terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 10

As Duas Alianças
(Gálatas 4:21-31; Romanos 4)

Introdução: Nas últimas semanas aprendemos que a promessa de Deus a Abraão a respeito da justificação pela fé existiu de forma concomitante com o conhecimento de Abraão acerca dos mandamentos de Deus. Descobrimos que a razão pela qual as duas (lei e graça) existiram lado a lado é que elas tinham propósitos diferentes. Nesta semana Paulo coloca mulheres e filhos neste debate. Será que isto nos dará uma visão mais clara das nossas escolhas entre confiar na lei ou confiar na graça? Vamos pular para o nosso estudo do livro de Gálatas e descobrir!

I. A Lei Fala

A. Leia Gálatas 4:21. Esta questão é endereçada àqueles que acreditam que devemos obedecer à lei para sermos salvos. Alguém aqui acredita nisso? Mesmo se você não acredita, com a finalidade de fomentarmos o debate, vamos dizer que você acredita. Então, Paulo pergunta, o que a lei diz? (A lei dia muitas coisas. Com frequência ouço dizerem que a lei é “a transcrição do caráter de Deus”. Ela tem que ser boa!)

1. Paulo está realmente pedindo de seus leitores uma resposta sobre o que a lei diz? (Não. Ele sugere que seus leitores não estão conscientes do que a lei diz e ele vai nos dizer o que ela diz.)

B. Leia Gálatas 4:22-24. O que Paulo sugere que a lei diz? (Ela diz, “Eu sou Abraão e seus filhos [com Hagar e Sara]”.)

1. Espere um minuto! Eu não vejo nada disso escrito em lugar algum dos Dez Mandamentos. Onde Paulo encontrou isso escrito? (Paulo diz “Isto é usado aqui como uma ilustração”. A palavra grega traduzida por “ilustração” é “allegoreo” – uma alegoria, um paralelo, uma coisa figurativa. Paulo nos diz que a história de Abraão, Sara e Hagar é a história da lei.)

II. A História de Hagar

A. Vamos nos concentrar agora na história de Hagar. Leia Gênesis 15:2-6. Este é o texto ao qual sempre estamos voltando: Deus prometeu muitos descendentes a Abraão, Abraão acreditou em Deus e esta crença levou Deus a “creditar” justiça para Abraão.

B. Leia Gênesis 16:1-2. Será que Sarai (Sara) acreditou em Deus? (Ela acreditou em Deus – porque ela pensou que Deus a havia impedido de ter filhos.)

1. Sara estava desobedecendo a Deus? (Eu voltei e olhei as promessas feitas a Abraão sobre ter muitos descendentes. Estas promessas eram para Abraão, não para Sara. Sara estava apenas ajudando a Deus.)

C. Vamos discutir isso por um  momento. Paulo nos diz que Hagar é uma ilustração ou uma história a respeito da lei. Hagar entrou em cena por causa das decisões tomadas por Sara e Abraão. Vamos ver o que podemos aprender com esta ilustração:

1. Foi errado que Sara tivesse o objetivo de conseguir filhos para Abraão? (Não.)

2. Foi errado que Sara realmente ajudasse Abraão a conseguir filhos? Uma esposa não deveria ser uma auxiliadora?

3. Existe alguma coisa de errado com o que Sara fez? (Sara decidiu fazer o trabalho de Deus. E entendo que o costume da época preconizava que Hagar era propriedade de Sara, da mesma maneira como ela possuiria um automóvel hoje. Sara poderia muito bem ter considerado a promessa de Deus a Abraão como uma promessa para ela, porque aos olhos de Deus um casal casado é um (os dois tornam-se um – Gênesis 2:24). Uma vez que ela possuía Hagar, poderia raciocinar que não estava violando o mandamento do casamento sobre “os dois tornarem-se um”, uma vez que Hagar era sua propriedade. Portanto, ela estaria executando a vontade de Deus.)

a. Este é um paralelo, uma descrição daqueles que guardam a lei? (Sim! Esta é exatamente a situação. Em vez de acreditar em Deus (como Abraão fez) e deixar Deus cumprir a Sua promessa, Sara estava ocupada, fazendo o que Deus já havia prometido que faria. Se ela tivesse simplesmente acreditado em Deus, isto teria sido suficiente.)

b. Temos um problema lógico aqui – a Bíblia diz (Gálatas 4:24) que as “mulheres representam duas alianças”. Hagar representa a lei, porém foi Sara quem fez a coisa errada. Como deveríamos entender isto? (precisamos olhar isto do ponto de vista de Abraão. Deus prometeu filhos a ele e isto estaria de acordo com a Bíblia, se eles viessem através de Sara. Sara alterou isto, trazendo Hagar para o cenário. Portanto, Hagar representa a salvação pelas obras humanas.)

D. Leia Gálatas 4:25. Por que Hagar é comparada ao Monte Sinai e a Jerusalém? (Sinai é onde os Dez Mandamentos foram dados. Jerusalém é a fonte daqueles que estavam argumentando que a lei deve ser guardada para que sejamos salvos. Hagar e seu filho são escravos. Aqueles que estão debaixo da lei são escravos de uma sentença de morte.)

1. Existe alguma grande religião de salvação pelas obras, ligada à Arábia e a Hagar?

2. Apesar da animosidade entre o Islamismo e o Judaísmo, existe um ponto de vista paralelo entre estas duas religiões acerca da salvação? (Todas as religiões da atualidade, exceto o cristianismo, acreditam em “salvação pelas obras”.)

E. Leia Gálatas 4:26-27. Quem estava vivendo na Jerusalém celestial naquele tempo? (Jesus! Jesus, tendo cumprido as exigências da lei por nós, está agora no céu. Aquele é o nosso verdadeiro lar espiritual, não a Jerusalém na terra, que rejeitou Jesus como o Messias.)

1. Note que o verso 27 é uma citação de Isaías 54:1. Quem é a mulher “estéril”? (Sara!)

a. Quem é a mulher “que tem marido”? (Lembre-se de que Sara deu Hagar a Abraão. Agora, é Hagar que “tem marido”. Paulo ainda está falando das duas mulheres.)

b. Quão preciso é dizer “mais são os filhos da mulher abandonada”? (Sara seria, no final, aquela que daria à luz Isaque e, portanto, se tornaria a mãe da nação judaica e, finalmente, do Messias.)

III. A História de Isaque

A. Leia Gálatas 4:28. Como nós (que somos salvos somente pela fé) somos como Isaque?

B. Leia Romanos 4:18-21. Quais são os pontos importantes da fé de Abraão? (Que aquilo que havia sido prometido era humanamente impossível. Ainda assim, Abraão acreditou na promessa de Deus e deu glória a Deus.)

C. Leia Romanos 4:22-25. Agora responda à minha pergunta anterior, “como nós somos como Isaque”? (Isaque veio como resultado da fé se seu pai na promessa de Deus. Deus, o nosso Pai, nos prometeu Jesus. Nós temos vida através de Jesus. Assim como Abraão foi creditado com justiça porque ele acreditou no Isaque prometido, assim também a nós é creditada justiça, porque acreditamos na vida, morte e ressurreição de Jesus em nosso favor.)

IV. Conclusões

A. Vimos que os objetivos de Sara para Abraão eram essencialmente iguais aos objetivos de Deus para Abraão. O que isto nos ensina a respeito daqueles que acreditam que as obras são necessárias para ganharmos a salvação? (Boas obras são uma coisa boa! Fazer o bem é, essencialmente, o plano de Deus para a nossa vida. O problema não é o objetivo, mas o método. Se seguimos o método de Abraão e cremos e confiamos em Deus, nosso método é correto. Por outro lado, se estamos olhando para os nossos próprios atos, então nosso método não apenas está destinado ao fracasso, ele é pecaminoso.)

B. Leia Gálatas 4:29. Paulo nos diz que aqueles que acreditam na justificação pela fé são perseguidos por aqueles que acreditam na justificação pelas obras. Por que? (Você gosta quando, no trabalho, você é o único que está fazendo um dia de trabalho honesto? Não! Você fica com inveja daqueles que são indignos e preguiçosos. Se você acredita que as tuas obras vão te salvar, então fica com inveja daqueles que afirmam que são salvos pela graça. O nosso coração natural (pelo menos o meu) acredita em trabalho árduo porque, por natureza, eu sou um bom trabalhador. Aceitar o dom gratuito da salvação é contrário ao nosso coração natural.)

C. Leia Gálatas 4:30-31. Lembre-se que os “trabalhadores” naturalmente desprezam aqueles que são salvos pela graça. O que Paulo diz que deveríamos fazer com as pessoas da justificação pelas obras? (Nos livrar delas!)

1. Opa! Espere um minuto! Eu pensei que havíamos concordado com os objetivos dos “trabalhadores”? Que obedecer aos Dez Mandamentos seria uma coisa boa? Por que iríamos expulsar essas “boas” pessoas de nossa comunhão? (Leia Gálatas 5:1-4. Esta é uma questão muito grave. Estas pessoas negam a parte mais fundamental do evangelho. Elas estão alienadas de Jesus e destinadas à morte eterna, porque precisam cumprir toda a lei.)

D. Amigo, você vê quão séria é esta questão? Se você confia nas tuas obras para a salvação, está perdido. Você negou a Jesus. Por que não confessar hoje os teus pecados, aceitar pela fé a obra de Jesus em teu favor e então descansar no glorioso conhecimento da salvação somente pela graça!

V. Próxima Semana: Liberdade em Cristo


Atenção: Este tradutor irá deixar de realizar estas traduções a partir de Dezembro/2011. Mas não se preocupe: já estamos providenciando uma pessoa que possa assumir esta tarefa.


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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 09

Apelo Pastoral de Paulo
(Gálatas 4:12-2-; Filipenses 3:17-21)

Introdução: Já ouviu alguém dizer que você deveria ser mais parecido com alguém? Por exemplo, teus pais diziam, “Por que você não pode ser mais igual ao teu irmão [ou irmã]?” “Por que você não pode ser mais como o filho do vizinho?” “Por que você não pode ser mais parecido comigo?” Como você reagiu a essas sugestões? Eu aposto que você não disse “Certo, eu vou ser mais como [a outra pessoa] e menos como eu mesmo!” Esta semana nossa lição começa com Paulo convidando os gálatas a serem mais como ele. Vamos mergulhar em nossas Bíblias e tentar entender melhor o convite de Paulo!

I. Crescer Para Serem Como Eu?

A. Leia Gálatas 4:12. Paulo diz “Tornem-se como eu”. Acabamos de concordar que este não é um convite atrativo. Por que não? (Você pode pensar que a pessoa tem um conceito muito alto de si mesma! Você pode pensar que não precisa mudar.)

1. Por que Paulo diz que os Gálatas precisam se tornar como ele? (Por que ele se tornou como eles.)

2. Espere um pouco. Como isso pode fazer algum sentido? “Se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês.” Se Paulo se tornou como os gálatas, eles não precisam se tornar como ele!

B. Leia I Coríntios 9:20-22. Em que Paulo se torna como outras pessoas de maneira que possa salvá-las? (Ele tenta minimizar as diferenças entre si mesmo e outros pontos de vista culturais e teológicos.)

1. Qual é o motivo de Paulo para se tornar “como” a sua audiência? (Para salvá-los.)

C. Então, vamos voltar e responder à pergunta: Por que Paulo diz que os gálatas precisam se tornar mais como ele? (Ele mostrou o quanto ele se preocupava com eles quando se tornou “como” eles. Ele mostrou o quanto desejava que eles compreendessem o evangelho.)

1. Se você fosse um gálata, o que faria, do ponto de vista prático, para se tornar “como” Paulo? (Eu decidiria levar muito a sério a importância do evangelho.)

II. Crescer Para Ser Como Eles?

A. Leia Gálatas 4:17. O que motiva os legalistas em seus esforços para tornar os gálatas mais como eles? (Paulo diz que eles não têm boas intenções, porque desejam separar os gálatas de Deus.)

1. O que você acha da lógica do argumento de Paulo? Os legalistas não podem usar o mesmo argumento a respeito de Paulo? Eles poderiam dizer: “Paulo quer que vocês o sigam porque deseja que vocês nos abandonem!” (É claro! A lógica de Paulo, por si mesma, não funciona. Paulo precisa de uma razão independente pela qual os gálatas deveriam seguir a ele e não aos legalistas.)

III. Apelo de Coração

A. Vamos rever um debate que tivemos na semana passada. Leia Gálatas 4:13-14. Na semana passada, sugeri que o ponto de Paulo é que ele não tinha orgulho de ser proprietário dos gálatas – ele havia parado na sua cidade porque estava doente. Assumindo que eu estava pelo menos parcialmente certo, o que mais podemos ler do argumento de Paulo aqui? (Paulo diz, “Vocês me adoravam – quando eu não era importante.” Paulo, o lógico, está fazendo um apelo emocional! “Vocês foram gentis. Nós éramos amigos. Nós nos alegrávamos juntos. O que aconteceu? Voltem para mim!)

B. Leia Gálatas 4:18-19. Quão importantes são os gálatas para Paulo? (Ele diz que está tão ansioso por eles que sente como se estivesse em trabalho de parto.)

1. Este é um argumento lógico? (Não. Mais uma vez, Paulo está colocando um argumento emocional. Nós somos amigos. Vocês estão quebrando o meu coração (na verdade, me quebrando em algum ponto mais abaixo) ao se separarem de mim.)

2. Nestas lições, gosto de debater a lógica e o raciocínio encontrado na Bíblia. Quando apontei a lógica de Paulo nesta semana não era melhor do que a lógica dos legalistas, pensei que isto era uma infelicidade. Que lição isto nos ensina sobre levarmos outros ao evangelho? (O evangelho não é sempre (ou mesmo principalmente) lógica. A parte emocional do argumento e dos relacionamentos deveria ser cuidadosamente considerada. O evangelho é muito mais do que lógica estéril, sem sangue!)

C. Leia Gálatas 4:20. Que tipo de tom de voz Paulo tem? Nós decidimos que ele está fazendo um apelo emocional; ele também está sendo áspero?

1. Por que a presença de Paulo faria alguma diferença? (Você já notou que é muito mais difícil ser áspero com alguém quando está falando face a face com a pessoa? Você pode escrever uma carta (ou pior), colocar um comentário na Internet que seria muito mais difícil de dizer na presença da pessoa que você está querendo atingir.)

2. É um pecado para Paulo usar o tom que ele está usando com os gálatas? (Leia Gálatas 4:16. Penso que Paulo não está sendo áspero, ele está sendo honesto. Ele compreende que seus amigos gálatas podem não estar recebendo bem as suas palavras, porque ele pergunta “Tornei-me inimigo de vocês”? Às vezes, dizer as coisas que precisam ser ditas é difícil.)

IV. Uma Vida Digna

A. Nós discutimos que o ponto principal de Paulo ao dizer para os gálatas que eles deveriam se “tornar como ele” era para encorajá-los a serem mais zelosos pelo evangelho. Vamos detalhar este assunto lendo Filipenses 3:17. Desta vez, tornar-se mais como Paulo envolve viver “de acordo com o padrão”. Paulo nos disse em Gálatas 3:25 que “já não estamos mais sob o controle do tutor (a lei).” Estamos agora sob o controle de um “padrão”? Paulo é um legalista enrustido?

B. Leia Filipenses 3:18-19. As pessoas descritas aqui estão salvas? (Não! O seu destino é a destruição.)

1. O que está errado com a fé delas? Elas jogaram fora a promessa de salvação feita a Abraão?

2. “O seu deus é o estômago” me ajuda a compreender melhor Buda e outros que eu vejo por aí! (É uma brincadeira.) O que esta declaração quer dizer? (Eles estão concentrados em si mesmos. Seus apetites determinam seu curso de ação.)

3. O que quer dizer “eles têm orgulho do que é vergonhoso”? (Eles se orgulham de seus pensamentos maus.)

a. Já disse isso antes: Quando eu era criança, parecia que as pessoas “más” tinham “prazer” em ser más. Elas não argumentavam que eram boas. É isto o que Paulo quer dizer com ter “orgulho” do que é vergonhoso?

b. Hoje existe uma “moralidade” entre as pessoas que são inimigas do evangelho. Tome, por exemplo, a cantora americana Madonna. Por que ela escolheria este nome artístico? Vi um vídeo dela “orando” com sua equipe de show antes de subir ao palco. Embora eu já tenha ouvido algumas orações muito estranhas em igrejas e outras reuniões religiosas, a oração de Madonna não era religiosa. Por que ela faria uma coisa dessas? É isto que Paulo quer dizer com ter “orgulho” do que é vergonhoso?

C. Leia Filipenses 3:20-21. Como o cristão é diferente do mundo? Como esta diferença é consistente com a justificação pela fé? (Fé é uma atitude. Nossa mente não está focada nas coisas terenas nem nos nossos estômagos. Nossas mentes estão focalizadas na volta de Jesus, na nossa cidadania celestial, e nos tornarmos mais semelhantes ao nosso Deus.)

D. Amigo, você vai decidir ser mais semelhante a Paulo? Vai levar o evangelho e a salvação de outros a sério? Vai fazer do céu o teu objetivo? Vai voltar a atenção da tua vida para longe de si mesmo e em direção a um relacionamento com Deus?

V. Próxima Semana: As Duas Alianças


Atenção: Este tradutor irá deixar de realizar estas traduções a partir de Dezembro/2011. Se você tem condições e gostaria de assumir esta tarefa, entre em contato deixando um comentário.


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 08

De Escravos a Herdeiros
(Gálatas 3:26-4:20)

Introdução: Na semana passada, Paulo explicou que a lei não é simplesmente igual a ir para a escola. Quando falamos dos nossos dias na escola, nos lembramos que a escola não nos ensinou somente lições importantes sobre como sermos bem sucedidos na vida, mas também nos ensinou que não somos o aluno mais inteligente da classe (E ao aluno mais inteligente, esta lição foi ensinada no nível seguinte na escola!).  Agora que já aprendemos essas lições, Paulo conclui que “já não estamos mais sob o controle do tutor {a lei}.” (Gálatas 3:25). O que significa estar sem supervisão? Como deveríamos viver? Vamos mergulhar novamente na continuação do nosso estudo do livro de Gálatas e descobrir o que Deus diz!

I. Filhos e Filhas Pequenos de Deus

A. Vamos sair da ordem um pouquinho. Leiamos Gálatas 4:1. Por que é verdade que um filho pequeno do dono da terra é como um escravo? (Legalmente, o filho não tem direito à propriedade. Mas o tempo mudará isto para o filho. O tempo não muda isto para o escravo.)

B. Leia Gálatas 4:2. Este texto nos lembra da semana passada, quando aprendemos que pais ricos tinham servos que tomavam conta de seus filhos e se asseguravam que eles fossem para a escola. Aprendemos que a lei foi este instrutor. Quem você acha que é o “pai” na analogia de Paulo? (Deus, o Pai.)

1. Quem decide quando um filho se torna adulto? (Paulo nos diz que o Pai toma esta decisão. Nos Estados Unidos, isto normalmente é regulado pela lei. Mas os pais têm o controle sobre quando seus filhos têm direito à riqueza dos pais.)

C. Leia Gálatas 4:3. Quando os seres humanos estão sob a lei, são como crianças na escola. Enquanto estamos na escola, estamos “escravizados aos princípios elementares do mundo.” Quais são esses princípios básicos?  (O princípio mais básico é que, se pecássemos, morreríamos.)

II. Filhos e Filhas Adultos de Deus

A. Leia Gálatas 4:4-5. Vamos examinar atentamente esses dois versos. Sobre que tempo estamos falando? E quem decidiu quando este tempo deveria chegar? (O tempo é quando Jesus veio a este mundo como um ser humano. Deus o Pai aparentemente determinou este tempo.)

1. O que estes versos nos dizem a respeito da natureza de Jesus? (Primeiro, que Ele é o Filho de Deus. Segundo, que Ele nasceu de uma mulher humana. Isto torna Jesus tanto Deus quanto humano.)

2. Qual foi o propósito da vinda de Jesus? (Nos redimir da lei. Dar-nos os direitos de filhos adultos, em vez dos direitos de filhos crianças.)

B. Agora, vamos voltar e olhar os versos que havíamos pulado. Leia Gálatas 3:26-29. Os versos que estávamos lendo referem-se a “filhos”. Paulo está se referindo tanto a homens quanto a mulheres? (Sim!)

1. Então, por que Paulo os chama de “filhos”? (Filhos possuem direitos superiores a filhas. Seu argumento é que quando se trata de ser um filho de Deus, não existe diferença baseada em gênero, raça, status econômico ou político. Todos recebem o direito legal máximo.)

2. Como nos tornamos filhos adultos de Deus? Como realizamos a mudança de estarmos sob a lei para assegurarmos nossos direitos legais máximos? (Fé e batismo.)

a. Note as frases precisas “mediante a fé em Cristo Jesus” e “em Cristo foram batizados”. Que tipo de fá está sendo descrito? Exatamente em que estamos acreditando? (Uma vez que Paulo descreve Jesus tanto como Deus quanto como humano, este parece ser um aspecto chave da fé.)

b. Por que Paulo utiliza a frase “em Cristo foram batizados”? Como podemos, de alguma maneira, entrar em Jesus quando Ele foi batizado? (Leia Romanos 6:3-5. Este texto nos ajuda a compreender a natureza do batismo. Assim como Jesus foi sepultado na morte, assim também quando fomos sepultados sob as águas no batismo, participamos na morte de Jesus. Quando nos levantamos das águas batismais, participamos na ressurreição de Jesus e, portanto, na SUS conquista sobre o pecado e a morte. Desta maneira, olhamos adiante, para a ressurreição para a vida eterna!)

C. Vamos voltar e ler novamente Gálatas 3:29. O que morrer e ressurgir (através do batismo) significam no contexto da lei e da graça? (Significam que agora somos parte do contrato firmado com Abraão – crer e viver. Também que pagamos, através de Jesus a penalidade pelo pecado. Pelo menos sob este aspecto, não estamos mais sob a supervisão da lei.)

III. O Espírito dos Filhos e Filhas de Deus

A. Vamos nos mover adiante, lendo Gálatas 4:6-7. Que coisa nova aprendemos acerca de nos tornarmos filhos de Deus? (Temos agora o Espírito de Deus em nossos corações.)

1. Qual é o papel do Espírito de Deus em nosso coração? (Clamar “Aba”, que quer dizer “Pai”.)

a. O que isto significa? (Isto significa que temos uma atitude diferente com relação a Deus. Temos um amor por Ele e um relacionamento com Ele assim como teríamos por um pai normal e amorável. Pense em um filho que tem um pai maravilhoso, e este é o relacionamento que temos com Deus.)

B. Leia Gálatas 4:8-9. Uma atitude para com Deus como nosso amorável e gracioso Pai deveria fazer uma diferença na maneira como vivemos? (Todos os filhos têm um período de rebelião, mas filhos normais, tratando com pais normais, querem agradar aos seus pais.)

1. Paulo escreve sobre deuses não naturais e “princípios elementares, fracos e sem poder”. O que são deuses não naturais? (Os maiores deuses não naturais são aqueles que criamos com nossas próprias mãos. Por alguma pessoa em perfeito juízo adoraria algum objeto que ela mesma fez? Os legalistas estavam fazendo a mesma coisa – estavam adorando o que eles haviam criado! Por seus próprios esforços haviam obedecido à lei (pelo menos eles pensavam que sim) e, portanto, sua salvação havia sido “criada por eles”.)

C. Leia Gálatas 4:10-11. Paulo nos dá um exemplo daquilo que está falando. Como adorar nossos próprios esforços tem alguma coisa a ver com “dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos”? (A lei cerimonial tinha todos os tipos de regras acerca de festas especiais e o período para certas purificações. Se as pessoas fossem confiar na observância daqueles prazos e datas para a salvação, estariam voltando para a justificação pelas obras.)

1. E o Sábado? Ele é um “dia especial”! (Certamente, este texto quer dizer que ir à igreja aos Sábados não te salva – não mais do que qualquer outra coisa que você possa fazer buscando se salvar. Se você tem uma atitude de “Aba” para com o teu Pau Celestial, não gostaria de passar o Sábado com Ele? Eu gosto muito quando posso fazer uma vídeo conferência através do Skype com meu filho que não mora mais conosco. Isto não é um fardo. Não é uma tarefa. Não é alguma coisa que eu pense “Vou ter algum crédito por ter feito isto!”)

2. Nós já vimos como somos sepultados com Jesus e ressuscitados com Ele. Você se lembra onde Jesus passou o sábado, depois de Sua morte? (Na sepultura.)

a. Por que?

b. Se você fosse Deus o Pai, e teu Filho tivesse acabado de passar por um terrível espancamento e abuso, gostaria de correr para Ele imediatamente e confortá-Lo?

c. Se você fosse Deus o Pai, e teu Filho tivesse acabado de ganhar o Campeonato do Universo, gostaria de correr para Ele imediatamente para dar-Lhe os parabéns? (“Sim!” Qual pai amorável se demoraria? A única maneira pela qual consigo imaginar esta incrível demora e que, assim como Jesus descansou no Sábado depois de Sua criação (Gênesis 2:2), assim também Jesus descansou no Sábado depois de Sua vitória sobre o pecado. Eu quero celebrar estes dois fatos extraordinários (Criação e Redenção) no Sábado – e isto não coisa alguma a ver com a obra de minhas mãos!

IV. A Motivação de Paulo

A. Leia Gálatas 4:12-16. Sempre que você ouve alguém defender uma posição, deveria perguntar “Qual é a motivação desta pessoa”? Se você fosse um membro da igreja da Galácia, quais motivos negativos poderia atribuir à carta de Paulo? (Orgulho da opinião. Raiva de que eles pudessem ter mudado de opinião – e não mais concordarem com ele. Orgulho de “posse” – essas são as pessoas que Paulo havia convertido.)

1. Note que Paulo responde a essas duas acusações. Seu orgulho foi ferido? (Ele diz que “Em nada vocês me ofenderam”.)

2. E a respeito do orgulho de “posse”? (Paulo diz que “foi por causa de uma doença que lhes preguei o evangelho pela primeira vez”. Não era o objetivo de Paulo converter este grupo em particular (em vez das pessoas na cidade seguinte). Paulo parece estar dizendo “posso converter a cidade seguinte, não preciso reclamar “posse” sobre vocês.)

3. O que Paulo diz que é a sua razão principal para querer que eles voltassem para a graça? (Alegria. Ele quer que eles tenham de volta sua alegria.)

B. Leia Gálatas 4:17-20. O que motiva os legalistas a tentar levar os gálatas para os seus pontos de vista? (poder. Eles querem mais seguidores.)

C. Amigo, Paulo nos diz que crermos na justificação pela fé é como a alegria de um filho que se torna adulto em seu aniversário. Agora ele está sem supervisão! Ele tem liberdade, tem status, tem direitos legais. Esta liberdade como filhos e filhas de Deus nos leva para mais perto dEle. Faz com que desejemos agradá-Lo. Você vai entrar hoje na alegria da graça?

V. Próxima Semana: Apelo Pastoral de Paulo


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domingo, 6 de novembro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 07

Caminho Para a Fé
(Gálatas 3:21-25)

Introdução: Na semana passada enfrentamos o desafio dos legalistas: “Se a justificação pela  fé é a abordagem correta, por que Deus introduziu a lei no Sinai, 430 anos depois de Seu contrato de justificação pela fé com Abraão?” Conforme tentamos decifrar quais seriam os argumentos dos legalistas, decidimos que um argumento possível é bem conhecido dos advogados americanos. Quando existem duas leis conflitantes, a lei mais nova tem precedência sobre a lei mais antiga. O Sinai veio depois de Abraão! Contudo, para vencer esta argumentação, os legalistas precisam mais do que o período, eles precisam de um conflito entre o Sinai e a justificação pela fé. Vamos mergulhar em nossas Bíblias para examinarmos a continuação do argumento de Paulo sobre este conflito!

I. O Conflito

A. Leia Gálatas 3:21. Existe um conflito entre a lei e a justificação pela fé? (Paulo não diz simplesmente que “não”, ele diz “De maneira nenhuma!”)

1. Você já notou que às vezes as pessoas gritam para encobrir o fato de que estão erradas? Ser enfático com o seu “de maneira nenhuma!” seria uma tentativa de esconder a fraqueza de seu argumento?

2. Às vezes deixamos de ver a floresta, porque estamos olhando muito de perto uma única árvore. Como Paulo pode dizer que não existe conflito? Ele não está escrevendo a sua carta aos gálatas exatamente por causa do conflito? Ele não teve que repreender Pedro (veja Gálatas 2:11-14) por causa do conflito? Não estamos discutindo este assunto exatamente agora, por causa deste conflito?

3. Eu consigo pensar em maneiras nas quais a lei e a graça são opostas. A lei diz “obedeça ou morra”. A graça diz “creia e viva”. De que maneira Paulo diz que elas não estão opostas de maneira nenhuma? (A lei não pode nos dar a vida. Paulo diz que a lei é inútil para nos justificar. Conceder-nos a justificação não é o seu propósito. Se a lei pudesse nos salvar, então os legalistas estariam certos a respeito do conflito e da precedência da nova lei.)

4. Vamos desacelerar um pouco e considerar isto. Os legalistas não pensam que o propósito da lei é nos salvar? Se você pensa que a promessa e a lei têm o mesmo propósito, então deveria seguir a lei, certo? (Isto nos faz examinar a questão subjacente a este argumento – será que a lei e a promessa possuem o mesmo propósito?)

II. O Propósito

A. Leia Gálatas 3:22-23. Paulo diz que todos nós somos prisioneiros. O que os prisioneiros querem? (Liberdade. Honra.)

1. Por que não queremos dar liberdade aos prisioneiros? (Porque eles não a merecem.)

2. Por que nós merecemos ser incinerados? (por causa do pecado.)

3. Para mim, este parece ser um grupo bastante grande! Quem é prisioneiro do pecado? (Todos aqui. Todo o mundo.)

4. Não acabamos de descobrir que o argumento de Paulo de que não há conflito “de maneira nenhuma” está absolutamente errado? Se a lei nos faz prisioneiros, e a graça nos liberta, para mim isto parece ser um enorme conflito!

a. Se olharmos a questão do “propósito”, não seria o propósito tanto da lei quanto da graça que determinaria se deveríamos permanecer encarcerados?

B. Vamos tomar um exemplo prático. Digamos que a Lei A nos diz que se somos sonegarmos nossos impostos, podemos evitar qualquer penalidade se pagarmos os nossos impostos ou nos unirmos a uma igreja. A Lei B diz que para aqueles que aqueles que não pagam seus impostos a penalidade é que eles devem ir para a cadeia. Estas duas leis estão em conflito? Advogados, um tribunal acabaria com a lei mais antiga? (Não, não seria possível acabar com a lei mais antiga. Em vez disto, o tribunal diria que as duas leis podem ser harmonizadas, declarando que a lei mais recente criou exceções para a regra geral.)

C. Veja novamente Gálatas 3:23. Somos prisioneiros trancafiados. A fé vem nos visitar. O que quer dizer esta expressão “viesse essa fé”? Que você desenvolveu alguma fé? (Gálatas 3:22 se refere à “pela fé em Jesus Cristo”, mas aqui parece que a referência é a Jesus. Quando Jesus (“esta fé”) veio, então foi possível romper as grades da prisão.)

III. A Visão a Longo Prazo

A. Lembre-se de que na semana passada examinamos a precisão dos fatos do argumento dos legalistas acerca do tempo: que a lei veio depois da promessa a Abraão. Descobrimos que este argumento não se aplicava aos Dez Mandamentos. O mandamento do Sábado e o mandamento do assassinato eram claramente conhecidos desde o tempo de Adão e Eva. Será que foi apenas a lei a respeito dos sacrifícios (a lei “cerimonial”) que veio mais tarde?

1. Leia Gênesis 4:3-5. O que este texto sugere acerca do cerimonial? (Ele existia. Na semana passada nós vimos esta história, para aprendermos que a lei já estava estabelecida. Agora, vimos que esta história envolve tanto a lei moral quanto as leis cerimoniais!)

2. Leia Gênesis 7:1-3 e Gênesis 7:7-9. Por que vemos uma clara referência a animais puros e impuros muito antes de Levítico 11 e sua referência a animais que são “impuros”, do ponto de vista cerimonial (Levítico 11:4)?

3. É possível que os legalistas estejam errados, e que a lei moral e a lei cerimonial existiam desde o princípio? Em caso afirmativo, por que Deus fria isto?

a. Paulo diz que Deus tem para a lei um propósito diferente do que Ele tem para a graça. Isto se encaixa com a idéia da lei moral e cerimonial coexistirem desde o princípio? (Perfeitamente! Isto mostra que Deus pensava que as duas tinham propósitos distintos.)

IV. O Esmagador

A. Leia Gálatas 3:24. Vamos olhar detalhadamente a frase “a Lei foi o nosso tutor”. Algumas traduções dizem que a lei foi um “aio”. Li alguns comentários que dizem que a palavra grega aqui se refere a alguém que é colocado como responsável pelos filhos do patrão. Como um tipo de “babá” nos dias de hoje. Note que Paulo nos chama de vários nomes aqui. Ele já nos chamou de prisioneiros. Agora ele acrescenta “crianças ignorantes”, “criancinhas que precisam de supervisão”. Isto retrata você?

1. De um ponto de vista prático, qual é o propósito de uma criança ir para escola, ter uma babá, ou ter um professor particular?

2. O que você aprendeu na escola? O que você aprendeu de sua babá (presumindo que você teve uma) ou de seus pais (presumindo que você não teve uma babá)? (Eu aprendi duas coisas na escola. Primeira, aprendi lições positivas, as quais seriam necessárias quando eu fosse mais velho. Segunda, aprendi lições negativas a respeito de mim mesmo. Quanto mais tempo eu passava na escola, mais eu aprendia que não falava bem.)

a. Se, como descobrimos, Deus tinha uma promessa de graça e as exigências da lei sentadas lado a lado durante a história dos seres humanos, qual era o objetivo da lei como nosso professor da escola, babá ou carcereiro? (Não apenas nos ensinar o padrão perfeito de Deus, mas esmagar o nosso orgulho. Nos ensinar que não somos as pessoas mais inteligentes e mais obedientes. Nos ensinar que a humanidade em geral e você em particular, não consegue guardar a lei de Deus.)

b. Leia Mateus 5:27-28. Jesus e Paulo estão no mesmo trilho? (Jesus nos dá uma visão da verdadeira obrigação da lei, que lança fora o nosso orgulho.)

B. Note que Gálatas 3:24 diz que a lei nos guiou “até Cristo”. (O próprio fato de que somos prisioneiros por causa do pecado nos leva a buscar um caminho de saída. O fato de que nosso orgulho se foi, que compreendemos que necessitamos da graça, nos leva a buscar a graça. Jesus é o caminho para escapar do pecado. Portanto, o papel da lei é nos levar a Jesus e Sua promessa de graça.)

V. A Liberdade

A. Leia Gálatas 3:25. “Tendo chegado a fé” – significando que Jesus veio à terra, viveu e  morreu em nosso lugar, e ressuscitou para a vida eterna para que pudéssemos ser salvos. A lei te guiou, um prisioneiro esmagado pelo pecado, a esta grande fonte de liberdade, a qual você aceitou pela fé. Você está acompanhando até aqui?

1. Vamos seguir a próxima linha da lógica de Paulo. Quando as crianças crescem, elas não precisam mais estar sob a supervisão de professores do ensino fundamental, suas babás ou tutores? (Não.)

a. Que tipo de comportamento você esperaria? (Um comportamento educado! É para isso que elas estiveram na escola.)

2. O que acontece se uma criança crescida viola as regras da escola, da babá ou do tutor? (Nada – em termos de disciplina pela escola, babá ou tutor. Mas a menos que estes professores sejam inúteis, violar as regras provavelmente deveria ter algumas consequências práticas.)

3. Você está sob supervisão agora? (Se você está certo na questão de que Deus sempre manteve a lei e a graça diante dos seres humanos, isto quer dizer duas coisas:

a. Sempre foi o propósito de Deus para nós que compreendamos Seu padrão, o qual esmaga nossos pensamentos orgulhosos de que podemos alcançar este padrão e;

b. Nos leva à Sua promessa de graça (agora cumprida). Conhecer o quadro completo é a nossa “supervisão” atual. Nos compreendemos o padrão de Deus para a nossa vida e queremos fazer alguma coisa por Ele por causa de Seu dom da graça.)

B. Amigo, você está cheio com o orgulho de que pode conquistar a tua salvação? Que alguma coisa que você possa fazer conquistará a recompensa eterna de Deus? Por que não confessar hoje o teu orgulho, e entrar em um relacionamento com Deus, para mudança de vida?

VI. Próxima Semana: De Escravos a Herdeiros


Atenção: Este tradutor irá deixar de realizar estas traduções a partir de Dezembro/2011. Se você tem condições e gostaria de assumir esta tarefa, entre em contato deixando um comentário.


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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 06

A Superioridade da Promessa
(Gálatas 3:15-20)

Introdução: Você já esteve em uma situação na qual tuas crenças são desafiadas por alguém que você acha que pode estar certo? No começo, você se sente incomodado. Depois começa a se sentir mal por ter acreditado em um erro. Então, você olha a situação como um todo mais uma vez, e tem a certeza de que a tua visão está correta. Nosso estudo da Bíblia desta semana me lembra disto. Paulo nos diz ousadamente que Abraão foi salvo pela graça, não pelas obras. Mas então, os oponentes de Paulo levantam um forte argumento: se o plano da salvação era somente através da fé, por que Deus, mais tarde, nos deu os Dez Mandamentos? Como isto pode fazer algum sentido se os Dez Mandamentos não fazem parte do plano atual de Deus? Vamos pular direto para dentro do nosso estudo da Bíblia e ver se podemos descobrir quem está certo!

I. O Argumento do Contrato

A. Na semana passada paramos o nosso estudo de Gálatas com Paulo apontando que o relacionamento da justificação pela fé que Abraão tinha com Deus agora está disponível a todos nós. Que boas notícias!Vamos continuar o estudo, lendo Gálatas 3:15. Que tipo de argumento Paulo está colocando? (Ele está colocando um argumento legal. Este é um argumento baseado na lei de contratos.)

1. OK, advogados, o que Paulo está argumentando? (Que os contratos devem ser cumpridos da maneira como estão escritos. O contrato de Abraão com Deus (salvação apenas através da fé) é um acordo válido e que deve ser cumprido.)

2. A teoria legal de Paulo está correta? É possível alterar ou deixar de cumprir contratos legais? (Geralmente, não. Não de maneira legal. Se você tem um contrato válido com alguém, pode ir aos tribunais para fazer valer este contrato.)

B. Leia Gálatas 3:16-18. Note que Paulo agora chama o que Abraão recebeu de “promessa”. É possível obrigar legalmente alguém a cumprir uma promessa? (Não, a menos que você entregue algo considerável. Isto quer dizer “não, a menos que prometa fazer uma troca de algo de valor.” Se você promete me dar o teu carro e eu prometo te dar 20.000 dólares, temos um contrato com valor legal, não uma promessa com valor legal.)

1. Que coisa considerável Abraão deu a Deus, se é que deu algo?

2. Aparentemente, existe muito debate sobre a maneira como Paulo interpreta a promessa de Deus a Abraão (veja, especialmente, Gênesis 12:3) e particularmente a palavra “descendente”. Vou deixar de lado este debate, porque Paulo reinicia seu argumento de uma forma menos controvertida nos versos 17-18. É verdade que a oferta de um contrato posterior não invalida um argumento anterior? (Sim. Se você e eu concordamos com os termos de um contrato, você pode oferecer uma mudança nos termos, mas eu não sou obrigado a concordar.)

3. Qual é o argumento teológico de Paulo? (Que, se o contrato “negociado” por Abraão era que se ele cresse, receberia a salvação, então Deus não pode mudar este contrato posteriormente, dizendo que precisamos obedecer aos mandamentos para ter a salvação.)

II. O Contra-Argumento do Contrato

A. Leia Gálatas 3:19. Vamos ler “nas entrelinhas” e tentar descobrir, com base na refutação de Paulo, o que os oponentes de Paulo estão argumentando. Qual você acha que era o contra-argumento dos oponentes de Paulo? (Se a fé era o acordo entre Deus e os seres humanos, então por que Deus daria, mais tarde, a Sua lei?)

1. Os oponentes de Paulo estão colocando um argumento muito bom? (podemos entender isto de duas maneiras. Acabamos de debater um entendimento – se temos realmente um contrato, em vez de uma mera promessa, podemos fazer valer o contrato original contra Deus. Uma segunda maneira de olhar isto é como uma nova lei. Nos Estados Unidos, se você tem uma lei mais antiga e uma lei mais nova, e existe um conflito entre as duas, a lei mais nova tem precedência.)

2. Vamos olhar este segundo argumento – que Deus deu uma lei mais nova (no Sinai), a qual mudou a lei anterior (dada a Abraão). Quão precisas são as suposições dos fatos, conforme apresentadas neste contra-argumento?

a. Leia Gênesis 2:2-3 e Êxodo 20:8-11. O mandamento do Sábado começou no Sinai? (Não.)

b. Leia Gênesis 4:8 e Êxodo 10:13. A proibição ao assassinato começou no Sinai? (Não.)

3. Os oponentes de Paulo têm um problema óbvio com os fatos de seu argumento? (Sim. Se o que foi dado no Sinai existia antes que Abraão nascesse, então este argumento tem um grande problema.)

4. Lembre-se de que deve haver um conflito entre a lei mais antiga e a lei mais nova para que a nova tenha precedência. Existe um conflito entre a justificação pela fé e a lei dada no Sinai?

a. Se você respondeu que “sim”, como os pecados eram perdoados no sistema do santuário?

(1) As pessoas tinham que fazer flexões quando pecavam?

(2) Elas tinham que pagar uma multa?

(3) Elas tinham que prometer não cair em pecado por um ano? (Não. Elas ofereciam um cordeiro inocente. Este ritual não era “obras”. Ele apontava para trás, para o acordo feito com Abraão e para frente, para aquilo que Jesus faria para conquistar a graça para nós.)

5. Se conseguimos ver estas falhas nos argumentos dos oponentes de Paulo, eles tem algum argumento razoável? (Eles podem estar argumentando, “Por que fez tanto caso da lei, centenas de anos depois de haver feito Seu acordo, baseado na graça, com Abraão?”)

a. Que resposta Paulo dá a este argumento? (Gálatas 3:19 – Por causa da quantidade de pecado (“transgressões”).)

B. Vamos voltar por um momento. Quanto você acha que Israel sabia acerca de seu Deus, depois de centenas de anos de escravidão no Egito? (provavelmente não muito. Isto faz com que o comentário acerca das “transgressões” em Gálatas 3:19 faça sentido. O povo de Deus não apenas estava pecando, eles não tinham idéia acerca do padrão de Deus para a sua conduta. Deus precisava fazer com que Seu povo soubesse o que Ele considerava pecado.)

1. Se Deus fez um contrato com Abraão dizendo que ele seria salvo pela graça, quando a lei de Deus foi conhecida por Abraão, o que isto nos diz acerca do relacionamento entre a fé e a lei? (Isto reforça a de que o nosso acordo com Deus é a salvação pela fé, e não pela guarda da lei. Mas, isto também diz algo importante acerca da lei.)

2. A lei de Deus é importante para Ele e para nós? (Sim, é. Se a graça sem qualquer referência à lei, era o contrato entre Abraão e Deus, então Deus não teria necessidade de introduzir os Dez Mandamentos (e o resto da lei) no Sinai, para pessoas que não sabiam coisa alguma acerca da lei.)

C. Leia Romanos 3:19-20. Como este texto se encaixa na situação do povo de Deus no Sinai? (É exatamente isto que estávamos debatendo! Deus utiliza a Sua lei para nos tornar conscientes de nossos pecados. Como poderíamos reconhecer o pecado sem a lei? Estaríamos nos orgulhando da nossa justiça se não tivéssemos a lei para nos silenciar.)

D. Leia Romanos 3:21-24. Como nos tornamos justos? (Pela fé em Jesus. Por crer em Jesus.)

E. Leia Romanos 3:25-26. Que parte o serviço do santuário do Antigo Testamento desempenha nisto? (Paulo está usando o quadro do sistema sacrifical para explicar a obra de Jesus. Esta é a unidade que encontramos no Sinai, não o conflito que seria necessário para dizermos “Deus instituiu uma nova lei no Sinai, a qual tem precedência ao antigo acordo da graça, feito com Abraão.”)

III. O Mediador

A. Vamos voltar para Gálatas 3. Leia novamente a última parte de Gálatas 3:19 e acrescente Gálatas 3:20. Encontramos outro termo legal: “mediador”. O que é um mediador? (Não é um advogado, que representa um dos lados. Em vez disto, um mediador deve trabalhar para ambos os lados. Deve levar ambos os lados a um acordo sobre uma solução. {N.T. – Este papel seria o mesmo desempenhado pelo “conciliador”.}

1. Este texto diz que um mediador e os anjos promulgaram a lei. A lei atua como um mediador entre Deus e os seres humanos?

a. O que a Lei fez por Deus?

b. O que o nosso conhecimento da lei tem feito por nós? (Os comentários estão em conflito sobre o significado do verso 20. Uma sugestão comum é que Moisés é citado como o “mediador”. Mas, vejo que a lei funciona como um mediador em dois pontos importantes no tempo para nos aproximar de Deus. Primeiro, a lei nos mostra o amor de Deus. Deus morreu por nós para cumprir as exigências da lei. Segundo, a lei é um padrão – um padrão que não podemos alcançar. A lei nos leva a aceitarmos a oferta da graça de Jesus – por gratidão a Deus e por nossa impossibilidade diante da lei. O que poderia nos trazer mais perto de Deus do que isto?)

c. Como a lei afeta a nossa atitude com relação à obediência? (Jesus disse: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (João 14:15) Como isto é verdade! Se respeitamos o sacrifício de Jesus, vemos que a lei deve ser importante para Deus. De outra forma, Deus teria ignorado a lei e salvado Jesus de uma morte terrível. O amor de Deus em morrer para satisfazer as exigências da lei nos ajuda a responder em amor, ao decidirmos viver, pelo poder do Espírito Santo, uma vida que agrada a Deus. Agora podemos ver (Gálatas 3:20) por que “Deus é um”; pois seu sistema de salvação é “um”.)

B. Amigo, se você não aceitou completamente a justificação apenas pela fé, vai aceitá-la agora mesmo? Por que não pedir a Jesus para que perdoe os teus pecados e te salve pela Sua graça?

IV. Próxima Semana: Caminho Para a Fé


Atenção: Este tradutor irá deixar de realizar estas traduções a partir de Dezembro/2011. Se você tem condições e gostaria de assumir esta tarefa, entre em contato deixando um comentário.


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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 05

Fé e Antigo Testamento
(Gálatas 3:1-14)

Introdução: Você já lutou com a questão de por que Deus diz “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6), e ainda assim, parece que o Deus do Antigo Testamento é bem diferente do Deus do Novo Testamento? O assunto de uma “Antiga Aliança” e uma “Nova Aliança” certamente soa como uma mudança. Deus alterou os termos do nosso relacionamento! Paulo argumenta que Deus não mudou sua abordagem básica para com os seres humanos – e esta abordagem é a justificação pela fé. Vamos mergulhar em nosso estudo sobre Gálatas 3 e descobrir mais!

I. Os Enfeitiçados!

A. Leia Gálatas 3:1. Assuma que você está sentado ao lado, ouvindo Paulo falar aos Gálatas. Eles deveriam ficar insultados?

1. Em caso afirmativo, por que? (Paulo diz que eles estão agindo como tolos (“insensatos”) e como aqueles que estão sob influência do mal. “Seus demônios estúpidos”.)

2. É assim que Paulo se dirigiria àqueles que acreditam hoje que podem ser salvos por seus próprios atos?

B. Fico relutante em chamar irmãos da minha igreja de “demônios estúpidos”, então Paulo deve ter uma razão muito boa para chamá-los de tolos. Que razão ele dá em Gálatas 3:1? (Eles o haviam visto explicar sobre Jesus sendo crucificado.)

1. Pense sobre isto. Por que a crucifixão de Jesus torna as pessoas da Galácia estúpidas? Ou demoníacas? (Por que Deus morreria uma morte dolorosa nas mãos de Sua criação? O pensamento é absurdo quando o olhamos de frente. Somente quando você vê que nós fomos crucificados com Jesus (Gálatas 2:20) para satisfazer as exigências da lei, parece estúpido e demoníaco pensar que nossos esforços significam alguma coisa.)

2. Vamos usar um exemplo extremo. Você esculpe um ídolo a partir de um bloco de madeira e então, traz a ele oferendas, a cada manhã, para que ele perdoe os teus pecados. Isto é estúpido? (Sim! Você fez este ídolo.)

a. Isto é demoníaco? (Satanás quer que ignoremos ou que não creiamos que Jesus morreu pelos nossos pecados. Então, sim, isto é demoníaco – especialmente porque afirmamos estar fazendo a obra de Deus.)

C. Leia Gálatas 3:2-5. OK, pessoas estúpidas, diz Paulo, tenho uma pergunta para vocês. Vemos agora que Paulo deve ser um advogado, porque sua frase “gostaria de saber apenas uma coisa”, se transforma em muitas perguntas! Perguntas para as quais ele gostaria de obter respostas inteligentes!

1. O Espírito Santo veio pela obediência à lei ou por crer no que Jesus disse?

a. Deixem-me fazer a minha própria pergunta aqui. O Espírito Santo veio à tua vida? Se não, poderia ser por que você está usando a abordagem errada?

2. Depois que o Espírito Santo veio à tua vida para te dirigir, você acha que pode fazer uma obra melhor em dirigir a si mesmo?

3. Se você tem sido perseguido por causa da tua fé, quer abandonar tudo?

4. Você vê milagres na tua vida por causa da obediência à lei, ou por causa do poder de Deus, operando através da fé?

a. Permitam que eu faça duas perguntas aqui. Você vê milagres na tua vida? Se não, poderia ser por que você está usando a abordagem errada?

b. Quando você conversa com os teus filhos, está mais concentrado na lei ou no Espírito Santo?

(1) Se você tem filhos adolescentes, tente sentar-se com eles e fazer a eles estas perguntas e ver como eles responderiam e como eles pensam que você deveria responder.

(2) Se você não está vendo milagres nas vidas de teus filhos, seria porque você tem estado martelando a lei, em vez de insistir no poder e na graça de Deus? (Eu seu que costumava dizer aos meus filhos o tempo todo, “obedeçam!” Meu pai costumava dizer “Vocês são filhos de Don Cameron, ajam como tais!”)

5. As últimas quatro perguntas que eu parafraseei de Paulo são perguntas retóricas – o que quer dizer que elas possuem uma resposta óbvia. A pessoa que faz as perguntas retóricas não está esperando por uma resposta, está querendo te levar a ver um ponto óbvio. Qual é o ponto óbvio de Paulo? (O poder de Deus, e não a observação da lei, é a fonte de uma vida cristã poderosa.)

D. Vamos parar e fazer uma revisão nos argumentos de Paulo para a justificação pela fé. Seu argumento no capítulo 1 é que Jesus lhe deu diretamente a sua mensagem de justificação somente pela fé. Sua afirmação no capítulo 2 é que os líderes da igreja concordaram com ele, mesmo que para colocar isto em prática levasse algum tempo e alguns, como Pedro, ocasionalmente saíssem dos trilhos. Seu argumento no início do capítulo 3 é para que consideremos como Deus opera em nossas próprias vidas.

II. O Exemplo de Abraão

A. Leia Gênesis 12:1-3. Qual é o papel de Abraão na história do nosso planeta? (Ele é o início de um grupo especial de pessoas, através das quais Deus iria abençoar todas as pessoas da terra.)

B. Leia Gálatas 3:6. Por que Paulo se voltaria a Abraão como exemplo? (Paulo está dizendo que desde o princípio do relacionamento especial de Deus com um grupo especial de pessoas (Para o propósito de promover a vontade de Deus), a justificação pela fé era a regra.)

C. Vamos olhar esta história por um momento. Leia Gênesis 15:1-6. Esta é uma história sobre santidade? Sobre justiça? (Deus disse a Abrão (Gênesis 12:3) que ele seria o instrumento através do qual toda a terra seria abençoada. Parte do mecanismo para isto era (Gênesis 12:2) que Abrão teria muitos descendentes. Se Deus te dissesse que você teria a maior igreja na tua área, e que esta grande igreja seria uma fonte de bênçãos para a área, o que você faria? (Iniciaria uma igreja!)

1. Por que isto não funcionou para Abrão? (Abrão provavelmente está tentando ter um filho. Mas, o ponto é que Abrão deveria primeiro confiar em Deus para fazer isto acontecer. Precisamos nos conscientizar que é a obra de Deus e a responsabilidade é de Deus. Abrão não tem poder em si mesmo para fazer isto. De fato, quando Abrão e Sarai, bolaram um plano para fazer isto por si mesmos (Gênesis 16), foi um desastre.)

2. Esta história de Abrão nos ajuda a compreender melhor a justificação pela fé? (Deus não está pedindo que fiquemos dormindo em nossa vida cristã. Está pedindo que coloquemos a nossa confiança nEle. Em Sua obra. Em Seu Espírito. Não podemos fazer isto por nós mesmos.)

D. Leia Gálatas 3:7-9. Abraão, o grande pai da nação judaica, é também o nosso pai? (Este é o argumento de união de Paulo. O Deus do Antigo Testamento tem uma abordagem imutável com relação aos seres humanos. O escopo de Seu povo especial se ampliou – louvado seja Deus por haver unido os gentios aos Seu povo especial – mas o plano básico não foi alterado!)

III. A Maldição

A. Leia Gálatas 3:10. Não sei sobre você mas eu fico preocupado quando as pessoas começam a lançar maldições. Por que os legalistas não estão apenas errados? Por que eles também são amaldiçoados? (Leia Deuteronômio 27:26. Se guardar do sábado, não roubar, matar, cobiçar ou adulterar são a chave para a salvação, então você está amaldiçoado. Por que? Porque você não consegue fazer essas coisas. Se você diz que fazer qualquer uma destas coisas é necessário para a salvação, então condenou a si mesmo!)

B. Leia Gálatas 3:11-12. O justo vive pela obediência à lei? (Não. Eles vivem de forma justa pela fé.)

C. Tudo isto me confunde. Eu não quero ser amaldiçoado, mas mantenho um olho na lei. Deuteronômio 6:8 diz “Amarre-as [os mandamentos] como um sinal nos braços...” Recentemente comecei a usar um bracelete no meu pulso que tem os Dez Mandamentos gravados nele. Leia Gálatas 3:13. Por que é que não devemos confiar na lei para sermos salvos? (Jesus já fez isto por nós. Jesus foi amaldiçoado para que não precisássemos ser amaldiçoados por nossa falha em cumprir a lei. Não apenas isso, Jesus pagou o castigo por Sua maldição – e, portanto, pela nossa maldição.)

IV. A Antiga e a Nova Ordem

A. Leia Gálatas 3:14. Temos que nos preocupar em guardar a lei (incluindo os Dez Mandamentos)? (Não. Em vez disso, precisamos ter o Espírito Santo vivendo em nossas vidas.)

1. Se você também está ficando confuso, note que o paralelo é com Abraão. Abraão teve que se preocupar em ter muitos descendentes? Teve que se preocupar com o fato de Jesus nascer de um de seus descendentes? (Não! Tudo o que Deus pediu de Abraão foi que confiasse nEle. Que cresse nEle.)

2. Alguma coisa mudou no relacionamento entre os seres humanos e Deus? (Não, desde Abraão! Abraão viveu pela promessa – a qual incluía a vinda de Jesus para tomar o nosso lugar. Nós acreditamos que a promessa foi cumprida e aceitamos este dom pela fé.)

B. Amigo, você vai se afastar da maldição, e descansar somente na justificação que vem a você pela fé em Jesus?

V. Próxima Semana: A Superioridade da Promessa


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 04

Justificação Pela Fé
(Gálatas 2:15-21)

Introdução: Vamos revisar o que aprendemos até aqui em nosso estudo sobre a carta de Paulo aos Gálatas. Paulo tem uma mensagem especial do evangelho, a qual ele recebeu diretamente de Jesus. Os líderes da igreja primitiva aceitaram isto, mas houve uma batalha ferrenha na igreja da Galácia e entre os primeiros crentes, sobre a mensagem e as exigências do evangelho. Esta semana Paulo explica a sua mensagem do evangelho. Conforme a estudamos, precisamos nos perguntar: esta mensagem ainda está em disputa entre os cristãos? Ela ainda é uma disputa em nossas próprias mentes? Vamos mergulhar em nosso estudo e examinar novamente o coração da mensagem do evangelho!

I. A Mensagem do Evangelho de Paulo

A. Leia Gálatas 2:15-16. Que papel a obediência à lei desempenha em nossa salvação? (Nenhum. “Ninguém é justificado pela prática da Lei”)

1. Esta é a mensagem com a qual os grandes líderes da igreja concordavam? (Sim. Pode ter sido difícil manter este curso (veja o desvio de Paulo quando os judeus da sede central chegaram na Galácia), mas esta é a teologia com a qual os líderes concordavam.)

2. Sobre qual “lei” Paulo está escrevendo? Os Dez Mandamentos? A lei cerimonial? Todos os escritos de Moisés? (Não importa como a lei seja definida, se guardá-la não nos salva. Se a salvação é uma questão somente de fé, então qualquer exigência que você tentar acrescentar é contrária à mensagem do evangelho.)

II. O Problema Óbvio Com a Mensagem do Evangelho de Paulo

A. Leia Gálatas 2:17. Esta é a grande questão, que é tão relevante na atualidade quanto era naqueles dias: “A justificação somente pela fé promove o pecado?” “Como você pode dizer para as pessoas que a lei não importa – elas vão enlouquecer!” Que resposta Paulo dá? (Não, as pessoas não vão enlouquecer. O evangelho da justificação somente pela fé não promove o pecado.)

1. E se a pergunta no verso 17 fosse feita a você, como você a responderia? É evidente para você enquanto busca ser justificado pela fé, que você é um pecador? (É evidente para mim.)

B. Você já se deparou com cristãos que dizem que estão completamente livres do pecado?

1. Em caso afirmativo, eles seriam fortes defensores da justificação pela fé? (Lembro-me de duas pessoas que me disseram que pensavam que estavam indo muito bem na obediência à lei. Um deles afirmava estar livre de pecado há dois anos. Minha conclusão é que eles acreditavam que a obediência era necessária para a salvação.)

2. Minha observação que aqueles que pensam que são muito bons também acreditam na guarda da lei para serem salvos não é científica. Mas, se você já viu a mesma coisa, por que acha que as pessoas que acreditam que são obedientes {também} acreditam que a sua obediência é necessária para a salvação?

a. E, se isto é verdade, então pareceria que a salvação pelas obras promove a obediência, certo?

C. Leia Gálatas 2:18-19. Por que Paulo argumenta que a justificação somente pela fé não promove a violação da lei (não promove o pecado)? (Quando Jesus morreu em nosso lugar pelos nossos pecados, nós também morremos para a lei. Portanto, a lei não nos condena mais. Mas, se reconstruímos a lei – com isto Paulo quer dizer que se acreditamos que a obediência à lei é necessária para a salvação – então os nossos pecados são apresentados contra nós e estamos violando a lei.)

1. Vamos olhar tudo isto mais uma vez. Paulo diz que a acusação contra minha teologia é que ela promove a violação da lei. Mas, Paulo afirma que o inverso é verdadeiro. Aqueles que dizem que guardar a lei é essencial para a salvação estão se tornando, todos eles, quebrantadores da lei – mesmo o mais devoto dos cristãos!

a. Isto não seria apenas um truque de argumentação bem elaborado? O argumento de Paulo é como um truque com as mãos (mágica)? Se nós anularmos o limite de velocidade, então nenhum de nós está correndo demais. Se impusermos o limite de velocidade, então nenhum de nós está correndo demais. Anularmos o limite de velocidade faz com que todos nós nos tornemos cidadãos cumpridores da lei!

D. Leia Gálatas 2:20-21. Se a minha última pergunta está criando problemas na tua mente, explique como eliminar a lei como a fonte da salvação produz pessoas mais perfeitas. (Paulo nos diz que assim como morremos com Jesus em Sua morte, assim também devemos viver com Jesus em Sua vida ressurreta. “Vivemos para Deus” e “Cristo vive em mim”.)

1. Isto parece ser muito abstrato. Vamos dizer que amanhã em “morri” para todos os sinais e as leis de trânsito. Alguém que está morto não sabe de coisa alguma. Então, eu não sei nada sobre leis de trânsito. Como isto vai fazer com que eu fique mais seguro, um motorista mais perfeito? (Obviamente, agir assim não vai fazer isto.)

2. E se eu acrescentasse o fato que a pessoa que planejou todas as leis de trânsito “vive em mim”. Que tipo de motorista eu seria? (E se eu fosse infundido com o Espírito da Pessoa que foi o desenhista principal do projeto da rodovia, das leis de trânsito e dos sinais de trânsito, teria uma compreensão perfeita de como devo dirigir. Penso que isto é o que Paulo está nos ensinando.)

E. Vamos voltar para Gálatas 2:19 e examinar a frase “morrer para a lei” com mais detalhes. O que quer dizer “morrer para a lei”? Quer dizer que somos insensíveis a ela? Que vivemos como se ela não existisse?

1. Gálatas 2:20 diz: “Fui crucificado com Cristo.” Por que Jesus morreu? (Ele morreu para pagar a penalidade pela violação da lei. Isto quer dizer que nós também morremos com Jesus (“crucificado[s] com Cristo”) por termos violado a lei.)

a. De que maneira eu morri para a lei? (Eu morri para o juízo da lei. Morri para a penalidade por haver violado a lei.)

b. Isto quer dizer que não prestamos mais atenção à lei? (Não. Deus escreveu a lei. A lei é boa. Contudo, ela não traz mais consigo a ameaça de que se eu não a obedecer, morrerei. Para a lei, eu já morri através de Jesus.)

F. Vamos voltar para a minha questão original sobre o trânsito. Lembre-se que eu perguntei se todas as leis de trânsito fossem anuladas, isto significaria que nenhum de nós violaria os limites de velocidade? Penso que Paulo está dizendo algo um pouco diferente: Jesus pagou as multas por todas as nossas violações das leis de trânsito. Portanto, aquelas leis não me tornam cumpridor da lei. O que me torna cumpridor da lei é ter o projetista da estrada e o criador das leis de trânsito vivo em minha mente!

G. Leia Romanos 6:5-7. Novamente, Paulo se refere a morrermos com Jesus quando Ele morreu por nossos pecados. Porém, ele acrescenta algo mais do que a “multa sendo paga” pela violação da lei. O que mais ele acrescenta? (Ele diz que o “velho homem” morreu “para que o corpo do pecado seja destruído”.)

1. O que você acha que quer dizer ter o nosso corpo de pecado destruído? (Este texto sugere que o nosso antigo desejo pelo pecado morre.)

a. O que Paulo escreve aqui parece muito claro; o que torna isto obscuro é que eu sei que meus antigos desejos estão muito bem vivos. O que aconteceu? Ou será que eu sou apenas um cristão muito pobre {espiritualmente}? (Dê uma lida em Romanos 7:14-24. Paulo tem exatamente a mesma experiência que eu tenho.)

b. Como o teu “velho homem” pode estar  morto e você ainda tem a luta que Paulo descreve? (Vamos examinar isto em seguida.)

III. Vivendo Pelo Espírito de Deus

A. Leia Romanos 7:4. Se nós morremos para a lei, qual é o objetivo da nossa vida? (“Pertencer” a Jesus e “dar fruto para Deus”.)

B. Leia Romanos 7:5-6. A lei mais a velha natureza promovem as paixões pecaminosas. Como o Espírito Santo muda isto?

C. Leia Romanos 6:11-14. Como este texto sugere que o Espírito Santo pode nos ajudar a viver? (Oferecer-nos a Deus deve significar que dizemos a Deus, “Eis-me aqui, ajuda-me a viver uma vida que seja agradável a Ti!”)

D. Leia Romanos 8:5-9. Como este texto sugere que deveríamos viver? (Novamente, Paulo nos diz que devemos escolher fazer o que o Espírito Santo deseja.)

E. Nosso debate parece muito abstrato. Vamos olhar um comentário de Jesus que pode nos ajudar. Leia Mateus 5:27-28. O que alguém que acredita em justificação pelas obras deveria fazer para guardar este mandamento? (Não ter sexo fora do casamento.)

1. Em certo sentido, Jesus torna o mandamento muito pior para os guardadores da lei – Ele diz que você também tem que controlar seus pensamentos para deixar de violar este mandamento, certo?

2. O que Paulo nos diria que Jesus está ensinando? (Se você quer caminhar com Deus, não se concentre no mandamento contra o adultério; em vez disso, preste atenção na tua atitude mental. Peça ao Espírito Santo para te ajudar a colocar a tua mente naquilo que o Espírito de Deus deseja para você.)

3. Esta caminhada no Espírito Santo é essencial para a salvação? (Leia Romanos 5:19. Não. Somente a vida perfeita de Jesus nos justifica. Porém, viver no espírito é o desejo daqueles que estão salvos.)

F. Agora você sabe por que Pedro disse (semana passada) que Paulo é difícil de entender, em algumas passagens! Amigo, você vai se arrepender e decidir hoje a pedir ao Espírito Santo a cada manhã para que te ajude a viver de acordo com o Espírito de Deus, e não colocar a tua mente na tua natureza pecaminosa?

IV. Próxima Semana: Fé e Antigo Testamento

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 03

(Gálatas 2:1-14)

Introdução: Na semana passada aprendemos que Paulo fez algumas declarações impressionantes relativas à fonte de sua mensagem. Ele afirmou que Jesus o ensinou pessoalmente, e que nenhuma pessoa era responsável pela mensagem que ele estava proclamando. Quando investigamos estas declarações, aprendemos que tanto Lucas quanto Pedro acreditavam nas declarações de Paulo e ensinavam que Paulo estava pregando uma mensagem que ele havia aprendido diretamente de Deus. Esta semana continuaremos o debate a respeito de se Paulo tinha uma mensagem diferente da mensagem dos outros líderes da igreja apostólica. A unidade é importante? As discordâncias na igreja são saudáveis? Deveríamos ter “cristãos” e “paulinos”? Ou o evangelho da justificação pela fé é a mensagem unificada da igreja de Deus? Vamos mergulhar em nosso estudo de Gálatas e aprender mais!

I. Viagem de Volta

A. Leia Gálatas 2:1-2. Lembre-se de que no capítulo um de Gálatas, Paulo diz que foi a Jerusalém para visitar Pedro e Tiago. Paulo agora retorna. Por que? (Deus lhe disse que retornasse. Ele diz que foi “por causa de uma revelação”.)

1. Qual você acha que era o propósito de Deus em fazer com que Paulo retornasse para a “sede”? (Note que Paulo diz que “expus diante deles o evangelho que prego entre os gentios”. Deus devia estar preocupado a respeito de um evangelho uniforme sendo pregado tanto para judeus quanto para gentios.)

2. Paulo diz que tinha alguns temores e, por esta razão, falou em particular com a liderança. A respeito de qual temor Paulo está falando?

a. Seria o temor de Paulo de que ele estivesse errado em sua teologia?

b. Seria um temor de que os líderes em Jerusalém não concordassem com ele? (Todo o tom de Gálatas até aqui foi que Paulo recebeu a sua mensagem de Jesus. Ele não deve nada, com relação à sua mensagem, a qualquer um dos líderes que estavam na sede. Portanto, dificilmente parece que ele tenha medo de estar errado. Ele também não parece estar muito preocupado com a liderança da sede. A sua preocupação principal deve ser acerca da unidade da igreja.)

3. Como Paulo poderia temer que estivesse correndo uma corrida por catorze anos em vão? (Lembre-se que Paulo está lutando contra um falso evangelho na igreja da Galácia. Se ele não tem o apoio da sede, como pode esperar convencer os gálatas de que está certo? A menos que haja unidade na mensagem, seus difamadores irão afirmar que ele está errado.)

4. Por que Paulo solicitaria uma reunião particular? (Obviamente, ele tinha oponentes em Jerusalém e na Galácia. Reuniões grandes normalmente são influenciadas por apelos às emoções em vez da razão. Ao se reunir com os líderes máximos, ele podia explicar exatamente o que estava fazendo e as razões para isto.)

a. O que isto nos ensina sobre a democracia na igreja?

B. Leia Gálatas 2:3. Paulo foi bem sucedido? (Lembre-se que uma das questões principais era a circuncisão. A liderança não sugeriu que um dos mais próximos auxiliares de Paulo deveria ser circuncidado.)

C. Leia Gálatas 2:4-5. Explique, como você acha que este negócio de “espiões” funcionava? (Paulo não estava trabalhando em uma época de telefones, emails e televisão. Como os líderes em Jerusalém podiam saber o que Paulo estava ensinando, a menos que ele (ou alguma outra pessoa) relatasse o que ele estava fazendo? A sugestão é que os inimigos teológicos de Paulo estavam trazendo relatórios falsos aos líderes de Jerusalém. Deus revelou a Paulo que ele deveria fazer uma viagem até a sede para apresentar a verdade diante deles.)

1. Com quem Paulo está falando quando diz “Não nos submetemos a eles nem por um instante”? (Paulo está falando aos membros da igreja da Galácia e está se referindo aos seus oponentes teológicos.)

a. Qual é o motivo de Paulo para falar isto? Coloque-se no lugar de um membro da igreja da Galácia quando responder esta pergunta. (Assim como os líderes na sede não sabiam o que Paulo estava ensinando aos gentios, também os membros da igreja na Galácia não sabiam o que Paulo estava dizendo em seu relatório para a sede. Ele poderia estar dizendo a cada grupo o que eles queriam ouvir. Paulo assegura aos gálatas que não esta fazendo isto. Ele tem uma mensagem consistente, seja para a sua audiência na sede em Jerusalém, seja para as igrejas gentílicas.)

D. Leia Gálatas 2:6-9. Quem são os líderes importantes? (Paulo os indica por seus nomes:: Tiago, Pedro e João.)

1. Paulo soa como um rebelde aqui? (Sim. Voe já notou que as pessoas normalmente tentam “compensar”, por causa do seu contexto pessoal em relação a certos problemas? Eu já vi isso. Uma igreja concentrada em algum problema passa dos limites naquela área. Paulo não precisa lançar dúvidas sobre a importância de Tiago, Pedro e João para aumentar a sua própria autoridade. Porém, é assim que eu leio esta declaração que parece reduzir a importância da liderança na sede.)

2. Parece estranho que Paulo tivesse alguns defeitos de personalidade? (Época, cultura, contexto e tradução tornam incerta a minha conclusão acerca da atitude de Paulo. Porém, se estou certo, isto simplesmente exalta a importância da graça!)

E. Perguntei anteriormente a respeito da democracia na igreja. Paulo diz que recebeu a sua mensagem diretamente de Jesus (Gálatas 1:1), e que a compartilhou primeiro com os líderes principais. Parece claro que Paulo não está procurando uma maioria de votos entre o povo para confirmar seus pontos de vista. Ele parece estar buscando a confirmação de seus pontos de vista por parte dos líderes. Que tipo de igreja organizada resultaria deste tipo de atitude? (A única maneira de reconciliar as declarações e a conduta de Paulo aqui com a organização da igreja é acreditar que Paulo estava certo de que sua mensagem vinha de Deus e que Deus tornaria a Sua vontade clara para a liderança.)

II. Os Pobres

A. Leia Gálatas 2:10 e Atos 2:44-47. A pobreza mencionada em Gálatas é o resultado de decisões econômicas da igreja apostólica? (Historicamente, quando removemos o incentivo para o trabalho por lucro, a pobreza se instala (veja Provérbios 16:26 e Provérbios 14:23). Contudo, Atos 11:27-29 sugere que uma fome pode ser parte do problema. Note que esta fome atingiu todo o império romano.)

1. De todas as exigências teológicas que os líderes da igreja poderiam ter imposto sobre Paulo, esta foi a única. O que isto sugere acerca da importância de ajudar os pobres? Ou isto nos ensina que ajudar os pobres é apenas uma sugestão?

2. Note que não pedido aos gentios que se amoldassem de acordo com Atos 2:44-47. Por que isto? (Espere. Atos 2:45 diz que os crentes recebiam o que necessitavam. A sugestão para os gentios em Gálatas 2:10 é ajudar aos pobres – aqueles que estavam passando necessidades.)

III. Paulo Versus Pedro

A. Leia Gálatas 2:11-14. Vamos discutir este texto com alguns detalhes. Paulo confronta publicamente a Pedro, um líder proeminente da igreja. Deveríamos confrontar publicamente os nossos líderes quando achamos que eles estão errados?

1. Se a resposta é “sim”, então quem deveria fazer isto? Qualquer um, ou apenas outros líderes, como Paulo?

2. Qual é a natureza do problema criado por Pedro? (O problema é público. Pedro não está apenas fazendo concessões em uma questão importante e atual, mas os gentios estão sendo envergonhados e induzidos a pensar que são cristãos de segunda classe. Não creio que os líderes deveriam ser confrontados publicamente acerca de problemas particulares, somente por problemas públicos.)

a. E sobre a questão de quem está capacitado a confrontar um líder? (Paulo recebeu sua mensagem de Jesus. Sua mensagem foi confirmada pelos líderes da igreja. Estes dois fatos são muito importantes na questão de confrontar os líderes da igreja.)

3. Veja atentamente o texto e note a diferença entre o que Paulo está pensando e o que ele realmente diz. Que tipo de diferença existe entre as duas coisas? (Seus pensamentos são ásperos, mas o que ele diz é principalmente uma declaração de fatos incontestáveis, seguida de uma pergunta.)

a. Qual é a razão pela qual Paulo usaria uma pergunta para confrontar a Pedro? (Ele queria que Pedro respondesse a pergunta de uma maneira que convencesse Pedro de seu erro. Compare II Samuel 12:1-10, onde Natã procura o conselho do rei Davi. A pergunta é representada como uma história e a resposta de Davi o convence de seu pecado.)

b. Esta é uma lição sobre como nós (ou os líderes da igreja) deveriam confrontar a liderança da igreja? (Este parece ser um ótimo exemplo. Somente faça confrontações públicas com relação a questões públicas. A confrontação não deve ser áspera, mas deveria buscar convencer o líder do problema do pecado. É melhor que líderes confrontem outros líderes. A confrontação não deveria ocorrer sem o apoio da liderança da igreja acerca do assunto e a direção do Espírito Santo.)

B. Amigo, Deus está preocupado acerca da unidade de Sua igreja. Você vai orar e trabalhar por uma igreja unificada?

IV. Próxima Semana: Justificação Pela Fé

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Evangelho em Gálatas - Lição 02

A Autoridade de Paulo e o Evangelho
(Gálatas 1; Atos 5)

Introdução: Na semana passada aprendemos que Paulo dependeu de sua educação de alta qualidade e de seu passado como autoridade legal para defender-se das acusações que foram levantadas contra ele. Nesta semana veremos que Paulo está mais uma vez se defendendo – e fazendo algumas declarações muito impressionantes. O que este tipo de defesa nos diz? Nos diz que Paulo acredita que foram levantados sérias dúvidas com relação à sua credibilidade. Como você se sente quando alguém ataca a tua credibilidade e a tua autoestima? É difícil, certo? Por que você acha que Paulo está sob tais ataques tão sérios? Vamos mergulhar em nosso estudo do livro de Gálatas e ver se estes ataques são justificados!

I. A Autoridade de Paulo

A. Leia Gálatas 1:1-2. Como o teu líder religioso chegou à direção da tua congregação? (Normalmente, seres humanos (espera-se que sejam guiados pelo Espírito Santo) fazem os arranjos necessários.)

1. O que Paulo fala acerca de seu chamado? (Que ele não veio da parte de homens.)

2. Por que Paulo diz “não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma”? O que a expressão “pessoa alguma” acrescenta? (O comentário de Jack Sequeira revela que inimigos do evangelho haviam vindo à igreja da Galácia (uma igreja fundada por Paulo) e dito aos membros que Paulo era “autoeleito”. Ele não tinha autoridade real para os seus ensinamentos. Portanto, com a expressão “pessoa alguma” Paulo está dizendo “eu não elegi a mim mesmo”.)

3. Quem autorizou a mensagem de Paulo? (Ele diz que foram tanto “Jesus Cristo” quanto “Deus Pai”.)

B. Vamos pular à frente e ler Gálatas 1:11-12. Qual é a afirmação que Paulo faz aqui? (Que Jesus o havia ensinado pessoalmente.)

1. Por que deveríamos acreditar em Paulo? Jesus havia retornado ao céu!

a. Se eliminarmos da Bíblia os livros escritos por Paulo, provavelmente teremos uma visão diferente da salvação. Jesus com frequencia se refere a algo que alguma pessoa precisa fazer para ser salva (veja, por exemplo, Mateus 5:17-20; Mateus 25:34-36, Mateus 19:21). Sei que estas declarações que parecem contradizer a graça podem ser explicadas, mas tenho dúvidas se muitos tentariam a explicação sem os escritos de Paulo a respeito da graça. Isto quer dizer que a questão sobre de onde Paulo tirou as suas idéias é muito importante – mesmo na atualidade.

C. Leia Gálatas 1:15-20. Como isto afeta a credibilidade de Paulo? (Geralmente, não fico impressionado quando alguém tem que negar que está mentindo! “De verdade, foi isso que aconteceu!” O que dá credibilidade a Paulo é que ele dá os detalhes de sua instrução – ele esteve por três anos na Arábia, recebendo instruções de Jesus.)

1. Você acha que Jesus passou três anos com Paulo – mais ou menos o mesmo tempo que Jesus passou com Seus discípulos? (Nós simplesmente não sabemos. Paulo não afirma que Jesus o estava instruindo todo este tempo.)

D. Leia Atos 9:10-15. Quem escreveu o livro de Atos? (Acreditamos que Lucas o escreveu, não Paulo. Portanto, Lucas está convencido, baseado em um relato de Ananias, que Paulo foi selecionado especialmente por Deus para compartilhar o evangelho com os gentios.)

E. Leia Pedro 3:15-16. O que o discípulo Pedro diz acerca dos escritos de Paulo (além de que eles são difíceis de entender, em alguns trechos)? (Que os escritos de Paulo são oriundos da sabedoria que Deus deu a Paulo, que eles estão no mesmo nível das “outras Escrituras”, e que ignorá-los ou torcê-los significa a perda da salvação.)

1. O que isto nos diz acerca da autoridade de Paulo? (Que os líderes da igreja que estava nascendo, Lucas e Pedro, aceitavam as afirmações de Paulo a respeito de sua autoridade. Então, também deveríamos aceitar.)

2. Vamos voltar para a nossa questão original: por que você acha que a autoridade de Paulo estava sob tal ataque? (Se Satanás quisesse acabar com a mensagem da graça, Paulo seria o seu alvo.)

3. A graça (justificação pela fé somente) é importante? (Além de uma parte da cristandade, todas as religiões do mundo são baseadas em obras. Isto deveria nos dizer algo importante acerca da luta entre o bem e o mal.)

F. Antes de terminarmos esta seção, vamos ler Atos 1:6. Sempre achei que esta pergunta, apresentada a Jesus pouco antes de Seu retorno ao céu, deve ter sido muito desapontadora. Seus seguidores parecem ainda estar confusos a respeito da missão de Jesus. É possível que, à luz desta pergunta, Jesus houvesse repensado a questão de usar pescadores aposentados para promover o evangelho, e decidido que acrescentaria ao Seu grupo um teólogo incrivelmente inteligente, altamente educado?

II. O Evangelho

A. Agora que resolvemos a questão da autoridade de Paulo, vamos voltar para Gálatas 1:1. Como Paulo descreve Jesus? (“Ressuscitado dos mortos”.)

1. Por quê? (Esta questão é central ao assunto da salvação pela graça. Ou vivemos ou morremos pela lei, ou vivemos ou morremos por aceitar a vida, morte e ressurreição de Jesus em nosso favor. A parte mais importante disto (para Jesus e para nós) é a parte da ressurreição!)

B. Leia Gálatas 1:3-5. Não vamos escorregar rapidamente por sobre essas palavras que vemos o tempo todo. O que quer dizer ter “graça e paz”, e por que Paulo diria essas três palavras em vez de “riqueza e beleza”? (Graça, mais uma vez, é o nosso bilhete para a vida eterna. Isto nos dá paz com Deus. Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, portanto temos a graça e a paz disponível para nós.)

C. Leia Gálatas 1:6-7. Quem está sendo abandonado? (Paulo parece estar se referindo a si mesmo. Ele é quem os chamou para a graça.)

1. Qual é o problema? (Eles estão abandonando o evangelho.)

2. Medite sobre isto por um momento. Quando penso acerca de me perder, minha preocupação é que Satanás me atrairá tão profundamente para o pecado que eu não me preocupo mais com o meu relacionamento com Deus. Paulo parece estar advertindo acerca de um problema diferente – um problema no qual os supostos seguidores de Deus nos atraem para um evangelho “pervertido”. O que poderia ser este falso evangelho?

D. Leia Atos 15:2-6. O que {o livro de} Atos registra como sendo o problema do falso evangelho? (Que os gentios devem ser circuncidados e obedecer à lei de Moisés.)

1. O que há de errado com a circuncisão ou com as instruções que Deus deu a Moisés? Deus deu instruções erradas no passado?

E. Leia Atos 15:7-11. Pedro se levanta e argumenta em favor do ponto de vista de Paulo. Um comentário que eu li apontou que a expressão “a lei de Moisés” (Atos 15:5) se referia à lei cerimonial, e não aos Dez Mandamentos. Resolver esta questão é importante?

1. Pedro e Paulo dizem que o que é necessário para a salvação é somente a fé. As pessoas do falso evangelho dizem que o que é necessário para a salvação é a fé mais alguma outra coisa. Reduzido a uma fórmula matemática: Salvação = Fé + X. A questão é o que este “X” representa? Ou a questão é se a salvação realmente exige um “X”?

2. Se a questão é o que o “X” representa, então precisamos decidir se o “X” são os Dez Mandamentos ou a lei cerimonial. Mas, se a questão é se o “X” é realmente necessário, não importando o que ele represente, então determinar a identidade do “X” é perda de tempo.

F. Leia Gálatas 1:8-9. Quão sério é o assunto de pregar um falso evangelho? (A vida eterna está em risco.)

G. Depois da discussão sobre o assunto, Tiago se levanta e dá a decisão da igreja primitiva. Leia Atos 15:19-20. Da maneira como entendo isto, a circuncisão e alei de Moisés estão de fora, evitar comer certas comidas e a pureza sexual estão dentro. Este é o novo “X”? A fórmula da salvação agora é Fé + X, com o X sendo definido no verso 20? (Dê uma olhada em I Coríntios 8. Ali, Paulo argumenta que somente aqueles que têm a “consciência (...) fraca” se abstém de comer carne oferecida aos ídolos. As declarações de Paulo em I Coríntios 8 e o bom senso, nos dizem que as nossos hábitos alimentares e a pureza sexual não podem ser o novo “X”. A circuncisão, a lei de Moisés, os Dez Mandamentos hábitos alimentares apropriados e pureza sexual são, todas eles, boas coisas. Estas instruções vieram de Deus para abençoar as nossas vidas e nos ajudar a andar em Seus caminhos. Mas nenhuma delas são parte da fórmula da salvação. Torná-las parte da formula da salvação é um falso evangelho.)

H. Amigo, e você? Você aceita que a mensagem de Paulo veio de Jesus? Você acredita na salvação unicamente pela fé? Ou está promovendo um falso evangelho no qual o arrependimento e a fé em Jesus precisam ser suplementados por um fator “X” – seja lá como quer que possamos defini-lo? Sou uma pessoa competidora. Gosto de conquistar a vitória e odeio a derrota. Mas, quando se trata de salvação, a minha natureza competitiva precisa ser jogada no lixo. Nada, absolutamente nada que eu faça (inclusive escrever estas lições) faz qualquer diferença para a minha salvação.

III. Próxima Semana: Unidade do Evangelho

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