amor é Deus. Conhecendo mais sobre Deus, sendo “nascidos” de Deus aumenta a nossa capacidade de amar.)

B. Leia I João 4:9-11. Você pode dizer que realmente ama a Deus? Quem tomou a primeira iniciativa em um relacionamento entre você e Deus? (Deus tomou a iniciativa. Ele enviou Seu Filho para viver e morrer por nós em um tempo quando nós não O amávamos.)

1. Você já ouviu alguém dizendo, “Eu perdôo aquela pessoa quando ela vier pedir perdão”? “Eu vou tratar aquelas pessoas com respeito quando elas aprenderem a demonstrar respeito”? O que João sugere acerca desta atitude? (Se devemos amar como Deus amou, amaremos as pessoas antes de elas se tornarem amáveis.)

C. Leia I João 4:12. João está dizendo que é difícil amar a Deus porque não vemos a Deus? Ou ele está falando alguma outra coisa? (Penso que João está dizendo que as pessoas não vêem a Deus, mas eles vêem a você. Se o amor de Deus habita em teu coração, então você é a maneira pela qual os outros “vêem” o amor de Deus.)

1. O que você acha desta responsabilidade? A visai que os outros têm de Deus repousa sobre teus ombros!

D. Leia I João 5:3-5. João nos diz que esta responsabilidade de amar a Deus e aos outros não é pesada. Isto é uma promessa? (Nós começamos conhecendo a Deus. Lendo e estudando acerca dEle e de Seus caminhos. Então, passamos a obedecê-Lo. Uma vez que tenhamos iniciado a caminhada nesta estrada, continuar não é um fardo pesado. Apenas precisamos começar.)

E. Amigo, e você? Se você sente que o teu amor está um pouco baixo, vai se comprometer a fazer o esforço de conhecer melhor a Deus e de obedecê-Lo? E o que você acha de pedir ao Espírito Santo que entre em teu coração hoje para te ajudar na tua caminhada nesta direção?

V. Próxima Semana: A Epístola de João Para a Senhora Eleita

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 10

Confiança (I João 5:13-21)

Introdução: João nos diz em I João 5:19 que “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno.” Que tipo de confiança podemos ter em tal situação: que estaremos continuamente apanhando? Que a vida vai nos impulsionar aos pontapés? Todos querem ter alguma coisa na qual possam confiar. Todos querem ter alguém ou alguma coisa da qual possam depender em tempos de dificuldade. Este desejo está destinado a permanecer insatisfeito? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e descobrir!

I. Confiança na Vida Eterna

A. Leia I João 5:13. Do que podemos ter confiança? (De que, se crer em Jesus, você tem a vida eterna.)

1. Leia Tiago 2:19. Tiago e João estão discordando?

2. O que aprendemos sobre os dois caminhos de João até aqui que pode nos ajudar nesta aparente disputa? (Em nossas lições até aqui aprendemos que estamos em um de dois caminhos; ou no caminho da luz ou no caminho das trevas. O caminho da vida leva à vida eterna.)

3. Como estar em um caminho (o que quer dizer que estamos andando) ser reconciliado com a certeza da salvação? (A única conclusão lógica é que estar NO caminho da luz significa salvação. Ao mesmo tempo, isto não é apenas uma questão de palavras, é estar viajando no caminho. Porém, fazer progressos no caminho é uma questão pós-salvação.)

B. Quando eu era jovem, acreditava que a salvação era uma coisa do tipo momento a momento. Era importante morrer no momento certo (ou seja, quando você está se comportando). Penso que recebi esta idéia da minha igreja e da escola da igreja. A tua igreja ensina o que João está dizendo em I João 5:13? Se não, por que não?

1. Isto é a mesma coisa que “uma vez salvo, salvo para sempre”? (Leia I João 3:6. Penso que este texto fecha a porta para a idéia de que tomamos uma decisão uma vez na vida e então vivemos como se nunca tivéssemos tomado aquela decisão. Se você verdadeiramente “conhece” a Jesus, terá a determinação de viver de tal forma.)

2. Como a tua atitude acerca da vida se alteraria se você soubesse que teria vida eterna, e que os altos e baixos do dia a dia na batalha contra o pecado não poderiam mudar isto? (Você teria confiança!)

II. Confiança na Oração

A. Leia I João 5:14-15. Deus ouve todas as nossas orações? (Parece que há uma condição.)

1. Se você tem filhos, dá a eles tudo o que eles pedem? Considera seriamente tudo o que eles pedem?

2. O que significa pedir alguma coisa “de acordo com a vontade de Deus”? (Deus é como pais maduros, Ele não está prometendo nos dar qualquer coisa que pedirmos. Ele promete que “ouvirá” (considerará seriamente) nossos pedidos que estiverem de acordo com a Sua vontade.)

3. Este é um resultado satisfatório? Você está satisfeito somente por saber que Deus ouve os teus pedidos que estiverem de acordo com a Sua vontade?

4. Os teus filhos às vezes dizem que não ouviram o que você lhes pediu para fazer? O teu cônjuge às vezes diz a mesma coisa?

a. O que há de tão importante em saber que o teu pedido foi ouvido? (Você sabe que ele está sendo considerado.)

5. O que I João 5:15 acrescenta a isto? Temos a promessa de algo mais do que ouvir? (João nos diz que não apenas seremos ouvidos, mas que Deus nos dará o que estiver de acordo com a Sua vontade.)

a. Você já pediu alguma coisa que estava obviamente de acordo com a vontade de Deus e que Ela não concedeu? Como você explica isso? (Minha única resposta é que eu não sou Deus. Confio em Seu julgamento sobre a Sua vontade acerca de mim.)

B. Leia I João 5:16-17. Você oraria para que Deus perdoasse os pecados de teus amados? (O que quer que isso signifique, no mínimo quer dizer que alguma coisa acontece quando oramos por aqueles que são próximos de nós e que estão pecando.)

1. Este texto se refere a todos os tipos de pecados? (Não. João faz ima distinção. Não tenho certeza de que distinção é esta (os comentaristas divergem), mas no mínimo quer dizer que alguns tipos de pecados de outras pessoas são vulneráveis às nossas orações.)

2. Embora os meus próprios pecados sejam suficientes para manter ocupada a minha vida de oração, no passado já orei para que Deus perdoasse os pecados de maus filhos. Fiz estas orações baseado na minha esperança do que estes versos significam.

III. Confiança na Luta Espiritual

A. Leia I João 5:18-19. Quando penso em estar “seguro”, penso em não ser atropelado por um caminhão. Como não pecar pode nos manter “seguros”?

1. Você se lembra da introdução, onde consideramos o verso 19, que diz que todo o mundo está sob controle de Satanás? Que relacionamento existe entre não pecar e não ser prejudicado pelo mundo? (Qualquer um que esteja envolvido em pecados sérios entende que isto te traz prejuízos.)

2. Se você normalmente discute essas lições como parte de um estudo da Bíblia em grupo, imagine que todos no grupo sabem sobre cada um dos teus pecados. Você ficaria envergonhado? Isto prejudicaria a tua reputação?

3. Não vou entrar em detalhes, mas conheço um homem que era brilhante, altamente educado, tinha uma personalidade fulgurante, era de boa aparência e um professor cristão. Algo aconteceu entre ele e algumas garotas adolescentes que fez com que ele fosse sentenciado a 16 anos de prisão. Atualmente ele está em confinamento na solitária. Este dano aconteceu por causa do pecado?

a. O que você acha que Satanás gostaria de fazer com você? Te envergonhar? Te mandar para a prisão?

(1) Como nos protegemos disto? (Se você é nascido de Deus, não continue a pecar. O pecado te torna vulnerável aos ataques de Satanás.)

B. Leia I João 5:20-21. O que você acha que decidiria se te dissessem “Você pode pecar e passar 16 anos na prisão, ou pode deixar de pecar e ser livre”?

1. Você acha que é assim que a maior parte das pessoas vê o pecado? (Não.)

2. O que I João 5:20 sugere a respeito de como os que estão no caminho da luz vêem o pecado? (Jesus nos dá “entendimento” do grande quando de pecado e destruição. Jesus nos mostra que Deus nos ama e quer que tenhamos vida. A experiência de Jesus nos mostra que o autor do pecado quer nos torturar e nos matar. O pecado não é somente um prazer temporário, é uma estrada para a tortura e morte. Jesus esclarece essas questões.)

C. Leia I João 5:21. Crie um quadro mental deste texto. João está se afastando e então se volta por um segundo e diz: “Aliás, livrem-se dos ídolos também”? Este texto é simplesmente um pensamento direto? Ou está ligado ao restante da carta de João?

1. O que é um ídolo? (Alguma coisa da qual você depende, em vez de Deus.)

a. Se isto é verdade, como guardar-se doa ídolos está ligado a ficar seguro? Como isto está ligado a ter confiança? (João acabou de dizer que todo o mundo está sob o controle de Satanás. Se estamos dependendo dos nossos ídolos para ficarmos seguros (um ídolo incluiria a dependência de si mesmo) então estamos em grande perigo. Um ídolo é nada. Somente a confiança em Jesus pode nos dar segurança neste mundo hostil.)

D. Amigo, o mundo é um lugar perigoso. Você pode trocar uma atitude de medo por uma atitude de confiança. Confiança na tua salvação, confiança em Deus te ouvir e confiança nas batalhas do dia a dia contra o pecado e o sofrimento. Você gostaria de uma mudança de atitude? Deus oferece isto àqueles que crêem em Jesus.

IV. Próxima Semana: Temas Importantes em I João

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 09

Crendo no Filho de Deus

Introdução: Quando estou corrigindo provas da Faculdade de Direito, tento dar aos estudantes o Maximo de crédito que posso por suas respostas. Uma vez que a maior parte das minhas perguntas exigem respostas “dissertativas”, procuro por qualquer coisa que reflita uma compreensão da questão legal correta. Porém, no final das contas, existe uma resposta correta. Isto também é verdade com relação às questões espirituais? Existe uma resposta correta? João escreve que existe uma resposta correta e, se acertarmos, a recompensa é a vida eterna. Se errarmos, o resultado é a morte eterna. Isto parece sério! Vamos mergulhar no nosso estudo da Bíblia e descobrir mais acerca da resposta certa!

I. A Pergunta da Prova

A. Leia I João 4:1-3. Quantos espíritos falam com você? (Pelo menos dois: O Espírito de Deus e o(s) espírito(s) contra Deus.)

1. O que você acha que João quer dizer quando escreve sobre espíritos? São vozes cochichando em nossos ouvidos? (Penso que ele está usando o termo de forma ampla para se referir a correntes de pensamento, lógica, nossa “consciência”, profetas, professores – qualquer um ou qualquer coisa que tente nos convencer de algo.)

2. Como podemos determinar a verdade do erro espiritual? (João nos dá um teste bastante simples: a verdade diz que Jesus é de Deus e que Ele veio à terra em forma humana.)

3. Já argumentei antes que qualquer um que acredita no Antigo Testamento e compreende o sistema sacrifical, deve logicamente aceitar Jesus e o cristianismo como uma extensão lógica do sistema sacrifical. João confirma esta lógica, nos dizendo que se acreditamos na Bíblia, acreditamos que Jesus é o Filho encarnado de Deus.

B. Leia I João 4:4-6. O mundo compreende esta lógica? (Não.)

1. Uma atitude comum com relação aos cristãos é que eles são estúpidos e de pouca cultura. Isto é verdade? (Um cristão pode ser estúpido e de pouca cultura, assim como um não cristão também pode ser. Mas o que separa os cristãos dos pagãos é que os cristãos tem uma visão de mundo centralizada em Cristo.)

2. O que isto nos ensina a respeito do evangelismo? Deveríamos desistir, porque os pagãos não nos ouvirão? (É aqui que devemos depender do Espírito Santo para tocar os corações. Podemos argumentar da lógica de nossa posição, mas sem o Espírito Santo a lógica não terá muito efeito para o bem.)

II. Se Você Passar na Prova

A. Leia I João 5:1-4. Somos obrigados a obedecer os mandamentos de Deus? (Sim.)

1. Por que? Para sermos salvos? (Nosso amor por Deus nos leva a obedecer os Seus mandamentos.)

2. Na semana passada aprendemos que deveríamos abrir mãos de nossas coisas em favor de outros cristãos que estejam em necessidade. Discutimos quão difícil é (pelo menos para mim) alcançar este ideal. João agora me diz que atingir este ideal “não é pesado”. Ele está brincando?

a. Quando expus a lição para a minha classe na semana passada, um grupo era contrário a dar dinheiro aos que estão nas ruas pedindo dinheiro. Outro grupo era a favor de dar o dinheiro e pronto. (Damos o dinheiro e Deus se preocupa com o resto.) Outro grupo disse que deveríamos descobrir o que eles querem comprar e comprar isto para eles (se estivermos de acordo). O que acabamos decidindo é que deveríamos conhecer melhor os necessitados para podermos decidir como ajudá-los melhor. Se eu te dissesse para se tornar amigo de um morador de rua, isso seria pesado?

3. Há uns seis meses atrás chegou uma pessoa na igreja que havia perdido o seu emprego, havia sido expulso de casa pela esposa e precisava de um luar para ficar. Eu tinha três quartos vagos na minha casa. Meu coração foi tocado e pensei que poderia ajudar esta pessoa. Minha esposa apontou que isto significaria que, na maior parte do tempo, ela estaria sozinha na casa com este homem que eu não conhecia. (Ninguém na igreja realmente o conhecia.) Não o convidei para ficar conosco e ele em pouco tempo deixou a igreja. O que eu deveria ter feito?

B. Leia I João 5:5. Qual é a chave para vencer o mundo? (Crer que Jesus é o Filho de Deus.)

1. Isto me parece um pouco complicado. Acabamos de discutir sobre como devemos obedecer os mandamentos. Agora João volta a falar sobre crença? Por que isso? (A única conclusão lógica é que as duas coisas estão ligadas. Crer que Jesus é o Filho de Deus é a “resposta correta” essencial para a vida eterna. Quando você chega a esta resposta, isto afeta o seu comportamento.)

III. Sabendo que o Gabarito Está Correto

A. Leia I João 5:6. Quando dou uma prova, tento estar absolutamente certo de que eu entendo a resposta correta. Os professores chamam a lista de respostas corretas de “gabarito”. Por que João diz que podemos saber que Jesus é a resposta correta à pergunta da vida eterna? (Ele diz que Jesus veio pela água e pelo sangue.)

1. Que possível ligação existe entre Jesus ser Deus e água e sangue? (Isto seria mais óbvio para os destinatários da carta de João. Se você compreende Deuteronômio e Levítico, todo o sistema do santuário girava em torno da purificação das coisas com água e sangue. A água retirava a sujeira comum. O sangue retirava a sujeira espiritual. Jesus passou pela purificação pela água com Seu batismo (Mateus 3:13-17) e Ele derramou Seu sangue por nós (Mateus 27:50). Precisamos de vidas puras e corações puros.)

2. Como o Espírito Santo está envolvido nisto? (Leia João 3:5-6. João compara o batismo (purificação pela água) com ser nascido do Espírito Santo (purificação espiritual).)

B. Veja novamente I João 5:6. João diz que o Espírito é uma testemunha que testifica a “verdade”. Não tenho certeza se a nossa ligação entre água, sangue e o Espírito Santo fazem o melhor sentido lógico. Como você ligaria os três? (Leia I João 5:7-8. Lembre que a questão é se temos a resposta certa. O poder do Espírito Santo na igreja primitiva, o poder do Espírito Santo e nossas vidas hoje, dão evidência que Jesus é real. Ao equipararmos Jesus com o método histórico para a remoção do pecado e da sujeira de nossa vida, ver como o Espírito Santo opera contra o pecado em nossa vida, todos estes são testemunhas de que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, o método para a remoção do pecado que nos impede {o acesso à} vida eterna.)

1. Por que precisamos de múltiplas testemunhas? (Para que possamos ter certeza.)

C. Leia I João 5:9-10. João compara seu argumento de que Jesus é a resposta correta com os métodos comuns pelos quais somos convencidos de alguma coisa. Por que o argumento de que Jesus é a resposta certa é mais poderoso do que os argumentos comuns? (Porque é Deus quem está testificando.)

1. Pensei que estivéssemos lendo essas coisas em um livro escrito por João! Como ele pode afirmar que Deus é a testemunha de sua declaração?

2. Lembro-me de quando eu era um garoto e um de meus amiguinhos usava seu pai como “testemunha” de suas teorias mirabolantes. Sempre que eu não concordava, ele perguntava “Você acha que sabe mais do que meu pai?” Como você acha que João pode afirmar que Deus dá validade à sua teoria de vida eterna? (Leia Atos 1:6-8 e Atos 2:1-4. As ações do Espírito Santo em nossa vida são a prova divina de que Jesus é Deus. Isto é Deus falando conosco, não apenas outras pessoas defendendo um argumento.)

3. Leia João 11:41-44. Como Deus estava ativo na vida de Jesus para ser uma testemunha em favor dEle?

D. Leia I João 5:11-12. Espere um minuto. Estamos errados acerca da natureza do testemunho de Deus? O que este texto diz que é o testemunho de Deus? (A ressurreição de Jesus mostra o poder da vida eterna. Esta é a demonstração final do testemunho de Deus de que Jesus é Deus.)

1. Qual é a importância de ter a resposta certa? Qual é a importância de acreditar em Deus? (Ter a resposta certa tem significado eterno.)

E. Amigo, e você? Aceitou a Jesus como o Filho de Deus? Acredita que Jesus morreu em teu favor para tirar os teus pecados? Acredita que quando Jesus ressuscitou para a vida eterna, te deu a oportunidade da vida eterna? O Espírito Santo é uma testemunha destas coisas na tua vida? Se você não pode dizer “sim” a todas essas perguntas, peça agora mesmo para que Jesus e o poder do Espírito Santo venham para a tua vida, para que você tenha o gabarito para a vida eterna.

IV. Próxima Semana: Confiança

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

terça-feira, 18 de agosto de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 08

Amando Irmãos e Irmãs (I João 3:11-24)

Introdução: Esta semana todos nós vamos pensar como advogados da “lei comum”. Estes advogados deram início à idéia que a lei não consiste de um conjunto de regras, mas sim que as regras seriam derivadas de uma série de decisões sobre casos. No primeiro exemplo você encontraria a regra correta e teria a resposta que procura – assumindo que fez a pergunta correta. No segundo, você encontra os exemplos certos de decisões sobre casos e descobre a tua resposta. João nos dá alguns “casos” para que descubramos como viver, enquanto continuamos a nossa jornada no caminho da luz. Vamos pular direto para dentro do nosso estudo da Bíblia e ver o que podemos aprender acerca do viver Bíblico!

I. Caim vs. Jesus

A. Na semana passada terminamos o nosso estudo com o resumo de João sobre como podemos separar os “mocinhos” dos “bandidos”. “Mocinhos” fazem coisas boas e “bandidos” fazem coisas más. Isto nos deixou com a pergunta, “O que, exatamente, é uma coisa boa?” Vamos continuar a discussão de João lendo I João 3:11. Imagine que eu tenha lhe dado uma regra: “amem uns aos outros”. Você saberia como viver?

1. Você enfrentaria algum problema em tomar o amor (uma atitude) e transformá-lo em alguma ação concreta?

2. Há alguns anos atrás defendi a liberdade religiosa de um wiccano. Isto me ensinou que os wiccanos têm uma regra principal (O Conselho Wiccano), que diz, essencialmente, o seguinte: “Faça o que desejar, contanto que não prejudique ninguém.” Isto é a mesma coisa que amar aos outros? (Eu seria agradecido se todos seguissem a regra de não me prejudicar, mas exigir o amor acrescenta exigências positivas.)

B. Leia I João 3:12. João agora nos dá um exemplo (um caso) em vez de uma regra. Que definição de amor você consegue tirar deste texto? (Soa como o Conselho Wiccano – não mate ninguém.)

1. Este é o padrão? Nós amamos aos outros se evitamos matá-los?

2. Note que João escreve acerca dos motivos de Caim. Por que a Bíblia discute os motivos do assassinato de Caim? (Em vez de identificar especificamente os motivos de Caim, João relata suas más ações, que levaram ao assassinato.)

a. Quais ações más da parte de Caim levaram ao assassinato? (Desobediência a Deus.)

b. Somos deixados para descobrir por nós mesmos os motivos. Quais você acha que são eles? (Ciúmes de Abel e inveja da posição de Abel diante de Deus.)

c. Por que isto levou ao assassinato? (Motivos maus levaram a más ações, as quais levaram ao assassinato. A idéia é que o pecado é progressivo.)

d. Evitar o assassinato é o padrão de João para o amor? (Não. Olhando para um caso, ao invés de uma regra, vemos que o exemplo negativo do caso de João engloba uma lição acercados motivos e da natureza do pecado.)

C. Leia I João 3:13. O caso negativo de Caim é um exemplo para nós ou é um exemplo que representa o mundo? (No mínimo, João está nos mostrando o que não é amor. Ele não é assassinato. Então ele diz que a atitude do mundo é ódio, e que o ódio leva à morte. Você pode esperar que o mundo te odeie.)

1. Vamos tornar {esta discussão}.atual. “Odiadores” é um termo utilizado por homossexuais para descrever os cristãos que acreditam no que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade. Um adesivo de pára-choque comum entre os gays diz “O ódio não é um valor de família.” Será que eles tem um ponto? Ou isto é parte do ódio do mundo em relação aos cristãos, que se reflete em eles nos chamarem de “odiadores”?

2. João está escrevendo acerca do amor em relação a outros cristãos? (Creio que sim.)

a. Isto deixa a questão mais fácil? Nos é dito para amarmos aqueles que estão se comportando bem? (Nosso relacionamento com os homossexuais é dificultado porque dizemos que o comportamento é pecaminoso e eles dizem que é normal. Mas mesmo quando lidamos com nossos companheiros cristãos temos o problema de comportamentos pecaminosos.)

D. Leia I João 3:14-15. Que teste João nos dá para sabermos se estamos no caminho da luz? (Nós amamos os nossos irmãos. Estamos fazendo algum progresso aqui? Voltamos ao ponto de descobrir o que quer dizer “amar”, quando tentamos converter {a palavra} em ações.)

1. Leia Mateus 5:21-22. Jesus que “ira = algo parecido com assassinato”. A princípio isto não parece razoável. João está explicando a declaração de Jesus? (Penso que João está seguindo a mesma trilha lógica. A ira leva ao ódio, o qual leva ao assassinato. Não fique irado e você nunca cometerá assassinato. Se você substituir a ira pelo amor, está no caminho da luz.)

2. Temos algum ponto concreto pelo qual podemos medir o nosso amor? (Sim. Ira não é amor. Ódio não é amor. Assassinato não é amor.)

E. Leia I João 3:16. Agora temos um exemplo positivo. O que é amor? (Entregar a tua vida em favor de outra pessoa.)

1. Você está disposto a entregar a tua vida em favor de outros cristãos? (Com certeza era muito mais fácil quando eu só precisava evitar o assassinato!)

2. Como o debate acerca do aborto é resolvido à luz desta regra básica? (Aborto é tirar a vida de alguém para o nosso benefício. O exemplo de Jesus é exatamente o oposto: entregar a vida em favor de alguém.)

3. O aborto é um a questão lógica simples, quando avaliado através do exemplo de Jesus. O que podemos dizer de outros aspectos da vida, tais como tempo e dinheiro? Você está disposto a abrir mão dessas coisas em favor de outros cristãos?

F. Leia I João 3:17. O que João diz a respeito do amor e de ajudarmos nossos companheiros cristãos que estão em necessidade? (Ele diz que ajudá-los é a conseqüência lógica de Jesus haver entregado a Sua vida por nós.)

1. Por que é lógico termos que ajudar alguém se Jesus nos deu o exemplo de entregar a nossa vida pelos outros? (O que você trocaria pela tua vida? O que quer que seja, abrir mão disso é menos difícil do que abrir mão da tua vida.)

G. Leia I João 3:18. O que João quer dizer quando fala do amor “em verdade”? (Realmente fazer alguma coisa para ajudar alguém demonstra que você ama aquela pessoa. Falar pode não refletir absolutamente qualquer verdade.)

H. Considere onde chegamos. O exemplo negativo de Caim nos diz para não assassinarmos, odiarmos ou nos irarmos. Evitar o assassinato e o ódio parece bem fácil. O Antigo Testamento está cheio de condenação aos ricos que oprimem e tiram vantagem dos pobres. Isto parece ser razoável. Nossa discussão até aqui está no território do “Conselho Wiccano”: Não prejudique os outros. Mas agora nos é dito que temos que abrir mão das nossas coisas em favor dos cristãos que estão em necessidade. Por que isto é tão difícil? (Somos egoístas. Não apenas não queremos entregar a nossa vida em favor de outros, nós não queremos entregar asa nossas coisas. Pensamos “eles que consigam as coisas deles!”)

1. Existe alguma esperança para nós? (Sim. É por isto que eu gosto tanto de aprender acerca da graça, do caminho (o caminho da luz de João) e casos legais. Primeiro, somos salvos pela graça (I João 2:1-2). Os salvos estão no caminho se afastando do caso negativo de Caim e em direção ao caso positivo de Jesus. Devemos deixar o assassinato, o ódio e a ira para trás de nós e fixar nossos olhos no exemplo de Jesus. Seu exemplo é a nossa meta.)

II. Problemas do Coração

A. Leia I João 3:19-20. O que você acha que João quer dizer quando escreve a respeito do nosso coração nos condenar? (O teu coração já te condenou alguma vez?) (Este é o papel de Satanás e seus auxiliares – nos condenar (Apocalipse 12:10).)

1. Como podemos distinguir entre a condenação de Satanás e a convicção do Espírito Santo? (Deus perdoa os nossos pecados confessados, mas Satanás continua trazendo esses pecados à tona, para nos desencorajar. Penso que João está dizendo que se você examinar as tuas ações e ver que está se movendo em direção ao exemplo de amor de Jesus, então pode ter a confiança de que está no caminho da luz. Você tem a “prova” de que a tua vida está se movendo na direção certa.)

B. Leia I João 3:21-22. Por que João está fazendo uma referência a conseguir coisas? Eu pensei que havíamos acabado de decidir que precisamos dar coisas para os cristãos que estão em necessidade. (O quadro total é agora revelado – se Jesus estava disposto a nos dar a Sua vida, também está disposto a nos dar as Suas coisas. João nos ensina que, se abrirmos o nosso coração (e as nossas carteiras) para os que estão necessitados, Deus abrirá a Sua carteira para nós.)

C. Leia I João 3:23-24. Depois de toda esta discussão sobre ajudar aos outros, por que João diz que “Seu mandamento” é “que creiamos no nome de seu Filho”? (Como discutimos, Jesus é o exemplo máximo de sacrifício pelos outros. Jesus também é o exemplo máximo de ser honrado por isto.)

D. Amigo, e você? Vai decidir hoje que vai ajudar aos cristãos que estão em necessidade? Vai compartilhar o teu tempo e as tuas coisas com eles?

III. Próxima Semana: Crendo no Filho de Deus

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 07

Vivendo Como Filhos de Deus (I João 3:1-10)

Introdução: Nesta semana passada estive me correspondendo com um cristão que argumentava que guardar os Dez Mandamentos não te salva. Eu concordo. Então este cristão construiu sobre este argumento, dizendo que você pode escolher quais dos Dez Mandamentos quer guardar e ainda ter um perfeito relacionamento com Deus. Agora fiquei na dúvida. João diz alguma coisa sobre esta questão? Penso que sim. Nosso estudo sobre I João 3 desta semana focaliza esta questão do relacionamento entre a justificação pela fé e um viver justo. João nos diz que o pecado é coisa séria. Vamos mergulhar em nosso estudo e ver quão sério ele é!

I. Filhos de Deus

A. Leia I João 3:1. Lembre-se de quando você era uma criança. Você gostaria de ter sido criado em uma família diferente?

1. Em caso afirmativo, por que? (Eu tive uma família maravilhosa. Mas, lembro-me de ser convidado para aquela casa e descobrir que o garoto que morava ali tinha um sótão inteiro, completamente cheio de maravilhosos trens elétricos! Aqueles trens em miniatura eram montados em todos os tipos de paisagens em miniatura. E mais, fiquei sabendo que eles tinham um iate. Lembro-me de ter pensado que eu gostaria de ser parte daquela família.)

B. Por que você acha que João gosta de ser chamado de filho de Deus? (Se Deus é o Ser mais importante do universo, e tem todo o tipo de coisas, o que poderia ser melhor?)

1. Você acha que a minha explicação reflete os pensamentos de João? (João parece se concentrar no amor, em vez das “coisas”. A propósito, cerca de um ano depois que eu visitei a família do “trem”, a mãe suicidou-se. Eu fiquei agradecido por continuar a ter uma mãe amorosa e não apenas um belo trem. Penso que este é o ponto de João. Deus nos ama a ponto de nos chamar de Seus filhos.)

C. Que sentido você vê na declaração de João acerca de o mundo não nos conhecer? O que isso tem a ver com a primeira parte do verso, que diz que Deus nos concedeu Seu amor {no original em inglês: “esbanjou Seu amor sobre nós”}?

1. Imagine três círculos concêntricos. No círculo menor estão os teus filhos. No círculo do meio estão todas as crianças que você conhece pessoalmente. No maior, o círculo externo, estão todas as crianças do mundo. Quais crianças você ama mais? (Os teus próprios filhos! Conforme os círculos ficam maiores, o teu amor fica menor. João nos diz que quando se trata de amor, o mundo nos coloca no círculo maior, porque não nos conhece. Mas Deus nos coloca no círculo menor.)

2. Por que João acrescenta o comentário de que o mundo não conhece a Deus? (Precisamos confiar em Deus e não nos outros. Se o mundo tratou Jesus de uma maneira terrível, por que deveríamos esperar um bom tratamento? O relacionamento de Deus conosco é como o relacionamento entre pais amorosos e seus filhos. O relacionamento do mundo conosco é (no mínimo) como o nosso relacionamento com crianças que não conhecemos.)

II. Filhos Crescidos

A. Leia I João 3:2-3. Eu escrevi um estudo sobre este mesmo texto há dez anos atrás. Meus filhos ainda não eram adolescentes. Naquela época, escrevi que “fico me perguntando o que o futuro reserva” para eles. O que você acha que eu estava esperando para eles?

1. Que paralelo João está desenhando com nosso Pai Deus? (Assim como eu esperava o melhor para os meus filhos, também Deus está esperando o melhor para nós que andamos no caminho da luz. Minha filha está terminando a faculdade e meu filho está terminando a faculdade de medicina. Era este tipo de coisas que eu estava esperando para eles há dez anos atrás.)

2. Estou errado sobre isso e João está falando sobre pensarmos sobre o nosso próprio futuro? (Assim como nós ficamos pensando e tendo esperanças acerca do futuro de nossos filhos, também nossos filhos deveriam estar preocupados com seu próprio futuro.)

B. Note que João escreve que “todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo”. Em minha comparação com pais terrestres, era eu quem estava tendo esperanças pelos meus filhos. Por que os filhos é que estão se purificando? (Eu estou tendo esperanças por meus filhos, mas a vida deles não é a minha. Eles tem uma obra a fazer para serem bem sucedidos na vida. João diz para sermos diligentes em nossa obra de purificarmos a nós mesmos e o resultado será bom.)

C. Eu mencionei a educação para meus próprios filhos, mas qual é o nosso objetivo como filhos de Deus no caminho da luz? (Sermos como o nosso Pai Deus.)

1. Vamos voltar para a pessoa que estava escrevendo para mim acerca dos Dez Mandamentos. Se você pretende se purificar (coco João fala que todo verdadeiro cristão está fazendo) onde deveria começar?

a. Os Dez Mandamentos seriam um bom lugar?

b. Leia Mateus 22:36-40. O que este texto sugere sobre onde deveríamos começar?

c. Você está nervoso sobre esta conversa de como “nós” purificamos a nós mesmos? (Eu estou. Mas não sei como I João 3:3 pode ser lido de outra forma. Não tenho dúvidas de que o Espírito Santo deve fazer o trabalho pesado de edificação aqui (Atos 15:8-9), mas devo estabelecer metas e tomar decisões.)

III. O Padrão

A. Leia I João 3:4. O que este texto fala sobre você, pecado e Dez Mandamentos? (Se você quer saber o que é pecado, João diz para consultar a lei. Se você está quebrando a lei, está pecando. A essência do pecado, de acordo com João, é não estar prestando atenção à lei (transgressão da lei).

1. Leia Gálatas 4:21-26. Paulo (escrevendo aos Gálatas) e João podem ser reconciliados?

2. Leia Gálatas 5:13-14 e Gálatas 5:24. Estes textos mostram que Paulo e João estão tocando a mesma melodia?

B. Leia I João 3:5-6. O que João argumenta como sendo a razão para Jesus vir à terra, viver uma vida perfeita, morrer por nós e então ressuscitar? (“Para tirar os nossos pecados”.)

1. Se este era o propósito de Jesus ter vindo, qual deveria ser o nosso propósito de vida? (Viver sem pecado. Este é um daqueles momentos {em que a gente exclama} “entendi”. As pessoas que dizem que a expiação de Jesus significa que estamos libertos das preocupações com o pecado estão perdendo o ponto mais importante. O ponto mais importante é que Jesus veio para curar o problema do pecado. Então, se você está do lado de Jesus, vai ser muito intencional acerca de não se envolver com o pecado.)

2. Vamos voltar e ler I João 1:8 e comparar com I João 3:6. O mesmo homem, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu esses dois versos. Como você pode conciliá-los? (Somos pecadores, mas o nosso objetivo é estarmos sem pecado. É por isso que precisamos tão desesperadamente de Jesus e Sua justiça. Ele tira os nossos pecados. Mas, ao mesmo tempo, compreendemos que o pecado é uma coisa terrível. Fazemos o nosso melhor para nos afastarmos dele.)

C. Leia I João 3:7-10. Como podemos diferenciar os “mocinhos” dos “bandidos”? (Com base nas suas obras.)

1. Mais uma vez, volte para I João 1:8. Como isto pode ser verdade? As pessoas estão no caminho da luz, carregando pecados com eles. Se eles estão carregando pecados, então são “bandidos”, certo?

2. Por alguns momentos, lembre-se do que estudamos até aqui sobre as epístolas de João. Qual você diria que é o tema geral? (João começa com uma explicação de que na vida temos uma escolha de caminhos a fazer. Ou tomamos o caminho da luz ou tomamos o caminho das trevas. As pessoas no caminho da luz não são perfeitas, mas possuem duas atitudes muito importantes. Primeiro, sabem que se pecarem, têm Jesus para falar por elas em sua defesa. Segundo, compreendem que a obra de Jesus foi colocar um fim ao pecado, e então possuem um ardente desejo em sua vida de estarem livres do pecado.)

a. Em que caminho esta visão coloca as pessoas que dizem que os Dez Mandamentos (e a lei do amor) são irrelevantes? (É difícil ter um desejo ardente de ficar livre do pecado e ao mesmo tempo negar a lei. Pessoas no caminho da luz prestam muita atenção aos Dez Mandamentos. Não para serem salvas, mas para viver como filhos de Deus.)

D. Amigo, e você? Vai levar o pecado a sério? Vai compreender a visão sobre a missão de Jesus e buscar viver uma vida livre de pecado? O que você acha de fazer um compromisso {neste sentido} agora mesmo?

IV. Próxima Semana: Amando Irmãos e Irmãs

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

terça-feira, 4 de agosto de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 06

Andando na Luz – Rejeitando os Anticristos (I João 2:18-29; II Coríntios 1)

Introdução: Na semana passada aprendemos que as pessoas espertas se concentram nas questões eternas e nas riquezas eternas. Por que elas são espertas ao fazerem isso? Porque este mundo vai queimar, enquanto que aqueles que se concentram nas coisas celestiais terão uma vida eterna para desfrutar de tesouros eternos. Este foco divide aqueles que são “mundanos” daqueles que são crentes. Nesta semana João se volta para um problema que tem um nome incomum. Ele nos adverte dos “anti-cristos”. O que é um “anti-cristo” e como podemos evitar que um deles se esgueire para dentro de nossa casa (ou nossa mente)? Há mais de um deles? Vamos pular para dentro de nosso estudo da Bíblia e descobrir a respeito desses personagens “anti-cristos” e como evitar cair em problemas anti-cristo!

I. A Última Hora

A. Leia I João 2:18. Quem são os “filhinhos”? (I João 2:1 começou com a mesma expressão, “filhinhos”. Nós decidimos anteriormente que estes são os seguidores de Jesus. Lembre-se da semana passada que “filhos”, em contraste com “pais” ou “jovens” (veja I João 2:12-14), se refere aos novos crentes. Estas são as pessoas que tem muito o que aprender.)

1. “Ultima Hora”. O que João quer dizer com isso? A última hora da história da terra?

2. Leia Deuteronômio 18:20-22. Se João pretende dizer aos seus leitores que o fim dos tempos está próximo, este texto revela que ele é um falso profeta e que deveríamos parar imediatamente de ler as suas cartas?

3. Você já ouviu falar em “final dos tempos”, “tempo do fim”, “últimos dias”, e expressões semelhantes, certo? “Última hora” para ser bem no final do fim, certo?

B. Leia Mateus 24:30-34. O que Jesus está dizendo? Que aqueles que O estão ouvindo iriam ver a Sua Segunda Vinda?

1. Em caso afirmativo, João estaria apenas repetindo a coisa errada que Jesus disse?

C. Uma vez que não podemos desconsiderar Jesus por ser um falso profeta, será que deveríamos desconsiderar todo o cristianismo?

D. Leia Mateus 24:1-3. O que você acha da qualidade da pergunta particular dos discípulos?

1. Esta é uma pergunta composta? (Sim. Os discípulos perguntam sobre a destruição do templo e o final do mundo. Eles acreditavam, erroneamente, que ambos seriam o mesmo evento.)

2. Qual pergunta Jesus está discutindo? (A destruição do templo em Jerusalém. Isto aconteceu em 70 A.D. Se Jesus ainda está falando sobre esta destruição, a afirmação usando a expressão “esta geração” é verdadeira.)

3. Jesus parece misturar Sua Segunda Vinda com a destruição do templo. Isto é apenas uma “indicação errada útil”, “mentir benéfica” (para que não fiquemos desencorajados), ou algo mais está acontecendo? A declaração de Jesus á algo que nos ajuda a compreender a expressão “última hora” de João? (Coloque-se nas sandálias dos ouvintes. O templo era o centro da adoração existente. O sistema de adoração do templo era simbólico da morte, vida e intercessão de Jesus por nossos pecados. A destruição do templo pouco tempo depois que Jesus foi crucificado inaugurou uma nova era para os seguidores de Deus – os últimos dias, o final dos tempos, a última hora.)

a. Esta é a razão pela qual os discípulos não podiam imaginar um mundo sem o templo? (Sim. Se o sistema de adoração do templo desaparecesse, então Deus não estaria mais no controle. Mas este não seria o caso. Os discípulos ainda não podiam compreender que Jesus era a razão do sistema sacrifical que fora estabelecido {no templo}, para começar.)

II. Anti-Cristo

A. Vamos continuar com I João 2:18. Como os anti-cristos estão ligados à última hora? (Esta confusão na mudança do sistema de adoração cria a oportunidade para falsos mestres.)

1. Quantos desses anti-cristos nós temos? (Parece que vários.)

2. O que você acha que João quer dizer com “o anti-cristo” e “muitos anti-cristos”? (Parece que deve haver um único anti-cristo proncipal. Mas há anti-cristos menores também.)

B. Anti-cristo é um termo estranho. Vamos ler I João 2:19-22 para descobrir o que este termo significa.

1. Os anti-cristos são antigos “bons rapazes” que estavam andando na trilha da luz? (Eles estavam associados com o grupo dos crentes. João diz que o fato de eles terem saído demonstra que nunca foram, realmente, parte do grupo. Mas eles parecem estar no grupo.)

2. Qual é a maneira primária para identificar o anti-cristo? (Alguém que mente sobre a verdade, sendo que a verdade primária é que Jesus é Deus. Se você nega que Jesus é o Senhor, então você também nega a Deus o Pai.)

a. Por que isto é verdade? Porque não podemos crer (assim como os judeus e as muçulmanos) em um Deus “único” do Antigo Testamento sem precisarmos ter que concordar com este Deus “múltiplo” que os cristãos promovem? (Se você não compreende que Jesus era toda a razão para o “plano do templo” de Deus para a eliminação do pecado, obviamente você não compreenderia a verdade ou não seria capaz de falar a verdade a respeito de Deus. Em 70 A.D. a hora final chegou quando as pessoas ou compreendiam o plano de Deus e faziam a transição do simbolismo para Jesus, ou eram deixados para trás, na ignorância.)

C. Leia I João 2:23. Isto faz sentido para você? (Se a aceitação de Jesus e Seu sacrifício é a nova maneira revelada para se livrar do pecado, então esta é a única forma de se aproximar de um Deus Pai Santo.)

D. Leia I João 2:24-25. Qual é a conexão entre a vida eterna e Jesus? (Uma vez que a morte de Jesus em nosso lugar (nós morremos com Jesus quando Ele morreu) é a chave para a remissão dos pecados, Sua morte também é a chave para a nossa vida eterna!

III. A Unção

A. Acabamos de aprender que é essencial reter “aquilo que ouvimos desde o princípio” (I João 2:24). O que faz com que esta verdade permaneça? (Leia novamente I João 2:20: a “unção que procede do Santo”.)

1. O “Santo” tem que se referir a Deus. O que é esta unção essencial?

B. Leia II Coríntios 1:21-22. O que este texto explica como sendo a unção? (O Espírito Santo.)

1. Nós entendemos a idéia de adiantarmos um depósito de alguma coisa que pretendemos comprar. Como o Espírito Santo é um depósito para a Segunda Vinda de Jesus? Como o Espírito Santo é um depósito que nos mentem acreditando em Jesus? (Um depósito é parte do peço de compra. É uma pequena amostra do resto. Quando formos para o céu na Segunda Vinda, viveremos na presença de Deus. Podemos começar a compreender agora mesmo como é viver na presença de Deus quando estamos cheios do Espírito Santo.)

C. Qual é o teu maior temos a respeito da tua crença em Deus? (Que acreditemos em algo que não é verdade. Eu regularmente leio livros populares de ciência e o tema geral é que não há um Deus, nós simplesmente evoluímos.)

1. Como o Espírito Santo nos fornece uma garantia de que Deus existe? (Se você sabe que o Espírito Santo está operando na tua vida, então tem uma segurança positiva de que Deus existe e que a Bíblia é verdadeira.)

2. Leia João 16:13. De que maneira o Espírito Santo pode nos guiar em conhecermos a verdade acerca de Deus? (Às vezes eu fico maravilhado sobre quão tolos esses cientistas espertos podem ser. Eles escrevem livros falando todas as regras exatas que governam a operação da criação. Eles reconhecem que conhecem a maioria das regras simplesmente através de medições – eles não compreendem a lógica ou a razão por trás dessas regras. Ainda assim, neste universo preciso, orientado por regras, eles acreditam que tudo surgiu por acaso! O Espírito Santo nos dá mentes claras, lógicas, para vermos a tolice de tal pensamento confuso.)

D. Leia I João 2:26-27. Isso quer dizer que vocês não precisam de mim? Vocês não precisam desses estudos? Não precisamos das epístolas de João? (Penso que João está dizendo que não precisamos dos falsos mestres. Como você provavelmente deve ter notado, a maneira como eu escrevo esses estudos é para levá-lo a ler a Bíblia e então faço perguntas sobre o que você leu. Meu objetivo é ajudá-lo a pensar sobre a palavra de Deus e deixar que o Espírito Santo o guie.)

E. Leia I João 2:28-29. Qual é o nosso dever? (Continuarmos a nossa caminhada na trilha da luz!)

F. Amigo, se você acredita que Jesus é o Folho de Deus, se você aceita o Seu sacrifício em nosso lugar, então está na estrada para vida eterna. Se você precisa de ajuda (e você precisa), está disposto a orar para que o Espírito Santo te preencha? Está disposto a começar a experimentar a vida agora na presença de Deus? Por que não pedir por isso agora mesmo?

IV. Próxima Semana: Vivendo Como Filhos de Deus

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 05

Andando na Luz – Renunciando ao Mundanismo (I João 2)

Introdução: Como estou morando perto do oceano, isso quer dizer que tenho passado mais tempo na praia do que já pude passar anteriormente. De vez em quando vejo mulheres muçulmanas na praia. O contraste entre elas e as pessoas comuns na praia é obvio. Isto me lembra de quando eu era garoto e membros da minha igreja apareciam aos Sábados nas praias próximas do Lago Michigan. Os membros da igreja freqüentemente estariam usando ternos e roupas de igreja, enquanto que as pessoas que estavam tomando banjo de sol estariam usando algo muito diferente. Nossa lição desta semana é sobre “mundanismo”. Esses são dois exemplos de rejeitar o “mundanismo”? Será que aparecermos como um dedão machucado é o objetivo de Deus para nós? Ou será que o objetivo é fazer uma declaração ao mundo? Vamos pular para dentro do nosso estudo da Bíblia e ver o que João tem a nos ensinar sobre o mundanismo!

I. Filhos, Jovens e Pais

A. Leia I João 2:12-13. João diz que está escrevendo aos filhos, aos pais e aos jovens. É por isso que temos três epístolas: I, II e III João?

1. Em caso afirmativo, por que João está mencionando os outros grupos em I João? (João não tem uma epístola separada para cada grupo.)

2. Será que João tem uma mensagem diferente, dependendo do grupo ao qual ele está se dirigindo?

3. Por que as mulheres foram deixadas de fora da mensagem? Elas já são santas?

B. Vamos olhar primeiro os filhos. O texto diz que eles já tiveram os pecados perdoados e que conhecem o pai. Isto também não seria verdade para todos os três grupos? (Penso que João está falando para novos crentes, não para crianças reais. Um novo crente não teria um conhecimento aprofundado do evangelho. Porém, um novo crente que fosse um judeu converso conheceria “o Pai”, significando o Deus do Antigo Testamento. Um novo crente estaria no estágio de compreender que Jesus era o “novo” sacrifício pelos pecados. A razão pela qual João não menciona as mulheres é que ele está escrevendo sobre maturidade espiritual, e não gênero.)

C. Que mensagem temos para os pais – os cristãos mais maduros? (“Vocês conhecem aquele que é desde o princípio.”)

1. O que você acha que isto quer dizer? (Como vimos antes, esta é uma referência a Jesus (João 1 e I João 1). Estes são cristãos que possuem uma compreensão de Jesus.)

D. Que mensagem temos para os “jovens”? (Que eles venceram o maligno.)

1. Como podemos dizer que algum ser humano “venceu o maligno”? (Estes são cristãos que estão crescendo. Eles compreendem que Jesus perdoou os seus pecados, mas que tem uma caminhada espiritual em direção à santificação. Eles estabelecem um objetivo diário de obediência.)

E. Leia I João 2:14. O que mais aprendemos a respeito dos “jovens”? (A palavra de Deus permanece neles. Eles lêem a palavra de Deus. Eles confiam no Espírito Santo.)

F. Vamos fazer uma revisão: João escreve a crentes de todos os diversos níveis de maturidade cristã. Ele elogia cada grupo pelo progresso que fizeram até agora. Em seguida, nos voltamos para a sua mensagem para todos eles.

II. Amando o Mundo

A. Leia I João 2:15. Tudo o que eu conheço, toco e experimento está “no mundo”. Como posso não amá-lo?

1. Uma vez que o texto nos diz que amar o mundo é oposto a amar a Deus, o que você acha que quer dizer “o mundo” e “o que há no mundo”?

B. Leia I João 2:16. O que encontramos “no mundo”? (Cobiça, luxúria e ostentação.)

1. Essas “coisas” estão “no mundo”? (Não. Essas são atitudes acerca das coisas.)

2. Vamos parar e considerar isso por um momento. Se João está falando sobre o mundanismo, ele está nos ensinando que o mundanismo é uma atitude ou uma aparência?

a. Se este é o caso, que ligações há entre como um cristão se veste e a atitude do cristão?

(1) O que este texto diz a respeito das “roupas de praia” que eu mencionei na introdução? Cobrir-se, ou usar roupas diferentes é uma rejeição do mundanismo?

3. Se a cobiça, luxúria e ostentação são atitudes acerca das coisas, isso quer dizer que pessoas sem as coisas (os pobres) podem ser mundanos? (A ironia é que aqueles que não possuem coisas podem ter mais problemas com isto do que aqueles que tem coisas e decidiram que ter “bens” não é tão importante.)

C. Releia I João 2:16. A expressão “cobiça da carne” é traduzida em outras versões por “concupiscência da carne”. Como isto nos ajuda a compreender o que isto quer dizer? (Uma pessoa que tem esses desejos (esta “cobiça”) que se concentra nas coisas terrenas.)

1. E você? Concentra-se nas coisas terrenas? Deseja ardentemente certas coisas? Anela ter certas coisas?

D. Indo para a igreja na semana passada, minha esposa e eu estávamos conversando sobre o futuro. Temos planos de vender a nossa casa atual e estávamos discutindo sobre o lugar ideal para morar. O lugar perfeito para mim é esta casa (que atualmente está à venda), próximo à praia, com uma vista da Baía de Chesapeake e do oceano Atlântico. O preço? 1,3 milhão de dólares. Minha esposa gostaria de morar nas montanhas Blue Ridge – cerca de 3 horas de distância da praia. Eu disse, “Se tivéssemos mais uns dois milhões de dólares, estaríamos resolvidos” – querendo dizer que poderíamos comprar a casa na praia e a casa nas montanhas Blue Ridge. Isto é a “cobiça da carne” ou a “concupiscência da carne”? (Sim! Pelo menos se isto chega ao ponto de desejarmos e anelarmos isto, em vez de simplesmente considerarmos que essas coisas não são possíveis.)

E. O que I João 2:16 quer dizer quando se refere à “cobiça dos olhos”? (Você deseja o que vê.)

1. Por que isto é errado? (As coisas espirituais geralmente não são vistas. Geralmente as coisas espirituais são relacionamentos. Portanto você está desejando as coisas erradas na vida.)

F. A que I João 2:6 se refere quando fala de “ostentação dos bens”? (Esta é uma seta direto no meu coração. Sempre amei ser um advogado. Gosto muito de dizer que sou professor de uma faculdade de Direito porque isto sugere que não sou apenas um advogado, mas um advogado esperto. Isto parece ser precisamente o que João está condenando como sendo mundano. Se alguém quer me salvar, sugerindo outra interpretação, estou aberto para ouvir! Neste momento, estou me arrependendo.)

III. A Visão a Longo Prazo

A. Leia I João 2:17. O que há de errado com este tipo de desejos? Seu mundanismo?

1. João está dizendo que concentrar-se no que é terreno, ser apaixonado por possuir “coisas”, é pecado? Ou meramente uma preocupação tola?

2. Se uma pessoa não ama a Deus, isto não é uma indicação de “pecado”? (Tudo isso é muito lógico para mim. Se estamos preocupados em adquirir bens, então não estaremos preocupados com conhecer a Deus. Mateus 6:24 diz que o dinheiro é um senhor. Não podemos amar e servir tanto a Deus quanto ao dinheiro.)

3. Você já ouviu a expressão “foi bom enquanto durou”? Isto se aplica aqui – à declaração de I João 2:17?

4. O que Deus oferece que é tão melhor? (A vida eterna! Coisas eternas. Penso que João está colocando um argumento prático. O que você tem e o que voe é agora, tudo isso é temporário. Quando você morrer, quem vai se lembrar ou ligar para isso? O teu dinheiro vai para outra pessoa. Como pode fazer qualquer sentido ficar preocupado com algo que você certamente vai perder? Por outro lado, Deus nos oferece bens e uma reputação eternos.)

B. Quanto você sabe a respeito dos teus bisavós? Quanto você sabe a respeito dos teus avós? (Conforme estou escrevendo este comentário, minha esposa descobriu e me enviou alguns recortes de jornal acerca do afastamento de meu pai de seu último cargo. O artigo tinha uma grande manchete e uma fotografia, mostrando que meu pai era um homem muito bonito. Mas não diz quase nada sobre o seu trabalho e suas realizações. Em vez disso, diz que ele teve um ataque cardíaco, disse quanto ele ganhava e que estavam procurando por um substituto. O que temos e o que fazemos é tudo tão temporário!)

C. Amigo, e você? Está concentrado nas coisas eternas ou nas coisas deste mundo? Por que não decidir hoje concentrar-se nas coisas que perdurarão? O que acha de tornar-se “celestial”, em vez de “mundano”?

IV. Próxima Semana: Andando na Luz – Rejeitando os Anticristos

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================

terça-feira, 21 de julho de 2009

As Epístolas do Amado - Lição 04

Andando na Luz – Guardando Seus Mandamentos (I João 2:1-11)

Introdução: Uma as minhas tarefas como advogado é provar os “elementos” do caso do meu cliente. Quando estou defendendo casos envolvendo questões religiosas, o primeiro elemento é provar que meu cliente tem “crenças religiosas sinceras”. Como você faria isso? Como provaria para um juiz, que não conhece o teu cliente, o que está no coração do teu cliente? Eu uso as ações do meu cliente para provar o que está no seu coração. O meu método é o método de Deus? Que relação as nossas ações tem com o que está no nosso coração? Vamos pular para dentro do nosso estudo e descobrir o que Deus diz sobre isso!

I. O Objetivo

A. Leia I João 2:1. Na semana passada aprendemos que aqueles que “andam na luz” possuem pecado em suas vidas (I João 1:7-8). Isto derruba a minha teoria de que ações = coração?

1. João acha que está tudo bem ter pecado? O que Deus acha? É apropriado andar na trilha da luz carregando junto este fardo de pecados?

2. Qual é o objetivo, de acordo com João? (I João 2:1: “Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem”. O Objetivo é deixar o pecado para trás.)

3. Este é um objetivo realista? O que acontece se não alcançarmos a meta? (João diz que temos Jesus para nos defender. Parece como se fosse um advogado!)

B. Veja novamente I João 2:1. Como Jesus nos “defende” diante do Pai? Argumentando que todos pecam e que o Pai não deveria sertão específico?

1. Jesus está argumentando que o que fizemos não é realmente pecado?

C. Leia I João 1:10. Que tipo de pessoas nós decidimos na semana passada que estavam identificadas aqui? (Existem dois extremos: Primeiro, aqueles que afirmam que alcançaram a perfeição e que não possuem pecado. Segundo, aqueles que dizem que não estão pecando agora e que nunca pecaram porque o pecado, na verdade, não existe para os cristãos. Faz sentido lógico que Jesus não esteja repetindo uma variação destes dois argumentos falsos e extremistas.)

D. Você acha que as pessoas descritas em I João 1:10 são as mesmas pessoas a quem João está falando em I João 2:1? (Não. João começa dizendo “Meus filhinhos”. Ele não está falando com o mesmo grupo de pessoas sobre quem estava falando no verso 10. Ele disse no verso 10 que as pessoas estão fazendo de Deus um mentiroso e que a palavra de Deus não tem lugar em suas vidas. João se volta a um novo grupo de pessoas, que estão buscando a verdade. Essas são pessoas que estão andando na trilha da luz. Essas são pessoas que querem que o seu coração e as suas ações sejam compatíveis.)

E. Agora que já discutimos o que pensamos que Jesus poderia argumentar, vamos ler I João 2:2 e ver se podemos descobrir como Ele está realmente argumentando. Que argumento este texto sugere que Jesus está colocando em nosso favor?

1. Assuma que você é levado diante de um juiz e acusado de cometer um crime. Enquanto você está ali em pé, com a tua melhor (e mais inocente) aparência, ouve o teu advogado começar sua argumentação com: “Meritíssimo, meu cliente é culpado, muito culpado...” O que você diria?

a. Esta é a defesa de Jesus por nós? (Sim! A defesa dEle é que somos muito culpados, mas que Ele já pagou a pena. Ele não está argumentando contra a nossa culpa. Está argumentando contra a pena imposta contra nós.)

2. Em vista do argumento de Jesus (nosso advogado), como realmente se parecem os nossos esforços para encobrir e negar os nossos pecados? Imagine a reação do juiz se você começa a interromper o teu advogado com um indignado “Eu não sou culpado! Tenho uma vida perfeita! Quaisquer problemas que eu possa ter não são minha culpa. A culpa é dos genes que recebi da minha mãe e do meu pai!”

F. Nós decidimos há alguns minutos atrás que I João 2:1 é direcionado para “aqueles que estão na trilha da luz”. Isto é consistente com I João 2:2? (O sacrifício de Jesus é “pelos pecados de todo o mundo”. Seu sacrifício pode não ser aceito por todos, mas Ele deu a sua vida por todos.)

G. Considere isto: Por que João caracteriza Jesus como tendo que defender ou interceder a nossa posição junto ao Pai? Será que Deus o Pai precisa ser convencido? Este é um tipo de debate o qual esperamos que Jesus vença?

H. Leia João 16:26-27, onde Jesus diz: “Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês, pois o próprio Pai os ama...” Como isto é consistente com o fato de precisarmos de um advogado? (A defesa de Jesus é contra as exigências da lei e não as exigências hostis (para conosco, pois são opostas ao pecado) do Pai. O que Jesus fez por nós está além das palavras e o próprio fato de que Jesus se adianta em nosso favor torna a nossa defesa clara.)

II. Conhecendo a Deus

A. Leia I João 2:3-4. De vez em quando, alguém me pergunta se eu conheço alguém importante. (Na verdade, geralmente é o contrário, eu fico ansioso para contar aos outros quando conheço alguém que seja remotamente importante.) O que quer dizer “conhecer” alguém? O que João quer dizer quando escreve sobre conhecermos a Jesus? (Conhecer alguém significa que você conhece algo sobre a pessoa.)

1. Se isto é verdade, por que a obediência à lei de Deus é a “prova da realidade” para conhecer a Deus? (Logicamente, este texto deve querer dizer que há uma forte ligação entre conhecer a Jesus e conhecer Seus mandamentos.)

2. Isto reafirma a minha abordagem no tribunal: que as ações do meu cliente tendem a mostrar se o cliente “conhece” a Jesus? Que tem o coração para Jesus?

B. Por que João diz que obedecemos a Jesus? Qual é a nossa motivação? (Nós O conhecemos.)

1. Por que João não diz que obedecemos porque conhecemos as regras?

2. Por que João não diz que obedecemos porque tememos a Deus?

3. Por que João não diz que obedecemos porque sabemos as conseqüências, as vantagens ou desvantagens desta atitude?

C. Este é um princípio universal? Que obedecemos porque conhecemos?

1. Se você diz que sim, pergunte a si mesmo quanto tempo você passou conhecendo a Deus na semana passada, em comparação a conhecer o que o dragão está falando através da televisão?

D. Se você diz, “Não é verdade, Bruce, eu obedeço a tudo o que conheço”, então por que conhecer a Deus significa que O obedecemos? (Este texto diz algo extremamente perturbador sobre Deus. Seu amor e caráter são tais que conhecê-Lo nos compele a querer obedecê-Lo!)

E. Amigos, isto é uma coisa incrível: não podemos obedecer a Deus a menos que O conheçamos. O outro lado da equação é igualmente intrigante: não O conhecemos se não O obedecemos.

F. Leia I João 2:5. O que você acha que João quer dizer quando fala que o amor de Deus é aperfeiçoado naquele que obedece? (O cristianismo não é meramente teórico. Não se trata de algum conhecimento abstrato de regras que não fazem diferença prática em nossas vidas. O amor de Deus se torna completo em nós quando permitimos que Sua vontade transforme as nossas ações.)

G. Leia I João 2:6. O que quer dizer “andar” como Jesus andou? Será que significa:

1. Não termos dinheiro?

2. Não termos esposa?

3. Pregarmos? (João está reafirmando, de forma sistemática e insistente, o ponto que a obediência é essencial. Ele não está falando sobre coisas específicas da vida de Jesus, está falando sobre a determinação de Jesus em obedecer ao Seu Pai e refletir a vontade de Seu Pai. Nosso coração e nossas ações estão ligados.)

III. Os Resultados de Conhecermos a Deus

A. Leia I João 2:7-8. João está nos lembrando acerca de um antigo mandamento ou está nos dizendo um mandamento novo? João começa de uma forma que parece que ele está indeciso: “Não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo... No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo”. O que é, afinal? (É um mandamento antigo, não claramente reconhecido antes, porque nova luz permite que o vejamos.)

1. Você já achou alguma velha antiguidade, limpou-a e teve a impressão que ela parecia completamente diferente? Completamente nova?

B. Leia I João 2:9-11. Que antigo mandamento remodelado é este? (Amarmos os nosso companheiros cristãos.)

1. Como este mandamento foi remodelado? Qual é a natureza da nova luz? (Vocês não entendem como amar, diz João, até que tenham visto como Jesus amou! Jesus “limpou” a antiga idéia de amor e obediência para nos dar um exemplo daquilo que Ele realmente pretendia. Considere dois exemplos: 1) Mão ressequida curada no sábado (Mateus 12); e 2) Discussão de Jesus sobre a importância daquilo que sai da boca em vez do que entra nela (Mateus 15).)

C. Amigo, como você avalia a “prova da realidade” de I João 2:9-11? O que as tuas ações dizem sobre o teu coração? Você odeia alguém? Guarda rancor? Qual é a tua atitude com relação á família de Deus? A resposta a essas perguntas demonstra se você está na trilha da “luz” ou na trilha das “trevas”.

IV. Próxima Semana: Andando na Luz – Renunciando ao Mundanismo.

=============================== Direito de Cópia de 2009, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse: http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ===============================